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Paciente adulto com DRC estágio 5 em hemodiálise apresenta IMC de 19 kg/m², perda de 6% do peso nos últimos 3 meses e ingestão alimentar insuficiente. Refere fadiga e redução da força muscular. Exames mostram albumina sérica de 3,2 g/dL, fósforo de 4,6 mg/dL e potássio de 4,9 mEq/L.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal (2021), considerando as recomendações para manejo nutricional, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
Aumentar oferta proteica para 1,4 g/kg/dia, evitando suplementos orais para reduzir risco de acúmulo de fósforo.
Prescrever dieta hipercalórica, priorizando proteínas vegetais, como estratégia principal para reduzir absorção de fósforo e prevenir progressão da hiperfosfatemia.
Elevar a ingestão energética para cerca de 25 kcal/kg/dia, sem uso de suplemento oral até estabilização de parâmetros bioquímicos.
Oferecer suplementação apenas com aminoácidos essenciais, mantendo a ingestão calórica habitual.
Incluir suplemento nutricional oral, ajustado às necessidades e à tolerância, para prevenir ou corrigir desnutrição.
(PMM/URCA 2025) Na dietoterapia para um paciente com Doença Renal Crônica (DRC) em fase não dialítica (tratamento conservador), a conduta nutricional usualmente preconiza:
Dieta hiperproteica para estimular a filtração glomerular.
Restrição proteica controlada, associada ao controle de sódio, fósforo e potássio, conforme exames individuais.
Dieta com ingestão livre de líquidos e proteínas.
Suplementação rotineira de altas doses de potássio para evitar cãibras.
Dieta normoproteica (1,2-1,5 g/kg/dia) para evitar a sarcopenia, sem restrição de outros nutrientes.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, no Brasil, cerca de 1,4 a 1,8 milhão de pessoas apresentam Doença Renal Crônica (DRC); 70 mil estão em diálise (90% em hemodiálise e 10% em diálise peritoneal); e 25 mil são transplantados renais. Por ano, 3 mil pacientes são submetidos ao transplante renal, enquanto 33 mil esperam na fila por um enxerto. Sobre as alterações fisiológicas na fase de pós-transplante renal, analise as afirmativas a seguir.
I. A perda óssea é uma complicação importante em pacientes transplantados, sendo atribuída a vários fatores, como hiperparatireoidismo, acidose e glicocorticoides. A osteoporose induzida pelos glicocorticoides ocorre após o início da terapia, e grande parte da perda de massa óssea se dá nos primeiros meses após o transplante, quando as doses de glicocorticoides são altas.
II. A obesidade é extremamente frequente em pacientes transplantados renais e seu aparecimento é atribuído a diversos fatores, como maior liberdade na escolha de alimentos e aumento do apetite e, consequentemente, da ingestão calórica provocada pelo uso de corticoides. A síndrome metabólica está diretamente relacionada à diminuição da sobrevida do enxerto.
III. O hiperparatireoidismo terciário pode persistir após o transplante e levar à hipofosfatemia e hipocalcemia, comuns nas primeiras semanas após o transplante; isso ocorre devido à perda tubular renal de minerais causada pelos glicocorticoides.
Está correto o que se afirma em
I, II e III.
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
As Diretrizes Clínicas para o Cuidado ao Paciente com Doença Renal Crônica (DRC) no Sistema Único de Saúde (Ministério da Saúde, 2014) recomendam, para todos os pacientes adultos no estágio 4 da doença, adequada orientação nutricional com redução da ingestão de proteínas para
0,15 g/kg/dia.
0,25 g/kg/dia.
0,5 g/kg/dia.
0,65 g/kg/dia.
0,8 g/kg/dia.
Em relação ao manejo de indivíduos no estágio 1 da doença renal crônica, as Diretrizes Clínicas para o Cuidado ao Paciente com Doença Renal Crônica – DRC no Sistema Único de Saúde (Ministério da Saúde, 2014) recomendam a diminuição da ingestão de sódio, a não ser se contraindicado, em quantidade menor que
5 g/dia equivalente a 7 g de cloreto de sódio.
3 g/dia equivalente a 6 g de cloreto de sódio.
2 g/dia equivalente a 5 g de cloreto de sódio.
1 g/dia equivalente a 3 g de cloreto de sódio.
1 g/dia equivalente a 2 g de cloreto de sódio.
De acordo com a Diretriz Braspen de terapia nutricional no paciente com doença renal (2021), a recomendação de ingestão de proteínas para pacientes adultos hiper-catabólicos com injúria renal aguda e sem terapia de reposição renal é de
0,8 – 1,0 g/kg de peso corporal/dia.
0,8 – 1,2 g/kg de peso corporal/dia.
1,2 – 1,5 g/kg de peso corporal/dia.
1,3 – 1,5 g/kg de peso corporal/dia.
1,5 – 2,0 g/kg de peso corporal/dia.
O paciente A., 55 anos, foi diagnosticado com doença renal crônica no estágio 4 (taxa de filtração glomerular reduzida), segundo seu nefrologista. Durante a avaliação nutricional, são recomendadas orientações para reduzir a progressão da doença e minimizar complicações. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, a conduta dietoterápica mais adequada inclui:
eliminação de calorias da dieta, para reduzir carga metabólica renal
redução do sódio para menos de 2 g por dia, restrição de fósforo se houver hiperfosfatemia e ingestão proteica reduzida em 0,8 g/kg/dia
ingestão irrestrita de potássio, sem monitoramento de níveis séricos ou consideração da função renal residual, permitindo consumo livre de alimentos ricos em potássio, como bananas, laranjas e abacates
ingestão elevada de proteínas, visando a compensar supostas perdas renais, sem considerar estágio da doença, função renal residual, necessidade calórica total, restrição de fósforo ou potencial sobrecarga renal decorrente do excesso proteico
A Doença Renal Crônica (DRC) é um distúrbio complexo causado por uma redução acentuada nas funções excretora, endócrina e metabólica dos rins. A DRC pode provocar alterações na absorção, na excreção ou no metabolismo de muitos nutrientes e interferir no estado clínico e nutricional do paciente, podendo, inclusive, levar a distúrbios que podem ser fatais.
Em relação à terapia nutricional da DRC, na fase não dialítica, assinale a opção que apresenta a recomendação correta.
Oferta de proteínas entre 0,6 a 0,8 g/kg de peso atual/ dia.
Oferta de sódio entre 1500 a 2500 mg/dia.
Oferta de energia em torno de 40 kcal/kg/dia.
Oferta de carboidratos em torno de 60 a 70% do total de calorias diárias.
Oferta de potássio entre 1 a 3g/dia.
Joca é um paciente do hospital MNM, com histórico de doença renal crônica. Durante uma avaliação, ele se apresenta com edema nas extremidades inferiores e pressão arterial elevada. Ele é acompanhado em terapia renal substitutiva (hemodiálise) e tem dificuldades em controlar a ingestão de líquidos e proteínas. Baseando-se nos fatos e, considerando que Joca possui 55 anos, a principal recomendação nutricional para este paciente em terapia renal substitutiva será:
Aumentar a ingestão de proteínas de alto valor biológico para melhorar a recuperação renal, a ingestão de proteínas deve ser controlada para evitar sobrecarga renal, e não aumentada excessivamente.
Reduzir a ingestão de líquidos, proteínas e fósforo, mantendo um controle rigoroso do sódio, a restrição de líquidos, proteínas e fósforo é essencial para pacientes em hemodiálise, para evitar sobrecarga renal e complicações.
Prescrever uma dieta rica em sódio e carboidratos para melhorar a pressão arterial, dietas ricas em sódio são contraindicadas para pacientes com doença renal, pois podem piorar a retenção de líquidos e a pressão arterial.
Iniciar uma dieta hipocalórica rigorosa, com restrição de carboidratos, dietas hipocalóricas rigorosas não são recomendadas para pacientes renais, pois podem comprometer o estado nutricional.
Aumentar a ingestão de alimentos ricos em cálcio para prevenir osteoporose, a ingestão de cálcio deve ser moderada e balanceada, já que os pacientes renais podem ter dificuldades
Uma característica importante dos alimentos para pacientes renais crônicos em hemodiálise é:
Restringir o sódio a níveis inferiores a 1.000 mg por dia.
Reduzir o conteúdo proteico para evitar sobrecarga renal.
Substituir carboidratos por lipídios como fonte principal de energia.
Fornecer quantidades adequadas de fósforo e potássio, com monitoramento rigoroso.
Considerando os minerais na doença renal crônica (DRC), avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) São fatores que causam o metabolismo anormal de zinco na uremia: aumento do consumo alimentar (calorias, proteínas e zinco); aumento da absorção intestinal; toxicidade urêmica; interação com cálcio ou ferro; níveis elevados de paratormônio; deficiência em vitamina D; interações com drogas; aumento das perdas (por urina, por diálise ou por má absorção).
( ) O aumento na concentração do cobre pode ser decorrente da contaminação pelo dialisado, e isso pode provocar gosto metálico na boca, vômitos, náuseas, dor epigástrica, dor de cabeça, diarreia, hemólise e, em casos mais graves, anúria e hipotensão.
C - E.
E - C.
E - E.
C - C.
A dietoterapia na insuficiência renal crônica em fase pré-dialítica (estágios 3-4) preconiza uma restrição proteica severa para retardar a progressão da doença renal, devendo a oferta proteica ser inferior a 0,6 g/kg de peso ideal por dia, mesmo em pacientes com sinais de desnutrição leve a moderada.
Certo
Errado
Acerca do manejo dietoterápico de pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) em diferentes estágios, incluindo a terapia dialítica, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
A restrição proteica é universalmente indicada para todos os estágios da DRC, incluindo pacientes em hemodiálise regular, com o objetivo de reduzir a sobrecarga renal de solutos nitrogenados e prevenir a desnutrição.
Pacientes em estágio pré-dialítico (DRC não dialítica) devem ter uma restrição hídrica severa, similar à de pacientes anúricos em diálise, para evitar a sobrecarga de volume, independentemente do volume urinário residual.
A dieta para pacientes em hemodiálise (HD) difere significativamente da dieta para pacientes em diálise peritoneal (DP). Na HD, a restrição de potássio e fósforo é geralmente mais rigorosa devido ao caráter intermitente da diálise, enquanto na DP há maior perda proteica e de vitaminas hidrossolúveis.
O consumo de sódio e potássio é liberado para pacientes em diálise peritoneal, pois a modalidade de diálise contínua remove eficientemente todos os eletrólitos, eliminando a necessidade de restrição dietética.
Para adulto com DRC (doença renal crônica) G3b–G4 não dialítico, hiperfosfatemia limítrofe e risco cardiometabólico, qual alvo proteico e ênfase dietética melhor refletem recomendações recentes?
Proteína 0,8g/kg/dia, padrão carnívoro com suplementação fosfatada.
Proteína 1,2g/kg/dia, padrão cetogênico com frutos do mar.
Proteína 0,6g/kg/dia, padrão processado, densidade energética elevada.
Proteína 1,5g/kg/dia, padrão hiperproteico com restrição lipídica saturada.
Proteína 0,8g/kg/dia, padrão vegetal predominantemente cardioprotetor.
José é um paciente com doença renal crônica em estágio 4, apresenta creatinina elevada, retenção de líquidos e hipertensão arterial. Na avaliação nutricional, a conduta dietoterápica mais adequada envolve:
dieta rica em proteínas e líquidos, para compensar perda de função renal e estimular diurese
restrição proteica moderada, controle de sódio, potássio e fósforo, ajustando líquidos conforme necessidade clínica
suplementação alimentar exclusiva controlada com alimentos ricos em potássio e fósforo, para prevenir desnutrição mineral
manter a alimentação habitual, apenas ajustando líquidos, considerando que a função renal residual ainda permite excreção parcial de metabólitos, sem necessidade de restrições adicionais imediatas
O paciente apresenta quadro de hipofosfatemia e hipocalemia, e deverá ser submetido a dieta com níveis adequados de fósforo e potássio.
Certo
Errado
Leia o caso a seguir.
Homem de 50 anos, 70kg, foi submetido a um transplante renal, porém apresentou rejeição aguda, necessitando de diálise.
Segundo Cuppari et al. (2013), nesse período pós-operatório imediato, qual a recomendação diária de ingestão proteica?
42 g a 56 g.
56 g a 84 g.
70 g a 84 g.
91 g a 105 g.
De acordo com Nix (2010), a nutrição para a insuficiência renal crônica envolve o ajuste variável de nutrientes de acordo com as necessidades individuais. É indicado que a dieta seja elaborada com as seguintes características:
hiperproteica e normolipidica.
normoproteica e normolipídica.
hipoproteica e normolipídica.
hipoproteica e hipolipídica.
hiperproteica e hiperlipídica.
Suponha-se que um paciente sofra de insuficiência renal crônica em hemodiálise. Então, nesse caso, é correto afirmar que a dieta deve restringir sódio e potássio, podendo incluir livremente alimentos ultraprocessados.
Certo
Errado
Em pacientes com insuficiência renal crônica em tratamento conservador, a ingestão de proteínas deve ser elevada para compensar as perdas urinárias, sendo recomendada a ingestão mínima de 1,2g/kg/dia, independentemente da taxa de filtração glomerular.
Certo
Errado