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Na obra “A escola comum inclusiva”, Ropoli (2010) afirma que numa escola comum e inclusiva as identidades são
transitórias, instáveis, inacabadas e, portanto, os alunos não são categorizáveis, não podem ser reunidos e fixados em categorias, grupos, conjuntos.
ordenadas em torno de oposições binárias (normal/ especial, branco/negro, masculino/feminino, pobre/rico).
organizadas, reunidas e fixadas em categorias, grupos, conjuntos, que se definem por certas características previamente escolhidas.
definidas e avaliadas de maneira hierarquizada, após se eleger uma identidade específica como padrão de normalidade.
diferenciadas como normais e especiais; as normais são positivamente valoradas e as especiais são diferenciadas.
A História da Educação de Pessoas com Deficiência no Brasil foi construída com a participação de profissionais e da sociedade civil organizada pela conquista e efetivação dos Direitos Humanos, inclusive, o direito à formação para o trabalho. Com base nisso, entendemos as diferentes perspectivas de exclusão x inclusão, ao longo da História, como
segregação social x agrupamento em classes especiais conforme características biopsicossociais.
insucesso e fracasso escolar x aprendizagem relacional com recursos e equipamentos adequados.
remoção de barreiras da infraestrutura x integração dos alunos com capacidade de acompanhar a turma.
estigma e discriminação x tolerância ao direito de permanência e convivência social na escola regular.
tratamento infantilizado x socialização daqueles que demonstram capacidade de frequência regular.
Bergamaschi et al (2011) pesquisaram sobre o professor de apoio e os desafios enfrentados na execução de sua prática pedagógica.
Acerca dos resultados enumerados nessa pesquisa, é correto afirmar:
Os professores demonstraram satisfação com os seus saberes e sua formação acadêmica para atuarem na educação inclusiva.
Há uma grande valorização do professor de apoio por outros profissionais da escola.
As escolas apresentam espaço físico / estrutura que favorece o desenvolvimento do trabalho.
Os materiais didático‑pedagógicos adaptados para atender às especificidades educacionais são insuficientes.
No artigo “Mediação escolar e inclusão: revisão, dicas e reflexões” (2010), é salientado que, na educação inclusiva, deve ser considerada a singularidade do sujeito, como a sua história construída na família e continuada na escola.
Com base nesse artigo, é correto afirmar que
a comparação da criança deve ser feita tendo como referência o grupo no qual está inserida, sendo avaliadas quais habilidades foram desenvolvidas por ela em um certo espaço de tempo.
os programas de mediação devem ter o nível em que a criança se encontra como ponto de partida e, não observando progressos, o programa deve ser excluído.
realizar o ajuste dos materiais, das propostas e do ambiente poderá ser, muitas vezes, crucial para o bom seguimento da escolarização formal.
para que as estratégias planejadas nos programas sejam efetivas, é fundamental o mediador ter uma postura de superproteção, de maneira que a criança sinta‑se segura e motivada.
Na educação inclusiva, o uso de recursos pedagógicos e tecnologias assistivas é fundamental para garantir a acessibilidade e a aprendizagem significativa dos alunos com deficiência. Considerando os princípios da inclusão escolar e as orientações legais e pedagógicas, marque a alternativa correta sobre a utilização desses recursos no processo de ensino-aprendizagem:
Os recursos pedagógicos e as tecnologias de apoio devem ser utilizados de forma padronizada, garantindo que todos os alunos com deficiência tenham acesso ao mesmo tipo de instrumento, independentemente de suas particularidades.
As tecnologias assistivas e recursos pedagógicos devem ser vistos apenas como complementos opcionais, sendo o ensino tradicional suficiente para atender às demandas educacionais de todos os alunos.
A seleção de recursos pedagógicos e tecnologias de apoio deve considerar as necessidades específicas de cada aluno, respeitando suas potencialidades, limitações e contexto, visando à promoção da autonomia e da participação no ambiente escolar.
O uso de recursos pedagógicos e tecnologias de apoio deve ser restrito a alunos com deficiência física, não sendo necessário em casos de deficiência intelectual ou sensorial, que podem ser atendidas apenas com adaptações curriculares.