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"Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas no mundo são classificadas com obesidade, estabelecendo-se, assim, como uma das DCNT mais comuns¹. Estima-se que até 2025 aproximadamente 167 milhões de pessoas — crianças, adolescentes e adultos — irão se tornar menos saudáveis por apresentarem sobrepeso ou obesidade."
Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2024/boletim-e pidemiologico-volume-55-no-07.pdf
No que se refere à epidemiologia da obesidade, analise as afirmativas a seguir.
I.As taxas brutas de mortalidade são suficientes para análises comparativas, tornando desnecessária a padronização por idade.
II. A obesidade é classificada como uma doença crônica não transmissível e constitui importante fator de risco para diversas morbidades, como diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.
III. A análise epidemiológica da obesidade dispensa a estratificação por sexo, idade e região, pois esses fatores não interferem na ocorrência da doença.
É CORRETO o que se afirma em:
II e III, apenas.
I, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
II, apenas.
Distúrbios alimentares podem ser observados na adolescência. Havendo um quadro clínico no qual se observa restrição alimentar persistente, amenorreia secundária e desnutrição grave, medo primário de engordar e distorção da imagem corpórea, o diagnóstico é
anorexia nervosa.
bulimia nervosa.
transtorno de compulsão.
transtorno de evitação.
Uma paciente de 22 anos, com diagnóstico de anorexia nervosa, apresenta um quadro clínico de desnutrição grave. Durante a avaliação nutricional, são observadas diversas alterações fisiológicas decorrentes da restrição alimentar prolongada e dos métodos compensatórios. Entre as manifestações clínicas, a paciente relata amenorreia secundária e intolerância ao frio, além de exames laboratoriais que indicam hipocalemia e leucopenia. Considerando o contexto fisiopatológico da anorexia nervosa, assinale a alternativa que apresenta uma correlação CORRETA entre as alterações observadas e seus mecanismos fisiológicos subjacentes.
A amenorreia secundária é primariamente causada pela elevação dos níveis de estrogênio, que inibe a liberação de gonadotrofinas, enquanto a intolerância ao frio resulta do aumento da taxa metabólica basal.
A hipocalemia é um achado comum devido à diminuição da ingestão de potássio e ao aumento da excreção renal em resposta à desidratação, e a leucopenia reflete a supressão da medula óssea pela deficiência de micronutrientes essenciais.
A intolerância ao frio é uma consequência direta da hiperatividade da tireoide, que eleva a produção de calor, e a leucopenia é um indicativo de infecções bacterianas oportunistas frequentes em pacientes desnutridos.
A amenorreia secundária decorre da diminuição da secreção de hormônio luteinizante e estrogênios, causada pela disfunção do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal em resposta à baixa disponibilidade energética, e a hipocalemia é exacerbada por vômitos autoinduzidos.
A leucopenia é um mecanismo compensatório do organismo para reduzir o gasto energético em condições de desnutrição severa, e a hipocalemia é resultado exclusivo da diminuição da absorção intestinal de eletrólitos.
Uma nutricionista acompanha uma mulher de 44 anos com obesidade grau 2 (IMC = 38 kg/m²), fibrilação atrial paroxística diagnosticada há 8 meses e sem outras comorbidades relevantes. A paciente questiona qual é a meta de perda ponderal que realmente pode impactar a evolução da sua condição cardíaca e quais são as bases do plano alimentar que deve seguir. Com base na Diretriz Brasileira de 2025 para o Manejo da Obesidade, qual orientação da nutricionista está CORRETA?
A meta de perda ponderal para essa paciente é de pelo menos 5% do peso corporal, sendo esse limiar suficiente para reduzir a recorrência e a carga de sintomas da fibrilação atrial, conforme recomendação grau I da diretriz.
A meta de perda ponderal recomendada para essa paciente é de pelo menos 10% do peso corporal, de forma sustentada, pois essa magnitude de redução está associada a menor recorrência de fibrilação atrial, à redução da carga de sintomas e à melhora da gravidade dos episódios; a mudança de estilo de vida, incluindo dieta saudável e atividade física, é recomendada para todas as pessoas com obesidade, independentemente do risco cardiovascular
A perda de peso não exerce influência sobre a recorrência ou a gravidade dos episódios de fibrilação atrial, sendo indicada exclusivamente para controle de fatores de risco metabólicos como hipertensão e dislipidemia.
Para pacientes com fibrilação atrial e obesidade, a dieta recomendada é hipoproteica e hipoglicídica, pois a restrição dessas classes de macronutrientes demonstrou redução direta dos episódios arrítmicos em estudos randomizados citados pela diretriz.
A diretriz recomenda que a meta de perda ponderal para pacientes com fibrilação atrial e obesidade seja individualizada sem valor percentual definido, pois não há evidências suficientes para estabelecer um limiar mínimo de perda de peso associado à melhora dos desfechos relacionados à FA.
O manejo dos transtornos alimentares exige compreensão aprofundada da fisiopatologia, das alterações metabólicas e hormonais associadas, bem como da aplicação criteriosa da terapia nutricional, com monitoramento clínico e bioquímico contínuo. Analise o estudo de caso a seguir: Paciente do sexo feminino, 24 anos, diagnóstico de anorexia nervosa – subtipo restritivo, em acompanhamento multiprofissional. Apresenta IMC = 15,8 kg/m², perda ponderal de 18% em 6 meses, bradicardia (FC = 48 bpm) e os seguintes exames laboratoriais iniciais:

Indique a alternativa que analisa corretamente a abordagem nutricional e dietoterapia nos transtornos alimentares para o caso clínico apresentado.
Os valores de albumina indicam ausência de risco nutricional, permitindo início imediato de dieta hipercalórica sem necessidade de monitoramento eletrolítico.
O quadro clínico e laboratorial sugere risco elevado de síndrome da realimentação, sendo necessária progressão cautelosa da oferta energética e monitoramento rigoroso de fósforo, potássio e magnésio.
A hipoglicemia apresentada é fisiológica em pacientes com anorexia nervosa e não requer ajuste na prescrição dietética inicial.
A correção eletrolítica deve ser postergada até normalização espontânea com a reintrodução alimentar, evitando intervenções farmacológicas.
O tratamento nutricional deve priorizar exclusivamente o ganho ponderal rápido, não sendo necessário considerar aspectos comportamentais e psicológicos durante a prescrição dietética.
A prevalência global da obesidade mais do que dobrou nas últimas quatro décadas, e hoje, afeta mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Reconhecida como uma condição ligada a muitas doenças crônicas, a obesidade impacta diretamente na qualidade de vida e na redução da expectativa de vida. Sobre as recomendações da Diretriz Brasileira baseada em Evidências de 2025 para o Manejo da Obesidade e Prevenção de Doenças Cardiovasculares e Complicações Associadas à Obesidade, analise as proposições abaixo.
I. Deve visar um déficit energético inicial de 500-750 kcal/dia, que precisará ser ajustado para o peso corporal e atividades individuais.
II. É recomendada a redução sustentada de pelo menos 25% do peso máximo já atingido na vida, em indivíduos adultos, com sobrepeso ou obesidade com risco de Doença Aterosclerótica Cardiovascular (DASCV) baixo para redução de eventos cardiovasculares.
III. O aconselhamento nutricional deverá focar na redução do tamanho das porções, no aumento da ingestão de frutas, verduras e hortaliças, e na redução de consumo de álcool e alimentos ultraprocessados.
É correto o que se afirma em
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Referente a obesidade é INCORRETO afirmar:
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e determinada pela proporção de tecido adiposo individual.
Em crianças de 5 a 20 anos, as curvas de percentil de IMC para idade e sexo são usadas para definir sobrepeso quando maior que o percentil 85 e obesidade quando maior que o percentil 97.
Fisiopatologicamente, a obesidade corresponde a uma condição que promove agudamente a produção de fatores pró-inflamatórios.
Foi demonstrado que níveis aumentados de adipocininas, proteína C reativa, IL-6, IL-18 e TNF-α estão associados à obesidade, resistência à insulina e dislipidemia na infância e adolescência.
O IMC acima de 25 kg/m² está associado à diminuição da sensibilidade à insulina, tornando a obesidade um fator de alto risco para o desenvolvimento de diabetes.
A microbiota intestinal tem sido cada vez mais reconhecida como um fator relevante na regulação do peso corporal. Sua composição pode ser influenciada pelo uso de antibióticos e probióticos, por fatores do próprio indivíduo, modificáveis ou não, como hábitos alimentares, prática de atividade física, fatores genéticos e imunológicos, além de exposições ambientais, como poluentes e produtos químicos. Sobre a relação entre microbiota intestinal e obesidade, assinale a alternativa correta.
A exposição a poluentes ambientais e produtos químicos afeta o peso corporal por meio de mecanismos hormonais, sendo a microbiota intestinal apenas um marcador secundário dessas alterações.
Hábitos alimentares e prática de atividade física são classificados como fatores intrínsecos do hospedeiro, pois refletem características biológicas individuais que modulam a microbiota.
Fatores genéticos são considerados modificáveis pelo indivíduo, podendo ser reconfigurados por mudanças no estilo de vida que alteram a microbiota intestinal.
Os probióticos atuam sobre o peso corporal por uma via direta, com efeito metabólico independente das alterações que possam ocorrer na microbiota intestinal.
O uso de antibióticos pode contribuir para mudanças no peso corporal ao alterar a composição da microbiota intestinal e interferir na eficiência do metabolismo de nutrientes.
Os transtornos alimentares configuram-se como condições psicopatológicas complexas, caracterizadas por alterações persistentes no comportamento alimentar e por distorções na percepção corporal, frequentemente associadas a fatores psicológicos, sociais e culturais. Entre esses transtornos, a anorexia nervosa apresenta critérios diagnósticos específicos que a diferenciam de outros quadros, como a bulimia nervosa e o transtorno de compulsão alimentar periódica.
Fonte: https://www.scielo.br/j/rbp/a/P6XZkzr5nTjmdVBTYyJVZPD/?format=html&lang=pt
Considerando as características típicas da anorexia nervosa, assinale a alternativa CORRETA.
Presença de episódios frequentes e recorrentes de hiperfagia, sem comportamentos compensatórios e sem impacto significativo na percepção do peso ou da forma corporal.
Presença de medo intenso de ganho ponderal, associado à distorção da imagem corporal e à adoção persistente de comportamentos restritivos que resultam em baixo peso corporal.
Ocorrência de episódios recorrentes de ingestão alimentar em grande quantidade, acompanhados de ausência de sofrimento psíquico e de preocupação com a imagem corporal.
Aumento progressivo do apetite decorrente de alterações exclusivamente hormonais específicas, sem associação direta com fatores psicológicos ou comportamentais.
Episódios recorrentes de ingestão alimentar excessiva, acompanhados de sensação de perda de controle, seguidos ou não de comportamentos compensatórios inadequados.
Paciente do sexo feminino, 38 anos, apresenta ganho de 15 kg nos últimos três anos. Na avaliação: peso 92 kg, estatura 1,60 m (IMC 35,9 kg/m²), circunferência da cintura 102 cm e PA 138/88 mmHg. Relata consumo frequente de alimentos ultraprocessados, sedentarismo e histórico de dietas restritivas com reganho de peso. Nega comorbidades prévias.
Considerando as recomendações do Manual de Atenção à Pessoa com Sobrepeso e Obesidade na Atenção Primária à Saúde, diante desse caso, deve-se
prescrever dieta hipocalórica severa com restrição inferior a 800 kcal/dia para promover perda rápida de peso.
priorizar abordagem centrada apenas na redução calórica, desconsiderando aspectos comportamentais e sociais.
instituir plano alimentar individualizado associado à mudança gradual de hábitos, incentivo à prática de atividade física e acompanhamento multiprofissional.
indicar farmacoterapia imediata como primeira linha de tratamento independentemente da tentativa prévia de mudança no estilo de vida.
recomendar jejum prolongado intermitente como estratégia principal para a redução de peso.
Em um grupo de reeducação alimentar para pacientes com obesidade, o nutricionista da APS deve priorizar:
Estratégias sustentáveis de mudança de comportamento alimentar.
Restrição severa de carboidratos para todos os participantes.
Uso obrigatório de suplementação nutricional industrializada.
Orientações padronizadas sem considerar individualidades.
Os transtornos alimentares e alterações do comportamento alimentar vêm aumentando nas últimas décadas, especialmente em contextos marcados por forte pressão estética, redes sociais e busca excessiva por padrões corporais considerados ideais. Com base nos conceitos atuais relacionados aos transtornos alimentares e comportamento alimentar, assinale a alternativa que melhor define ortorexia.
Condição marcada por preocupação obsessiva com consumo de alimentos considerados “puros”, “saudáveis”, “naturais” ou podendo gerar rigidez alimentar, prejuízo social e sofrimento emocional.
Transtorno caracterizado por episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios inadequados, como vômitos autoinduzidos e uso abusivo de laxantes.
Transtorno caracterizado por restrição alimentar importante associada a medo intenso de ganho de peso e distorção da imagem corporal.
Alteração comportamental caracterizada por obsessão patológica em aumentar massa muscular, frequentemente associada a treino excessivo, distorção da autoimagem corporal e uso indiscriminado de suplementos ou anabolizantes.
Episódios recorrentes de ingestão alimentar excessiva associados à sensação de perda de controle, sem comportamentos compensatórios regulares.
A terapia nutricional nos transtornos alimentares vai além da prescrição dietética convencional, exigindo do nutricionista competências clínicas, educacionais e terapêuticas. Os objetivos do tratamento nutricional na anorexia nervosa envolvem dimensões fisiológicas e psicológicas, sendo estruturado em etapas com finalidades distintas e complementares.
Com relação à terapia nutricional na anorexia nervosa, assinale a alternativa CORRETA.
A ingestão energética no tratamento da anorexia nervosa é iniciada entre 100 e 120 kcal/kg/dia, sendo reduzida progressivamente até atingir 10 a 20 kcal/kg/dia durante a fase de manutenção do peso, quando o estado nutricional do paciente já se encontra restabelecido.
O nutricionista que trabalha com TA deve ter habilidade no aconselhamento educacional, sendo a capacidade de compreender o paciente sem julgá-lo uma característica desejável, porém de menor relevância diante da competência técnica clínica exigida para o manejo desses quadros.
A internação hospitalar na AN é indicada diante de declínio persistente de peso e instabilidades clínicas como desidratação, distúrbios eletrolíticos e alterações hemodinâmicas, sendo contraindicada quando o tratamento ambulatorial anterior não obteve resultados satisfatórios.
No tratamento ambulatorial dos transtornos alimentares, o planejamento alimentar e as metas terapêuticas devem ser individualizados de acordo com o estado nutricional, grau de restrição, atitudes alimentares, estado psicológico e emocional do paciente.
O diário alimentar é ferramenta relevante no tratamento do TA, sendo preenchido pelo nutricionista com base nos relatos do paciente durante a consulta, visando garantir maior precisão nos registros e evitar comportamentos obsessivos relacionados ao controle alimentar.
No cuidado da obesidade associada a doença gastrointestinal crônica ou doença hepática, a perda de peso deixa de ser lida apenas como redução de massa corporal total.
Assinale a alternativa correta.
O tratamento deve buscar redução ponderal preservando massa magra, sobretudo nos quadros de obesidade sarcopênica, e integrar atividade física ao plano.
A perda de peso rápida ganha prioridade, porque o controle da gordura corporal supera o risco de perda muscular em doença digestiva crônica.
A obesidade sarcopênica se distingue da obesidade comum apenas por menor índice de massa corporal, razão pela qual o plano alimentar pouco muda.
O exercício perde valor quando a doença hepática já está instalada, porque a intervenção nutricional organiza sozinha a mudança de composição corporal.
A meta central do tratamento é reduzir o peso bruto, ainda que a massa muscular diminua, desde que a função hepática se mantenha estável.
De acordo com Posicionamento Sobre o Tratamento Nutricional do Sobrepeso e da Obesidade - ABESO (2022),
o controle do tamanho de porções pode auxiliar na redução do consumo excessivo de alimentos e bebidas, sendo adjuvante no tratamento da obesidade na ausência de quaisquer fatores compensadores no gasto energético.
o consumo de refeições de restaurantes fast-food com alto teor de açúcares, sódio, gordura saturada e/ou trans deve ser estimulado, sendo consumido ocasionalmente em porções adequadas.
o aconselhamento nutricional baseado no consumo de alimentos e bebidas de baixa densidade energética associado ao déficit calórico da dieta não é útil no tratamento da obesidade.
a palatabilidade, a resposta afetiva ao sabor e a textura de um alimento aumentam o prazer em comer, dificultando a adesão ao plano alimentar, por isso, devem ser ignoradas.
fatores que estão relacionados à adesão em longo prazo de mudanças no consumo alimentar incluem mudança de comportamento alimentar, por isso deve-se associar o acompanhamento nutricional às estratégias de mudança de comportamento.
A anorexia nervosa caracteriza-se por busca incansável por magreza, medo extremo da obesidade, imagem distorcida do corpo, e restrição da ingestão relativa à necessidade, levando a peso corporal significativamente baixo. No contexto das repercussões clínicas associadas à anorexia nervosa, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) A ocorrência de hipocalemia constitui complicação frequente em pacientes com práticas purgativas, podendo desencadear alterações na condução elétrica cardíaca e arritmias potencialmente fatais.
(__) A desnutrição associada à anorexia nervosa limita-se a alterações ponderais, não repercutindo de forma sistêmica sobre funções orgânicas.
(__) A redução da densidade mineral óssea é evento raro na anorexia nervosa, independentemente da duração do quadro e do grau de comprometimento nutricional.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
V, F, F.
F, F, F.
F, F, F.
F, V, F.
No campo dos transtornos do comportamento alimentar, o quadro caracterizado por episódios recorrentes de ingestão excessiva seguidos de comportamentos compensatórios denomina-se:
Anorexia nervosa.
Ortorexia.
Compulsão alimentar.
Bulimia nervosa.
Vigorexia.
Mulher, 28 anos, procura atendimento nutricional relatando preocupação excessiva e perturbadora com a "pureza" dos alimentos consumidos. Eliminou progressivamente vários grupos alimentares por considerá-los "impuros" ou "não saudáveis", chegando a uma dieta extremamente restritiva que resulta em deficiências nutricionais. Nega medo de engordar. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais adequado para esse quadro clínico.
Ortorexia nervosa, pois há obsessão por alimentação saudável que causa prejuízo funcional e nutricional, sem motivação primária de controle do peso.
Anorexia nervosa do tipo restritivo, pois há restrição alimentar significativa e perda de peso.
Transtorno de evitação/restrição da ingestão de alimentos (ARFID), pois há restrição de alimentos por características sensoriais percebidas negativamente.
Bulimia nervosa, pois episódios de restrição severa frequentemente alternam com compulsões.
Transtorno alimentar não especificado (TANE), pois nenhum critério diagnóstico formal é atendido.
Paciente de 42 anos, do sexo masculino, comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. Ao ser avaliado, apresenta Índice de Massa Corporal (IMC) de 32 kg/m2, diagnóstico de hipertensão arterial e histórico de insucesso em tratamento anterior na própria Atenção Básica. A equipe realiza a estratificação de risco e discute o fluxo de cuidado mais adequado. Com base no que se preconiza na linha de cuidado às pessoas com sobrepeso e obesidade, assinale a conduta mais adequada.
Elaborar um plano de ação para retorno ao IMC normal com prescrição dietética na Atenção Básica, encaminhando o paciente à Atenção Especializada Ambulatorial somente após nova tentativa de tratamento sem êxito nesse nível.
Encaminhar o paciente diretamente à Atenção Especializada Hospitalar para avaliação de procedimentos cirúrgicos, dado o histórico de insucesso no tratamento anterior na Atenção Básica.
Encaminhar o paciente à Atenção Especializada Ambulatorial para prescrição dietética e terapia comportamental, aguardando insucesso nesse nível antes de considerar farmacoterapia.
Manter o paciente exclusivamente na Atenção Básica com prescrição dietética e terapia comportamental, pois a presença de apenas uma comorbidade ainda permite resolução nesse nível de atenção.
Encaminhar o paciente à Atenção Especializada Ambulatorial para prescrição dietética, terapia comportamental e farmacoterapia, mantendo o vínculo e o acompanhamento pela Atenção Básica.
Os transtornos alimentares (anorexia nervosa, bulimia nervosa e suas variantes) são quadros psiquiátricos que afetam principalmente adolescentes e adultos jovens (embora uma procura maior de crianças se faça notar recentemente) do sexo feminino, levando a grandes prejuízos biopsicossociais com elevada morbidade e mortalidade.
Fonte: CORDÁS, Táki Athanássios; CASTILHO, Sergio de. Anorexia nervosa e bulimia nervosa: abordagem cognitivo-construtivista. Revista de Psiquiatria Clínica, São Paulo, v. 31, n. 4, p. 192-199, 2004. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rpc/a/9FVpRS69MRbwMq89H74V6sK/?format=pdf?&pt. Acesso em: 15 ago. 2026. Para mais detalhes, acesse SciELO
Sobre a anorexia nervosa e a bulimia nervosa, julgue as afirmações abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
(__)A anorexia nervosa caracteriza-se por perda de peso intensa à custa de dietas rígidas auto-impostas em busca desenfreada da magreza, distorção da imagem corporal e amenorréia.
(__)A baixa auto-estima bem como a distorção da imagem corporal são os principais componentes que reforçam a busca de um emagrecimento incessante, levando à prática de exercícios físicos, jejum e uso de laxantes ou diuréticos de uma forma ainda mais intensa.
(__)A bulimia nervosa (BN) caracteriza-se por grande ingestão de alimentos de uma maneira muito rápida e com a sensação de perda de controle, os chamados episódios bulímicos.
(__)Pacientes com BN apresentam uma auto-estima flutuante, fazendo-as acreditar que uma das maneiras de resolver os problemas de insegurança pessoal é através de um corpo bem delineado e, para alcançar seu objetivo, acabam por desenvolver dietas impossíveis de serem seguidas.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
V, F, V, F.
V, V, F, F.
F, V, F, V.
V, V, V, V.
F, F, V, V.