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Os cálculos biliares, também conhecidos como pedra na vesícula, são formações de depósitos dentro da vesícula biliar. Na presença de cálculos biliares pode ocorrer
I. Comprometimento da digestão dos lipídios.
II. Aumento da colesterolemia
III. Hiper bilirrubinemia
IV. Aumento da conjugação da bilirrubina.
Estão CORRETAS apenas
I e III.
II e IV.
I, II e III.
III e IV.
I, II e IV.
Em indivíduos com constipação intestinal, a ingestão adequada de líquidos associada ao consumo de fibras pode:
Reduzir o peso fecal e a frequência evacuatória.
Favorecer o amolecimento das fezes e facilitar sua eliminação.
Diminuir a massa bacteriana intestinal fisiológica.
Retardar o trânsito intestinal no cólon.
Um paciente procura atendimento com queixas de queimação epigástrica e retroesternal frequente, especialmente após as refeições e ao deitar-se. A investigação médica revelou um quadro de esofagite decorrente de refluxo gastroesofágico. Considerando a fisiopatologia do refluxo gastroesofágico e da esofagite, assinale a alternativa que apresenta uma correlação CORRETA entre um fator de risco e seu mecanismo fisiológico de contribuição para o refluxo.
A ingestão de alimentos ricos em purinas estimula a secreção de colecistocinina (CCK), que aumenta a pressão do esfíncter esofágico inferior (EEI), prevenindo o refluxo.
O consumo de bebidas alcoólicas e cafeína eleva a pressão do EEI, dificultando a passagem do alimento para o estômago e, consequentemente, o refluxo.
A obesidade contribui para o refluxo devido ao aumento da pressão intra-abdominal, que mecanicamente empurra o conteúdo gástrico em direção ao esôfago.
A presença de hérnia de hiato melhora a anatomia esofagogástrica, fortalecendo a barreira do EEI e diminuindo a probabilidade de refluxo.
A gastrina, liberada na fase gástrica da digestão, diminui a pressão do EEI, o que facilita o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago.
A Esofagite consiste na inflamação da mucosa esofágica, decorrente do refluxo do conteúdo acidopéptico gástrico. Esse refluxo decorre de uma diminuição na pressão do esfíncter esofágico inferior (EEI), que não se contrai adequadamente após a passagem dos alimentos para o estômago, permitindo o retorno do conteúdo gástrico. São objetivos da terapia nutricional na esofagite, EXCETO:
Contribuir para o aumento da pressão do EEI.
Prevenir a irritação da mucosa esofágica na fase aguda.
Corrigir e manter o peso saudável.
Auxiliar na prevenção do refluxo gastroesofágico.
Estimular a secreção ácida gástrica com o objetivo de otimizar o processo digestivo e acelerar o esvaziamento gástrico.
Um idoso de 72 anos apresenta gastrite crônica associada ao uso prolongado de anti-inflamatórios, com episódios de dor epigástrica e náuseas, além de leve perda ponderal. A avaliação nutricional foi realizada considerando estado clínico, sintomas e risco nutricional. Com base nessas informações, verifica-se que a:
adoção de ajustes dietéticos não influencia o quadro clínico do paciente
eliminação completa de líquidos durante as refeições é obrigatória para reduzir sintomas
suplementação proteica é desnecessária, independentemente da perda ponderal
ingestão de café, condimentos e alimentos ácidos deve ser totalmente eliminada em todas as fases do tratamento
ingestão de pequenas refeições fracionadas, ajustadas à tolerância individual e aliadas à moderação de alimentos potencialmente irritantes, pode contribuir para o controle dos sintomas
Um paciente do sexo masculino, de 42 anos, procura atendimento nutricional relatando quadro de constipação crônica, aumento de irritabilidade, dificuldade de concentração, sono fragmentado e sensação de “cansaço mental”. Está em acompanhamento com médico clínico, que afastou causas orgânicas graves e levantou hipótese de participação de fatores relacionados ao estilo de vida. O paciente refere rotina estressante, sono irregular, baixo nível de atividade física e padrão alimentar ocidentalizado, com alto consumo de ultraprocessados, açúcares simples e gorduras saturadas, além de baixa ingestão de fibras, frutas, hortaliças e alimentos fermentados. Traz à consulta um artigo de divulgação científica sobre o eixo intestino-cérebro, afirmando ter lido que “tratar o intestino ajuda a tratar o cérebro” e perguntando se ajustes alimentares e uso de probióticos e prebióticos poderiam auxiliar tanto na constipação quanto nos sintomas cognitivos e de humor. Considerando os mecanismos descritos para o eixo intestino-cérebro-microbiota e o papel da alimentação na modulação da microbiota intestinal, a abordagem nutricional que apresenta a justificativa MAIS ADEQUADA é:
Focar apenas em altas doses de probióticos, sem mudar a dieta, para melhorar os sintomas cognitivos e emocionais.
Recomendar dieta hiperproteica com restrição de carboidratos e fibras para reduzir a fermentação e a produção de metabólitos bacterianos.
Indicar apenas água e laxativos, pois a relação intestino-cérebro é especulativa e não justifica intervenções nutricionais.
Ajustar o padrão alimentar, com aumento de alimentos prebióticos, fibras e fermentados e redução de ultraprocessados e gorduras saturadas, explicando que a dieta influencia a composição da microbiota e pode, indiretamente, modular produção de neurometabólitos, com potencial efeito adjuvante sobre humor e cognição.
Manter a dieta atual e suplementar complexo B e ômega-3, pois o impacto da microbiota na saúde mental é mínimo comparado aos micronutrientes.
Em pacientes com gastrite atrófica, alterações na secreção gástrica podem interferir na absorção de diversos micronutrientes essenciais. A redução do ácido gástrico e a deficiência de fator intrínseco constituem fatores importantes na fisiopatologia dessas alterações nutricionais.
Com base nesse contexto, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) A deficiência de ácido gástrico favorece a absorção de ferro e cálcio ao aumentar a biodisponibilidade desses minerais.
(__) A gastrite atrófica está associada exclusivamente à má absorção de proteínas dietéticas.
(__) A gastrite atrófica pode comprometer a absorção da vitamina B12 devido à redução da produção de fator intrínseco e da secreção ácida gástrica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
V, V, F.
V, F, F.
F, F, V.
V, V, V.
F, F, F.
Sobre a abordagem dietoterápica nas doenças gastrointestinais, como a síndrome do intestino irritável (SII), a doença de Crohn e os quadros de diarreia crônica, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
Em casos de doença de Crohn em fase de remissão, recomenda-se dieta rica em fibras insolúveis, como farelo de trigo e cascas de vegetais crus, para promover a motilidade intestinal e prevenir constipação.
Na síndrome do intestino irritável com predomínio de diarreia (SII-D), é recomendada a exclusão prolongada de todos os alimentos fermentáveis (FODMAPs), sem necessidade de reintrodução posterior, uma vez que seus efeitos deletérios são cumulativos.
A abordagem nutricional em pacientes com diarreia crônica deve priorizar a alta ingestão de lactose e alimentos ultraprocessados para compensar a perda calórica e manter a densidade energética da dieta.
A dieta com baixo teor de FODMAPs mostrou-se eficaz na melhora dos sintomas gastrointestinais funcionais, como inchaço, dor abdominal e flatulência, especialmente na SII, mas deve ser realizada com acompanhamento nutricional, incluindo fase de reintrodução gradual dos grupos alimentares.
Durante surtos ativos da doença de Crohn, é indicado o consumo de vegetais crus, oleaginosas e leguminosas com casca, por serem fontes de prebióticos naturais que fortalecem a microbiota intestinal.
Você precisa orientar uma paciente que apresenta um quadro de esofagite com gastrite, sexo feminino, 55 anos. A paciente está tendo crises de tosse e queimação devido o refluxo e só consegue se alimentar em pé. A paciente apresenta circunferência da cintura aumentada, não faz exercício físico e tem uma alimentação caseira, porém rica em farináceos, ela reside em uma região com alto consumo de temperos e condimentos apimentados. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta orientações que podem ajudar de forma saudável.
Comer devagar e mastigar bem, fazer várias refeições ao longo do dia com volume pequeno para evitar que o estômago fique vazio por muito tempo ou muito cheio. Fazer uso de água com gás com limão todos os dias após as principais refeições.
Evitar alimentos que estimulam a produção de ácido ou que relaxam o esfíncter esofágico, como: café, álcool, refrigerantes, alimentos gordurosos, ultraprocessados, condimentos e temperos. Além disso, aumentar a ingestão de proteínas ao longo do dia, fazer refeições pequenas e fracionadas e chás como camomila, ervadoce e cidreira podem ajudar.
Tomar bicarbonato de sódio após as refeições principais. Evitar alimentos que estimulam a produção de ácido ou que relaxam o esfíncter esofágico, além disso, aumentar a ingestão de proteínas ao longo do dia, fazer refeições pequenas e fracionadas e chá como camomila, erva-doce e hortelã podem ajudar.
Comer devagar e mastigar bem, fazer várias refeições ao longo do dia com volume pequeno para evitar que o estômago fique vazio por muito tempo ou muito cheio. Fazer uso de água com limão todos os dias em jejum e tomar leite após as refeições por ser um alimento alcalino e aliviar imediatamente por neutralizar o ácido.
Uma mulher de 31 anos apresenta distensão abdominal recorrente, anemia ferropriva, fadiga crônica e osteopenia precoce. Os exames laboratoriais mostram:
• IgA total: normal
• Anti-endomísio IgA: reagente
• Anti-transglutaminase IgA: não realizado
Considerando os achados laboratoriais e as recomendações atuais da American College of Gastroenterology (2023) e da ESPGHAN (2020) para investigação da doença celíaca, assinale a alternativa correta.
O anti-transglutaminase IgA deve ser sempre solicitado para confirmar o anti endomísio positivo.
O anti-endomísio IgA possui elevada especificidade para doença celíaca, devendo o caso seguir investigação diagnóstica adequada, com avaliações adicionais, incluindo biópsia intestinal.
O anti-endomísio IgA possui baixa relevância diagnóstica quando realizado isoladamente.
A positividade do anti-endomísio IgA fecha diagnóstico definitivo de doença celíaca sem necessidade de exames adicionais.
A doença celíaca só pode ser considerada caso o anti-transglutaminase IgA também seja positivo.
A terapia nutricional em pacientes com gastrite e úlceras gastroduodenais constitui estratégia relevante no manejo clínico dessas condições, especialmente quando integrada ao tratamento farmacológico, visando à proteção da mucosa, ao alívio dos sintomas e à manutenção do estado nutricional.
Fonte: Guia de nutrição: clínica no adulto / coordenação deste guia Lilian Cuppari. − 3. ed. -- Barueri, SP: Manole, 2014
Nesse contexto, são objetivos da terapia nutricional em pacientes com gastrite e úlceras gastroduodenais:
I. Recuperar e proteger a mucosa gastrintestinal, por meio da adoção de condutas dietéticas que minimizem a agressão química e mecânica ao epitélio.
II. Facilitar os processos digestivos, por meio da seleção de alimentos de fácil digestão e adequada distribuição das refeições ao longo do dia.
III. Promover e manter adequado estado nutricional, assegurando o aporte de nutrientes necessários à recuperação e ao equilíbrio metabólico do indivíduo.
É CORRETO o que se afirma em:
I e III, apenas.
III, apenas.
I, II e III.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
A Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa (RCU) são Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) que podem acometer estudantes. Sobre a dietoterapia e as características dessas patologias, é correto afirmar que:
A Retocolite Ulcerativa caracteriza-se por inflamação transmural (todas as camadas da parede intestinal) e pode afetar qualquer segmento do trato gastrointestinal.
Na fase aguda de ambas as doenças, a dieta deve ser rica em fibras insolúveis para estimular o peristaltismo e a recuperação da mucosa.
A Doença de Crohn geralmente apresenta lesões “salteadas” e o manejo nutricional deve focar no controle da má absorção, especialmente se houver acometimento do íleo terminal.
O glúten deve ser retirado preventivamente de todos os pacientes com DII, independente do diagnóstico de Doença Celíaca.
A suplementação de Vitamina B12 é contraindicada na Doença de Crohn devido ao risco de supercrescimento bacteriano.
JRE, 63 anos, foi encaminhado ao ambulatório de nutrição com diagnóstico de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Relata pirose frequente e piora dos sintomas principalmente no período noturno e após algumas refeições.
Diante do quadro, o nutricionista deve orientar a redução do consumo de alimentos que estão mais associados ao agravamento do refluxo gastroesofágico, tais como:
Frutas cítricas, alimentos ricos em fibras insolúveis e preparações com baixo teor proteico.
Leite desnatado, alimentos fermentados e carboidratos complexos de absorção lenta.
Alimentos ricos em amido resistente, chás não cafeinados e preparações à base de carnes magras quando consumidas em grande volume no período noturno.
Bebidas carbonatadas, frutas ricas em pectina e preparações com baixo índice glicêmico.
Alimentos ricos em cafeína, bebidas alcoólicas e preparações com elevado teor de lipídios.
Segundo Rosa (2021), as doenças esofágicas são provocadas por obstrução, inflamação ou alteração do mecanismo de deglutição, que podem comprometer significativamente o estado nutricional. Correlacione adequadamente as doenças esofágicas às suas características e assinale a opção correta.
DOENÇAS
I- Esofagite
II- Hérnia hiatal
Ill- Estenose
IV- Esôfago de Barret
CARACTERÍSTICAS
( ) O refluxo gastroesofágico de ácido e bile danifica as células escamosas esofágicas, promovendo a reparação tecidual por células colunares metaplásicas.
( ) Protuberância de uma porção do estômago para dentro da cavidade torácica.
( ) Inflamação da mucosa que ocorre pela exposição recorrente ao ácido péptico gástrico.
( ) Constrição provocada por fibrose inflamatória com consequente obstrução e atrofia, resultando em disfagia progressiva.
(IV) (II) (III) (I)
(I) (II) (III) (IV)
(III) (II) (I) (IV)
(IV) (II) (I) (III)
(II) (IV) (I) (III)
O manejo dietético das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) envolve estratégias especificas que visam à redução de sintomas gastrointestinais e à manutenção do estado nutricional. Relacione corretamente os componentes da dieta pobre em FODMAP aos seus respectivos grupos, bem como aos efeitos clínicos associados. A partir disso, realize a associação entre as colunas a seguir.
Coluna 1:
(1) Frutose.
(2) Sorbitol e manitol.
(3) FOS e GOS.
(4) Lactose.
Coluna 2:
( ) Monossacarideo de alta fermentação intestinal.
( ) Poliois que promovem distensão abdominal e cólica.
( ) Oligossacarídeos prebióticos.
( ) Dissacarídeo com potencial agravamento de diarreia.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, os parênteses, na ordem em que aparecem?
3 - 2 - 1 - 4.
2 - 4 - 3 - 1.
1 - 2 - 3 - 4.
1 - 3 - 2 - 4.
4 - 1 - 2 - 3.
Sabe-se que as doenças inflamatórias intestinais (DII), predominantemente a colite ulcerativa (CU) e a doença de Crohn (DC) são comuns na sociedade moderna.
Nesse contexto, à luz da Diretriz ESPEN sobre Nutrição Clínica na DII, publicada em 2023, é correto afirmar que
o efeito anti-inflamatório da carboximetilcelulose foi demonstrado em estudos pré-clínicos e, por isso, sua suplementação deve ser recomendada em pacientes com DII, objetivando mitigar a resposta inflamatória.
os requerimentos de proteína durante a remissão da doença geralmente não são elevados e o fornecimento deve ser similar (cerca de 1 g de proteínas/kg/dia em adultos) ao recomendado para a população em geral.
durante a fase ativa, pacientes com DII devem ser examinados regularmente quanto a deficiências de micronutrientes, uma vez que os níveis séricos de ferritina e cobre diminuem, mas folato, selênio e zinco aumentam na inflamação.
pacientes com DC com estenoses e sintomas obstrutivos devem ter uma dieta com textura adaptada ou nutrição enteral exclusiva por meio de um tubo terminando proximalmente à obstrução (pré-estenose).
as necessidades de proteína e carboidratos simples aumentam na DII ativa. Para tal, é recomendada a ingestão de 2,2 a 2,5 g de proteínas/kg/dia em adultos), mediante observação do balanço nitrogenado.
J. M., 20 anos, possui ciclos menstruais longos (aproximadamente de 10 dias) com hipermenorreia. Por conta desse quadro, a paciente apresentou deficiência de ferro em seu último exame de sangue, e iniciou o tratamento com suplemento de sal ferroso e uma alimentação rica em alimentos com ferro-heme (fígado, carne vermelha e ovo) e ferro não-heme (feijão, lentilha, grão-de-bico e cacau em pó).
Após um mês de tratamento, seu nível de ferro sérico teve um ligeiro aumento, de 1g/dL. J. M. seguiu a dieta com todo o cuidado e fez uso do suplemento de ferro, conforme o indicado, três vezes ao dia, um comprimido de 65 mg de ferro elementar. No entanto, a partir do segundo dia de tratamento, ela sentiu desconfortos gastrointestinais, muita ardência e teve uma piora no refluxo, fazendo uso de omeprazol diariamente.
Baseado nessas informações, o(a) nutricionista deve
manter o procedimento como está, pois só foi um mês de tratamento, e já houve uma melhora no nível de sal ferroso.
aumentar a dose de sal ferroso, afinal, o limite diário de ferro é de 200 mg/dia e, como o omeprazol é um quelante de íons trivalentes, não permitindo a absorção sistêmica desse íon.
explicar que a paciente deve trocar a suplementação de ferro para doses de sacarato férrico, uma vez que esses são menos dependentes do pH do estômago para sua absorção, e, se possível, suspender o uso de omeprazol.
informar que a paciente deve fracionar ainda mais as doses de sulfato ferroso, com doses menores, e distanciá-las da dose de omeprazol, uma vez que o omeprazol é um quelante de íons trivalentes, não permitindo a absorção sistêmica desse íon.
explicitar que a paciente deve manter o esquema de suplementação de ferro e suspender o uso do omeprazol, uma vez que diminui o pH do estômago e, com isso, aumenta a solubilização do ferro ferroso aumentando assim, a interação com a mucosa intestinal.
Tiago é um paciente de 45 anos, do sexo masculino, apresenta dor abdominal recorrente, perda de peso e febre. O médico suspeita de doença inflamatória intestinal (DII) e solicita exames de fezes. Qual análise laboratorial seria mais indicada para o diagnóstico de DII?
A pesquisa de sangue oculto nas fezes pode ser útil, mas não é a principal análise para o diagnóstico de DII, que requer outros métodos mais específicos.
O exame parasitológico de fezes é útil para identificar protozoários e helmintos, mas não serve para diagnosticar doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn ou colite ulcerativa.
O exame sorológico para anticorpos contra protozoários pode ser útil, mas o exame parasitológico de fezes oferece um diagnóstico mais direto e confiável para infecções intestinais.
A pesquisa de anticorpos específicos, como p-ANCA e ASCA, é fundamental para diferenciar os tipos de DII e confirmar o diagnóstico de doenças como a doença de Crohn e a colite ulcerativa.
O exame de urina tipo 1 não tem relação com o diagnóstico de DII, pois esse exame é utilizado para avaliar o sistema urinário e não o gastrointestinal.
Em pacientes com doença do refluxo gastroesofágico, um dos objetivos da dietoterapia é evitar a ingestão de alimentos que reduzam a pressão basal do esfíncter esofágico inferior, o que piora a função motora do esôfago.
Nesse contexto, o paciente deve evitar a ingestão de
banana.
mamão.
arroz.
couve.
chocolate.
Quanto à fisiopatologia e o tratamento das doenças do trato gastrointestinal, assinale a alternativa correta:
O tratamento nutricional para a síndrome do cólon irritável tem como objetivo assegurar a ingestão adequada de nutrientes e minimizar os sintomas, incluir uma dieta pobre em fibra (10g/dia), diminuir a ingestão hídrica e o fracionamento das refeições.
A intolerância secundária à lactose pode se desenvolver como consequência de infecções no intestino delgado, doenças inflamatórias, desnutrição e síndrome da imunodeficiência adquirida.
A doença de Chron e a retocolite ulcerativa apresentam características clínicas em comuns, tais como diarreias com pus, presenças de cálculos biliares e fístulas recorrentes, determinando tratamento nutricional semelhante.
O tratamento nutricional da doença celíaca consiste em incluir na dieta os cereais, tais como trigo, cevada, aveia e malte.
O tratamento nutricional para redução de esofagite e refluxo inclui a utilização de suplementos alimentares à base de ácidos graxos ômega 3, que aumentam a pressão no esfíncter inferior, reduzindo a produção latente de ácido gástrico.