

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Um paciente de 32 anos é trazido ao pronto-socorro, após sofrer um acidente de motocicleta, apresentando trauma contuso abdominal e fraturas nas pernas. Ao chegar ao hospital, está pálido, com frequência cardíaca de 130 bpm, pressão arterial de 85/55 mmHg e respiração rápida e superficial. O paciente está confuso e apresenta sinais de hipovolemia, com extremidades frias e úmidas.
O exame físico revela dor à palpação abdominal e fraturas expostas nas pernas. O diagnóstico é de choque hemorrágico devido à perda de volume sanguíneo.
Sobre o choque hemorrágico, é correto afirmar que
no choque classe II, há aumento da frequência cardíaca, sem queda nas pressões de pulso e arterial.
a acidose metabólica grave dos estados de choque hemorrágico é tratada com reposição de fluidos, sangue e bicarbonato de sódio.
o débito urinário é um indicador menos sensível de resposta à reposição volêmica do que a frequência cardíaca e a pressão arterial sistêmica.
no choque grau III há necessidade de hemotransfusão, que é prioritária em relação ao controle da hemorragia.
a administração precoce de hemoderivados em uma proporção baixa de concentrado de glóbulos vermelhos para plasma e plaquetas pode prevenir o desenvolvimento de coagulopatia.
As fraturas do planalto tibial do tipo Schatzker II são consideradas na classificação AO como tipo
41B1.
41B2.
41C1.
41C2.
41B3.
Paciente vítima de atropelamento é atendido no pronto atendimento e no exame físico nota-se abertura ocular somente aos estímulos dolorosos / de pressão, emite palavras inapropriadas e tem flexão anormal dos membros. Assinale a alternativa que contém a correta pontuação desses achados do exame físico de acordo com a escala de coma de Glasgow.
6 pontos
7 pontos
8 pontos
9 pontos
10 pontos
Paciente do sexo masculino, 27 anos, índice de massa corpórea 18, é atendido em pronto-socorro uma hora após ter sofrido queda de um telhado de 4 metros de altura. Afebril e hemodinamicamente instável. Sem sinais externos de trauma e sem hematúria. Tomografia computadorizada com contraste revela ausência de contraste em seu rim direito. Segundo a classificação da AAST, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o grau de trauma renal e a conduta a ser adotada:
Grau IV, cirúrgica de urgência.
Grau II, conservadora.
Grau V, cirúrgica de urgência.
Grau I, conservadora.
Grau III, conservadora.
A cricotireoidostomia por punção pode ser realizada em pacientes politraumatizados para manter o paciente adequadamente oxigenado por:
10 a 20 minutos.
20 a 30 minutos.
30 a 45 minutos.
45 a 60 minutos.
60 a 75 minutos.
Com relação aos traumatismos torácicos, é CORRETO afirmar que:
Devem ser tratados, em sua maioria, com toracotomia posterolateral.
Apoia-se o seu tratamento no uso rotineiro de drenagem torácica para tratamento de hemotórax e pneumotórax.
Podem ser tratados por drenagem do tórax apenas cerca de 10% dos pacientes com hemorragia nele localizada.
Resulta de lesões da circulação pulmonar de alta pressão a maior parte do sangramento no tórax.
Paciente vítima de ferimento por arma branca em hipocôndrio direito é submetido a laparotomia exploradora e durante a cirurgia foi identificado sangramento hepático grave.O cirurgião tomou a decisão de realizar uma manobra para bloquear o fluxo sanguíneo hepático. A manobra a ser realizada, neste caso, é:
Mattox
Pringle
C-kocher
Cattell
Whipple
Homem de 37 anos de idade, vítima de queda de moto após choque em alta velocidade com um carro, é trazido ao pronto socorro. Apresenta-se com vias aéreas pérvias, murmúrios vesiculares presentes e simétricos, FR de 30 ipm, FC de 125 bpm, PA de 90 x 50 mmHg. Apresenta ainda sinais de fratura em face, antebraço direito e perna direita. Dor à palpação da bacia e distensão abdominal, sem outras alterações.
Em relação a classificação do choque a indicação ou tratamento:
Choque classe III, cristalóide e sangue.
Choque classe III, sangue, apenas.
Choque classe IV, cristaloíde e sangue.
Choque classe IV, sangue, apenas.
Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 9 indivíduos falecem a cada minuto em decorrência de politrauma, que pode ser causado por acidentes de trânsito, quedas de alturas variadas, violência armada, incêndios, entre outros. Durante a avaliação inicial de um paciente com politraumatismo, de acordo com as diretrizes mais recentes do Advanced Trauma Life Support (ATLS), a primeira ação a ser tomada é:
Vias aéreas e sondagem vesical
Respiração e Ventilação.
Acesso venoso.
Avaliação de hemorragia exsanguinante ou hemorragia externa grave.
Disfunção neurológica.
Mulher de 28 anos, vítima de colisão auto x auto encaminhada para emergência em prancha e com colar cervical, inconsciente, PA de 80 x 40 mmHg e pulso de 138 bpm. Apresenta desvio de traqueia para a esquerda, afundamento de parede anterior do hemitórax direito, respiração paradoxal e ausência de murmúrio vesicular a direita. As condutas listadas abaixo deverão fazer parte do atendimento desse paciente.
1. Entubação traqueal e ventilação.
2. Limpeza e imobilização da fratura do fêmur.
3. Craniotomia de urgência.
4. Punção torácica aliviadora seguida de drenagem.
5. Acesso venoso periférico e reposição volêmica.
Qual a sequência CORRETA de atendimento?
4, 1, 5, 3 e 2
1, 4, 5, 3 e 2
1, 5, 4, 3 e 2
1, 4, 3, 5 e 2
Em um paciente politraumatizado, o exame FAST positivo indica:
presença de líquido intraperitoneal ou pericárdico.
pneumotórax hipertensivo.
laceração de fígado ou baço.
obstrução intestinal com peritonite.
presença de lesão vascular torácica.
Em relação aos exames complementares que podem ser utilizados no trauma abdominal, assinale a alternativa correta.
O lavado peritoneal não pode detectar lesão intestinal.
A acurácia do FAST independe de quem o realiza.
A tomografia computadorizada é um método diagnóstico não invasivo.
O lavado peritoneal não pode ser realizado em pacientes hemodinamicamente instáveis.
A tomografia computadorizada não pode ser repetida para fins de comparação.
Um paciente de 38 anos de idade, vítima de acidente automobilístico com capotamento e ejeção do veículo, dá entrada na emergência acordado, hipocorado +/4+, PA 112 x 69 mmHg, FC 125 bpm, FR 26 irpm, SatO2 88%. A inspeção evidencia presença de grande equimose e crepitação em parede torácica esquerda, com enfisema subcutâneo e movimento paradoxal de um segmento extenso. À ausculta cardíaca há ritmo cardíaco regular, com bulhas normofonéticas, e à ausculta respiratória há murmúrio vesicular abolido a esquerda; à percussão torácica se evidencia hipertimpanismo do hemitórax esquerdo. Pupilas isocóricas e fotorreagentes.
Considerando um trauma torácico contuso com tórax instável, é correto afirmar que
o tórax instável necessita de correção cirúrgica imediata.
quanto maior o segmento instável maior o shunt pulmonar.
a instabilidade da parede é a principal causa de insuficiência respiratória nesse tipo de traumatismo.
a hipoventilação causada pela dor pode interferir na identificação do segmento instável da parede torácica.
a pressão positiva intrapleural e a pressão atmosférica se equivalem no segmento afetado, permitindo o seu afundamento.
Um paciente de 38 anos, masculino, vítima de acidente de moto com TCE e politrauma, é socorrido pelo SAMU e levado para hospital de referência. Avaliação inicial: vias aéreas pérvias, com colar cervical e em prancha rígida; expansibilidade torácica simétrica, Sat O2 94%; ausência de sangramentos ativos, pelve estável; abertura ocular ao chamado, resposta verbal com palavras inapropriadas e localiza a dor; ausência de escoriações. PA 110 x 80 mmHg; FR 17irm; FC 96bpm. Feita a tomografia computorizada de crânio, evidenciou-se hematoma em forma de lua crescente, acompanhando a tábua e o parênquima encefálico lateralmente. O diagnóstico tomográfico provável desse paciente é um hematoma:
epidural.
subdural.
subaracnoide.
intraparenquimatoso.
O trauma pediátrico representa uma das principais causas de morbimortalidade na infância. Sobre isso, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
O trauma pediátrico é raro e, na maioria dos casos, não deixa sequelas a longo prazo.
O trauma contuso, principalmente por acidentes de trânsito, bicicletas e quedas, corresponde à maioria dos casos de trauma pediátrico.
No Brasil, segundo o DataSus, os traumas são responsáveis por menos mortes em crianças de 1 a 18 anos do que outras causas somadas.
Traumas em crianças são mais frequentemente penetrantes, como ferimentos por arma branca ou de fogo.
Apenas traumas intencionais são considerados relevantes para a morbimortalidade infantil.
Homem de 28 anos sofreu trauma doméstico com serra elétrica, evoluindo com perda de substância na ponta do II quirodáctilo direito, com exposição da polpa, porém sem exposição óssea ou tendínea. O paciente encontra-se estável, sem outras lesões associadas.
Qual é a melhor opção de fechamento para este defeito cutâneo?
Enxerto de pele parcial da coxa.
Fechamento primário com descolamento amplo para sutura sem tensão.
Fechamento por segunda intenção.
Retalho de avanço V-Y local.
Um paciente apresenta lesão de Brown-Sequard após a ocorrência de um trauma raquimedular, devido a acidente automobilístico. No que se refere a essa lesão, tem-se:
prognóstico ruim
hipoestesia térmica
lesão da coluna em hiperextensão
perda permanente do controle vesical
Homem de 35 anos dá entrada na sala de trauma após colisão automobilística (moto x auto). Foi trazido pelo SAMU em prancha rígida e com colar cervical. Na avaliação inicial, constatou-se trauma facial complexo, respiração ruidosa e sangramento profuso de ferimento em lábio, motivo pelo qual foi submetido à intubação orotraqueal em sequência rápida com ventilação mecânica controlado a volume. Ao exame apresentava ainda múltiplas fraturas de arcos costais e em membro inferior esquerdo. Após alguns minutos evolui com piora importante do estado clínico geral iniciando taquicardia importante (FC 122 bpm), hipotensão progressiva (PA 50 x 30 mmHg), murmúrio vesicular difusamente abolido e estase jugular. Não se observou desvio da traqueia da linha média.
Qual a conduta imediata nesse caso?
Drenagem torácica bilateral no 4º espaço intercostal, linha hemiaxilar.
Punção de Marfan.
Punção de alívio no 2º espaço intercostal, bilateralmente, na linha hemiclavicular.
Radiografia de tórax na sala de trauma.
Ultrassom FAST.
Um paciente de 40 anos, vítima de politrauma, chega ao pronto-socorro com hipovolemia grave e acidose metabólica documentada em gasometria arterial (pH 7,25; HCO₃⁻ 15 mmol/L; PaCO₂ 28 mmHg). Durante a reposição volêmica, surgem dúvidas da equipe sobre interpretação de distúrbios ácido-básicos.
Com base no texto, classifique como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):
( ) A queda do bicarbonato sérico associada à diminuição compensatória da PaCO₂ caracteriza acidose metabólica com resposta respiratória adequada.
( ) Na acidose metabólica por hipoperfusão tecidual, o lactato é frequentemente elevado.
( ) A alcalose metabólica é comumente associada a vômitos prolongados ou uso excessivo de diuréticos de alça.
( ) A acidose respiratória crônica pode cursar com retenção de bicarbonato renal como mecanismo compensatório.
Assinale a sequência CORRETA:
V – F – V – V
V – V – V – V
F – V – F – V
V – V – F – F
Miriam, uma jovem de 19 anos é atendida no pronto-socorro após colisão automobilística. Encontra-se consciente, agitada e com múltiplas escoriações, sem sinais de fraturas instáveis. Na avaliação inicial, apresenta saturação periférica de oxigênio (SatO₂) de 77%. Considerando os protocolos de manejo inicial em situações de trauma e hipoxemia, a conduta mais adequada é:
Administrar oxigênio por máscara facial com reservatório (máscara não reinalante) a 15 L/min, visando rápida correção da hipoxemia.
Utilizar cânula nasal de baixo fluxo, pois valores dispensam fluxo elevado de oxigênio.
Iniciar ventilação não invasiva (VNI) como primeira escolha, independentemente do nível de consciência.
Proceder imediatamente à intubação, sem tentativa prévia de oxigenoterapia suplementar.
Aguardar reavaliação clínica, já que os valores da saturação periférica de oxigênio estão normais, indicando ausência de urgência ventilatória.