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Alguns hábitos de vida ajudam na prevenção do cálculo renal. Assinale a alternativa abaixo que melhor representa estes hábitos:
ingestão adequada de água e redução do consumo de sal
ingestão de água é indiferente, mas redução do sal não
redução do sal é indiferente, mas ingestão adequada de água, não
ingestão de água por volta dos 500 ml por dia para o adulto
Vários fatores podem levar a doença renal crônica e sabe-se que uma vez instalada ela leva a perda progressiva do funcionamento dos rins, até a necessidade de realizar diálise. Pacientes com essa condição de saúde devem seguir algumas restrições alimentares, sendo uma delas é a exclusão de carambola da dieta. A que se deve essa recomendação?
Não deve ser ingerida por conter uma quantidade elevada de carboidratos, podendo acelerar o processo de deterioração dos rins.
Trata-se de um mito da nefrologia, o paciente não só pode, como deve comer carambola com regularidade.
Devido a quantidade elevada de fibras que podem acumular no momento da excreção pelos rins.
Não deve ser ingerida devido ao sabor ácido que, em geral, não agrada os pacientes com doença renal crônica.
Devido a uma substância tóxica para os portadores de doença renal que pode causar soluços, vômitos, fraqueza muscular, insônia, distúrbio de consciência, agitação, convulsão e morte.
No caso em questão, recomenda-se que a dieta do paciente inclua alimentos como castanhas e demais oleaginosas, para aumentar aporte calórico e diminuir consumo de sal.
Certo
Errado
O estado nutricional tem papel fundamental na saúde e nos desfechos clínicos de pacientes com doença renal. Não há dúvidas de que a desnutrição tem alta prevalência e está intimamente associada a resultados clínicos adversos, aumentando a taxa de hospitalização, complicações e mortalidade nessa população.
O nutricionista de um centro especializado em doenças renais precisa ajustar o plano alimentar para um paciente em tratamento de hemodiálise que possui um índice de massa corporal de 15,5kg/m? com
< 20 kcal/kg/dia.
20 — 25 kcal/kg/dia.
25 — 30 kcal/kg/ídia.
22 — 35 kcal/kg/ídia.
≥ 35 kcal/kg/dia.
Quando o indivíduo apresenta Doença Renal Crônica (DRC), o rim não consegue eliminar adequadamente os restos dos alimentos digeridos e, nessa situação, torna-se necessária uma orientação quanto à alimentação, que deve ter certos cuidados. O nutricionista deve estar atento ao tipo de tratamento médico que o paciente renal está sendo submetido, pois isso afeta o tratamento nutricional de escolha. Considerando que Joana, mulher, adulta, encontra-se em processo de hemodiálise e está com baixo peso (desnutrição), analise as recomendações nutricionais e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Ao iniciar o programa dialítico, a ingestão de proteína é maior do que no tratamento conservador, recomendando-se a ingestão de 1,4 a 1,5 g/kg do peso atual.
( ) A ingestão energética deve ser maior que 40 kcal/Kg/dia, utilizando o peso atual da paciente.
( ) Deve-se realizar monitoramento rígido dos valores laboratoriais de potássio. Para o controle desse mineral, é recomendado que se prepare verduras e legumes cozidos para as suas principais refeições.
A sequência está correta em
V, F, V.
V, F, F.
V, V, F.
F, F, V.
F, V, V.
A Nutrição Terapêutica no tratamento de doenças renais deve considerar:
Restringir todos os nutrientes para evitar sobrecarga renal.
Aumento do consumo de proteínas de alto valor biológico e controle de sódio e potássio.
Apenas a ingestão de líquidos como principal foco.
Utilização de suplementos com alto teor de gordura para aumentar a ingestão calórica.
O paciente em questão apresenta quadro de insuficiência renal grave e está apto a ser transplantado, devendo ser encaminhado para o sistema de regulação de transplante.
Certo
Errado
Diversos fatores como diabetes, hipertensão, envelhecimento e exposição contínua a substâncias nefrotóxicas contribuem para o declínio progressivo da função renal, resultando em alterações metabólicas importantes que exigem vigilância clínica contínua. Com base nas condutas recomendadas para pacientes com comprometimento renal, assinale a alternativa correta.
A ingestão de carambola não representa risco adicional, podendo ser incorporada à dieta sem contraindicações específicas para pessoas com limitação funcional renal.
A redução da produção de eritropoietina geralmente não está associada à função renal diminuída, motivo pelo qual quadros anêmicos são pouco frequentes nesses indivíduos.
Indivíduos cuja filtração glomerular esteja inferior a 60 mL/min necessitam de seguimento nutricional especializado para ajustes dietéticos e controle das complicações associadas ao avanço da doença.
Pessoas com filtração glomerular superior a 70 mL/min encontram-se isentas de orientações nutricionais específicas, já que sua função renal é considerada adequada.
A atual Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal - DRC (2021) contém informações e orientações sobre recomendações nutricionais para adultos:
I. A recomendação de proteínas para pacientes com DRC 3-5 é de 0,6- 0,8 g/kg/dia.
II. As proteínas de origem vegetal para DRC apresentam melhor ação biológica positiva e devem compor, no mínimo, 60% das proteínas totais ofertadas por dia.
III. Para pacientes com DRC G5D, em hemodiálise ou diálise peritoneal, a recomendação proteica é de 1,2 g/kg/dia.
IV. A ingestão alimentar de pacientes com DRC G3-5D deve suprir a necessidade de vitaminas e oligoelementos da mesma forma que para a população saudável, e as vitaminas lipossolúveis devem ser suplementadas somente em caso de deficiência.
V. A ingestão alimentar de fósforo deve ser restrita para todos os pacientes DRC G3-5D.
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
I, II e V.
I, III e IV.
II, III e IV.
III, IV e V.
Diferentes doenças renais apresentam implicações nutricionais específicas, que exigem condutas individualizadas. Considerando a fisiopatologia e a dietoterapia, assinale a alternativa correta.
Na litiase renal por oxalato de cálcio, a exclusão total de alimentos ricos em cálcio é indicada, já que o mineral aumenta o risco de formação de cálculos.
Na síndrome nefrótica, a restrição proteica severa é necessária para reduzir a perda urinária de proteínas e preservar a função renal residual.
Na lesão renal aguda, o aporte de proteínas deve permanecer em torno de 0,6 g/kg/dia, mesmo em pacientes críticos em terapia dialítica, para evitar catabolismo excessivo.
Na doença renal crônica, a retenção de fósforo é um problema frequente, sendo necessária restrição dietética e, muitas vezes, o uso de quelantes para controlar a hiperfosfatemia.
Na nefrolitiase por ácido úrico, a recomendação principal é aumentar a ingestão de proteínas animais, pois contribuem para alcalinizar a urina e reduzir a formação de cristais.
Para um homem de 57 anos, com doença renal crônica estágio 4, que apresenta proteinúria e potássio sérico limítrofe, a equipe de Nutrição deve
sugerir uma dieta cetogênica restrita.
implementar uma dieta hiperproteica e hipercalórica.
adotar uma dieta rica em frutas e vegetais sem restrições.
indicar uma suplementação indiscriminada de aminoácidos essenciais.
indicar uma restrição proteica moderada e o controle rigoroso de potássio e sódio.
Analise as afirmativas abaixo sobre a fisiopatologia da Doença Renal Crônica (DRC).
1. A depuração de creatinina urinária é utilizada para avaliação da taxa de filtração glomerular e diagnóstico de DRC.
2. Em pacientes com DRC, a hiperalbuminemia é indicador de piora no prognóstico clínico.
3. Para pacientes com DRC, especialmente aqueles em estágios avançados da doença, valores reduzidos de hemoglobina e hematócrito são esperados, pois os rins são responsáveis pela produção e secreção de quase toda a eritropoetina da circulação.
4. A proteinúria em indivíduos com DRC é consequência da injúria endotelial, mesangial e de podócitos, além da hiperfiltração glomerular que levam à perda da seletividade da membrana dos capilares.
5. A progressão da DRC para estágios finais é fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial, diabetes mellitus e hipercolesterolemia.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 4 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.
Durante o tratamento conservador da doença renal crônica (DRC), o paciente necessita de cuidados nutricionais especiais. Com a redução da taxa de filtração glomerular, há um acúmulo de toxinas ou de produtos tóxicos que deveriam ser excretados na urina. Entre esses, destacam-se os compostos nitrogenados como ureia, creatinina, ácido úrico e outros, além de eletrólitos, como o potássio, e minerais como o fósforo. A terapia nutricional no tratamento conservador visa:
I. Atenuar as manifestações clínicas da síndrome urêmica, principalmente os sintomas gastrointestinais.
II. Auxiliar no tratamento das complicações metabólicas.
III. Prevenir ou retardar o desenvolvimento de doença cardiovascular.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens I e III.
Apenas nos itens II e III.
Em todos os itens.
Lucas, 16 anos, tem doença renal crônica em hemodiálise 3 vezes/semana. Relata baixo consumo de frutas e vegetais, ingestão frequente de ultraprocessados e hidratação irregular. Em uma reunião de pais, a mãe de Lucas relatou que se preocupa com a sua alimentação, pois ele perdeu bastante peso após iniciar a hemodiálise. Lucas se alimenta na escola e, por esse motivo, a nutricionista deve planejar as refeições considerando seu estado de saúde, hábitos alimentares e segurança nutricional.
Com base nas recomendações para pacientes com doença renal crônica, assinale a conduta mais adequada:
Planejar cardápios padronizados iguais aos demais estudantes sem realizar alterações, mas incluir algumas opções de frutas permitidas e orientar Lucas a escolher entre elas, sem monitoramento de ingestão de proteínas e fósforo.
Elaborar cardápios individualizados, considerando ajustes de sódio, potássio, fósforo e proteinas, conforme resultados laboratoriais e recomendações médicas, incluir opções de frutas e vegetais permitidas, e orientar Lucas sobre escolhas alimentares seguras e monitoramento contínuo de adesão ao tratamento.
Elaborar cardápios individualizados, considerando restrição de sódio, potássio, mantendo a quantidade de proteína normal para preservar massa magra, e consumo de fruta livre, de acordo com sua preferência.
Manter o cardapio normal, e orientar Lucas sobre a redução de proteina, sódio e o controle da ingestão de líquidos.
A doença renal crônica (DRC) é caracterizada pela deterioração progressiva da função dos rins e consequente retenção de substâncias nitrogenadas no sangue. Assim, a quantidade de proteína recomendada no tratamento conservador depende da taxa de filtração glomerular (TFG). De acordo com Rosa (2021), qual é a recomendação de proteínas no tratamento conservador para um indivíduo que apresente uma TFG de 50 mL/min?
0,6 g/kg/dia (50% proteína de alto valor biológico).
0,8 a 1,0 g/kg/dia.
0,6 g/kg/dia (70% proteína de alto valor biológico).
0,3 g/kg/dia + suplementação com cetoácidos ou aminoácidos essenciais.
0,6 a 0,8 g/kg/dia.
Idoso de 74 anos, portador de DRC estágio 4 não dialítico, apresenta IMC de 23 kg/m2 e bom estado funcional. Está em acompanhamento ambulatorial e mantém ingestão proteica habitual em torno de 1,0 g/kg/dia.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal (2021), considerando as recomendações para energia e proteínas em idosos com DRC, a conduta mais adequada é:
reduzir a ingestão proteica para 0,4 – 0,5 g/kg/dia e manter energia de 20 – 25 kcal/kg/dia para retardar a progressão da doença
aumentar a ingestão proteica para 1,2 – 1,5 g/kg/dia e energia para 35 – 40 kcal/kg/dia, visando preservação da massa muscular.
reduzir a ingestão proteica para 0,3 g/kg/dia, sem suplementação, e energia para 25 kcal/kg/dia, para controle de sintomas urêmicos.
manter ingestão proteica de 0,6 – 0,8 g/kg/dia e energia de 20 – 25 kcal/kg/dia, priorizando redução de fósforo dietético.
ajustar ingestão proteica para 0,6 – 0,8 g/kg/dia e energia para 25 – 35 kcal/kg/dia, considerando suplementação com cetoanálogos, se dieta muito baixa em proteína for adotada.
Pacientes com Doença Renal Crônica (DRC) na fase não dialítica frequentemente apresentam redução espontânea da ingestão alimentar devido à progressiva deterioração da função renal. Essa condição, se não manejada adequadamente, pode resultar em desnutrição energético-proteica e pior prognóstico clínico. No que se refere aos cuidados nutricionais na fase não dialítica da Doença Renal Crônica (DRC), registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas.
(__)O acompanhamento nutricional não influencia significativamente o prognóstico clínico dos pacientes com DRC.
(__)O comprometimento do estado nutricional antes do início da terapia dialítica está associado à menor taxa de sobrevida dos pacientes renais.
(__)A terapia nutricional deve ser iniciada ainda nos estágios iniciais da Doença Renal Crônica, com o objetivo de preservar o estado nutricional e retardar a progressão da doença.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
V, V, F.
F, V, V.
F, F, V.
V, F, F.
De acordo com a Portaria Conjunta SAES/SECTICS no 11, de 16 de setembro de 2024, que aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica, faz parte do tratamento não medicamentoso da doença, a restrição de determinado nutriente na presença de hipercalemia. O nutriente mencionado é:
o cálcio.
o potássio.
a vitamina B6.
o magnésio.
a vitamina C.
A conduta nutricional em pacientes com Insuficiência Renal Crônica (IRC) deve considerar o controle de ingestão de nutrientes específicos. Qual dos nutrientes a seguir deve ser restringido na dieta de pacientes em estágios avançados de IRC, mesmo antes da diálise?
Fibras solúveis.
Potássio.
Vitamina D.
Gorduras poli-insaturadas.
Considerando a litíase renal e medidas dietéticas, assinalar a alternativa CORRETA.
O nutriente que tem efeito sobre a maioria dos parâmetros urinários envolvidos na formação de cálculos é a proteína, em geral, em excesso, tanto de origem animal, quanto de origem vegetal.
Uma elevada ingestão de líquidos é frequentemente recomendada para pacientes litiásicos, por aumentar o volume urinário e diminuir a concentração dos promotores de cristalização. A orientação é a ingestão de aproximadamente 50ml de líquidos/kg/dia.
A ingestão de citrato sob a forma de sucos cítricos (como suco de laranja ou limão) aumenta a excreção urinária de citrato, um efeito benéfico em pacientes com hipocitratúria e cálculos de oxalato de cálcio.
Pacientes litiásicos devem reduzir ao máximo o uso de sódio dietético (sal de adição), mantendo até 4g/dia, bem como evitar qualquer tipo de alimento enlatado e industrializado, como conservados em salmoura, caldos concentrados, sopas de pacote, embutidos (salsicha, salame, linguiça, mortadela), entre outros.