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Maria Teresa Egler Mantoan, em Pensando e Fazendo Educação de Qualidade, apresenta uma reflexão profunda sobre a necessidade de consolidar uma educação inclusiva como princípio estruturante da escola contemporânea. Sobre esse assunto, julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).
(__)Para a autora, a inclusão não se reduz à inserção física de estudantes com deficiência no espaço escolar, mas constitui um processo amplo de transformação pedagógica, curricular e cultural, que exige rever concepções de ensino, aprendizagem e gestão educacional.
(__)Mantoan defende que a educação de qualidade só se concretiza quando todos os estudantes, independentemente de suas condições físicas, cognitivas, sociais ou culturais, têm garantido o direito de aprender em ambientes coletivos, participativos e dialógicos. Nesse sentido, a inclusão é concebida como uma ruptura com modelos seletivos e excludentes, herança histórica de uma escola marcada pela homogeneização e pela meritocracia.
(__)Mantoan propõe uma pedagogia da inclusão que ultrapassa o viés assistencialista ou compensatório. Ela concebe a inclusão como uma nova racionalidade educacional, capaz de questionar as próprias bases da escola tradicional. Esse modelo amplia o horizonte da educação como direito humano universal, alinhado às diretrizes internacionais (como a Declaração de Salamanca, de 1994) e às legislações brasileiras (LDB/1996, Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva).
A sequência CORRETA é:
V, F, V.
V, F, F.
V, V, V.
F, V, V.
Na perspectiva de uma abordagem inclusiva do fenômeno educativo, é oportuno entendermos a necessidade de uma postura didático-pedagógica alicerçada pelo acolhimento, que evoque a legitimidade humana, celebrando as diferenças que caracterizam as pessoas, haja vista que cada um carrega sua história. Nesse contexto, torna-se essencial pensar nas ações no interior das escolas, cujos projetos pedagógicos precisam atender aos princípios de uma educação inclusiva, que prime pela autonomia do sujeito e pelo exercício da cidadania. (Pavão; Smolareck, 2021).
Com base na citação acima na proposta psicopedagógica, é CORRETO afirmar que
assumir um currículo inclusivo é garantir que a escola, enquanto espaço de ensino e de aprendizagem, ofereça um tratamento diferenciado aos estudantes, com oportunidades para que aqueles que se destacam nas avaliações alcancem êxito nas melhores universidades.
assumir um currículo inclusivo é garantir que a escola, enquanto espaço de ensino e de aprendizagem, permita efetivamente o trajeto, em igualdade de oportunidades, aos estudantes, garantindo a adaptação e flexibilização pedagógica no que tange às singularidades dos sujeitos.
um currículo verdadeiramente inclusivo desenvolve um plano de apoio educacional especializado para todos, de forma generalizada, sem atender às necessidades de aprendizagem específicas de cada aluno.
No que tange aos alunos atendidos no Apoio Escolar Especializado (AEE), a característica de uma atuação dinâmica esperada do professor não pode ser para o aluno, uma vez que a aprendizagem está na dependência de uma relação pedagógica desintegrada.
O funcionamento da sala de recursos compreende uma dinâmica que possibilite aos usuários o alcance dos objetivos educacionais, sempre pautados em avaliações formativas para aferição de resultados para aprovação no final do ano letivo.
“Alguns encontros internacionais contribuíram para repensar e discutir a Educação Especial, como a Conferência Mundial sobre Educação para Todos realizada em Jomtien, na Tailância, em 1990; a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Pessoas Portadoras de Deficiência, da Guatemala, em 1999 e a Declaração de Salamanca, na Espanha, em 1994. Esta é considerada um marco na Educação Inclusiva, pois produziu um documento no qual encontra-se definido o princípio da Escola Inclusiva “como o princípio que deve orientar a educação para todos”.
Sousa, I. V. de (Org.). Educação inclusiva no Brasil: legislação e contextos. Jundiaí: Paco Editorial, 2021.
A legislação sozinha não faz a inclusão acontecer, mas é uma ferramenta para auxiliar que ela se materialize e se efetive nos cotidianos escolares. Qual o arcabouço legal da Educação Inclusiva no Brasil?
A Constituição Federal de 1988 estabelece a igualdade de condições de acesso e permanência na escola, uma vez que prioriza a educação profissional e tecnológica das pessoas portadoras de necessidades especiais.
O Estatuto da Criança e do Adolescente assegura igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, facultando a inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais em escolas públicas, comunitárias, confessionais ou filantrópicas.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define que é preterível ao Estado a inclusão na rede regular de ensino as pessoas portadoras de necessidades especiais (Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1966).
Os Parâmetros Curriculares Nacionais, publicados pelo MEC em 1998, não utiliza a expressão educação inclusiva, mas considera que a diversidade que se verifica entre os educandos nas instituições escolares requer medidas de flexibilização e dinamização do currículo para atender às necessidades educacionais especiais.
A Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990, assegura o atendimento educacional especializado aos portadores de deficiências, altas habilidades ou que apresentem condutas atípicas de síndromes ou condições outras que venham a diferenciar a demanda de determinados alunos com relação aos demais estudantes.
Segundo Fernandes (2013, p.132), a oferta de apoios especializados não se limita à presença física dos alunos com deficiências na escola regular. É necessário promover acessibilidade, “aprendizagem significativa e real participação social”.
Nessa perspectiva, qual o principal objetivo da inclusão?
Oferecer recursos e serviços especializados em salas separadas.
Garantir que todos os alunos compartilhem a mesma carga horária de aulas.
Rever concepções e práticas para promover acessibilidade e participação significativa de todos os alunos.
Manter os alunos com deficiência na mesma sala de aula que os demais a partir do Ensino Fundamental.
Adaptar materiais didáticos mantendo o mesmo método de ensino para todos os alunos.
O profissional de apoio escolar tem a função de auxiliar alunos com deficiência ou outras necessidades educacionais específicas, garantindo sua participação e interação no ambiente escolar, conforme previsto pela legislação e políticas inclusivas.

Disponível em: https://diversa.org.br/noticias. Acesso em: 19 set. 2024.
A imagem exemplifica a função do profissional de apoio escolar, destacando a importância de remover barreiras físicas e promover a inclusão. Qual a função desse profissional no ambiente escolar?
É responsável por realizar o ensino das disciplinas aos alunos com deficiência.
Deve substituir o professor regente em atividades específicas.
É encarregado de planejar o currículo dos alunos que acompanha.
Seu papel é facilitar a inclusão e promover a autonomia do aluno, sempre que possível.
Sua função principal é acompanhar o aluno em atividades extracurriculares apenas.