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A adequada ingestão de vitaminas durante a gestação constitui um componente essencial da assistência pré-natal, pois participa de processos fisiológicos como eritropoiese materna, síntese de DNA e crescimento fetal. Entre essas vitaminas, o ácido fólico destaca-se por seu papel na prevenção de defeitos congênitos associados ao fechamento inadequado do tubo neural.
Fonte: MAHAN, L. K.; RAYMOND, J. L. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
Considerando o papel do ácido fólico na gestação, assinale a alternativa correta.
A suplementação de ácido fólico deve ser evitada em mulheres em idade fértil, uma vez que a ingestão dietética habitual é suficiente para atender às necessidades fisiológicas da gestação, em todas as situações.
O ácido fólico exerce função restrita ao metabolismo energético materno, não desempenhando papel relevante na formação de estruturas embrionárias, nem no desenvolvimento fetal, em nenhuma fase gestacional.
A deficiência de ácido fólico materno precoce está associada a um aumento da incidência de malformações congênitas, incluindo DTN (inclusive espinha bífida e anencefalia) e, possivelmente, fendas orofaciais e defeitos cardíacos congênitos.
A deficiência de ácido fólico durante a gestação está associada principalmente a alterações metabólicas maternas, sem evidências consistentes de repercussões estruturais no desenvolvimento fetal, em nenhuma fase gestacional.
A recomendação de ácido fólico para mulheres em idade fértil restringe-se exclusivamente ao período após a confirmação da gestação, momento em que se iniciam as principais etapas do desenvolvimento embrionário.
A nutrição durante a gestação é frequentemente avaliada pelo ganho de massa corporal materna, por ser um indicador de fácil mensuração. No entanto, esse ganho não necessariamente reflete os resultados de saúde da mãe ou do bebê, especialmente em mulheres com maior peso pré-gestacional. Embora seja necessário um aumento no consumo de alimentos durante a gestação e a lactação, a atenção deve estar na qualidade da dieta, pois os requerimentos de nutrientes aumentam mais do que as necessidades energéticas nesse período. A partir dessas considerações, analise as alternativas.
I- É necessária energia adicional durante a gestação para suportar as demandas metabólicas da gravidez e do crescimento fetal. O metabolismo aumenta em média 15% na gestação de um único feto, mas com grande variabilidade, especialmente no terceiro trimestre.
II- Proteínas adicionais são necessárias para apoiar a síntese dos tecidos maternos e fetais. Essa demanda aumenta durante a gestação e é maximizada durante o terceiro trimestre.
III- Todas as vitaminas e minerais são importantes para favorecer desfechos saudáveis na gestação. Enquanto alguns nutrientes podem ser obtidos apenas por meio da alimentação, outros frequentemente exigem suplementação, que idealmente deve começar antes da concepção, para garantir reservas adequadas no início da gravidez.
É CORRETO o que se afirma em:
II e III apenas.
I e II apenas.
III apenas.
I e III apenas.
I, II e III.
O carboidrato é o nutriente que exerce maior influência na variabilidade glicêmica pós-prandial. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (2025), qual deverá ser a quantidade mínima, de carboidratos, no plano alimentar diário de uma gestante diabética?
180 g/dia.
175 g/dia.
155 g/dia.
130 g/dia.
O objetivo da avaliação nutricional em gestantes deve ser sempre o de tirar aquelas com desvio ponderal no início da gestação, bem como identificar ganho de peso abaixo ou acima do esperado, relacionado à idade gestacional. Tais condutas permitem intervenção precoce e contribuem para melhor desfecho obstétrico. Sobre o assunto abordado, marque a alternativa correta.
Segundo o Institute of Medicine (IOM), o ganho total de peso recomendado na gestação para uma gestante com IMC pré-gestacional entre 25 e 29,9 é de 11,5 a 16 kg.
Uma gestante que inicia com IMC de 19 kg/m² e apresenta um ganho de 2 kg em apenas uma semana no segundo trimestre deve ser avaliada prioritariamente para hipotireoidismo gestacional subclínico.
Quando a gestante estiver entre o primeiro e o terceiro dia da semana gestacional, deve-se considerar a semana seguinte, e quando estiver entre o quarto e o sexto dia, considerar a semana completa.
Para mulheres com estatura inferior a 150 e 155 cm, é recomendado o menor ganho da faixa acima. Quanto às que estão abaixo do peso ideal e iniciaram o pré-natal após o primeiro trimestre, sugere-se que o ganho semanal seja próximo ao maior valor da faixa proposta.
A gestação é um período de mudanças e descobertas para a mulher, e cuidados específicos são necessários para uma gestação tranquila. O ganho de peso adequado pode ser um fator de preocupação para o profissional de saúde que acompanha a gestante. Nesse sentido, de acordo com a Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN (2011), qual deve ser a recomendação de ganho de peso total na gestação para uma gestante que está em situação de sobrepeso?
16,0 kg – 20,0 kg.
12,5 kg – 18,0 kg.
11,5 kg – 16,0 kg.
7,0 kg – 11,5 kg.
As necessidades energéticas dos lactentes são influenciadas por metabolismo basal, atividade, velocidade de crescimento e interação entre nutrientes. Lactentes saudáveis, quando amamentados até a saciedade ou alimentados com fórmula-padrão, costumam regular sua ingestão naturalmente, desde que os cuidadores interpretem adequadamente seus sinais de fome e saciedade. Considerando esse contexto, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(_) As necessidades de proteínas durante o rápido crescimento da lactância são mais altas por quilograma de massa corporal do que aquelas para as crianças mais velhas ou adultos.
(_) A recomendação atual para lactentes com menos de um ano de idade é consumir um máximo de 10 g de lipídeos por dia. Esta quantidade está presente em uma ingestão normal de leite materno e em fórmulas para lactentes.
(_) Os carboidratos devem fornecer 10 a 20% da ingestão de energia durante a lactância.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
F, V, F.
F, F, V.
V, F, F.
F, F, F.
No âmbito da Atenção Primária à Saúde, a assistência pré-natal envolve o monitoramento do estado nutricional e do ganho de peso gestacional e o manejo dietoterápico de intercorrências gástricas comuns. Conforme as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira e os manuais de pré-natal do Ministério da Saúde, o estímulo ao consumo diário de leguminosas, como o feijão, deve fazer parte das orientações do nutricionista na rotina de consultas com a gestante. Nesse sentido, analise as assertivas a seguir:
I. O feijão em combinação com arroz, além de ser um prato típico brasileiro, promove saciedade e é acessível.
II. O ferro presente nas leguminosas auxilia na prevenção de anemia ferropriva comum nessa fase da vida.
III. O feijão, assim como outras leguminosas, é rico em fibras que podem diminuir as chances de desenvolver sobrepeso e obesidade.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Durante a gestação, a avaliação nutricional frequentemente utiliza o ganho de massa corporal como indicador, embora este não reflita integralmente as necessidades fisiológicas maternas e fetais.
Fonte: MAHAN, L. Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia; RAYMOND, Janice L. (orgs.). Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2018.
Considerando esse contexto, é CORRETO afirmar que:
Gestantes que apresentam ganho de peso adequado estão, necessariamente, com ingestão nutricional suficiente para sustentar o crescimento fetal.
Durante a gestação, o organismo materno precisa de uma maior quantidade e qualidade de nutrientes específicos para garantir o crescimento e o desenvolvimento adequados do feto.
O ganho de massa corporal materno é um parâmetro suficiente e confiável para estimar, de forma precisa, o atendimento das necessidades nutricionais fetais em todas as fases da gestação.
O aumento da necessidade energética durante a gestação é sempre proporcional ao aumento das exigências de nutrientes, tornando desnecessária a avaliação da qualidade da dieta.
O acompanhamento pré-natal tem como propósito assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de um recém-nascido saudável e sem impacto para a saúde materna. A avaliação do estado nutricional da gestante baseia-se no índice de massa corporal por semana gestacional, assim quando a gestante tem baixo peso antes da gestação, recomenda-se o ganho de peso total em
5 a 9 kg.
7 a 11,5 kg.
11 a 16 kg.
12,5 a 18 kg.
A alimentação saudável na gestação favorece o bom desenvolvimento fetal e a saúde e o bem-estar da gestante, além de prevenir o surgimento de agravos, como diabetes gestacional, hipertensão e ganho de peso excessivo. Sobre a orientação alimentar de gestantes, assinale a alternativa correta.
O consumo de feijão e outras leguminosas deve ser desestimulado por causar flatulência e constipação intestinal, problema muito comum durante esse período fisiológico.
Os sucos naturais devem ser substituídos pelas bebidas prontas de caixinha já adoçadas ou sucos em pó, pois há grande risco de contaminação bacteriana e intoxicação por agrotóxicos das frutas in natura.
O sal comum deve ser vedado para o preparo das refeições e, por isso, recomenda-se o uso de temperos naturais e aqueles prontos considerados “light”.
O consumo de peixes é recomendado por causa de suas características nutricionais e os ricos em ácidos graxos ômega-3, como sardinha e salmão, devem ser priorizados.
A gestação é um período em que há aumento das necessidades de cálcio para atender às demandas de mineralização óssea fetal e manutenção da saúde óssea materna. Em contextos de baixa ingestão alimentar de cálcio, a suplementação pode ser uma estratégia importante de cuidado nutricional, especialmente em populações com maior risco de pré-eclâmpsia. As diretrizes internacionais ressaltam que a intervenção deve considerar a ingestão dietética habitual, o risco individual e o contexto epidemiológico. Considerando as recomendações atuais sobre suplementação de cálcio em gestantes, assinale a alternativa que apresenta a orientação MAIS ADEQUADA.
Toda gestante deve receber, rotineiramente, suplementação de cálcio em altas doses (acima de 2.000 mg/dia), independentemente da ingestão alimentar, pois o excesso de cálcio é facilmente excretado e não traz riscos maternos.
A suplementação de cálcio é contraindicada na gestação, pois aumenta o risco de cálculos renais maternos e de calcificação excessiva dos ossos fetais, devendo ser evitada mesmo quando a ingestão alimentar é insuficiente.
A suplementação de cálcio só é necessária no terceiro trimestre da gestação, período de maior mineralização fetal, sendo desnecessária em fases anteriores, ainda que a dieta da gestante seja pobre em laticínios e outras fontes de cálcio.
A suplementação deve ser realizada para todas as gestantes a partir da 12º semana de gestação até o parto com 1250 mg de carbonato de cálcio.
Durante a gestação, adaptações metabólicas são essenciais para mãe e para o feto. Sobre este tema, analise as asserções abaixo:
I. Adaptações metabólicas são necessárias para garantir um adequado crescimento e desenvolvimento do feto, que serão também importantes após nascimento e fornecer à mãe depósitos de energia adequados e substratos energéticos suficientes para lidar com as demandas da gestação bem como aquelas exigidas pelo parto e pela lactação
II. A gestante experimenta uma resistência à insulina durante a metade final da gestação, quando acontecem os ajustes no metabolismo materno para garantir uma maior oferta de glicose para o rápido crescimento fetal nesta fase.
Assinale a alternativa CORRETA.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições falsas.
O acompanhamento do ganho de peso em gestantes é essencial para evitar possíveis complicações relacionadas a diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. Sobre a avaliação e conduta nutricional para a fase gestacional, assinale a alternativa correta.
É comum no primeiro trimestre as gestantes apresentarem ganho de peso excessivo.
Quando não é possível obter a informação sobre o peso pré-gravídico, deve-se estimar pela circunferência do braço.
Sintomas como enjoo e vômitos, presentes a partir da 24º semana, limitam a capacidade de manter a ingestão energética mais elevada.
No primeiro trimestre, a gestante deve manter sua ingesta energética semelhante ao período pré-gestacional, considerando que não há acréscimos nesse período.
Gestante com 7 semanas de gestação (aproximadamente 49 dias) procura atendimento nutricional relatando uso diário de suplemento contendo 50.000 UI de vitamina A, iniciado por conta própria após ler sobre benefícios imunológicos da vitamina. Durante a avaliação, refere histórico prévio de dieta pobre em alimentos fontes dessa vitamina e preocupação com risco de anemia fetal e baixo peso ao nascer. A nutricionista avalia simultaneamente os riscos associados à deficiência e ao excesso durante esse período gestacional.
Considerando as recomendações nutricionais relacionadas à vitamina A na gestação, diante dessa situação, o nutricionista deve
manter a suplementação atual, pois o risco de deficiência é maior que o risco de toxicidade durante toda a gestação.
reduzir a dose para 30.000 UI/dia de vitamina A, pois a dose ainda se manterá abaixo do limite de toxicidade gestacional.
orientar aumento adicional da ingestão e da suplementação da vitamina A, considerando o risco de anemia fetal e baixo peso ao nascer.
manter a dose elevada até o final do primeiro trimestre e reavaliar posteriormente, pois a manutenção da suplementação pode favorecer as demandas nutricionais da gestação.
suspender a suplementação e orientar ajuste da ingestão, pois valores superiores a 25.000 UI entre o 15º e o 60º dia de gestação estão associados a efeito teratogênico.
Uma gestante no segundo trimestre de gravidez foi encaminhada ao ambulatório de nutrição após apresentar ganho ponderal insuficiente e episódios recorrentes de anemia ferropriva. Durante a anamnese alimentar, constatou-se baixa ingestão de alimentos fontes de ferro biodisponível, elevada substituição de refeições por produtos ultraprocessados e consumo reduzido de frutas cítricas. Considerando os princípios da nutrição materno-infantil e as alterações fisiológicas da gestação, o entendimento tecnicamente adequado estabelece que:
a necessidade proteica materna sofre redução fisiológica durante a gravidez devido à diminuição relativa da taxa metabólica basal gestacional.
a suplementação de ferro apresenta benefício limitado durante a gravidez, considerando o aumento fisiológico da absorção intestinal desse mineral.
o aumento das necessidades energéticas gestacionais ocorre principalmente em função da expansão tecidual materna e do crescimento fetal progressivo.
o consumo de vitamina C associado às refeições reduz a biodisponibilidade do ferro alimentar, favorecendo o controle do estresse oxidativo placentário.
o ganho ponderal gestacional inadequado apresenta relevância secundária quando os parâmetros bioquímicos maternos permanecem próximos da normalidade clínica.
Uma Nutricionista que atua na Atenção Primária à Saúde está revisando as condutas do pré-natal em sua unidade, de acordo com a Política Nacional de Suplementação de Micronutrientes do Ministério da Saúde. Sobre a suplementação de ferro e ácido fólico para gestantes saudáveis, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a recomendação preconizada para prevenção de anemia ferropriva e defeitos do tubo neural.
Iniciar sulfato ferroso 40 mg de ferro elementar/dia e ácido fólico 1 mg/dia apenas a partir do segundo trimestre, mantendo até o final da gestação, sem necessidade de uso no puerpério.
Iniciar sulfato ferroso 40 mg de ferro elementar/dia e ácido fólico 0,4 mg/dia logo na primeira consulta de pré-natal, mantendo o ferro até 3º mês pós-parto e o ácido fólico até a 12ª semana de gestação.
Iniciar sulfato ferroso 60 mg de ferro elementar/dia apenas em gestantes com anemia confirmada laboratorialmente e ácido fólico 5 mg/dia para todas as gestantes durante toda a gestação.
Iniciar suplementação combinada de ferro e ácido fólico somente no terceiro trimestre, quando a demanda fetal é maior, suspendendo imediatamente após o parto em todas as mulheres.
Utilizar sulfato ferroso 40 mg de ferro elementar/dia apenas para gestantes adolescentes e ácido fólico 0,2 mg/dia para todas as gestantes, sem necessidade de ajuste de dose ao longo da gestação.
Durante a gestação, a alimentação saudável ajuda a prevenir doenças como pressão alta e diabetes mellitus gestacional. Nessa fase da vida, o nutricionista deve estar atento para o melhor acompanhamento do paciente sendo que
o baixo peso e a obesidade antes da gestação, assim como o ganho de peso insuficiente ou excessivo durante a gestação, podem trazer consequências negativas à mãe e ao bebê.
a alimentação adequada durante a gestação deve incluir uma diversidade de tipos de alimentos e processamentos.
a recomendação do uso de adoçantes durante a gestação é indicada para auxiliar no controle de peso.
o uso de chás de plantas durante a gravidez é recomendado, pois melhora absorção de ferro heme, reduzindo o risco de anemia e garantindo a saúde do bebê.
Assinale a alternativa CORRETA sobre as recomendações dietoterápicas para mulheres no período gestacional e de lactação:
Durante a lactação, a ingestão de cafeína deve ser completamente evitada, mesmo em pequenas quantidades, pois atravessa a barreira hematoencefálica do bebê e pode causar toxicidade.
A suplementação de ferro é contraindicada para gestantes com níveis normais de hemoglobina, sendo indicada apenas quando há diagnóstico de anemia ferropriva estabelecida por exames laboratoriais.
A necessidade energética total da mulher aumenta, em média, 400 kcal a partir do segundo trimestre da gestação, sendo recomendada a inclusão de alimentos fonte de ferro, cálcio e ácido fólico, com atenção à densidade nutricional.
O uso de alimentos alergênicos, como leite de vaca e ovos, deve ser evitado durante a lactação para prevenir o desenvolvimento de alergias alimentares na criança.
A ingestão proteica durante o período gestacional deve ser reduzida no terceiro trimestre para evitar sobrecarga renal materna e prevenir ganho ponderal excessivo no feto.
A adequada ingestão de micronutrientes durante a gestação exerce papel fundamental no crescimento e desenvolvimento fetal, além de contribuir para a prevenção de diversas complicações maternas e neonatais. Entre esses nutrientes, o ácido fólico destaca-se por sua participação na síntese de DNA e na multiplicação celular. Durante a gestação, a deficiência de ácido fólico está associada principalmente a:
Alterações no fechamento do tubo neural do embrião, podendo ocasionar malformações congênitas graves durante o desenvolvimento fetal.
Desenvolvimento obrigatório de diabetes gestacional decorrente de alterações metabólicas associadas à deficiência vitamínica materna.
Ocorrência de macrossomia fetal em praticamente todos os casos, independentemente das condições clínicas da gestante.
Surgimento de hipercalcemia neonatal provocada por alterações no metabolismo do cálcio durante a gravidez.
Durante a gravidez, as necessidades nutricionais da mulher aumentam em razão das adaptações fisiológicas que ocorrem para garantir o adequado desenvolvimento do feto e a manutenção da saúde materna. Dessa forma, o conhecimento das funções e das recomendações dos principais nutrientes é indispensável para a prática do nutricionista. Relacione os nutrientes apresentados na Coluna 1 com as descrições correspondentes na Coluna 2.
Coluna 1
1. Proteínas
2. Folato
3. Ferro
4. Carboidratos
Coluna 2
( ) A ingestão insuficiente desse nutriente está relacionada ao aumento do risco de defeitos do tubo neural e de anemia megaloblástica. Como medida de saúde pública, sua adição às farinhas de trigo e milho tornou-se obrigatória.
( ) Suas necessidades aumentam durante a gestação devido ao crescimento dos tecidos maternos e fetais, podendo ser necessária uma ingestão aproximadamente 25 g superior à recomendada para mulheres não gestantes.
( ) Trata-se de um mineral indispensável para a formação da hemoglobina e para o transporte de oxigênio. Durante a gestação, sua demanda é elevada em decorrência da expansão do volume sanguíneo materno e do desenvolvimento fetal.
( ) A recomendação diária é de aproximadamente 175 g, quantidade considerada suficiente para manter a glicemia materna e evitar a formação excessiva de corpos cetônicos, devendo representar cerca de 45% a 65% do valor energético total da dieta.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
1 – 2 – 4 – 3
4 – 3 – 2 – 1
3 – 4 – 1 – 2
2 – 1 – 3 – 4