Questões de Concurso sobre Nutrição Clínica

 
 
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É substância bioativa passível de prescrição pelo nutricionista:


A

L-carnitina.


B

ginkgo biloba L.


C

colágeno.


D

coenzima Q10.


E

cafeína.

Um paciente do sexo masculino, 52 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, procura atendimento nutricional para controle da pressão arterial. Durante a consulta, o nutricionista propõe as seguintes condutas dietéticas:


I - Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, limitando a, no máximo, 2 doses por dia (10 a 12 g de álcool por dose).

II - Reduzir a ingestão de sódio para valores inferiores a 2 g por dia.

III - Reduzir a ingestão dietética de potássio para valores inferiores a 2,5 g por dia.

IV - Adotar padrão alimentar cetogênico clássico (proporção 4:1 entre lipídios e a soma de proteínas e carboidratos).


Com base nas recomendações propostas pela versão atual da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), assinale a alternativa CORRETA:


A

Somente as condutas I, II e III estão corretas.


B

Somente as condutas I e III estão corretas.


C

Somente as condutas I e II estão corretas.


D

Somente as condutas II e IV estão corretas.


E

Todas as condutas estão corretas.

Ao revisar o plano alimentar de um adulto em acompanhamento nutricional, observou-se restrição acentuada de gorduras, baixa ingestão de fibras e uso de suplementos de minerais-traço sem avaliação dietética prévia. Para orientar a conduta, foram levantadas as seguintes análises:


I. A redução intensa de lipídios pode comprometer a oferta de ácidos graxos essenciais, ainda que carboidratos e proteínas mantenham o aporte calórico total.

II. O aumento de fibras deve considerar seus efeitos sobre trânsito intestinal, resposta glicêmica e possível interferência na absorção de alguns minerais.

III. Os oligoelementos devem ser calculados como fonte energética da dieta quando houver maior demanda metabólica ou restrição de macronutrientes.


Está(ão) CORRETA(S):


A

Apenas I e II.


B

Apenas I e III.


C

Apenas II e III.


D

I, II e III.

Uma paciente do sexo feminino, 38 anos, professora universitária, relata episódios frequentes de irritabilidade, dificuldade de concentração, insônia e sensação constante de tensão há aproximadamente seis meses. A paciente nega uso de medicação psiquiátrica e refere alimentação baseada predominantemente em produtos ultraprocessados, com baixo consumo de frutas, legumes e oleaginosas. Ao avaliar o histórico alimentar, a nutricionista identifica um padrão dietético pobre em precursores de neurotransmissores envolvidos na modulação do humor e do comportamento ansioso. Considerando que o equilíbrio entre neurotransmissores como serotonina, dopamina, GABA e endorfinas é fortemente influenciado pela oferta de nutrientes dietéticos, a alternativa que apresenta a correlação CORRETA entre o padrão alimentar da paciente e seu impacto nos mecanismos neurobiológicos da ansiedade é:


A

A baixa oferta de fitoquímicos e compostos bioativos na dieta da paciente pode comprometer as propriedades antioxidantes e neuroprotetoras do sistema nervoso central, contribuindo para a desregulação dos neurotransmissores envolvidos no controle do humor e da ansiedade.


B

O consumo elevado de ultraprocessados promove diretamente o aumento da síntese de GABA, agravando os episódios de irritabilidade por hiperativação dos mecanismos inibitórios do sistema nervoso central.


C

A redução do consumo de alimentos de origem animal é o principal mecanismo pelo qual a dieta ocidental agrava os sintomas ansiosos, independentemente da oferta de fibras e compostos bioativos.


D

A suplementação de probióticos e prebióticos é suficiente para reverter os sintomas ansiosos da paciente, dispensando ajustes no padrão alimentar geral.

A Dispepsia (indigestão) é a condição de desconforto ou dor persistente na porção superior do abdome que afeta de 20 a 40% da população geral, reduzindo significativamente a qualidade de vida.


Fonte: MAHAN, L. K.; RAYMOND, J. L. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.


Com relação às intervenções dietéticas voltadas para pacientes com dispepsia funcional, assinale a alternativa correta.


A

A redução do teor lipídico da dieta apresenta pouca relevância no manejo da dispepsia funcional.


B

O fracionamento alimentar com refeições menores pode contribuir para reduzir a intensidade dos sintomas associados à dispepsia funcional.


C

A estratégia dietética recomendada consiste na restrição completa de carboidratos.


D

A composição da dieta não influencia a fisiologia do esvaziamento gástrico.

No acompanhamento de uma pessoa em uso estável de varfarina, a orientação sobre vitamina K precisa proteger o tratamento anticoagulante sem induzir restrições desnecessárias.


Assinale a alternativa correta.


A

A recomendação principal é excluir hortaliças verdes e suplementos com vitamina K até que o tratamento anticoagulante se estabilize.


B

A maior segurança clínica aparece quando a ingestão de vitamina K varia bastante entre os dias, acompanhando a dose do anticoagulante.


C

A orientação mais útil é alternar dias com maior e menor consumo de vitamina K, para compensar a ação farmacológica ao longo da semana.


D

A conduta mais estável é manter ingestão relativamente constante de vitamina K a partir de alimentos e suplementos, evitando oscilações bruscas.


E

A orientação sobre vitamina K perde utilidade quando o fármaco já está em dose fixa, porque o ajuste do anticoagulante absorve a variação dietética.

Um nutricionista, ao avaliar as necessidades energéticas de um indivíduo do sexo masculino, com 32 anos de idade e sem histórico de doenças, utilizou as equações recomendadas pelas Dietary Reference Intakes (DRI) e obteve um valor energético total de 2.100 kcal por dia. Dessa forma, foi proposto um plano alimentar com 300 gramas de carboidratos, 90 gramas de proteínas e um determinado valor de lipídios. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta o percentual de lipídios (valor mais próximo) em relação ao valor calórico total presente nesse plano alimentar.


A

18%.


B

22%.


C

30%.


D

26%.

Justificam uma hiperazotemia todos as condições abaixo, EXCETO uma delas. Assinale-a.


A

Insuficiência cardíaca congestiva.


B

Catabolismo proteico.


C

Dieta hipoproteica.


D

Insuficiência renal.


E

Obstrução do trato urinário.

De modo geral, exames de sangue podem ser utilizados para avaliar e monitorar processos inflamatórios no organismo, permitindo a identificação de lesões teciduais e respostas inflamatórias decorrentes de infecções, doenças autoimunes ou outras condições clínicas. Esses marcadores auxiliam tanto no diagnóstico quanto no acompanhamento da evolução do paciente. Considerando esse contexto, assinale a alternativa que NÃO CORRESPONDE a um exame de sangue utilizado para avaliação de processos inflamatórios:


A

Proteína C reativa (PCR).


B

Ferritina.


C

Velocidade de hemossedimentação (VHS).


D

Fibrinogênio.


E

Creatinina.

Uma Nutricionista está elaborando um plano alimentar para três pacientes do sexo feminino, saudáveis, sem comorbidades, que não fazem uso de suplementos:


• Paciente A: mulher adulta, 30 anos, com ciclos menstruais regulares.

• Paciente B: adolescente, 15 anos, menarca há 2 anos, fluxo menstrual moderado.

• Paciente C: gestante, 24 anos, no segundo trimestre de gestação.


Com base nas recomendações de ingestão diária de ferro para mulheres, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente para A, B e C, os valores MAIS ADEQUADOS de necessidade diária desse nutriente.


A

8 mg/dia; 8 mg/dia; 18 mg/dia.


B

18 mg/dia; 8 mg/dia; 27 mg/dia.


C

18 mg/dia; 15 mg/dia; 27 mg/dia.


D

15 mg/dia; 18 mg/dia; 27 mg/dia.


E

27 mg/dia; 18 mg/dia; 15 mg/dia.

O cálculo da necessidade energética de um indivíduo adulto considera:


A

Apenas o peso corporal atual em quilogramas.


B

Somente a altura em centímetros e idade em anos.


C

Exclusivamente o índice de massa corporal atual.


D

Apenas o gasto energético durante atividades físicas intensas.


E

Taxa metabólica basal, nível de atividade física e fatores térmicos.

Considere um paciente de 71 anos de idade, acamado, com AVC prévio, disfagia orofaríngea e perda ponderal de 11% em 3 meses. Avaliação indicou ingestão oral insuficiente apesar das adaptações de consistência.


Segundo os critérios atuais e a prática no SUS, a indicação nutricional mais adequada a esse caso é


A

manter dieta oral por risco ético de NE em idosos.


B

iniciar nutrição enteral precoce por sonda, considerando risco-benefício.


C

iniciar nutrição parenteral periférica imediatamente.


D

priorizar suplementos orais hipercalóricos sem adaptação da via.

Durante a consulta, uma paciente relata que apresenta náuseas e refluxo sempre que utiliza cápsulas de óleo de peixe, sendo orientada pelo nutricionista a buscar fontes vegetais de EPA (Ácido Eicosapentaenoico) e DHA (Ácido Docosahexaenoico). Em relação a essa orientação, assinale a alternativa INCORRETA.


A

O consumo de algas marinhas e suplementos derivados de microalgas é uma alternativa vegetal capaz de fornecer DHA e EPA.


B

Sementes de chia, linhaça e nozes fornecem ácido α-linolênico (ALA), que pode ser convertido em pequenas quantidades de EPA e DHA.


C

Óleos vegetais como linhaça e canola podem contribuir para o aporte de precursores vegetais de EPA e DHA.


D

A ingestão de azeite de oliva extra-virgem fornece concentrações elevadas de EPA e DHA, podendo substituir totalmente o óleo de peixe.


E

Nozes e óleo de canola são fontes vegetais de ALA.

O Mounjaro® (cujo princípio ativo é a tirzepatida) é um medicamento injetável de aplicação semanal, em 2025, consolidou-se no Brasil como uma das terapias mais avançadas para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. O que o torna diferente de outros medicamentos famosos, como Ozempic® (semaglutida) é o seu mecanismo de ação duplo, ele imita dois hormônios naturais do corpo. GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon-1) e GIP (Polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose), sobre o assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.


I. O maior “perigo” do uso a longo prazo é o efeito rebote, estudo de dezembro de 2025, análise detalhada do ensaio clínico SURMOUNT-4, publicada no periódico científico JAMA Network Open mostra que 82% das pessoas recuperam o peso em até um ano após parar o tratamento.

II. Versões manipularas ou genéricas com o mesmo ativo já são autorizadas pela Anvisa.

III. O Mounjaro® (tirzepatida) é um medicamento coadjuvante ao tratamento da obesidade e diabetes tipo 2, ele não é autossuficiente, a base do tratamento é estilo de vida. Em pacientes que não fazem exercício e dieta de redução calórica, ele atinge um efeito platô (estagnação) muito mais rápido.


A

Apenas I e II estão corretas.


B

Apenas I está correta.


C

Apenas I e III estão corretas.


D

Apenas II e III estão corretas.

Nos programas de redução de peso, é comum observar uma fase em que a perda ponderal é interrompida e a massa corporal se estabiliza. Esse fenômeno pode ser explicado por ajustes metabólicos sinalizados pela redução de lipídios nos adipócitos. Assinale a alternativa que corresponde a essa fase frequente em dietas de emagrecimento, para a qual geralmente se recomenda um aumento na intensidade da atividade física.


A

Efeito platô.


B

Efeito iô-iô.


C

Efeito sanfona.


D

Efeito lipo.


E

Efeito estufa.

A dieta pode influenciar a eficácia e os efeitos adversos de diversos medicamentos, assim como algumas condições clínicas exigem ajustes nutricionais específicos para otimizar o tratamento. Considerando essas interações entre alimentação, nutrientes e farmacoterapia, julgue as afirmações a seguir:


I. A levodopa, utilizada no tratamento da Doença de Parkinson, tem sua ação potencializada quando administrada juntamente com refeições ricas em aminoácidos.

II. Na encefalopatia hepática, recomenda-se reduzir a ingestão de aminoácidos de cadeia ramificada.

III. A levotiroxina, utilizada no tratamento do hipotireoidismo, deve ser ingerida juntamente com alimentos para melhorar sua absorção intestinal.

IV. O uso prolongado de metformina, amplamente utilizada no tratamento do diabetes mellitus tipo 2, pode estar associado à redução da absorção de vitamina B12.

V. O uso prolongado de corticosteroides pode aumentar a perda de cálcio e contribuir para redução da massa óssea, sendo frequente a necessidade de atenção à ingestão ou suplementação de cálcio e vitamina D.


Após análise, conclui-se que estão corretas:


A

II, IV e V.


B

I, III e IV.


C

III, IV e V.


D

IV e V.


E

I, II, III, IV e V.

A prescrição de suplementos alimentares no âmbito da prática profissional do nutricionista deve observar critérios técnicos, clínicos e regulatórios, considerando que tais produtos não substituem o plano alimentar, mas podem atuar como estratégia complementar para adequação do consumo de nutrientes. Nesse sentido, o Conselho Federal de Nutricionistas estabelece parâmetros específicos que orientam essa prática profissional.


Fonte: https://gestor.crn4.org.br/uploads/CARTILHA_OFICIAL_SUPLEMENTOS_ALIMENTARES_NA_PRATICA_DO_NUTRICIONISTA_11ec95c573.pdf


Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.


A

A prescrição de suplementos alimentares deve ter caráter complementar ao plano alimentar, não podendo substituir uma alimentação saudável e equilibrada.


B

A prescrição de suplementos alimentares constitui atividade privativa e obrigatória do nutricionista em todas as áreas de atuação profissional.


C

A prescrição de suplementos alimentares é considerada atividade principal na nutrição clínica e facultativa na prescrição dietética.


D

A prescrição de suplementos alimentares substitui a prescrição dietética quando há diagnóstico de deficiência nutricional.


E

A prescrição dietética de suplementos alimentares pode ser realizada independentemente da avaliação nutricional, desde que haja relato de fadiga ou baixa ingestão alimentar.

Analise as afirmativas abaixo quanto à prescrição dietética de suplementos alimentares, considerando a Resolução CFN nº 656, de 2020.


1. A prescrição dietética de suplementos alimentares pode ser realizada de forma isolada.

2. Na prescrição dietética de suplementos, no caso daqueles nutrientes em que já existam produtos aprovados pela ANVISA, e, portanto, segurança reconhecida, o nutricionista pode prescrever doses superiores aos valores de UL.

3. Na prescrição dietética de suplementos, os itens que devem ser registrados pelo nutricionista, em receituário, são o nome do paciente, a marca do suplemento, sua dosagem e sua posologia.

4. Para prescrição dietética de suplementos, o nutricionista deve considerar diagnósticos, laudos e pareceres dos demais membros da equipe multidisciplinar, definindo com estes, sempre que pertinente, a conduta a ser instituída.

5. Para realizar a prescrição dietética de suplementos, o nutricionista deve realizar triagem e avaliação nutricional sistematizadas, envolvendo critérios objetivos e/ou subjetivos que permitam a identificação de deficiência ou de riscos nutricionais.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 3 e 5.


B

São corretas apenas as afirmativas 4 e 5.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


D

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.


E

São corretas apenas as afirmativas 1, 4 e 5.

Qual a oferta calórica máxima recomendada para um plano de restrição energética moderada para obesos, considerando que não deve ser inferior a estimativa do gasto energético basal?


A

10kcal/kg.


B

25kcal/kg.


C

20kcal/kg.


D

15kcal/kg.


E

30kcal/kg.

Paciente do sexo feminino, 56 anos, foi atendida em ambulatório de nutrição clínica, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 8 anos. Refere ganho ponderal progressivo e muita fadiga, apresentando um Índice de Massa Corporal 29,8 kg/m², circunferência abdominal aumentada e exames laboratoriais recentes com hemoglobina glicada (HbA1c) de 8,1%. Faz uso contínuo de metformina (medicamento antidiabético). Durante a avaliação nutricional, observa-se padrão alimentar hipercalórico, ingestão elevada de alimentos ultraprocessados e baixo consumo de fibras. A paciente relata tentativa prévia de dietas restritivas, sem manutenção da perda de peso.


Considerando a conduta nutricional mais adequada para essa situação clínica, é correto afirmar que é necessário


A

priorizar a restrição de carboidratos simples, sem necessidade de metas de perda de peso, pois o controle glicêmico independe da redução ponderal em pacientes com DM2.


B

estabelecer como objetivo inicial a perda de peso mínima de 5% do peso corporal, utilizar calorimetria indireta quando disponível para estimar o gasto energético e monitorar níveis de vitamina B12 devido ao uso crônico de metformina.


C

evitar redução calórica, pois a diminuição do tecido adiposo visceral pode aumentar a produção hepática de glicose e piorar o controle metabólico.


D

indicar suplementação de vitamina B12 na presença de sintomas neurológicos evidentes, sem necessidade de rastreamento laboratorial periódico.


E

desconsiderar a avaliação do gasto energético por calorimetria indireta, uma vez que fórmulas preditivas apresentam a mesma acurácia em todos os pacientes com DM2.

 
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