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Com base no IMC obtido na primeira consulta de pré-natal, é possível conhecer o estado nutricional atual e acompanhar o ganho de peso até o final da gestação. A avaliação nutricional, na primeira consulta, subsidia a previsão de ganho de peso até o fim da gestação. Recomenda-se que a gestante seja pesada em todas as consultas. Uma gestante (A= 157 cm) que, na sua primeira consulta, com 9 semanas de gestação, pesou 81Kg, deverá, ao final da gravidez, pesar:
As necessidades de ácido fólico aumentam durante a gravidez, em resposta às demandas de eritropoiese materna e de crescimento fetal e placentário. Em relação ao metabolismo desse nutriente na gestação, é correto afirmar que a deficiência materna de folato está associada a malformações congênitas, ao aborto espontâneo e ao parto prematuro.
Entre os efeitos adversos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas para o desenvolvimento fetal, há efeito tóxico para o feto, restrição do crescimento intrauterino, síndrome alcoólica fetal e anomalias congênitas.
Com relação às recomendações de ácido fólico durante a gestação, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) As necessidades de ácido fólico são maiores para mulheres em idade fértil, em comparação àquelas que não estão em idade fértil.
( ) Para gestantes entre 19 e 50 anos, as recomendações de ácido fólico são de 0,6 mg ao dia.
( ) Recomenda-se, entre as gestantes, que 0,4 mg do ácido fólico seja proveniente de alimentos enriquecidos/suplementos.
( ) É desejável que, previamente à gestação, as mulheres recebam suplemento contendo 5 mg de ácido fólico ao dia, como forma de potencializar os benefícios da vitamina para formação do tubo neural e prevenção da anemia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
V – F – V – F.
F – V – F – V.
F – V – V – F.
V – F – F – V.
V – V – F – F.
“Os Dez Passos da Alimentação Saudável para Crianças Menores de Dois Anos”, preconizados pelo Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Pediatria, sugerem:
introduzir a gema do ovo, a partir dos seis meses, evitando-se a clara devido ao seu maior risco de alergenicidade.
oferecer carne à criança, desde a primeira papa principal, juntamente com cereais, tubérculos, leguminosas e hortaliças.
oferecer alimentos complementares três vezes ao dia se a criança estiver desmamada e cinco vezes ao dia, se estiver recebendo leite materno.
introduzir o consumo do açúcar na alimentação da criança após os dois anos de idade.
A partir dos seis meses de idade, a alimentação complementar tem a função de complementar a energia e os micronutrientes necessários para o crescimento saudável e para o pleno desenvolvimento das crianças. As situações mais comuns relacionadas à alimentação complementar oferecida de forma inadequada são:
hipovitaminose D, desnutrição e baixo peso para a idade.
bócio por deficiência de iodo e obesidade.
anemia por deficiência de vitamina B12, obesidade e desnutrição.
escorbuto, desnutrição e estatura inadequada para a idade.
anemia por deficiência de ferro, obesidade e desnutrição.
Considere uma gestante de 26 anos, com idade gestacional de 22 semanas, peso pré-gestacional de 68 kg, altura de 1,57 m, com ganho de 6 kg até o momento. Com base nas recomendações do IOM (2009), qual será o peso máximo que esta gestante poderá atingir até o final da gestação?
75,0 kg
77,0 kg
78,5 kg
79,5 kg
Considere uma criança com 11 meses de idade, apresentando quadro de diarréia há 3 dias, que recebeu atendimento em um serviço de saúde e foi diagnosticada com diarréia aguda sem sinais de desidratação. Considere ainda que essa criança apresenta-se eutrófica, com baixa aceitação dos alimentos, e em aleitamento materno. No caso apresentado, é recomendado
oferecer refeições com volume reduzido, restritas em lactose, sacarose e gorduras totais.
oferecer maior número de refeições, restritas em sacarose, lactose e gorduras saturadas.
manter alimentação habitual, com correções alimentares para a idade, e manter aleitamento materno.
realizar jejum inicial, correções alimentares para a idade e restringir a lactose.
reduzir aleitamento materno, ampliar alimentação complementar e restringir a lactose.
Josias Júnior é uma criança de cinco meses de idade; ele tem uma irmã, Janete, de 2 anos de idade. Sobre as recomendações para ingestão diária dessas duas crianças, Assinale a alternativa CORRETA.
A recomendação para ingestão diária de proteínas, em g/kg/dia é maior para Janete do que para Josias; no entanto, a recomendação par a ingestão de gordura, em g/dia, é maior para Josias.
A recomendação para ingestão diária de proteínas, em g/kg/dia, e também a de ingestão de gordura, em g/dia, são maiores para Janete do que para Josias.
A recomendação para ingestão diária de proteínas, em g/kg/dia, é maior para Josias do que para Janete; no entanto, a recomendação para ingestão de gordura em g/dia é maior para Janete.
A recomendação para ingestão diária de proteínas, em g/kg/dia, e também a de ingestão de gordura, em g/dia, são maiores para Josias do que para Janete.
A recomendação para ingestão diária de proteínas em g/kg/dia e para ingestão de gordura em g/dia é a mesma para os dois irmãos.
A mãe traz ao Nutricionista uma criança de sete meses de idade que, segundo ela, não aceita nenhum outro alimento, além do leite materno. A criança apresenta-se eutrófica, e a orientação nutricional para essa situação deve ser a seguinte:
manter o aleitamento exclusivo, pois a criança está bem, e isso significa que as necessidades nutricionais da criança estão sendo atingidas.
oferecer alimentos para a criança, mesmo quando ela demonstrar não estar com fome, para estimular o interesse pelos alimentos.
liquidificar carnes e legumes para facilitar a aceitação da alimentação pela criança.
introduzir alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, mantendo o aleitamento.
em caso de a criança recusar um alimento, respeitar sua preferência e não oferecê-lo novamente, substituindo-o por outro.
Gestantes podem desenvolver anemia fisiológica, pois ocorre expansão do volume sanguíneo e aumento do volume globular.
Sobre a ingestão e necessidade nutricional de ferro durante a alimentação complementar do lactente, pode-se afirmar:
I. O aleitamento materno exclusivo fornece quantidades adequadas de ferro até cerca de 6 meses de vida, após o que se torna elevada a chance de desenvolvimento de anemia ferropriva.
II. As grandes refeições do lactente devem conter alimentos-fonte de ferro-heme e ferro não heme associados à utilização de alimentos ricos em vitamina C.
III. Deve-se desestimular a oferta de leite e derivados e chás próximo às grandes refeições.
IV. A utilização de alimentos fortificados pelos lactentes deve ser incentivada.
Estão corretas as afirmativas:
I, II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
II e III, apenas.
A assistência nutricional é essencial para o acompanhamento da gestante HIV positiva. Quanto ao manejo nutricional de gestantes infectadas pelo HIV recomenda-se:
redução da lactose da dieta nas pacientes com diarreia intensa, como uma conduta a ser avaliada individualmente.
utilização de dieta hipolipídica devido às alterações do perfil lipídico em decorrência de terapia antirretroviral.
suplementação de proteínas para promover o aumento de massa muscular e prevenir o emagrecimento.
acréscimo de 10% nos requerimentos de energia em fases sintomáticas e durante a Aids.
O cuidado nutricional para uma gestante com diagnóstico de diabetes gestacional tem por objetivo manter a normoglicemia, favorecendo o nascimento do concepto a termo, com peso adequado e com menor risco de distúrbios respiratórios e malformações congênitas. Para essa patologia, a Associação Americana de Diabetes recomenda:
teor de proteína entre 15 – 20% do valor energético total, com um adicional de 10 g diárias.
consumo diário de fibras solúveis e insolúveis de 15 a 20 g dia para controle da constipação e da glicemia.
teor de lipídios entre 20 – 30% do valor energético total, priorizando os ácidos graxos n-6.
restrição de sódio visando à prevenção das síndromes hipertensivas da gravidez.
A recomendação de ganho de peso total durante a gestação para uma mulher com IMC pré-gestacional inferior a 18, 5 Kg/m2 é:
12,7 a 18,1 Kg.
5,4 a 9,3 Kg.
9,5 a 13,4 Kg.
19,2 a 23,8 Kg.
A gestação é um período de profundas alterações no metabolismo materno, aumentando as necessidades nutricionais para garantir o adequado crescimento e desenvolvimento fetal. São necessárias adaptações nutricionais para suprir essa necessidade aumentada, podendo ser necessária suplementação de alguns nutrientes, como ferro e ácido fólico. O metabolismo energético na gestação é afetado pelo crescimento fetal e pelas necessidades do organismo materno que se adapta à gravidez. Marque (V) verdadeiro e (F) falso:
( ) A glicose é o principal substrato energético para o feto e, com o avanço da gravidez, modesto estado de resistência à insulina se desenvolve, mantendo concentrações plasmáticas que favoreçam a difusão na placenta. No jejum, os depósitos de glicogênio hepático materno são reduzidos, reduzindo a oferta de glicose pelo fígado. Após a ingestão alimentar, os níveis glicêmicos permanecem elevados por períodos mais prolongados, caracterizando relativa intolerância à glicose.
( ) O metabolismo das gorduras apresenta ajustes maiores no terceiro trimestre da gravidez, no sentido de permitir ao organismo materno utilizar lipídios armazenados para a manutenção das necessidades energéticas no estado pós-absortivo. Isso minimiza o catabolismo proteico e preserva a glicose e os aminoácidos para o feto. A mobilização dos depósitos de gordura do tecido adiposo é estimulada, aumentando os níveis plasmáticos de ácidos graxos livres e de glicerol. No fígado, os ácidos graxos livres são convertidos em triglicérides e retornam à circulação na forma de lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDLs). O glicerol é o principal substrato para a gliconeogênese, conservando aminoácidos para o feto.
( ) Estudos de coorte sugerem que a obesidade pré-gestacional aumenta significativamente o risco de morte neonatal. Entretanto, reduz o risco de neonatos pequenos para a idade gestacional (PIG), sendo que ambos os resultados não sofrem influência quando analisado o ganho de peso gestacional. A obesidade pré-gestacional altera os ajustes metabólicos que ocorrem nessa fase, afetando o desenvolvimento e o crescimento placentário, embrionário e fetal.
( ) A incidência de complicações gestacionais é maior nos casos em que o ganho de peso está nas extremidades, membros superiores ou inferiores. A mulher pode se beneficiar com o controle do ganho ponderal durante a gestação, já que o excessivo ganho pode acarretar retardo do crescimento fetal e o ganho insuficiente pode levar a fetos pequenos para a idade gestacional.
A sequência correta é:
V, V, F, F.
F, F, V, V.
F, V, V, V.
V, F, F, F.
Na orientação alimentar de gestantes com refluxo gastroesofagiano, deve-se adotar a seguinte conduta:
Evitar o consumo de feijão
Aumentar a ingesta de líquidos nas refeições
Reduzir o fracionamento da dieta
Reduzir a ingesta de fibras
Evitar o consumo de líquidos durante as grandes refeições
As práticas alimentares, no primeiro ano de vida, constituem marco importante na formação dos hábitos alimentares da criança. Esse período pode ser dividido em: antes dos seis meses e após os seis meses. Para a alimentação da criança no primeiro ano de vida, a orientação deve ser a seguinte:
manter o aleitamento materno exclusivo até os quatro meses de vida do lactente. Dos quatro aos seis meses é importante hidratar o bebê com oferta de água e chás.
suspender o aleitamento materno a partir dos seis meses para a criança poder receber alimentos complementares.
evitar o uso de mel para bebês com menos de 1 ano de idade, pois pode ocorrer contaminação por esporos Clostridium botulium.
iniciar a oferta de leite de vaca apenas na forma de iogurte ou coalhada para os bebês acima de quatro meses, por se tratarem de derivados com potencial alergênico reduzido.
A sensação de plenitude é comum em casos de gestação gemelar ou no último trimestre de gestação devido à compressão gástrica pelo útero aumentado, NÃO sendo correto na conduta nutricional:
indicar a preferência por roupas amplas e confortáveis.
ajustar a alimentação conforme a tolerância, evitando grandes volumes por refeição.
aumentar o fracionamento e, em casos graves, modificar a consistência das preparações (pastosa), principalmente no jantar e ceia.
orientar que a gestante deite após a refeição.
diminuir o volume das refeições e aumentar a densidade energética, por meio de óleo ou açúcar nas preparações, como exemplos.