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A síndrome metabólica é uma condição complexa e interrelacionada. Essa síndrome aumenta substancialmente o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Uma abordagem integrada, envolvendo mudanças no estilo de vida e tratamento médico, é essencial para gerenciar eficazmente a síndrome metabólica e mitigar seus impactos na saúde. Assinale a alternativa que apresenta critérios que permitem diagnosticar um homem adulto com síndrome metabólica.
Apresentar obesidade abdominal (CC ≥ 80 cm) e glicemia de jejum ≥ 100mg/dl.
Apresentar pressão arterial sistêmica ≥ 130 mmHg/ 85 mmHg, glicemia de jejum ≥100mg/dl e triglicerídios ≥ 150mg/dl.
Apresentar obesidade (IMC ≥ 40kg/m²), glicemia de jejum ≥100mg/dl e triglicerídios ≥150mg/dl
Apresentar obesidade abdominal (CC ≥ 94cm), colesterol HDL < 40mg/dl e tratamento para diabetes.
Para indivíduos com a síndrome metabólica (SM), recomenda-se plano alimentar que contenha 25 a 35% de gordura total, 10% de ácidos graxos saturados, até 10% de polinsaturados e até 20% de monoinsaturados considerando as calorias totais. Sendo assim, é correto afirmar que
os ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 podem ser benéficos na síndrome metabólica, em especial, no tratamento da hipertrigliceridemia grave.
a qualidade da oferta de ácidos graxos não interfere no quadro de hipercolesterolemia.
os lipídeos que menos contribuem para o aumento do LDL-colesterol são os ácidos graxos trans e o colesterol dietético.
o uso de gordura em percentual acima de 15% do VET pode diminuir o HDL-colesterol e aumentar os níveis plasmáticos de glicose, insulina e triglicerídeos.
A síndrome metabólica é um problema de saúde pública significativo em muitas partes do mundo, e sua prevalência aumentou devido a estilos de vida sedentários, dietas pouco saudáveis e obesidade. Indivíduos com síndrome metabólica têm um risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outras complicações de saúde, tornando o diagnóstico precoce e a gestão eficaz dessa condição de extrema importância para a saúde a longo prazo.
A seguir estão dispostos fatores de risco, à exceção de um, assinale-o.
Baixos níveis de triglicerídeo
Pressão sanguínea alta
Glicose elevada
Baixo HDL
Grande quantidade de gordura abdominal
A síndrome metabólica refere-se a um grupo de anormalidades metabólicas estreitamente relacionadas com a obesidade abdominal e a resistência à insulina. Levando em consideração a I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica e as recomendações dietéticas para síndrome metabólica, analise as afirmações a seguir e julgue-as com V para verdadeiras ou F para falsas.
I- O consumo exacerbado de gordura, especialmente a saturada, tem sido tradicionalmente associado ao desenvolvimento do excesso de peso e ao risco de síndrome metabólica.
II- Recomenda-se uma ingestão proteica de 1,5 g a 2,0 g/kg peso atual/dia ou 20% das calorias totais.
III- Tanto indivíduos sedentários quanto ativos com peso normal podem ingerir até 11 porções de alimentos fontes de carboidrato por dia, contendo cada uma 15 g de carboidratos.
F-F-V.
F-F-V.
F-V-F.
V-F-F.
A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo que se manifesta através de um conjunto de fatores de risco cardiovascular usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina. Trata-se de uma doença da civilização moderna, que apresenta casos alarmantes de obesidade, resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo. Em relação à Síndrome Metabólica assinale a alternativa correta.
A circunferência abdominal, medida no meio da distância entre a crista ilíaca e o rebordo costal inferior, é um índice antropométrico não tão representativo da gordura intra-abdominal, sendo uma medida não recomendada.
Dentre os exames laboratoriais a serem avaliados na suspeita de SM se encontram a glicemia de jejum, a dosagem de colesterol HDL e a de triglicerídeos. Outros exames podem ser solicitados para uma melhor avaliação do risco cardiovascular como colesterol total, colesterol LDL, ácido úrido, microalbuminúria, proteína C reativa e teste de tolerância oral a glicose (TOTG).
Fatores como predisposição genética, alimentação inadequada e inatividade física podem contribuir, mas não são os principais fatores para o surgimento as SM.
A I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica traz informações somente a respeito do tratamento medicamentoso da hipertensão arterial, da diabetes mellitus, da dislipidemia e da obesidade.
Fazem parte do critério diagnóstico de SM condições clínicas e fisiológicas como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), doença hepática gordurosa não-alcoólica e disfunção endotelial.
A Síndrome Metabólica (SM) é caracterizada pela sobreposição de diferentes enfermidades, tanto em adultos quanto em crianças. A classificação de SM em adultos, apesar de ainda amplamente discutida, é bem estabelecida. Sobre esta classificação, assinale a alternativa INCORRETA:
As duas principais definições são a da Organização Mundial da Saúde (OMS), criada em 1998 e a do NCEP/ ATP-III de 2001. A primeira apresenta como obrigatória a resistência à insulina, enquanto pode estar ausente na segunda. Apesar da diferença, os estudos mostram prevalência semelhante em adultos ao comparar as duas classificações.
Outra proposta de classificação foi apresentada em 2005 pela Federação Internacional de Diabetes (International Diabetes Federation, IDF) que considera a obesidade visceral o mais importante marcador, determinada pela medida da cintura, pela primeira vez com propostas de limites específicos por etnia.
Para crianças, a IDF sugere que a SM não deve ser diagnosticada em crianças com menos de 10 anos; no entanto, a redução de peso deve ser fortemente recomendada para aquelas com obesidade abdominal. Acima de 10 anos, a SM é diagnosticada pela presença de obesidade abdominal associada a dois ou mais critérios clínicos.
Para a classificação da SM em adultos, é importante ressaltar que após vários estudos, os parâmetros definidos pela NCEP, IDF 2006 e OMS 1999 são os mesmos, tendo a Circunferência da cintura e a resistência à insulina como parâmetros obrigatórios para se classificar um indivíduo adulto com SM. As 3 (três) classificações indicam que para se classificar um indivíduo com SM ele deve apresentar pelo menos 4 das anormalidades associadas à SM.
A SM representa, portanto, um grupo de fatores de risco cardiometabólicos que incluem obesidade abdominal combinada com elevação de pressão arterial, glicemia de jejum e triglicérides, além de redução do nível de HDL colesterol.
A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina. A circunferência abdominal, por ser o índice antropométrico mais representativo da gordura intra-abdominal e de aferição mais simples e reprodutível, é a medida recomendada. O ponto de corte estabelecido para a circunferência abdominal, de mulheres e homens é, respectivamente, de:
88 e 102 cm
88 e 104 cm
90 e 100 cm
94 e 104 cm
Considerando-se a Síndrome Metabólica e seus fatores de risco, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Glicose elevada: 120mg/dl ou superior.
( ) Triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue): 170mg/dl ou superior.
( ) Grande quantidade de gordura abdominal: em homens, cintura com mais de 102cm; e, em mulheres, maior que 88cm.
( ) Baixo HDL (“bom colesterol”): em homens, menos que 40mg/dl; e, em mulheres, menos do que 50mg/dl.
C - C - E - E.
E - E - C - C.
C - E - E - C.
E - C - C - E.
Exame laboratorial, cujo valor aumentado é utilizado como um dos critérios diagnósticos da síndrome metabólica, conforme citado em Cuppari (2019):
ureia.
triglicerídeos.
creatinina.
proteína C-reativa.
alanina aminotransferase.
Síndrome Metabólica (SM) tem como definição mais ampla ser um conjunto de condições que aumentam o risco de doenças cardiovasculares. São achados para o diagnóstico da SM todos os mencionados abaixo, EXCETO
hipertensão arterial.
excesso de peso.
hipertrigliceridemia.
glicemia alterada.
obesidade central.
A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina. É importante destacar a associação da SM com a doença cardiovascular, aumentando a mortalidade geral em cerca de 1,5 vezes e a cardiovascular em cerca de 2,5 vezes. Sobre a síndrome metabólica é INCORRETO afirmar:
Embora a definição da SM ainda não esteja claramente estabelecida, ela é identificada como uma associação de fatores de risco que está fortemente associada a uma elevada morbimortalidade cardiovascular. Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o National Cholesterol Education Program’s Adult Treatment Panel III (NCEP-ATP III) formularam definições para a SM que têm sido as mais utilizadas na prática clínica.
A classificação proposta do NCEP–ATP III, utiliza dados clínicos e laboratoriais que podem ser facilmente obtidos. A presença de 3(três) dos 5 (cinco) fatores de risco é bastante para o diagnóstico da SM. A demonstração de resistência insulínica não é um requisito necessário para o diagnóstico da SM, mas a sua presença pelo critério da ATP III está presente na maioria dos indivíduos, principalmente quando a obesidade abdominal está presente.
A correção do excesso de peso, do sedentarismo e de uma alimentação inadequada são medidas obrigatórias no tratamento da SM. A adoção de uma dieta balanceada é uma das principais medidas que deve ser individualizada para a necessidade de cada paciente.
A alimentação adequada é uma das principais medidas obrigatórias no tratamento da SM. A dieta deve estar direcionada para a perda e/ou manutenção de peso e da gordura visceral, com o objetivo de normalização dos níveis da pressão arterial, da correção das dislipidemias e da hiperglicemia e consequentemente a redução do risco cardiovascular.
As evidências favorecem as dietas ricas em fibras, pobres em gorduras saturadas e colesterol e com reduzida quantidade de açúcares simples. A dieta do tipo Mediterrâneo mostrou-se capaz de reduzir eventos cardiovasculares e a dieta DASH mostrou-se eficaz na redução da pressão arterial.
Os principais objetivos da intervenção na Síndrome Metabólica (SM) em adultos são prevenir diabetes e eventos cardiovasculares. Durante o tratamento e acompanhamento nutricional, as seguintes metas clínico-laboratoriais devem ser alcançadas na abordagem dos pacientes com SM:
Pressão arterial < 125/75 mmHg; LDL - colesterol < 130 mg/dL; triglicérides < 180 mg/dL e HDL - colesterol >30 mg/dL para homens ou > 40 mg/dL para mulheres.
Pressão arterial < 120/80 mmHg; LDL - colesterol < 100 mg/dL; triglicérides < 150 mg/dL e HDL-colesterol > 30 mg/dL para homens ou > 40 mg/dL para mulheres.
Pressão arterial < 130/75 mmHg; LDL - colesterol < 130 mg/dL; triglicérides < 150 mg/dL e HDL - colesterol > 40 mg/dL para homens ou > 50 mg/dL para mulheres.
Pressão arterial < 120/75 mmHg; LDL - colesterol < 130 mg/dL; triglicérides < 180 mg/dL e HDL - colesterol > 40 mg/dL para homens ou > 50 mg/dL para mulheres.
Pressão arterial < 125/75 mmHg; LDL - colesterol < 100 mg/dL; triglicérides < 150 mg/dL e HDL - colesterol > 40 mg/dL para homens ou > 50 mg/dL para mulheres.
Quanto ao diagnóstico de síndrome metabólica, assinale a alternativa correta.
Glicemia em jejum, IMC e pressão arterial são os componentes avaliados para se realizar o diagnóstico.
Seu diagnóstico é realizado apenas com base nos valores de glicemia em jejum e pós-prandial.
Exames de colesterol HDL, pressão arterial e glicemia em jejum são componentes para o diagnóstico de síndrome metabólica.
Indivíduas com obesidade abdominal e pressão arterial alterada necessariamente são pacientes com síndrome metabólica.
Pressão arterial, glicemia em jejum, HDL e creatinina são componentes avaliados para realização do diagnóstico.
Segundo a primeira Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica, a combinação de três fatores resulta no diagnóstico de síndrome metabólica em mulheres.
Assinale a opção que apresenta a combinação correta.
Triglicerídeos > 150 mg/dL, HDL < 50 mg/dL e pressão arterial sistólica > 130 mmHg.
Triglicerídeos > 150 mg/dL, HDL < 50 mg/dL e pressão arterial diastólica > 80 mmHg.
Triglicerídeos > 150 mg/dL, HDL < 40 mg/dL e pressão arterial diastólica > 80 mmHg.
Triglicerídeos > 120 mg/dL, HDL < 50 mg/dL e pressão arterial sistólica > 130 mmHg.
Triglicerídeos > 120 mg/dL, HDL < 40 mg/dL e pressão arterial diastólica > 80 mmHg.
Para o diagnóstico da síndrome metabólica, podem ser utilizados os critérios propostos na I Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular (2013). Entre os critérios adotados, estão:
Índice de Massa Corporal, glicosúria e índice de conicidade.
pressão arterial diastólica e sistólica, índice de conicidade e insulinemia.
glicosúria, índice de creatinina-altura e colesterol total.
perímetro da cintura, glicemia de jejum e pressão arterial diastólica e sistólica.
A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular usualmente relacionados à deposição central de gordura e à resistência à insulina.
Certo
Errado
A Síndrome Metabólica é um conjunto doenças, geralmente associadas à obesidade e com a resistência ao hormônio insulina sempre por trás, que elevam consideravelmente o risco de uma pessoa ter um infarto ou um AVC (acidente vascular cerebral). Segundo a Organização Mundial da Saúde, a síndrome metabólica está relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior do que na população sem essa mesma condição e a um risco de morrer por doença cardiovascular especificamente até três vezes maior. Desta forma, pode ser afirmado que uma pessoa tem síndrome metabólica quando ela apresenta pelo menos três dos cinco critérios a seguir: Assinale a alternativa correta:
Obesidade em especial na região central, hipertensão, diabetes, alteração nas taxas do colesterol, ácido úrico.
Obesidade em especial na região central, hipertensão, diabetes, alteração nas taxas do colesterol, triglicerídeos.
Obesidade em especial na região central, diabetes, alterações nas taxas do colesterol, triglicerídeos, alterações AST.
Obesidade em especial na região central, hipertensão, diabetes, ácido úrico, sedentarismo.
Todas as alternativas estão corretas.
A Síndrome Metabólica (SM) representa um conjunto de fatores de riscos de origem metabólica que promovem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de Diabetes Melito (DM) tipo 2. Sobre os fatores dietéticos na prevenção e controle da SM, é CORRETO afirmar:
Em pacientes hipertensos, o seguimento de uma dieta saudável baseada nos princípios da Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH), rica em frutas, vegetais, produtos lácteos pobres em gorduras e associada a um consumo restrito de sódio (< 5,8 g NaCl/dia), reduz a pressão arterial.
A dieta mediterrânea, caracterizada por ser rica em alimentos processados, frutas, vegetais e com elevada proporção de gordura saturada em relação às monoinsaturadas, melhora o perfil lipídico de pacientes com risco cardiovascular elevado.
Dietas que levam em consideração o índice glicêmico (IG) dos alimentos estão entre as propostas atuais para manejo da hipoglicemia, apenas em pacientes com DM tipo 1.
Dietas com altos níveis de triglicerídeos de cadeia longa associada ao aumento do consumo de ácidos graxos ômega-3 são importantes fatores para a redução da hipertrigliceridemia comum na SM.
O baixo consumo de fibras, particularmente as fibras solúveis, tem efeitos benéficos no metabolismo da glicose e dos lipídios.
Um cardápio elaborado para um indivíduo obeso com síndrome metabólica que oferta 2300 kcal e com a seguinte distribuição dos macronutrientes (em relação às calorias totais): 55% de carboidratos, 15% de proteínas e 30% de lipídeos está ofertando qual conteúdo energético a partir dos aminoácidos?
1265 kcal.
345 kcal.
305 kcal.
690 kcal.
3450 kcal
Síndrome Metabólica (SM) caracteriza-se por um conjunto de alterações metabólicas, entre elas a hiperglicemia/resistência à insulina (RI) e a deposição de gordura visceral central. Entre os fatores de risco para sua ocorrência, estão os antecedentes familiares de
Bulimia.
Diabetes melitus tipo 2 (DM-2).
Anorexia.
Hipotireoidismo.
Caquexia.