Questões de Concurso sobre Avaliação Escolar e suas Implicações Pedagógicas

 
 
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Segundo Hoffmann (2002) vários estudiosos contemporâneos apontam a preocupação de superar o viés positivista e classificatório das práticas avaliativas escolares. Neste sentido buscam:


A

Retomar o caminho das verdades absolutas, dos critérios objetivos, das medidas padronizadas.


B

Retomar o papel do professor enquanto único responsável pelas práticas avaliativas escolares.


C

Retomar o sentido ético da avaliação, de juízo consciente de valor, de respeito às diferenças, de compromisso com a aprendizagem para todos e a formação da cidadania.


D

Retomar os parâmetros comparativos, de maturidade e normalidade.

É preciso transformar os registros de avaliação em anotações significativas sobre o comportamento dos alunos em seu processo de conhecimento. A partir da proposta do texto acima podemos afirmar que é preciso:


A

classificar os alunos, segundo um modelo padrão de desempenho e informar os pais.


B

manter a concepção de avaliação que se traduz na classificação dos alunos.


C

intensificar o sistema de controle do comportamento dos alunos, por meio de relações punitivas agora registradas.


D

ultrapassar a sistemática tradicional de buscar erros e acertos na produção dos alunos, sem valorizar as idéias e a importância das dificuldades.


E

melhorar o sistema de provas e de atribuição de notas ou conceitos pelo professor.

O que se entende por avaliação a serviço da ação?


A

Coloca o conhecimento obtido, pela observação ou investigação, a serviço da melhoria da situação avaliada.


B

Refere-se à intenção prognóstica, somativa, de explicação e apresentação de resultados finais.


C

Tem por objetivo a verificação e o registro de dados do desempenho escolar individual, definindo intervenções no processo.


D

Significa acentuar o caráter seletivo e burocrático da avaliação, entendendo que só dessa forma o aluno terá condições de auto avaliar seu desempenho.

Ao afirmar que a avaliação "deverá ser assumida como instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, tendo em vista tomar decisões suficientes e satisfatórias para que se possa avançar no processo de aprendizagem", Cipriano Luckesi explicita o entendimento de avaliação


A

como julgamento de valor referenciado em dados, o que permite ao professor classificar o aluno conforme seu desempenho escolar.


B

como julgamento referenciado em normas estabelecidas no regimento escolar, que permitirão ao professor identificar os avanços da aprendizagem do aluno.


C

com caráter formativo, centrado no ajuste contínuo da aprendizagem do aluno às práticas pedagógicas desenvolvidas em aula.


D

com função diagnóstica a serviço da aferição de notas durante o processo, o que subsidiará o professor na aferição da média final.


E

com função diagnóstica, a serviço de uma pedagogia preocupada com a educação como mecanismo de transformação social.

Perrenoud (1999) afirma que a avaliação pode estar a serviço de duas diferentes lógicas: a primeira, que cria hierarquias, estigmatizando a ignorância de alguns enquanto celebra a excelência de outros; e a segunda, que se torna um instrumento de regulação contínua das intervenções e situações didáticas. Ao final da correção das provas de português de uma turma de 8ª série do ensino fundamental, o professor verificou que apenas dois alunos haviam atingido a média seis; os demais tinham ficado abaixo dela. O professor ficou muito incomodado e procurou a supervisão educacional para juntos decidirem o que poderia ser feito. Das decisões abaixo, estão de acordo com a segunda destas lógicas:


A

chamar todos os pais dos alunos para solicitar providências quanto à necessidade de estudar;


B

anular a prova e, em seguida, aplicar outra mais fácil, favorecendo o alcance da média por um grupo maior;


C

aplicar um trabalho, em grupo, para ajudar na nota, favorecendo uma média mais elevada;


D

rever o conteúdo trabalhado, buscando estratégias diferenciadas para uma melhor aprendizagem;


E

encaminhar os alunos com baixo rendimento para a orientação educacional, a fim de que sejam conduzidos para um serviço especializado.

Para Regina Leite Garcia, a avaliação da aprendizagem sempre foi "uma atividade de controle que visava selecionar e, portanto, incluir alguns e excluir outros". Uma das propostas da autora, para que se mude esta prática, é a ênfase no processo e não no produto, considerando


A

que a estrutura social, por ser injusta, acaba por dispensar os exames.


B

a avaliação como o único instrumento de controle de aprendizagem.


C

a possibilidade do erro como momento para reflexão e aprendizagem.


D

as diferenças individuais como exigência de um processo unificado de avaliação.


E

a inovação tecnológica como uma ferramenta para a democratização do ensino.

"Algumas vezes se abandona a escala de 6 a 10 ou de A a E ou deixa-se de utilizar conceitos como "ótimo", "bom" ou "regular" onde o contexto escolar adquire um certo grau de liberdade, mas os processos pedagógicos continuam vinculados a um produto previamente determinado".

O texto acima de Maria Teresa Esteban faz referência às muitas das propostas atuais de avaliação que mantêm o estabelecimento de parâmetros com os quais as respostas dos alunos devem ser comparados


a

para se desenvolver uma avaliação emancipatória.


b

e não rompem com a prática de avaliação classificatória.


c

visando a realização de uma avaliação diagnóstica.


d

visando uma aprendizagem significativa, a partir do erro construtivo.


e

e organizadas de forma a oferecer a idéia exata do rendimento dos alunos.

Respondendo algumas perguntas, Charles Hadji nas suas conclusões provisórias, destaca que avaliação


I. é uma operação de leitura orientada da realidade, é tomar partido.

II. é pronunciar, incisivamente, julgamentos de valor sobre uma situação observada.

III. é elemento chave da negociação didática e momento forte em um processo de regulação.

IV. formativa é um combate diário, exige coragem para ousar falar e "julgar".

V. busca a objetividade, mais do que a pertinência, dos julgamentos sobre aprendizagem.


São idéias do autor APENAS as afirmativas


A

I, II e III


B

I, III e IV


C

I, IV e V


D

II, III e V


E

II, IV e V

   
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