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Um paciente adulto procura acompanhamento nutricional devido à perda de peso não intencional e fadiga persistente. Durante a avaliação, são coletadas informações detalhadas sobre sua dieta habitual, hábitos de atividade física, histórico médico e exames laboratoriais. Considerando as práticas adequadas de avaliação nutricional e prescrição alimentar, assinale a alternativa correta.
É aceitável prescrever suplementação nutricional sem avaliar previamente o estado clínico, laboratorial e histórico alimentar do paciente, desde que o objetivo seja ganho de massa muscular.
A avaliação nutricional deve considerar fatores clínicos, laboratoriais, dietéticos e comportamentais, permitindo identificar deficiências, excessos e riscos nutricionais.
A prescrição nutricional individualizada não precisa ser ajustada ao estado de saúde, às comorbidades ou aos resultados de exames laboratoriais do paciente.
O profissional de saúde pode recomendar dietas extremamente restritivas sem acompanhamento contínuo, desde que o paciente deseje resultados rápidos.
Durante o atendimento nutricional de um paciente com fibrose cística, a nutricionista avalia a necessidade de adequação da distribuição de macronutrientes com base no Valor Energético Total (VET). Para tanto, considera-se o aumento do gasto energético, a redução do quociente respiratório e a presença de insuficiência pancreática exócrina. Nesse contexto, a proporção média de lipídios em relação ao VET indicada pela dietoterapia é:
35% a 40% do VET, favorecendo maior densidade calórica e menor produção de CO2
10% a 15% do VET, com predomínio de carboidratos para compensar o déficit energético
restrição lipídica rigorosa abaixo de 15% do VET, como estratégia para controle da esteatorreia
distribuição lipídica variável, independente do Valor VET, definida exclusivamente pela tolerância gastrointestinal
20% a 25% do Valor Energético Total (VET), priorizando equilíbrio entre macronutrientes sem aumento significativo da densidade energética
O balanço energético é essencial para a manutenção do peso corporal, resultando do equilíbrio entre ingestão calórica e gasto energético. Em doenças agudas ou crônicas, é comum haver redução da ingestão alimentar devido a fatores clínicos, psicossociais e à qualidade ou disponibilidade dos alimentos. Com base nesse contexto, analise as assertivas a seguir.
I- As dietas hipercalóricas e hiperproteicas são indicadas para indivíduos com aumento das necessidades nutricionais e devem ser prescritas pelo nutricionista após avaliação individualizada, pois podem estar associadas a riscos como ganho de peso, obesidade, diabetes e hipertensão.
II- O acréscimo energético e proteico deve ser prescrito de modo a atender as necessidades do indivíduo sem que ocorra sobrecarga do organismo e, deve-se acompanhar o ganho realizar exames bioquímicos, com a finalidade de se avaliar a tolerância à dieta.
III- Para aumentar o aporte de calorias e proteínas da dieta, não é necessário aumentar a quantidade de alimentos ingeridos, apenas enriquecer as preparações culinárias.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I.
I e II.
II.
II e III.
I e III.
Analise as afirmativas e assinale a que contém a correta definição de diagnóstico nutricional.
É o conjunto de condições nas quais o julgamento de um profissional a respeito de um interesse primário tende a ser influenciado indevidamente por um interesse secundário.
É a análise de dados diretos (fisiológicos, clínicos, bioquímicos, etc.) e indiretos (consumo alimentar, condições socioeconômicas e disponibilidade de ali- mentos, entre outros).
É a atividade privativa do nutricionista que compõe a assistência prestada ao cliente/ paciente” usuário em ambiente hospitalar, ambulatorial, consultório ou em domicílio, que envolve o plano alimentar.
É a identificação e determinação do estado nutricional do cliente/paciente/usuário; é elaborado com base na avaliação do estado nutricional e durante o acompanhamento individualizado.
Caracteriza-se quando um interesse secundário e/ou os propósitos de organizações ou de indivíduos influenciam o alcance dos interesses primários.
(PMBS/URCA 2025) Com base nos resultados dos exames laboratoriais é possível desenvolver um plano alimentar personalizado para promover a saúde e prevenir doenças. Qual dos seguintes achados laboratoriais no hemograma pode indicar anemia ferropriva?
Aumento do volume corpuscular médio (VCM).
Hemoglobina normal e ferritina elevada.
Redução do VCM e da hemoglobina.
Aumento dos linfócitos totais.
Elevação da hemoglobina glicada.
Em uma avaliação de dietas normais e especiais para grupos com distúrbios metabólicos, houve disputa entre quem sugeria cardápios hipocalóricos de forma ampla e quem valorizava composições ajustadas aos parâmetros de cada indivíduo. Teme-se aumentar custos ao personalizar. Buscam-se soluções que aliem efetividade nutricional e viabilidade prática. Que ponto reflete uma visão equilibrada?
Definir calorias idênticas para todos os planos, eliminando análises específicas de macronutrientes ou deficiências.
Selecionar fórmulas prontas e padronizadas, sem detalhar se o perfil metabólico varia entre as pessoas.
Não monitorar vitaminas e minerais, uma vez que a principal preocupação recai sobre redução ou acréscimo calórico.
Adequar porções e componentes de acordo com parâmetros clínicos, mantendo diversidade que atenda necessidades distintas.
(PMBS/URCA 2025) João, 45 anos, foi diagnosticado com hepatite C crônica e apresenta sinais de fadiga, perda de apetite e leve icterícia. Como deve ser a conduta nutricional para auxiliar na recuperação hepática e na manutenção do estado nutricional de João?
Dieta hipoglicídica, com restrição severa de proteínas e aumento de lipídios para preservar a função hepática.
Restrição completa de sódio e líquidos para evitar complicações hepáticas, mesmo sem sinais de ascite.
Suplementação de ferro sem necessidade de monitoramento, pois a anemia é uma complicação comum na hepatite C.
Exclusão total de gorduras da alimentação, pois os lipídios prejudicam a função hepática em casos de hepatite crônica.
Aumento do consumo de proteínas de alto valor biológico para favorecer a regeneração hepática, respeitando a tolerância do paciente.
A Escala de Bristol é uma ferramenta clínica que classifica as fezes humanas em sete tipos distintos, com base em sua forma e consistência. Essa escala auxilia na avaliação da função intestinal e na identificação de distúrbios gastrointestinais.

Fonte da imagem: https://pequenoprincipe.org.br/noticia/fezes-da-crianca-quando-se-preocupar/
Com base nessa escala, analise as afirmativas a seguir:
I - Tipos 1 e 2 indicam fezes endurecidas, associadas à constipação intestinal.
II - Tipos 3 e 4 são considerados ideais, refletindo um trânsito intestinal saudável.
III - Tipos 5, 6 e 7 são caracterizados por fezes mais amolecidas, indicativas de trânsito intestinal lento.
Com base nas afirmativas acima, assinale a alternativa correta:
Somente a afirmativa I é verdadeira.
Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
Somente a afirmativa III é verdadeira.
Todas as afirmativas são verdadeiras.
A respeito da gota, doença em que ocorre deposição de cristais de ácido úrico nas articulações e nos tecidos circunvizinhos em razão da hiperuricemia, resultando em uma resposta inflamatória, analisar os itens.
I. Um maior consumo de alimentos ricos em purinas (tais como vísceras, embutidos, molhos a base de carne e alguns tipos de peixes) contribui para elevar potencialmente em 80% as concentrações plasmáticas de ácido úrico nas articulações e está associado ao maior risco de crises de artrite gotosa, sobretudo após abuso alimentar com sobrecarga proteica.
II. O consumo de bebidas alcoólicas deve ser diminuído, em especial o de bebidas fermentadas, das quais a cerveja é a mais citada, em razão da combinação entre o teor alcoólico e a maior quantidade de purina.
III. O consumo exagerado de frutose na alimentação (tanto a proveniente de frutas quanto aquela que vem das bebidas não alcoólicas adoçadas, em especial os refrigerantes) tem risco aumentado de gota.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens I e III.
Apenas nos itens II e III.
João, 46 anos, ao passar pelo clínico geral com seu check-up anual, foi encaminhado ao nutricionista para aliar a dieta à suplementação para tratar a hipercolesterolemia. A respeito da suplementação para essa condição clínica, foi explicado ao paciente que os nutracêuticos redutores do colesterol exercem sua atividade por meio da inibição da sua síntese, da sua absorção intestinal, do aumento da excreção de colesterol biliar, ou de uma combinação entre esses mecanismos. Visto que João é um paciente hipercolesterolêmico de baixo risco, foi indicado a ele o uso de, EXCETO
fitoesteróis.
extrato de arroz de levedura vermelha.
fibras vegetais solúveis, como glucomanano, β-glucano.
fibras vegetais insolúveis, como guar, psyllium e hidroxipropilmetilcelulose.
berberina.
Um nutricionista explicou a um paciente recém-diagnosticado com doença celíaca que alguns alimentos e preparações deveriam ser excluídos da alimentação deste, por exemplo:
batata doce roxa.
alfarroba.
triguilho.
arroz negro.
milho verde.
Paciente do sexo masculino, 55 anos, com queixa de ganho de peso. Trabalha como porteiro de um prédio comercial. Sedentário. Realiza o café da manhã em casa. Constipado, evacua a cada 3 dias, fezes endurecidas. Ingestão hídrica de cerca de 350mL de água/dia. Refere sono irregular, costuma dormir perto da 1h da manhã.
Recordatório alimentar de 24h: café da manhã: + 1 xic de café + 2 colh de chá de açúcar + 1 pão francês + 1 fatia de apresuntado + 1 fatia de queijo + 1 banana. Almoço: 6 colh de sopa de arroz + 2 conchas de feijão + 1 escumadeira de batatas fritas + 1 pedaço de frango frito + 2 rodelas de tomate e cebola + 1 copo de refrigerante. Lanche da tarde: 1 pastel + 1 xic de café + 2 colh de chá de açúcar. Jantar: 2 pães franceses + 2 fatias de queijo + 4 fatias de salame + maionese + 1 copo de cerveja. Ceia: 1 banana.
Avaliação antropométrica: peso atual = 104kg. Estatura: 172cm. Circunferência da cintura = 121cm.
Avaliação do consumo alimentar: de acordo com recordatório alimentar de 24 horas, paciente consome em média 2.980 calorias/dia, sendo 57% das calorias provenientes de CHO, 14% de proteínas e 29% de lipídios, sendo 8% AGS e 280mg/dia de colesterol.
Sobre o caso apresentado, de acordo com a Terminologia do Processo do Cuidado em Nutrição e Dietética (TPCN), assinale a alternativa INCORRETA.
CN - 1.7 - Escolhas alimentares inadequadas, associadas ao excesso de consumo de alimentos ricos em carboidratos refinados e gorduras, evidenciado pelo relato do recordatório alimentar de 24 horas.
IN - 5.8.5 - Ingestão excessiva de lipídios, associada ao excesso de consumo alimentar de preparações fritas e de embutidos, evidenciado pelo relato do recordatório alimentar de 24 horas.
NC - 3.3.4 - Obesidade, classe II, associada ao consumo alimentar aumentado e sedentarismo, evidenciados pelo IMC 35,15kg/m² e pela circunferência da cintura 121cm.
IN - 5.8.5 - Ingestão excessiva de lipídios, evidenciada pelo recordatório alimentar de 24 horas, associada ao consumo de 2.980kcal, 29% de lipídios, sendo 8% AGS e 280mg/dia de colesterol.
De acordo com o ESPEN guidelines on definitions and terminology of clinical nutrition (2017), assinale a alternativa que apresenta corretamente a descrição da desnutrição relacionada à doença com inflamação (Disease- -Related Malnutrition – DRM with inflammation).
Condição catabólica, crônica ou aguda, desencadeada por doença de base, na qual a inflamação contribui para anorexia, perda de peso e degradação muscular.
Perda progressiva de massa muscular associada ao envelhecimento e baixa ingestão proteica, com inflamação discreta e ausência de doença de base específica.
Estado inflamatório sistêmico com acúmulo de gordura visceral e retenção hídrica, observado em obesidade grau II ou superior.
Inflamação aguda decorrente de procedimento cirúrgico, com ingestão alimentar preservada e manutenção da massa livre de gordura.
Redução significativa de massa magra causada por doença, porém sem evidências laboratoriais de inflamação ativa.
De acordo com Izar et al. (2021), o Brasil fez parte dos 195 países que foram incluídos no estudo Global Burden of Disease Study (2017), cujo principal objetivo foi avaliar o impacto da alimentação sobre a morbidade e a mortalidade associadas às doenças crônicas não transmissíveis. Sobre o tema e com base nos referidos autores, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Entre as principais causas de mortalidade cardiovascular atribuídas à dieta, destacam-se o alto consumo de sódio e gorduras trans e o baixo consumo de frutas, hortaliças, grãos e alimentos fontes de ácidos graxos POLI.
( ) Nesse estudo, o principal fator de risco alimentar associado à mortalidade e morbidade cardiovascular no Brasil foi o baixo consumo de grãos, que, em nossa população, são representados principalmente pelo feijão.
( ) Resultados importantes da última POF/IBGE (2019), que comparou o período de 2017-2018 a 2002-2003, mostraram aumento significativo nas despesas domiciliares com óleos e gorduras.
( ) Em função do impacto deletério da gordura trans sobre o risco cardiovascular, um estudo recente conduzido no Brasil revela que um quinto dos alimentos empacotados já foram removidos de ácido graxo no atendimento à legislação em vigor.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – F – V.
V – V – F – F.
V – F – V – F.
F – V – F – V.
F – F – V – V.
Hans Selye (1936) introduziu o conceito de estresse como resposta sistêmica, e a fisiologia endócrina moderna consolidou o feedback negativo como mecanismo regulatório essencial à homeostase. A falha desse mecanismo gera síndromes clínicas graves, ao passo que sua preservação garante estabilidade hormonal. Considerando exemplos clássicos de retroalimentação hormonal em endocrinologia, qual situação ilustra de forma inequívoca o feedback negativo fisiológico em ação?
Atividade simpática libera adrenalina em padrão sustentado, mantendo taquicardia e resposta cardiovascular sem retroalimentação.
Estresse crônico promove secreção persistente de cortisol, amplificando catabolismo tecidual de forma cumulativa e contínua.
Estímulo tireotrófico hipofisário eleva TSH plasmático, aumentando secreção hormonal tireoidiana em ciclo amplificador progressivo.
Lesão hipofisária reduz ACTH sérico, ocasionando hipocortisolismo primário, sem regulação feedback funcional preservada.
Elevação da glicemia plasmática induz secreção pancreática de insulina, que reduz a glicose até normalização dos níveis séricos.
A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, amplamente disseminada no mundo. A transmissão pode ocorrer por contato com fezes de felinos infectados, ingestão de alimentos ou água contaminados, além da transmissão vertical (da mãe para o feto). Com base nessas informações, assinale a alternativa incorreta sobre a toxoplasmose:
O parasito T. gondii pode causar inflamações oculares, como uveíte, podendo afetar a retina.
Em pessoas imunocompetentes, os sintomas iniciais são semelhantes aos de viroses e incluem febre e linfadenopatia cervical.
A toxoplasmose congênita só causa manifestações clínicas nos primeiros dias após o nascimento.
Indivíduos imunossuprimidos têm maior risco de evolução grave, com possibilidade de acometimento cerebral.
Carnes malcozidas e vegetais mal higienizados podem ser veículos de transmissão do protozoário.
A Hipercolesterolemia Familiar (HF) é uma condição genética caracterizada por níveis extremamente elevados de colesterol LDL desde o nascimento, com risco aumentado e precoce de doenças cardiovasculares, especialmente quando não tratada de forma adequada. O tratamento nutricional é parte fundamental da abordagem clínica, com diretrizes específicas para o manejo dietético. Considerando a última atualização da Diretriz Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (2021), assinale a alternativa incorreta sobre as recomendações nutricionais para indivíduos com HF:
O consumo diário de 2g de fitoesteróis está indicado como estratégia para otimizar a redução do colesterol.
Deve-se excluir da dieta o consumo de ácidos graxos trans, presentes em alimentos ultraprocessados.
Recomenda-se uma dieta rica em fibras solúveis, como aveia, cevada e leguminosas, para contribuir na redução do colesterol.
É indicado limitar o consumo de ovos, objetivando não exceder a ingestão de colesterol recomendada (<300mg/dia).
Deve-se priorizar o consumo de óleo de palma, por ser fonte de gordura vegetal e auxiliar no controle do colesterol.
A doença celíaca é uma enteropatia autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos, caracterizada por inflamação crônica da mucosa intestinal e atrofia vilositária. O único tratamento comprovadamente eficaz é a exclusão rigorosa do glúten da dieta, o que envolve evitartrigo, centeio, cevada e seus derivados. Considerando essa condição, assinale a alternativa que apresenta apenas alimentos adequados para indivíduos com doença celíaca.
Lasanha de brócolis, salada de frutas e sorvete de creme.
Quibe de abóbora, sopa de feijão e suco de uva integral.
Empada de palmito, salada verde e castanha de caju.
Torta de legumes, nhoque e esfiha de escarola.
Arroz com lentilha, mandioca frita e pudim.
Mulher de 28 anos, publicitária, procurou atendimento nutricional após 4 meses de uso contínuo de anfepramona (75mg/dia), adquirida sem prescrição médica para "perder peso rapidamente para um evento importante."
Ela relatou que, inicialmente, perdeu 8kg, mas, nas 3 semanas subsequentes observou estagnação do peso, aumento progressivo da fome e episódios de compulsão alimentar, principalmente no período noturno. Negou sintomas cardiovasculares, mas mencionou dificuldade para dormir e irritabilidade crescente.
A partir do relatado, a nutricionista explicou à paciente que as anfetaminas podem desencadear
o desenvolvimento de tolerância farmacológica aos efeitos anorexígenos da anfepramona, com necessidade de ajuste posológico para manutenção da eficácia terapêutica.
uma manifestação do efeito rebote característico, com recuperação dos mecanismos hipotalâmicos de controle do apetite e predisposição ao ganho de peso excessivo.
o início da síndrome de abstinência parcial devido à dose insuficiente, indicando necessidade de escalonamento terapêutico para otimização dos resultados.
a saturação dos receptores dopaminérgicos centrais com consequente perda do efeito anorexígeno, exigindo associação com outros neurotransmissores.
o desenvolvimento da resistência metabólica hepática à anfepramona, necessitando substituição por anorexígeno com diferente via de metabolização.
No Brasil, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi instituído para apoiar os serviços de saúde na adoção de práticas mais seguras, incentivando a participação ativa de pacientes e familiares no cuidado.
Fundamentado em princípios e diretrizes que visam aprimorar a segurança na assistência à saúde, o PNSP preconiza, entre outras ações,
a restrição da notificação de incidentes a eventos adversos graves, a fim de evitar sobrecarga dos sistemas de registro.
a promoção de uma cultura de segurança que se limita à equipe médica, sem envolver outros profissionais de saúde.
a exclusão da participação de pacientes e familiares no processo de segurança, por serem considerados leigos e poderem gerar informações imprecisas.
o foco exclusivo na capacitação de novos profissionais de saúde, desconsiderando a necessidade de atualização contínua dos profissionais já atuantes.
a integração dos processos de segurança do paciente com os processos organizacionais dos serviços de saúde, bem como o incentivo à notificação e à análise de incidentes.