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Paciente de 58 anos, com doença renal crônica em hemodiálise três vezes por semana, apresenta potássio sérico de 5,8 mEq/L e fósforo de 6,5 mg/dL. A conduta nutricional mais adequada é:
restringir proteínas a 0,6 g/kg/dia para retardar a progressão da doença.
liberar a ingestão hídrica, já que a diálise remove o excesso de líquidos.
ofertar 1,0 a 1,2 g de proteína/kg de peso seco/dia, com controle da ingestão de potássio e fósforo.
aumentar o consumo de frutas cítricas para corrigir a acidose metabólica.
De acordo com as recomendações da Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada em relação ao manejo proteico e energético de paciente com doença renal crônica (DRC) em estágio 4 não dialítico, com risco de progressão da doença e sem evidências de desnutrição.
Manter ingestão proteica de 1,0 a 1,2 g/kg/dia para prevenir perda de massa muscular, independente da taxa de filtração glomerular (TFG), priorizando fontes de alto valor biológico.
Restringir a proteína para 0,3 a 0,4 g/kg/dia, sempre associando aminoácidos essenciais ou cetoanálogos, mesmo na ausência de acompanhamento especializado.
Recomendar ingestão proteica de 0,55 a 0,60 g/kg/dia, podendo reduzir para 0,3 a 0,4 g/kg/dia apenas quando houver acompanhamento multiprofissional e uso de cetoanálogos, garantindo oferta energética de 30 a 35 kcal/kg/dia para evitar catabolismo.
Reduzir proteína para 0,5 g/kg/dia e energia para menos de 25 kcal/kg/dia, já que menor aporte energético reduz a sobrecarga renal e melhora a função glomerular.
A doença renal crônica (DRC) caracteriza-se pela perda progressiva e irreversível da função dos rins, comprometendo a capacidade de filtração e excreção de substâncias tóxicas do organismo. Nesse contexto, a alimentação exerce papel fundamental no manejo clínico, sendo necessário o controle rigoroso da ingestão de determinados alimentos.
Fonte: Guia de nutrição: clínica no adulto / coordenação deste guia Lilian Cuppari. − 3. ed. -- Barueri, SP. 2014.
Com relação ao consumo de carambola por pacientes portadores de DRC, assinale a alternativa CORRETA.
A carambola é contraindicada em pacientes com DRC por conter substância de potencial neurotóxico que, na vigência de função renal comprometida, acumula-se progressivamente no organismo, podendo desencadear manifestações neurológicas graves com risco de evolução para óbito.
A neurotoxicidade da carambola em pacientes com DRC manifesta-se por sintomas de natureza gastrointestinal, como náuseas, vômitos e diarreia, sem comprometimento do sistema nervoso central, o que torna segura sua ingestão ocasional em pequenas quantidades por pacientes com doença compensada.
A neurotoxina presente na carambola é termolábil, sendo eliminada durante o processo de cocção ou fervura da fruta, o que torna seguro o consumo de preparações quentes à base de carambola por pacientes com DRC em qualquer estágio da doença.
A restrição ao consumo de carambola aplica-se a pacientes em terapia dialítica, uma vez que indivíduos na fase não dialítica da DRC preservam capacidade de depuração renal suficiente para metabolizar a neurotoxina presente na fruta sem risco de acúmulo significativo.
O acúmulo da neurotoxina da carambola compartilha mecanismo fisiopatológico com a hiperpotassemia, sendo seu controle viabilizado pela restrição concomitante de potássio na dieta, o que torna possível a ingestão supervisionada da fruta em pacientes com DRC em estágio compensado.
Alterações metabólicas urinárias associadas à formação de cálculos renais (nefrolitíase) são frequentemente identificadas durante a investigação clínica de pacientes com litíase urinária recorrente. Sobre o tema, relacione os distúrbios urinários apresentados na coluna I com as respectivas definições da coluna II:
COLUNA I:
1 - Hiperoxalúria.
2 - Hipocitratúria.
3 - Hiperuricosúria.
4 - Hipercalciúria.
COLUNA II:
( ) Excreção urinária reduzida de citrato, importante inibidor da formação de cálculos renais.
( ) Excreção urinária aumentada de ácido úrico, favorecendo a formação de cálculos urinários.
( ) Excreção urinária aumentada de oxalato, associada ao maior risco de formação de cálculos de oxalato de cálcio.
( ) Excreção urinária aumentada de cálcio, considerada um dos principais fatores de risco para nefrolitíase.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
2 – 3 – 1 – 4.
1 – 2 – 4 – 3.
2 – 1 – 3 – 4.
4 – 3 – 2 – 1.
3 – 2 – 1 – 4.
De acordo com as recomendações da Diretriz BRASPEN para Terapia Nutricional no Paciente com Doença Renal, é correto afirmar sobre indicadores de diagnóstico de desnutrição:
A força de preensão palmar deve ser avaliada isoladamente como único indicador diagnóstico de desnutrição, sem necessidade de outros parâmetros complementares.
Para diagnosticar desnutrição em pacientes renais, apenas a medida antropométrica de circunferência da cintura é suficiente.
Não há um indicador isolado para o diagnóstico de desnutrição e para o diagnóstico de obesidade, o excesso de gordura abdominal é o indicador mais importante.
O IMC é o indicador isolado mais confiável para o diagnóstico de desnutrição em pacientes com doença renal, devendo ser priorizado em relação aos demais parâmetros.
A albumina sérica e o IMC são os dois únicos indicadores necessários para diagnosticar desnutrição em qualquer paciente renal.
Em uma UTI, um paciente com injúria renal aguda (IRA) hipercatabólica evolui com aumento de ureia. Um membro da equipe sugere reduzir proteína “para evitar ou retardar o início de Terapia Renal Substitutiva (TRR)”. Acerca da terapia nutricional na doença renal, assinale a alternativa CORRETA.
Deve-se restringir proteínas em IRA hipercatabólica para evitar TRR, pois maior oferta proteica acelera a necessidade de diálise.
Em IRA hipercatabólica, a recomendação proteica é fixa e independe de TRR, pois as perdas dialíticas não alteram o balanço nitrogenado.
Em IRA hipercatabólica, a proteína não deve ser restringida com objetivo de evitar ou retardar TRR; a recomendação proteica deve considerar o catabolismo e a presença/ausência e modalidade de TRR.
A diretriz recomenda suplementação de glutamina como estratégia de preservação de massa muscular na IRA hipercatabólica.
Leia o caso a seguir.
Homem de 55 anos, com doença renal crônica, estando na fase não dialítica, estágio 3 da doença (taxa de filtração glomerular entre 59 e 30 mL/ min).
Segundo CUPPARI et. al. (2013), nesse período, qual é a recomendação diária de ingestão proteica e calorias?
0,6 g de proteína por kg e 30 kcal/kg.
0,6 g de proteína por kg e 35 kcal/kg.
0,8 g de proteína por kg e 30 kcal/kg.
0,8 g de proteína por kg e 35 kcal/kg.
De acordo com Cuppari et al. (2013), nos pacientes que realizam diálise peritoneal automatizada, o percentual de glicose da solução de diálise infundida que é absorvida pela via peritoneal e que, portanto, terá impacto no cálculo do plano alimentar corresponde a
30%.
40%.
50%.
60%.
Um paciente de 68 anos de idade, portador de DRC estágio 4, IMC 24, sem sinais de desnutrição, buscou atendimento com relato de inapetência leve. Exames mostraram ureia elevada e TFG de 23 mL/min. Ele não estava em diálise.
Segundo a Diretriz da BRASPEN, qual a melhor conduta nutricional inicial nesse caso?
Restringir proteína para 0,55 a 0,60 g/kg/dia e garantir de 30 a 35 kcal/kg/dia, evitando catabolismo.
Manter 0,8 g/kg/dia de proteína com 25 kcal/kg/dia para melhorar função renal.
Aumentar proteína para 1,0 a 1,2 g/kg/dia para estimular o apetite e preservar a musculatura.
Reduzir proteína para 0,3 g/kg/dia e energia para < 25 kcal/kg/dia, sem necessidade de cetoanálogos.
Leia o caso a seguir.
Paciente na 7ª semana pós transplante renal, pesando 77 kg, 1,60 m de altura, sexo feminino.
Segundo Cuppari et al. (2013), qual o valor calórico deve ser oferecido para esse paciente diariamente?
1400 kcal.
1500 kcal.
1850 kcal.
1950 kcal.
Senhor José, 79 anos, 1,59 m, 83 kg, (IMC 32,8 km/m²) PA: 150/90 mmHg, TFG estimada de 35 ml/min/1,73m², proteinúria presente, edema em membros inferiores, chegou à UBS para uma consulta nutricional por encaminhamento de seu nefrologista. Relata considerável aumento de peso, que sua esposa acredita ser “inchaço”. Foi diagnosticado recentemente com Doença Renal Crônica estágio 3b, não tendo indicação de diálise por hora. Qual é a conduta dietoterápica inicial mais adequada para o senhor José?
Restrição proteica para 0,6 g/kg/dia associada à redução de sódio.
Restrição proteica apenas se iniciar diálise.
Aumento proteico para compensar proteinúria.
Aumento proteico para compensar proteinúria.
Manutenção da ingestão proteica habitual.
A terapia nutricional na doença renal crônica deve considerar o estágio da doença, a presença de diálise e a necessidade de controle metabólico, visando retardar a progressão renal e evitar desnutrição. Em pacientes renais crônicos não dialíticos, a recomendação proteica MAIS adequada geralmente é:
0,6 a 0,8 g/kg/dia.
1,8 g/kg/dia.
1,5 g/kg/dia.
1,2 g/kg/dia.
Alterações renais são uma complicação esperada do diabetes. Qual é o marcador de risco de progressão da doença renal?
Albuminúria.
Hemoglobina glicada.
Creatinina.
Potássio sérico.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma síndrome clínica decorrente da perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. Várias manifestações clínicas caracterizam a síndrome urêmica, e a terapia nutricional tem o objetivo principal para atenuar as manifestações clínicas, especialmente os sintomas gastrintestinais e, por conseguinte, contribuir para a recuperação do estado nutricional. Diante disso, é correto afirmar:
A hiperpotassemia é uma condição frequente nos pacientes com DRC, principalmente naqueles pacientes em hemodiálise, assim, recomenda-se restringir alimentos ricos em potássio, especialmente frutas e hortaliças, leguminosas e oleaginosas.
A restrição hídrica é necessária para manter o balanço hídrico seja em qualquer condição clínica do paciente.
A ingestão de sal dietético é indicada, recomendando ingestão de 1000 a 3000 mg/dia ou de aproximadamente 5g de cloreto de sódio por dia para maior adesão dietética e melhoria das condições clínicas.
A menor oferta calórica torna-se fundamental em crianças nefropatas, pois controla a severidade da doença.
O consumo excessivo protéico é a principal conduta dietoterápica para o paciente com doença renal crônica, pois se restringe alimentos protéicos apenas na doença renal aguda.
Um paciente de 58 anos, sexo masculino, com diagnóstico de Doença Renal Crônica (DRC) estágio 3b (Ritmo de Filtração Glomerular estimado em 35 ml/min/1,73m2), não diabético e clinicamente estável, é encaminhado para acompanhamento nutricional, visando ao tratamento conservador. Para esse paciente, com base nas diretrizes do Kidney Disease Outcomes Quality Initiative (KDOQI) 2020, a recomendação de ingestão proteica expressa em g/kg de peso ideal/dia é de:
0,6 a 0,8
1,0 a 1,2
1,2 a 1,4
1,5 a 1,8
A dietoterapia para doença renal crônica em estágio avançado requer:
Restrição de proteínas, sódio, potássio e fósforo conforme estágio.
Aumento da ingestão proteica para compensar perdas urinárias.
Suplementação irrestrita de vitaminas lipossolúveis e minerais.
Elevação do consumo de alimentos ricos em potássio e magnésio.
Ingestão hídrica abundante sem controle ou monitoramento específico.
De acordo com as Diretrizes Clínicas para o Cuidado ao Paciente com Doença Renal Crônica – DRC no Sistema Único de Saúde (Ministério da Saúde, 2014), é recomendado para todos os pacientes diabéticos, no estágio 1 da DRC, manutenção da hemoglobina glicada em torno de:
5,1%
5,5%
6%
7%
6,5%
Na doença renal crônica, quando o paciente está em tratamento conservador, para minimizar a evolução da doença devemos restringir o consumo de:
lipídios
açúcares simples
proteínas
fibras
No que se refere ao tratamento não medicamentoso da doença renal crônica (DRC), a portaria conjunta SAES/SECTICS nº 11, de 16 de setembro de 2024, que aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas das Estratégias para Atenuar a Progressão da Doença Renal Crônica, afirma corretamente que
a restrição de sal para até 1 g/dia controla a pressão arterial e retarda o aumento do fluxo plasmático dos rins.
na presença de hipercalemia, é recomendada restrição severa de fósforo (< 800 mg/dia).
se recomenda para pacientes adultos com DRC estágio 3 a 5 ingestão proteica de 0,6 a 0,8 g/kg/dia.
dietas com ingestão de 0,6 g de proteína/kg/dia apresentam impacto significativo na redução da necessidade de terapia renal substitutiva.
dietas com ingestão de 0,3 g de proteína/kg/dia, suplementadas com cetoanálogos de aminoácidos essenciais, retardam significativamente a progressão da DRC e a mortalidade.
Para indivíduos em hemodiálise em decorrência da doença renal crônica, de acordo com Cuppari (2019), são recomendadas dietas
hiperproteicas, com 1,1 g a 1,2 g de proteínas por kg de peso ao dia.
normoproteicas, com 1,0 g de proteínas por kg de peso ao dia.
hipoproteicas, com 0,8 g de proteínas por kg de peso ao dia.
hipocalóricas, com 15 kcal por kg de peso ao dia.
normocalóricas, com 20 kcal por kg de peso ao dia.