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O surgimento da pós-graduação no Brasil se deveu, em certa medida, à construção de um projeto de desenvolvimento técnico e científico conduzido pelo planejamento do Estado a partir da década de 1970. Para Cury (2005), “[...] muito pouco pode ser atribuído a iniciativas pontuais de um ou de outro organismo da sociedade civil ou a iniciativas endógenas das instituições particulares de ensino. Tanto é verdade que, além de uma estratégia vinculada ao desenvolvimento tecnológico autônomo, as políticas de pós-graduação estiveram sempre ligadas aos órgãos decisórios da área federal”. Assim, podemos dizer que na atualidade prepondera um plano de pós-graduação que
se define pela alocação de recursos financeiros nas áreas estratégicas de pesquisa e extensão, de acordo com as necessidades de desenvolvimento humano e populacional.
se caracteriza pela abdicação dos sistemas unificados de produção de pesquisas científicas desconectadas da extensão universitária como campo de enriquecimento das trocas simbólicas e materiais entre os campos da pesquisa e da extensão.
fixa pesquisadores de renome internacional nas bases de pesquisas nacionais como projeto de Estado para a expansão do modelo de produção técnica e científica pautado por critérios nacionais de reestruturação dos currículos superiores.
experimenta um processo de expansão planejado segundo as expectativas de ofertar ao Estado brasileiro certo protagonismo junto às demandas da pesquisa e da extensão em detrimento dos interesses da esfera privada.
abre possibilidades de captação de recursos junto à esfera privada de financiamento, pois a Lei n.º 9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, possibilita, além da expansão do sistema: a privatização; a diversificação institucional e curricular; a revogação da universidade como modelo; a dissociação das funções universitárias de ensino, pesquisa e extensão; a flexibilização e a educação a distância.
Segundo Biazus (2004), as causas internas do fenômeno da evasão no ensino superior estão relacionadas
aos recursos humanos, aspectos didático-pedagógicos e infraestrutura.
aos recursos humanos, aspectos sociais, políticos e econômicos.
aos aspectos didáticos, pedagógicos e à vocação do aluno em relação à formação/profissão escolhida.
aos aspectos didáticos, pedagógicos, sociais, políticos e econômicos.
à vocação do aluno em relação à formação/profissão escolhida e assistência socioeducacional.
Segundo Shiroma, Moraes e Evangelista (2000, p. 93), em Política Educacional, “Os governos dos anos de 1990, mas, sobretudo, os de Fernando Henrique Cardoso, não deixaram de fazer uso dos recursos disponibilizados por seu farto arsenal legislativo. A ação contra o caráter público da universidade, iniciada ainda no regime militar, encontrou incentivo e reforço nunca vistos. Antes da LDBEN, e depois dela, um número importante de leis, medidas provisórias, decretos, decretos leis, portarias, resoluções passou a definir os rumos do ensino superior brasileiro”.
O processo descrito acima - um importante capítulo da história da educação brasileira - deve ser caracterizado como resultado da
substituição de importações, herdada do período Vargas, e do desenvolvimentismo brasileiro, em suas várias vertentes.
permissividade do presidencialismo de coalisão, que se adotou no Brasil, em seu período de redemocratização após a ditadura militar, que durou de 1964 a 1985.
execução do acordo USAID-MEC na organização legal da educação brasileira.
adoção do neoliberalismo na reforma do Estado brasileiro iniciada na década de 1990.
expectativa gerada na opinião pública pelo movimento conhecido como “Todos pela Educação”
De acordo com Candau (2008), uma contribuição que se considera muito interessante para uma nova compreensão das relações entre educação e cultura diz respeito a uma concepção da escola como um espaço de ___________________________, fluido e complexo, atravessado por tensões e conflitos.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
cruzamento de culturas
segregação de culturas
padronização cultural
aproximação de culturas
cultura organizacional
Segundo Moran (2018), as metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma:
Estática, desconectada e uniforme.
Flexível, fragmentada e simples.
Rígida, interligada e uniforme.
Flexível, interligada e híbrida.
Permanente, desconectada e híbrida.