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A avaliação nutricional de uma gestante é uma das primeiras etapas do acompanhamento nutricional no pré-natal, fornecendo dados importantes para a elaboração de condutas dietéticas adequadas e para a promoção do melhor estado nutricional materno e do concepto. Sabe-se que, na avaliação de uma gestante,
com diabetes mellitus tipo 2, hospitalizada, em fase de ajuste do esquema insulínico, deve-se realizar a avaliação nutricional completa e acompanhamento semanal.
com índice de massa corporal pré-gestacional indicando obesidade, recomenda-se ganho ponderal de 1,0 kg no 1º trimestre e 0,3 kg por semana no 2º e 3º trimestres.
com baixo peso pelo índice de massa corporal prégestacional, recomenda-se inclinação ascendente da curva no gráfico de acompanhamento nutricional, e que esta permaneça na faixa de baixo peso ou alcance a faixa A.
com índice de massa corporal pré-gestacional indicando estado nutricional adequado, recomenda-se um ganho de 0,4 kg por semana a partir do 1º trimestre.
Mulher em período de lactação exclusiva, peso de 80Kg e altura de 1,62m, apresenta-se em consulta nutricional com queixa de sobrepeso. Qual conduta deve ser adotada pelo nutricionista para controle de peso da lactante?
Respeitar o hábito alimentar da nutriz e acrescentar alimentos galactogogos.
Indicar a ingestão mínima de quatro a seis copos de líquidos diariamente.
Acrescentar ao gasto energético total da nutriz um valor de 400 Kcal/dia.
Calcular o gasto energético total da nutriz sem o adicional da lactação.
A sialorreia é um sintoma comum durante a gravidez, e está associada a ingestão de:
gordura.
amido.
café.
pimenta.
A avaliação antropométrica de gestantes tem como objetivo principal identificar desvios no peso pré-gestacional e / ou no ganho de peso durante a gestação, visando à elaboração de estratégias para um adequado estado nutricional materno e do feto.
Analise as afirmativas a seguir acerca do tema em questão.
I. Peso pré-gestacional é definido como o peso medido há até 1 mês anterior à gestação. Na ausência dessa informação, considera-se o peso atual da gestante, aferido até a 4ª semana de gestação.
II. Para gestantes de baixo peso, recomenda-se ganho de peso semanal de 0,7 kg nos segundo e terceiro trimestres e ganho de peso ao final da gestação de, no mínimo, 10,5 kg.
III. Considerando gestantes obesas, recomenda-se que a curva da evolução do IMC em relação à idade gestacional seja levemente descendente a partir do terceiro trimestre gestacional.
IV. Os valores de referência de ganho de peso trimestral e total para gestantes adolescentes são distintos dos utilizados para gestantes adultas. Deve-se considerar que gestantes adolescentes ainda estão em período de crescimento e desenvolvimento ósseo.
Estão incorretas as afirmativas:
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II, III e IV.
A gestação é um período que produz transformações físicas, fisiológicas, hormonais e emocionais na vida da mulher, que demandam uma resposta adaptativa exigida durante esta fase. Portanto, para que este período transcorra de forma saudável para a gestante e para o bebê, são necessários alguns ajustes na rotina da mulher. Com relação à alimentação durante a gestação, o conhecimento científico aponta que as necessidades nutricionais aumentam, sendo recomendadas alterações na dieta com vistas à saúde do binômio mãe-filho. Todavia, crenças, proibições e prescrições interferem no comportamento e nas práticas alimentares de gestantes. Além disso, para uma grávida, o ato de comer pode ser intensamente afetado por questões objetivas, como os recursos materiais disponíveis, que interferem na disponibilidade e no acesso aos alimentos, as condições sociais e as experiências e indisposições corpóreas. Com base nestas considerações, julgue as afirmativas abaixo relacionadas à assistência nutricional na gestação.
I- O cálcio deve ser suplementado por via medicamentosa, devido às elevadas necessidades deste mineral na gestação. A ingestão de água e sal deve ser restrita e monitorada para prevenção de hipertensão e edemas que podem levar a parto prematuro.
II- O peso da gestante aumenta devido à formação da placenta, líquido amniótico, crescimento do bebê, volume do útero e do sangue, tecido mamário e gordura de reserva
III- Um inadequado ganho de peso está associado ao aumento do risco de atraso de crescimento intrauterino e mortalidade perinatal.
IV- Do primeiro ao terceiro trimestre as necessidades proteicas da gestante estão igualmente aumentadas em função da formação da placenta, crescimento dos tecidos uterinos e desenvolvimento e crescimento do bebê.
Estão corretas as afirmativas:
II e III
I e III
I e II
III e IV
II e IV
05. Considere a situação abaixo: Mulher primigesta, 26 anos de idade, com IMC de 19,1 kg/m2, com 12 semanas de gestação. Com relação às adaptações observadas nessa fase, analise as proposições abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) Grande diminuição da sensibilidade dos tecidos da gestante à ação da insulina
( ) Aumento da volemia e do volume de líquido intracelular da gestante
( ) Aumento do débito cardíaco e do fluxo sanguíneo renal e periférico
( ) Aumento nas concentrações de VLDL no plasma materno entre 2-2.5-vezes superior ao normal.
( ) Mobilização das reservas energéticas maternas para apoiar o crescimento do feto, da placenta e dos tecidos maternos.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
F-V-V-F-F
F-F-V-V-V
F-F-V-V-F
V-V-F-F-V
V-F-V-F-V
As duas figuras, A e B, representam a evolução do estado nutricional de duas gestantes em gráficos de Índice de Massa Corporal (IMC) por semana gestacional.
Considerando as figuras, assinale a alternativa correta.
Em ambas as figuras a evolução do IMC, de acordo com a semana gestacional, está conforme recomendação, uma vez que gestantes com sobrepeso devem ganhar de 7 a 11 kg durante a gestação, e gestantes com obesidade devem perder peso durante a gestação.
Na figura A, está descrita a evolução recomendada do IMC, de acordo com a semana gestacional (reta ascendente) de uma gestante com sobrepeso. Na figura B, está representada a evolução não recomendada (reta descendente) de uma gestante com obesidade.
Somente a figura B representa a evolução recomendada do IMC, de acordo com a semana gestacional (reta descendente), pois gestantes com obesidade não devem ganhar peso durante a gestação.
Na figura A, está descrita a evolução do IMC não recomendada (reta ascendente), pois gestante com excesso de peso não deve ganhar peso durante a gestação. Na figura B, está descrita a evolução recomendada do IMC (reta descendente), pois gestantes com obesidade devem perder peso durante a gestação.
A gestante M.S., de 25 anos, foi atendida por um nutricionista na primeira consulta. Na anamnese, observou-se idade gestacional de 23 semanas, peso pré-gestacional = 62 kg, estatura = 1,60 m, peso atual = 68 kg, glicemia de jejum = 80 mg/dL, hipercolesterolemia, normotensa e relato de cansaço. Os indicadores/parâmetros nutricionais recomendados para avaliar o estado nutricional dessa paciente são:
IMC pré-gestacional, avaliação do ganho de peso e lipidograma.
IMC atual por idade gestacional, avaliação do ganho de peso gestacional e hemoglobina.
dobra cutânea tricipital, IMC pré-gestacional e hemograma.
perímetro do braço, avaliação do ganho de peso gestacional e glicemia de jejum.
A anemia na gravidez é caracterizada quando os valores de hemoglobina são iguais ou menores que:
11 g/dL.
12 g/dL.
13 g/dL.
14 g/dL.
Gestante de 27 anos, com 25 semanas de idade gestacional, em sua primeira consulta com a nutricionista, apresenta peso atual de 79kg e altura de 1,50m. Não soube informar o peso pré-gestacional. No cartão de pré-natal, há o registro, da sua primeira consulta com o obstetra, do peso de 67kg com 13 semanas de idade gestacional. O ganho de peso semanal, em gramas, a ser recomendado para essa gestante é de:
0,500
0,300
0,250
0,125
O procedimento de avaliação antropométrica recomendado para crianças menores de cinco anos é o índice de
peso para idade.
altura para idade.
massa corporal.
altura para peso.
adiposidade corporal.
Na avaliação nutricional das gestantes adolescentes (menor de 20 anos) e na programação do ganho de peso gestacional, o Ministério da Saúde (2013) recomenda no Manual de Baixo Risco:
Para as adolescentes que engravidaram dois ou mais anos depois da menarca (geralmente maiores de 15 anos), a interpretação dos achados da avaliação antropométrica com base no Índice de Massa Corporal (IMC) inicial, indicará baixo peso em muitas.
Na programação do ganho de peso recomendado (em kg) na gestação, segundo o estado nutricional inicial para as gestantes adolescentes, deve-se recomendar o limite máximo de ganho de peso semanal e total, correspondente a cada categoria de IMC pré-gestacional ou inicial.
A avaliação da estatura da gestante adolescente deverá ser realizada pelo menos trimestralmente durante a gestação e o peso materno deve ser avaliado em todas as consultas de pré-natal.
Na avaliação do IMC para o diagnóstico inicial da gestante, o ideal é que seja calculado o IMC pré-gestacional com o peso referido ou o IMC calculado a partir de medição do peso realizada até a 16ª semana gestacional.
Na avaliação antropométrica em pediatria são utilizados índices como parte essencial da interpretação das medidas antropométricas, sendo constituídos a partir de duas ou mais medidas antropométricas. Julgue V (verdadeiro) e F (falso) para as afirmativas a seguir.
( ) Peso para a Idade: em crianças de 6 meses a 7 anos é indicador de desnutrição aguda, sendo amplamente utilizado para avaliar a desnutrição protéico-energética e nutrição em excesso, especialmente em lactentes, quando a medida de comprimento é difícil.
( ) Estatura para Idade: A estatura para idade estima o estado nutricional passado ou crônico e é um indicador valioso de stunting, condição caracterizada por baixa estatura para a idade, mas com peso apropriado para a baixa estatura.
( ) Peso para a Estatura: é um indicador sensível do estado nutricional passado. Não é muito útil na avaliação dos benefícios de programas de intervenção, uma vez que é pouco sensível a mudanças do estado nutricional atual.
( ) Perímetro Cefálico para a idade: é um indicador importante do crescimento do cérebro nos 3 primeiros anos de vida. Após 3 anos de idade, o crescimento do perímetro cefálico é tão lento que essa medida deixa de ter utilidade.
Assinale a alternativa CORRETA que ordena na sequência, o julgamento da primeira à última afimativa.
V – V – F – F.
V – F – V – F.
F – V – F – F.
F – V – V – F.
Em crianças, o perímetro cefálico (PC) reflete o tamanho do encéfalo, enquanto o perímetro torácico (PT) tem relação com a massa muscular e a adiposa. Até o sexto mês de vida, o perímetro cefálico e o torácico são praticamente iguais. Nesse sentido, a relação PT/PC menor que um, em uma criança de seis meses, pode indica
crescimento adequado.
desnutrição.
sobrepeso.
obesidade.
A gestante Terezinha tem 30 anos de idade, está em sua primeira gestação e procura consulta com nutricionista. Antes de engravidar, seu peso era 71 kg e sua altura era 1,63 m. Seu estado nutricional pré-gestacional foi classificado na categoria sobrepeso, segundo o valor de Índice de Massa Corporal (IMC) igual a 26,72 kg/m2. Nessa consulta, a paciente está na oitava semana da gestação e pesa 69,2 kg, o que mostra perda de peso nos dois primeiros meses de gestação. A fim de determinar as necessidades energéticas para Terezinha, utilizando a fórmula proposta pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), de 1985, o peso considerado no cálculo da taxa de metabolismo basal deve ser
peso atual.
peso ideal.
peso pré-gestacional.
peso médio da gravidez.
No manejo de gestantes com Diabetes Mellitus, é previsto nas rotinas do Manual de Alto Risco do Ministério da Saúde (2012):
Avaliação do perfil glicêmico, após 7 a 14 dias de intervenção dietética, por meio de glicemia de jejum, uma hora após o café e uma hora após o almoço, sendo considerados como anormais os valores maiores ou iguais a 95mg/dL (jejum) e 140mg/dL (1 hora após as refeições). Se a gestante apresentar um dos valores alterado com a dieta adequada, será indicada insulinoterapia.
A intervenção dietética, que deve seguir os princípios, segundo o índice de massa corporal (IMC): se for normal, a ingestão calórica diária deve ser estimada na base de 30–35Kcal/Kg; para as com sobrepeso ou obesas, devem ser recomendadas pequenas reduções na ingestão calórica (dietas com 15-20kcal/Kg/dia) e para as gestantes com IMC <19 a ingestão calórica deve ser de 50kcal/Kg/dia para prover ganho adequado de peso.
A atividade física, que deve fazer parte da estratégia de manejo do Diabetes na gestação. Gestantes sedentárias podem ser orientadas a iniciar um programa de caminhadas diárias ou exercícios de flexão dos braços, sendo 60 minutos por dia. Gestantes que já praticavam exercícios regularmente podem mantê-los, mesmo os de alto impacto.
A composição da dieta da gestante com Diabetes, que deve ter as seguintes proporções de macronutrientes: 40–60% de carboidratos complexos ricos em fibras, 20% de proteínas e 20–30% de gorduras não saturadas. A distribuição calórica diária deve ser de 10–20% no café da manhã, 20–30% no almoço, 15-20% no jantar e até 10% para lanches, incluindo um lanche ao deitar para evitar a hipoglicemia noturna se a mulher estiver em uso de insulina.
O diagnóstico do estado nutricional de gestantes e o ganho de peso adequado nesse período são fundamentais para a saúde da mulher e do feto. O sobrepeso, a obesidade e o ganho excessivo de peso na gestação estão associados
à taxa aumentada de mortalidade neonatal.
ao risco aumentado de prematuridade.
ao crescimento intrauterino retardado.
às complicações na gestação e no parto.
Sobre o acompanhamento do estado nutricional de gestantes, assinale a alternativa que apresenta a adequada avaliação do traçado da curva no Gráfico de Índice de Massa Corporal (IMC) por semana gestacional.
Baixo peso: a curva deve apresentar inclinação ascendente, paralela à curva que delimita a parte superior da faixa de estado nutricional baixo peso.
Obesidade: a curva deve apresentar inclinação descendente, até a gestante entrar na área de adequação do estado nutricional.
Sobrepeso: a curva deve apresentar inclinação descendente, até a gestante entrar na área de adequação do estado nutricional, e depois ascendente.
Obesidade: a curva não deve ter inclinação, mantendo-se reta desde a primeira avaliação, até o final da gestação.
Adequado: a curva deve apresentar inclinação ascendente paralela às curvas que delimitam a área de adequação do estado nutricional.
A estimativa do ganho de peso gestacional semanal e total para uma gestante adolescente deve ser feita segundo o IMC pré-gestacional. O ganho máximo de peso total recomendado pelo Ministério da Saúde na gestação de uma adolescente cujo índice de massa corporal se encontra no percentil 90 é de 9 kg.
Para uma gestante gemelar com índice de massa corporal pré-gestacional de 23,0 kg/m2, o ganho de peso total recomendado é de:
7,0 a 11,5 quilos.
11,4 a 19,1 quilos.
11,5 a 16 quilos.
14,1 a 22,7 quilos.
16,8 a 24,5 quilos.