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O leite de vaca (“in-natura”, integral, pó ou fluido) não é considerado alimento apropriado para crianças menores de um ano por apresentar inadequações. Sobre estas, analise as afirmativas abaixo:
I. Gorduras: contém altos teores de ácido linoleico, sendo 10 vezes superior às fórmulas lácteas.
II. Carboidratos: a quantidade é insuficiente, sendo necessário o acréscimo de outros açúcares.
III. Proteínas: fornece altas taxas, com consequente elevação da carga renal de soluto. Apresenta relação caseína/proteínas do soro inadequada, comprometendo a digestibilidade.
IV. Minerais e eletrólitos: fornece altas taxas de sódio, potássio, cálcio e cloretos, contribuindo para a elevação da carga renal de solutos, deletéria, principalmente para os recém-nascidos de baixo peso.
V. Vitaminas: baixos níveis de vitaminas C, D e E e, quando fervido ou diluído, diminui os níveis de algumas vitaminas.
É CORRETO, apenas, o que se afirma em
I, II e V.
I, III e IV.
I, III e V.
II, III e IV.
II, III, IV e V.
Uma menina de 2 anos, peso atual = 8 kg, com desnutrição grave, já passou por todas as etapas da fase de estabilização (fase I) do tratamento da desnutrição e está pronta para a fase de reabilitação (fase II). Já tendo passado pela transição gradual da dieta da fase I para fase II, a recomendação de energia e proteína é de:
1200 kcal/dia e 12 g de proteína/dia.
1600 kcal/dia e 36 g de proteína/dia.
800 kcal/dia e 32 g de proteína/dia.
800 kcal/dia e 32 g de proteína/dia.
640 kcal/dia e 12 g de proteína/dia.
A alergia à proteína do leite de vaca é a forma mais comum de hipersensibilidade alérgica alimentar. Uma das medidas que podem ser úteis para a prevenção da alergia alimentar em crianças é:
promover aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida, pois o leite materno possui características protetoras, como as IGA secretoras que agem contra a invasão bacteriana da mucosa.
utilizar fórmulas de soja nas crianças que apresentam fatores de risco para desenvolvimento da alergia alimentar.
iniciar a introdução de alimentos sólidos somente a partir do quarto mês; introduzir leite de vaca aos doze meses, ovo aos 24 meses, amendoim, nozes e peixe aos 36 meses.
restringir alimentos potencialmente alergênicos da dieta da gestante, como amendoim, camarão e nozes, que podem desenvolver alergias mais duradouras na criança.
A recomendação à gestante com relação a ganho de peso gestacional total é da seguinte forma:
Gestante com baixo peso pré-gestacional de 12,5 a 18 kg.
Gestante com sobrepeso pré-gestacional de 5,0 a 11,0 kg.
Gestante com obesidade pré-gestacional 9,0 kg.
Gestante com peso adequado pré-gestacional 9,0 a 16,0kg.
Para as gestantes que apresentam pirose, não é recomendado
evitar café, chá, mate, álcool, doces e frituras.
substituir os alimentos que causem desconforto ou intolerância.
incluir o leite na dieta, evitando sua utilização para tamponamento gástrico.
elevar a cabeceira da cama e evitar deitar-se após as grandes refeições.
adotar dieta menos fracionada, evitando a hipotonia do esfíncter esofagiano inferior, acarretando o refluxo e a pirose.
Ao elaborar uma orientação para gestantes, o zinco é um micronutriente, que deve ser considerado, uma vez que esse mineral tem um papel importante na divisão celular, diferenciação e crescimento dos tecidos. As afirmativas abaixo se referem à relação entre a ingestão de zinco materna e os ajustes durante a gravidez. Analise-as.
I. Ingestão dietética de zinco menor que 9,0 mg/dia provoca uma diminuição maior do nível plasmático de zinco na mulher grávida.
II. Mulheres que ingerem menos que 9,0mg/dia realizam ajustes renais para reter maior quantidade de zinco.
III. Ajustes renais realizados por grávidas com baixa ingestão dietética cobrem as quantidades nutricionais adicionais durante esse período.
IV. A absorção de zinco aumenta em mulheres grávidas que têm baixa ingestão dietética, e esse ajuste cobre os requerimentos das grávidas.
Está CORRETO o que se afirma, apenas, em
I e II.
II e III.
III e IV.
II, III e IV.
II e IV.
As gestantes com diagnóstico de diabetes pré-gestacional devem ser acompanhadas em centros de assistência terciária por equipe multidisciplinar, incluindo o nutricionista. Segundo o Ministério da Saúde (Gestação de Alto Risco - Manual Técnico. 5ª edição. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília: Ministério da Saúde; 2010), dentre as recomendações específicas para esses casos temos:
Para as gestantes de baixo peso ou magras (IMC<19kg/m2) a ingestão energética diária deve ser em torno de 50kcal/Kg/dia para promoção de ganho de peso adequado
Para as gestantes com sobrepeso e obesidade pré-gestacional, a recomendação de ganho de peso gestacional total é de 7-11,5kg e 5-7kg respectivamente
Carboidratos de absorção rápida, como o açúcar comum, nunca devem ser permitidos para as gestantes diabéticas e os adoçantes artificiais não calóricos devem ser utilizados em substituição
Para as gestantes com índice de massa corporal (IMC) normal, a ingestão energética diária deve ser estimada na base de 30–35 Kcal/Kg. Para gestantes com sobrepeso ou obesas, devem ser recomendadas pequenas reduções na ingestão energética (dietas com 24kcal/Kg/dia)
Em relação às recomendações nutricionais da gestante, visando obter o Valor Energético Total (VET) para o alcance do ganho ponderal gestacional, deve-se proceder, inicialmente, à avaliação nutricional antropométrica, considerando o peso pré-gestacional, a estatura materna e o peso atual. O custo energético gestacional é de cerca de 80.000 Kcal; associado com um ganho de peso total de 12,5 Kg e com recém-nascido de 3,3 Kg. Com isso, ao longo da gestação, o adicional energético para gestantes que mantêm a sua atividade física é de:
200 Kcal/dia.
210 Kcal/dia.
285 Kcal/dia.
410 Kcal/dia.
185 Kcal/ dia.
A terapia nutricional para o diabetes gestacional, segundo a ADA (Associação Americana de Diabetes), estabelece que
a ingestão diária de fibras solúveis e insolúveis deve ser de 10 a 15g dia para controle da constipação e glicemia.
o sódio da dieta deve ser restringido, visando à prevenção das síndromes hipertensivas da gravidez.
o teor de carboidratos da dieta deve ficar entre 45% – 65% do valor energético total, priorizando os complexos.
a sacarose (açúcar branco) deve ter seu uso restrito, assim como todos os alimentos que a contenham.
Um lactente de 30 dias, com peso atual de 4800g, deu entrada no Hospital das Clinicas da UFG, necessitando de fórmula láctea exclusiva para sua alimentação. Sua necessidade energética diária por kg de peso é de 115 Kcal e sua capacidade gástrica é de 123 ml. A fórmula láctea disponível no hospital fornece 66 Kcal/ 100 ml. Com base nesses dados, a quantidade aproximada de mamadeiras diárias, para atender a demanda energética do lactente é de
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S.B.G, do sexo masculino, prematuro de baixo peso, internado na enfermaria de pediatria. A equipe profissional decidiu pela administração de fórmula específica via sonda oroentérica. Os motivos foram a ausência de leite humano e o grave risco de refluxo. Assim, a fórmula de maior aceitação pelo recém-nascido será a que apresentar osmolaridade igual a
200 mOsm/L.
350 mOsm/L.
450 mOsm/L.
500 mOsm/L.
No caso de uma gestante sem alterações clínicas, que atingiu no segundo trimestre o ganho de peso previsto para toda gestação, baseando-se no seu peso teórico, deve-se adotar a seguinte conduta:
manutenção do valor calórico total ingerido até o final da gestação.
redução da ingestão energética em menos de 20% do valor calórico total.
redução da ingestão energética em menos de 50% do valor calórico total.
manutenção da ingestão proteica e redução de 10% das calorias provenientes dos lipídeos.
Durante a gravidez, as necessidades nutricionais são aumentadas, sendo comum a ocorrência de anemias devido às carências de minerais e de vitaminas. Nesse período, a quantidade preventiva de ferro elementar e de ácido fólico a ser administrada é, respectivamente,
15 mg e 5 mg.
30 mg e 15 mg.
60 mg e 5 mg.
90 mg e 15 mg.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o leite materno deve ser fornecido de forma exclusiva durante os primeiros seis meses de vida, desde que o processo de crescimento e desenvolvimento do lactente esteja evoluindo dentro dos parâmetros normais. A introdução precoce do leite de vaca na alimentação do bebê pode associar-se a
diminuição da proteção imunitária por alteração da microbiota intestinal.
possibilidade de desenvolvimento de intolerância à frutose.
melhora da qualidade proteica, uma vez que o leite de vaca possui betalactoglobulina e o leite materno não.
desenvolvimento de hiponatremia, devido à carga metabólica imposta pela maior concentração de solutos como sódio, potássio e cloro.
proteção contra anemia ferropriva, uma vez que o leite de vaca possui mais ferro biodisponível que o leite materno.
Há recém nascidos que são proibidos de receber leite materno ou qualquer tipo de leite, pois estes apresentam problemas metabólicos. Assinale a assertiva correta:
galactosemia
leucinose
fenilcetonúria
Alternativas A e C estão corretas
Alternativas A, B e C estão corretas.
A necessidade de algumas vitaminas e minerais fica aumentada durante a gravidez, em resposta ao crescimento fetal. A vitamina que reduz a incidência de defeitos no tubo neural de recém-nascidos é o(a)
ácido pantotênico.
ácido fólico.
biotina.
tiamina.
riboflavina.
Durante a gestação, os cuidados nutricionais relacionam-se com cada período gestacional e com as principais queixas das gestantes. Sobre isso, assinale a alternativa correta.
Durante os episódios de vômitos mais freqüentes deve-se fracionar a alimentação e fornecer grandes volumes de líquidos.
A azia pode ser provocada pelo consumo de alimentos condimentados,frituras e excesso de gorduras, evitando-se refeições volumosas.
A constipação intestinal pode ser aliviada pelo consumo de fibras,vegetais folhosos e frutas como:?laranja, abacaxi, mamão, caju e goiaba.
Durante a gravidez, o ganho de peso deve se situar no máximo em 7Kg, no total da gestação exigindo um acompanhamento de dieta hipocalórica para perda de peso nas gestantes com sobrepeso.
O álcool e o café devem ser estimulados em quantidades pequenas.
A criança que recebe leite de vaca integral desde o nasci-mento necessita de suplementação alimentar com ferro pois sua carência causa a anemia ferropriva que pode gerar:
Distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso.
Distúrbios na visão e hemáceas.
Fraqueza, arritmia cardíaca e constipação.
Respiração ofegante e alteração das plaquetas.
Para um lactente de oito meses, disfágico para sólidos, que necessita de 418 kJ/dia e pesa 10 kg, o volume final de uma fórmula com densidade energética de 100 kcal/100 mL será equivalente a 887 mL/dia.