Questões de Concurso sobre Jejum e Síndrome de Realimentação

 
 
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Considerando o risco de síndrome de realimentação no paciente hospitalizado, analise as afirmativas:


I – Privação alimentar importante, perda ponderal relevante e depleção eletrolítica prévia aumentam o risco de síndrome de realimentação.

II – Potássio, fósforo e magnésio podem exigir reposição desde o início do suporte nutricional quando o risco clínico é elevado.

III – O alcance imediato das necessidades totais costuma ocupar a meta principal quando os exames basais não mostram alteração importante.

IV – Tiamina e polivitamínicos podem integrar a prevenção desde o começo do suporte em pessoas sob maior risco.

V – A ausência de hipofosfatemia antes do início do suporte afasta o risco de síndrome de realimentação em pacientes desnutridos.


Estão corretas as afirmativas.


A

I, II e III, apenas.


B

I, II e IV, apenas.


C

III e V, apenas.


D

II, III e IV, apenas.


E

I, II, III, IV e V.

Pacientes gravemente desnutridos submetidos à reintrodução alimentar rápida podem desenvolver alterações metabólicas potencialmente fatais, exigindo monitoramento rigoroso. A síndrome de realimentação caracteriza-se principalmente por:


A

Hipercalcemia severa.


B

Hipofosfatemia importante.


C

Hipervitaminose A.


D

Hipernatremia isolada.

Mulher de 42 anos iniciou um “jejum intermitente” seguindo as orientações de uma blogueira. Esta pessoa consegue, atualmente permanecer 18 horas sem a ingestão de alimentos.


Considerando esta situação de jejum prolongado, ocorre neste organismo todas as alternativas abaixo, EXCETO, uma delas.


Assinale-a.


A

A liberação de glucagon induz a mobilização triacilgliceróis, com consequente liberação de ácidos graxos.


B

A lipase hormônio sensível do tecido adiposo será ativada pelo aumento dos níveis de cAMP.


C

A baixa glicemia promove a síntese hepática de corpos cetônicos e o risco de cetoacidose metabólica.


D

A liberação de glucagon impede a síntese do glicogênio.


E

O fígado produz e consome corpos cetônicos.

No paciente com desnutrição grave, o início da realimentação com oferta relevante de carboidratos pode provocar queda rápida de fósforo sérico. Assinalar a alternativa que apresenta o evento fisiológico que explica a hipofosfatemia da síndrome de realimentação.


A

Elevação do paratormônio aumenta excreção renal de fosfato, eleva cálcio sérico e reduz fósforo sérico após o início da dieta.


B

Elevação do cortisol intensifica diurese e reduz fósforo sérico por perda urinária, associada a aumento agudo de glicose plasmática circulante.


C

Aumento do glucagon estimula gliconeogênese e reduz fósforo sérico por captação hepática no fígado, elevando corpos cetônicos após o aporte.


D

Pico de insulina direciona fosfato para o meio intracelular, eleva fosforilação de glicose e reduz fósforo sérico nas primeiras horas.

A síndrome da realimentação é uma complicação metabólica potencialmente grave que pode ocorrer quando pacientes com desnutrição prolongada ou jejum prolongado recebem novamente aporte nutricional, especialmente com maior oferta de carboidratos. Esse processo leva a alterações hormonais e metabólicas, com aumento da secreção de insulina e deslocamento intracelular de eletrólitos, podendo causar complicações cardíacas, neurológicas e respiratórias. Nesse contexto, o marcador bioquímico clássico e mais associado ao risco de complicações graves na síndrome da realimentação é a:


A

hipernatremia.


B

hipercalemia.


C

hipofosfatemia.


D

hipoglicemia.


E

hipermagnesemia.

No manejo nutricional da Síndrome de Dumping em pacientes com gastrectomia total, a seleção da fórmula enteral deve priorizar a modulação da osmolalidade. Nesse contexto, indique a alternativa correta.


A

As fórmulas com osmolalidade entre 280 e 350 mOsm/kg, ricas em mono e dissacarídeos são indicadas para evitar sintomas vasomotores, sendo protetoras contra o dumping.


B

Ao compararmos 100 g de maltodextrina com 100 g de glicose em 1 litro de água, pode-se afirmar que a solução de glicose terá maior osmolalidade, aumentando o risco de Dumping.


C

A adição de triglicerídeos de cadeia média (TCM) eleva drasticamente a osmolalidade no intestino delgado provocando deslocamento de fluido extracelular, sendo o principal vilão na Síndrome de Dumping.


D

Dietas com pH neutro reduzem a osmolalidade induzindo maior liberação de colecistoquinina (CCK), e dietas mais ácidas aumentam a osmolalidade por ionização dos aminoácidos, agravando o Dumping precoce.

A Síndrome de Realimentação (Refeeding Syndrome) é uma complicação metabólica grave que pode ocorrer no paciente crítico. O seu principal marcador bioquímico inicial consiste na queda sérica abrupta de:


A

ureia


B

sódio


C

fosforo


D

creatinina


E

manganês

Maria, 52 anos, IMC de 31 kg/m², apresenta síndrome metabólica com resistência insulínica e esteatose hepática diagnosticada por ultrassonografia. Exames laboratoriais: HDL 38 mg/dL, triglicerídeos 240 mg/dL, ALT levemente elevada. O nutricionista deve orientar a dieta mais adequada para seu quadro. A recomendação dietoterápica prioritária é


A

realizar jejum prolongado (≥24 horas) para mobilizar gordura hepática e reduzir peso corporal.


B

aumentar o consumo de alimentos ultraprocessados ricos em fibras sintéticas para melhorar o trânsito intestinal.


C

adotar dieta rica em proteínas animais, excluindo totalmente frutas e hortaliças para evitar sobrecarga de carboidratos.


D

reduzir a ingestão de gorduras saturadas e priorizar fontes de gorduras insaturadas, associadas à dieta hipocalórica.

A síndrome de realimentação é uma complicação metabólica que pode ser evidenciada em pacientes com prescrição de terapia nutricional enteral e parenteral. Sobre essa condição, analise os itens.


I. A hipofosfatemia é o critério universalmente aceito para diagnóstico de síndrome de realimentação e apresenta elevada especificidade.

II. Os princípios do manejo da síndrome de realimentação englobam a correção das anormalidades bioquímicas e do desequilíbrio de líquidos. Embora não haja consenso na literatura quanto ao momento ideal para essa correção, sugere-se que ela possa ser feita concomitantemente à alimentação.

III. Entre os fatores de risco para a síndrome de realimentação, pode-se citar a perda ponderal não intencional, o índice de massa corporal reduzido, a baixa ingestão alimentar, as anormalidades eletrolíticas antes da introdução da dieta e o uso abusivo de álcool e outras drogas. Dependendo da severidade desses critérios e na presença de pelo menos um ou dois deles, o paciente pode ser considerado como em risco de síndrome de realimentação.

IV. Embora inexista um consenso universal sobre o tratamento da síndrome de realimentação, a reintrodução da dieta com oferta hipocalórica e progressão lenta até o alvo nutricional parece ser mais benéfica a pacientes identificados como em risco. Além disso, deve ser feita a reposição de fósforo, magnésio e potássio na presença de anormalidades eletrolíticas, assim como a suplementação de tiamina durante os primeiros 10 dias após a reintrodução da dieta.


Está CORRETO o que se afirma:


A

Apenas nos itens I, II e IV.


B

Apenas nos itens II e IV.


C

Apenas nos itens I e III.


D

Apenas nos itens II, III e IV.

Pacientes que passam por cirurgia bariátrica podem apresentar alterações gastrointestinais devido às mudanças funcionais do trato gastrointestinal. Nesse contexto, o que é a síndrome de Dumping?


A

É a sensação de mal-estar que pode surgir quando um paciente que fez bariátrica come alimentos com muita fibra.


B

É a sensação de mal-estar que pode surgir quando um paciente que fez bariátrica come alimentos com muito açúcar ou com muita gordura.


C

É uma sensação normal e esperada após cirurgia bariátrica que ocorre com todos os alimentos que o paciente ingere.


D

É uma síndrome grave que pode ocorrer quando o paciente ingere bebidas gaseificadas como água com gás.


E

É a sensação de bem-estar que pode surgir após a cirurgia bariátrica, quando o paciente ingere alimentos como chocolate.

Um paciente pós-gastrectomia total com dumping precoce procura orientação. Nesse sentido, o indicado é:


A

consumir alimentos ricos em sacarose para acelerar esvaziamento gástrico.


B

ingerir grandes volumes de água logo após comer.


C

aumentar ingestão de fibras insolúveis imediatamente após cirurgia.


D

fracionar refeições em pequenas porções, reduzindo líquidos junto às refeições.

Durante o jejum fisiológico prolongado (como em protocolos de restrição calórica) e o jejum associado a condições catabólicas (como câncer, sepse ou trauma), o metabolismo energético sofre alterações distintas. Considerando as principais diferenças metabólicas entre essas duas situações, assinale a alternativa correta:


A

Tanto no jejum fisiológico quanto no jejum associado à doença, ocorre preservação da massa magra e balanço nitrogenado positivo.


B

O jejum fisiológico é caracterizado por ausência de cetogênese, enquanto no jejum associado à doença a principal fonte energética do cérebro passa a ser os corpos cetônicos.


C

No jejum fisiológico, há progressivo aumento da utilização de corpos cetônicos pelo cérebro, poupando proteínas; já no jejum associado à doença, ocorre proteólise acentuada, balanço nitrogenado negativo e menor capacidade de adaptação ao uso de corpos cetônicos.


D

O jejum em doenças catabólicas promove redução da proteólise e aumento da lipólise, com preservação da massa magra semelhante ao jejum fisiológico.


E

A adaptação metabólica no jejum fisiológico depende exclusivamente do catabolismo proteico sustentado para manutenção da gliconeogênese, sem papel da cetogênese.

Após procedimento de gastrectomia total, paciente, sexo masculino, 58 anos, apresentou síndrome de Dumping. A recomendação dietética deve incluir:


A

redução de gorduras e proteínas


B

alimentos ricos em fibras solúveis


C

líquido no momento das refeições para auxiliar no trânsito intestinal


D

sacarose e dextrose, porque são rapidamente absorvidos, facilitando o esvaziamento gástrico

A síndrome da realimentação (SR) em pacientes oncológicos é particularmente frequente, sobretudo em pacientes desnutridos graves, em jejum prolongado ou em dieta hipocalórica por mais de sete dias. Trata-se de um conjunto de alterações metabólicas e eletrolíticas que ocorrem como resultado da reintrodução ou provisão de calorias após período de ingestão calórica diminuída ou ausente. O diagnóstico baseia-se na queda dos níveis séricos de ___________________, podendo estar associado à hipernatremia e edema. Complicações neurológicas como a síndrome de Wernicke Korsakoff, complicações cardíacas como a insuficiência cardíaca congestiva e arritmias, insuficiência respiratória e até óbito podem estar relacionadas com a SR. Para evitar a SR, recomenda-se que a quantidade de calorias ofertada aos pacientes em risco deve ser pequena nos primeiros dias e de progressão gradual, habitualmente levando-se mais tempo para se atingir a meta.

A alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do trecho acima é


A

cálcio, sódio e fósforo


B

cálcio, fósforo e magnésio


C

sódio, potássio e magnésio


D

fósforo, potássio e magnésio


E

cálcio, magnésio e vitamina D

Durante o manejo de um paciente com desnutrição calórico-proteica grave, qual é a abordagem ideal para iniciar a reabilitação nutricional, levando em consideração o risco de síndrome de realimentação?


A

O plano alimentar deve ser iniciado com altas quantidades de calorias e proteínas desde o início, sem precauções para evitar a síndrome de realimentação.


B

A reabilitação nutricional deve ser iniciada com um aumento gradual na ingestão de calorias e proteínas, monitorando de perto os sinais de síndrome de realimentação, como distúrbios eletrolíticos.


C

Não há risco de síndrome de realimentação em pacientes com desnutrição calórico-proteica, portanto, a ingestão pode ser aumentada de forma abrupta.


D

O nutricionista deve iniciar a reabilitação com a exclusão total de carboidratos, focando apenas na reposição de proteínas e lipídios.


E

A abordagem ideal é iniciar a realimentação com alimentos sólidos de fácil digestão, sem necessidade de monitoramento rigoroso.

De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Envelhecimento (2019), o estado de hidratação é um ponto chave no gerenciamento da síndrome de realimentação. O peso corporal (ou balanço hídrico) deve ser verificado diariamente no início da terapia nutricional para idosos em risco, pois determinado aumento de peso pode ser um sinal de retenção hídrica patológica consequente a instalação da síndrome. É correto afirmar que o aumento de peso referido é de


A

0,3 kg/semana.


B

0,8 kg/semana.


C

1,0 kg/semana.


D

1,2 kg/semana.


E

1,5 kg/semana.

A síndrome de realimentação é uma complicação ameaçadora à vida, que ocorre após jejum prolongado em pacientes desnutridos ou após processos catabólicos graves. Geralmente ocorre nas primeiras 72 horas após o início da dieta enteral ou parenteral. A presença de distúrbios eletrolíticos é um fator importante para determinar o risco de síndrome de realimentação. Selecione a alternativa que apresenta os principais eletrólitos que devem ser monitorados nessa condição clínica.


A

Iodo, selênio e magnésio.


B

Ferro, fósforo e potássio.


C

Cálcio, manganês e cromo.


D

Fósforo, potássio e magnésio.


E

Ferro, zinco e cobre.

A síndrome de realimentação (SR) é caracterizada por um distúrbio metabólico de fluídos e eletrólitos, potencialmente fatal, que surge em decorrência da reintrodução alimentar, particularmente para os pacientes com câncer, nos quais a taxa de ocorrência de desnutrição é elevada.


A recomendação da Diretriz BRASPEN de terapia nutricional no paciente com câncer (2019) para a prevenção da ocorrência da SR no momento da reintrodução alimentar é


A

prescrição dietética de suplemento alimentar oral, hipercalórico e hiperproteico.


B

indicação em conjunto de terapia nutricional enteral e parenteral rica em fósforo.


C

oferta calórica entre 20 e 30 kcal/kg de peso nos três primeiros dias e, para casos de risco muito elevado, entre 15 e 20 kcal/kg de peso, acompanhada pela monitorização diária de sódio, fósforo e potássio.


D

oferta calórica entre 15 e 25 kcal/kg de peso nos três primeiros dias e, para casos de risco muito elevado, entre 5 e 10 kcal/kg de peso, acompanhada pela monitorização diária de fósforo, magnésio e potássio.


E

reintrodução alimentar de forma plena nos 3 primeiros dias, acompanhada pela monitorização diária de sódio, fósforo e potássio.

Todos os pacientes em risco de síndrome de realimentação devem ter a terapia nutricional iniciada de forma lenta e com aumentos graduais do valor energético até que sejam atingidas as necessidades energéticas do paciente em tratamento. Com relação à energia, deve-se iniciar a terapia nutricional com ______ ou ______ das necessidades basais.


Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas.


A

20 kcal/kg (quilocalorias por quilograma) / 60 % (por cento)


B

30 kcal/kg (quilocalorias por quilograma) / 60 % (por cento)


C

12 kcal/kg (quilocalorias por quilograma) / 40 % (por cento)


D

25 kcal/kg (quilocalorias por quilograma) / 25 % (por cento)


E

10 kcal/kg (quilocalorias por quilograma) / 30 % (por cento)

Assinale a alternativa que corresponde a um sintoma de distúrbios de órgãos-alvo relacionados à síndrome de realimentação em quadros de hipofosfatemia e hipomagnesemia, respectivamente:


A

Desidratação e gases.


B

Vômito e hipotensão.


C

Hemólise e constipação.


D

Dor de cabeça e aumento do apetite.


E

Unhas quebradiças e pele seca.

 
 
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