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F.M.A foi internado apresentando distúrbios hormonais, problemas de cicatrização, edema e perda de massa muscular, além de fraqueza excessiva. Após avaliação, o paciente foi diagnosticado com baixo peso. Os exames bioquímicos apontaram para carência/déficit de determinado nutriente, possivelmente relacionada aos sintomas apresentados pelo mesmo.
Assinale a opção que indica o nutriente que, nesse caso, está deficiente.
Ferro.
Carboidrato.
Lipídio.
Sódio.
Proteína.
A varfarina é um anticoagulante oral amplamente utilizado na prevenção e tratamento de pacientes com trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
Esse fármaco atua impedindo a ativação de alguns fatores de coagulação e, consequentemente, impedindo a formação de trombo.
Considerando esse contexto, assinale a opção que indica os alimentos que o paciente, usando varfarina, deve evitar.
Peixe, mamão, tomate e pera.
Sal, laranja, carne vermelha e manteiga.
Manteiga, maçã, arroz e carne de frango.
Couve, abacate, óleo de soja e fígado bovino.
Banana, couve-flor, tomate e carne de porco.
Durante o atendimento nutricional, o nutricionista faz a avaliação do estado nutricional, identificando as necessidades energéticas e de nutrientes do paciente, elaborando uma dieta adequada e ajustada conforme a evolução clínica. Em relação ao exposto, assinale a alternativa correta.
A dieta normal deve ser mantida sem modificações, pois é uma dieta padrão que atende às necessidades de todos os indivíduos.
A mudança da dieta normal deve acontecer apenas quando houver intolerâncias alimentares diagnosticadas e sintomáticas.
A avaliação nutricional é uma etapa opcional, uma vez que o planejamento dietético se baseia em valores populacionais médios, sem considerar o diagnóstico nutricional.
O planejamento dietético individualizado é composto de avaliação clínica, antropométrica, bioquímica e dietética, além de ajustes de calorias, macronutrientes e consistência.
A prescrição dietética deve priorizar apenas as calorias, independentemente da textura, da aceitação e das preferências do paciente.
O paciente em questão deverá seguir uma dieta balanceada, com recomendação proteica de 0,6 a 0,8 gramas por quilograma por dia, visando à preservação da função renal restante.
Certo
Errado
Considerando o papel das recomendações nutricionais na promoção da saúde e prevenção de doenças, assinale a alternativa que apresenta um princípio CORRETO para a elaboração dessas recomendações:
As recomendações nutricionais devem ser padronizadas para todas as faixas etárias, uma vez que as necessidades de nutrientes são semelhantes em qualquer fase da vida.
Diretrizes alimentares eficazes valorizam exclusivamente a ingestão quantitativa de nutrientes, sem considerar a qualidade e o processamento dos alimentos.
A individualização das recomendações nutricionais deve levar em conta aspectos como idade, sexo, estado fisiológico e condições clínicas do indivíduo.
A adesão às recomendações nutricionais pode ser considerada garantida após a simples prescrição, dispensando avaliações posteriores.
As recomendações nutricionais não precisam considerar fatores socioeconômicos, já que o acesso a alimentos saudáveis é homogêneo na população.
C.F., 25 anos, mulher, estava insatisfeita com seu peso e se automedicou com uma formulação comercializada em uma farmácia de manipulação próxima à sua casa.
Após alguns meses de uso, C.F. apresentou quadros de fraqueza, fadiga e síncope. Sua amiga P.C desconfiou da solução milagrosa de perda de peso, e, ao investigar a composição da formulação, foi informada que ela contém altas doses de furosemida e hidroclorotiazida. P.C. sugeriu que a amiga interrompesse imediatamente a medicação.
Sobre o caso, assinale a opção que justifica, corretamente, a interrupção da medicação.
Ela leva a uma perda excessiva de ferro, o que acarreta quadros de anemia ferropriva.
Ela pode precipitar distúrbios hidroeletrolíticos graves, com perda excessiva de sódio e potássio.
Ela promove perda excessiva de cálcio e elevação sérica de magnésio, explicando a fraqueza muscular.
Ela, frequentemente, causa retenção de sódio e cálcio, elevando o volume circulante e agravando o edema.
Ela altera a expressão de transportadores iônicos no intestino, comprometendo a absorção de potássio, sódio e cloro.
Um homem de 35 anos, 1,75 m de altura e 70 kg, saudável e com rotina de trabalho em escritório, procura atendimento nutricional para organizar a alimentação. Relata caminhadas leves três vezes por semana e padrão alimentar irregular. Considerando o cálculo das necessidades calóricas basais e adicionais para adultos nesse perfil, qual conduta se mostra mais adequada?
Adotar valor fixo de duas mil quilocalorias por dia como padrão do serviço, aplicando esse total a adultos com idades variadas, composições corporais distintas e rotinas de trabalho muito diferentes entre si.
Calcular o gasto energético basal por equação conhecida e escolher fator de atividade típico de trabalho braçal intenso, considerando que pequenas caminhadas semanais equivalem a ocupação profissional fisicamente exigente durante quase todo o dia.
Estimar o gasto energético basal com equação validada para adultos, registrar o resultado, aplicar fator de atividade compatível com rotina predominantemente leve e ajustar o total calórico conforme metas de peso e resposta clínica em reavaliações periódicas.
Determinar o gasto energético diário a partir de relação fixa entre índice de massa corporal e quilocalorias, deixando variáveis como idade cronológica, estatura e composição corporal em posição secundária no cálculo final da dieta.
Basear o cálculo quase totalmente no tempo de caminhada semanal, convertendo os minutos de exercício em quilocalorias e tratando o gasto energético em repouso como componente pouco relevante para o planejamento da rotina alimentar.
Sobre o estado nutricional dos pacientes adultos candidatos ao Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH), é correto afirmar que:
São considerados de baixo risco nutricional devido à curta duração do tratamento.
Geralmente apresentam ingestão oral preservada durante todo o processo.
São considerados em risco nutricional e frequentemente necessitam de suporte nutricional especializado.
Não necessitam de suplementação, apenas de monitoramento clínico.
A intervenção nutricional só é indicada após o transplante.
Em pacientes com ascite grave submetidos à paracentese de grande volume, qual das seguintes repercussões nutricionais é mais diretamente associada ao procedimento?
Aumento da resistência à insulina e prejuízo na gliconeogênese hepática.
Exacerbação da deficiência de vitaminas lipossolúveis por perda biliar.
Aumento do catabolismo muscular pela ativação da via ubiquitina-proteassoma.
Redução do aporte calórico total por limitação da ingesta oral pós-procedimento.
Perda significativa de proteínas, contribuindo para agravamento da desnutrição.
Um paciente que necessita perder peso, onde a dieta tem como objetivo perder 500g por semana, qual seria a quantidade de caloria da dieta sabendo que o gasto energético basal (GEB) é de 1800 kcal e a necessidade energética total (GET) é de 2300 kcal.?
1800 kcal.
1500 kcal.
1300 Kcal.
2200 kcal.
Sobre a regulação do apetite e do gasto energético, marque a alternativa correta:
A leptina, produzida pelo tecido adiposo, estimula o apetite e reduz o gasto energético.
A insulina tem papel exclusivo no metabolismo de carboidratos, sem influência sobre o apetite.
O balanço energético negativo é alcançado quando o gasto energético supera o consumo alimentar.
A grelina, produzida no estômago, é um hormônio anorexígeno que inibe o apetite.
Estudos indicam que a forma como a gordura está distribuída pelo corpo é mais relevante do que a gordura corporal total na determinação do risco individual para o desenvolvimento de doenças.
Nesse contexto, denomina-se distribuição de gordura corporal do tipo androide a concentração do tecido adiposo na região
abdominal.
glútea.
das coxas.
dos quadris.
de membros superiores.
Determinada paciente de 25 anos com diagnóstico de fenilcetonúria em seu primeiro ano de vida, sabe que o seu tratamento inclui dieta rigorosa com restrição de fenilalanina. Ela segue acompanhamento nutricional e tem dificuldades com a adesão à dieta. Com base nisso, quala principal consideração nutricional ao planejar a dieta para esse paciente com fenilcetonúria?
Iniciar uma dieta rica em proteínas animais para suprir a deficiência de aminoácidos, a fenilcetonúria exige restrição de proteínas, não aumento, para evitar acúmulo de fenilalanina.
Prescrever uma dieta com fenilalanina livre, utilizando fórmulas especiais para fornecer os aminoácidos necessários, o tratamento da fenilcetonúria envolve a restrição de fenilalanina e o uso de fórmulas especiais para garantir a ingestão de outros aminoácidos essenciais.
Iniciar uma dieta rica em alimentos ricos em ferro para compensar a deficiência de ferro, embora o ferro seja importante, a principal consideração na fenilcetonúria é a restrição de fenilalanina, não a suplementação de ferro.
Aumentar o consumo de alimentos ricos em fenilalanina para promover o crescimento e desenvolvimento, o aumento de fenilalanina deve ser evitado, pois pode levar a danos neurológicos e complicações cognitivas.
Iniciar uma dieta com alto conteúdo de carboidratos e baixo teor de proteínas, a dieta deve ser cuidadosamente controlada em proteínas, e não deve ser excessivamente rica em carboidratos.
Um paciente adulto compareceu à Unidade de Saúde relatando cansaço excessivo, palidez cutânea e queda de rendimento nas atividades diárias. Exames laboratoriais revelaram baixos níveis de ferro sérico e ferritina. Esse quadro indica um processo em que:
a baixa ferritina está associada à redução de linfócitos e à queda da imunidade inata
a deficiência de ferro reduz a produção de hemoglobina, causando anemia ferropriva
o excesso de ferro no organismo está causando danos hepáticos e sintomas inespecíficos
a deficiência de cálcio interfere na oxigenação tecidual e provoca sintomas neuromusculares
A alimentação é um dos fatores mais importantes para a manutenção da saúde. Os alimentos fornecem energia e nutrientes essenciais que participam de processos como crescimento, reparação de tecidos, fortalecimento da imunidade e prevenção de doenças. No entanto, escolhas alimentares inadequadas, como excesso de ultraprocessados e baixo consumo de frutas, verduras e cereais integrais, podem favorecer o surgimento de problemas como obesidade, diabetes, hipertensão e carências nutricionais. Diante disso, qual das alternativas representa melhor a relação entre alimentação e saúde?
Uma alimentação equilibrada fornece os nutrientes necessários para prevenir doenças e manter o bom funcionamento do organismo.
A alimentação não influencia na saúde, pois doenças estão relacionadas apenas a fatores genéticos.
Apenas o consumo de suplementos garante uma boa saúde, independentemente da dieta diária.
Comer em excesso sempre significa mais saúde, pois mais nutrientes são absorvidos.
Um paciente em uso de varfarina procura o nutricionista para orientação alimentar. Durante a avaliação, observa-se que ele consome grandes quantidades de vegetais verdes folhosos diariamente. A principal preocupação nutricional em relação à administração de anticoagulantes orais como a varfarina é que:
o consumo de cálcio em alimentos diminui a absorção do anticoagulante
carboidratos complexos aceleram o metabolismo hepático do fármaco, aumentando seu efeito
proteínas vegetais interferem diretamente na ação do medicamento, causando hemorragias
a ingestão excessiva de vitamina K pode reduzir a eficácia do medicamento, aumentando o risco de trombose
Durante o jejum fisiológico prolongado (como em protocolos de restrição calórica) e o jejum associado a condições catabólicas (como câncer, sepse ou trauma), o metabolismo energético sofre alterações distintas. Considerando as principais diferenças metabólicas entre essas duas situações, assinale a alternativa correta:
A adaptação metabólica no jejum fisiológico depende exclusivamente do catabolismo proteico sustentado para manutenção da gliconeogênese, sem papel da cetogênese.
O jejum em doenças catabólicas promove redução da proteólise e aumento da lipólise, com preservação da massa magra semelhante ao jejum fisiológico.
O jejum fisiológico é caracterizado por ausência de cetogênese, enquanto no jejum associado à doença a principal fonte energética do cérebro passa a ser os corpos cetônicos.
Tanto no jejum fisiológico quanto no jejum associado à doença, ocorre preservação da massa magra e balanço nitrogenado positivo.
No jejum fisiológico, há progressivo aumento da utilização de corpos cetônicos pelo cérebro, poupando proteínas; já no jejum associado à doença, ocorre proteólise acentuada, balanço nitrogenado negativo e menor capacidade de adaptação ao uso de corpos cetônicos.
A caquexia tumoral é caracterizada por resposta inflamatória sistêmica persistente, resistência anabólica e alterações metabólicas complexas, incluindo ativação da via IDO (indoleamina-2,3- dioxigenase) com catabolismo aumentado de triptofano e disfunção imunológica. Diretrizes internacionais (ESPEN, 2021; Fearon et al., 2017; Prado et al., 2020) reforçam que a intervenção nutricional deve ser precoce, multimodal e associada à terapêutica oncológica e exercício físico. Ainda assim, práticas divergentes persistem na clínica. Considerando esse cenário, qual estratégia nutricional reflete de modo mais fidedigno as recomendações atuais?
Iniciar precocemente suporte, ofertar ≥1,5 g/kg/dia proteína, suplementar ômega-3 em dose clínica, associar BCAA e exercício resistido supervisionado.
Aumentar apenas aporte proteico para ≥2,5 g/kg/dia, sem suplementação específica, confiar que hiperalimentação isolada previne perda de massa magra.
Prescrever suplementação isolada de antioxidantes naturais, manter dieta normoproteica, adiar suporte energético até estabilização da resposta inflamatória tumoral.
Implementar dieta cetogênica hipoglicídica restrita, com suplementação proteica mínima, priorizando cetose metabólica em detrimento de estratégias multimodais precoces.
Indicar suporte nutricional apenas após início da quimioterapia, ofertando dieta normocalórica, sem suplementação de lipídios ou aminoácidos específicos.
A síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) induz a um estado hipermetabólico caracterizado por resistência insulínica, aumento da gliconeogênese, oxidação proteica exacerbada e balanço nitrogenado negativo. As diretrizes da ESPEN (2019) reforçam que a terapia nutricional deve ser iniciada precocemente, preferindo-se a via enteral quando possível, com aporte calórico progressivo e proteína suficiente para mitigar catabolismo. Ainda assim, persistem controvérsias sobre composição, timing e tipo de substrato energético. Considerando esse corpo de evidências, qual estratégia representa a conduta inicial mais consistente para atenuar o hipermetabolismo em pacientes críticos?
Iniciar nutrição parenteral hiperlipídica exclusiva, reduzir carboidratos, minimizar estresse oxidativo, adiar enteral até estabilidade hemodinâmica.
Administrar nutrição enteral precoce hipoproteica, restrita em calorias, priorizando segurança metabólica em detrimento da preservação de massa muscular.
Introduzir dieta enteral precoce, normocalórica, com aporte proteico adequado, ajustando gradualmente energia conforme tolerância clínica inicial.
Implementar restrição severa de carboidratos endovenosos, prevenir disfunção mitocondrial, manter glicose mínima, retardar introdução calórica progressiva.
Oferecer apenas micronutrientes antioxidantes isolados, sem aporte calórico adequado, como forma inicial de modular resposta inflamatória sistêmica.
Uma paciente do sexo feminino, de 56 anos, apresenta fadiga, palidez cutânea e dispneia aos esforços. Os exames laboratoriais apresentam os seguintes resultados:
• Hemoglobina: 9,2 g/dL.
• VCM: 112 fL (referência: 80 – 110 fL).
• HCM: 30 pg (referência: 27 – 33 pg).
• RDW: 17% (referência: 11,5% – 14,5%).
• Ferritina sérica: 75 ng/mL.
• Vitamina B12: 190 pg/mL.
• Ácido fólico: 3,5 ng/mL.
Com base nesses achados, assinale a alternativa correta.
Os resultados laboratoriais são compatíveis com anemia ferropriva, justificada pela ferritina reduzida e pelo HCM reduzido.
O quadro é sugestivo de anemia da doença crônica, na qual a ferritina sérica está tipicamente elevada, e o VCM, reduzido.
O quadro é compatível com anemia megaloblástica, caracterizada por macrocitose e deficiência de vitamina B12 e/ou folato.
Os resultados indicam anemia perniciosa, relacionada à deficiência de vitamina B9 e caracterizada por microcitose e ferritina elevada.