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René Spitz, identificou efeitos profundos da privação emocional na infância, o que resultou em conceitos fundamentais para a Psicologia do Desenvolvimento. A partir dessa perspectiva, relacione os conceitos da 1ª coluna com as situações descritas na 2ª coluna.
1ª coluna:
1 - Hospitalismo.
2 - Ansiedade de separação.
3 - Privação socioafetiva.
4 - Depressão anaclítica.
2ª coluna:
(__) Em uma instituição de acolhimento, várias crianças apresentam comportamentos apáticos e atraso global no desenvolvimento, em razão da ausência de vínculo afetivo consistente.
(__) Um lactente demonstra retração emocional progressiva, caracterizada por choro excessivo, insônia e recusa alimentar após a perda de contato com a mãe
(__) Um bebê institucionalizado apresenta letargia, perda de peso e falta de reatividade a estímulos, apesar de receber cuidados básicos de alimentação e higiene.
(__) Uma criança manifesta ansiedade extrema ao ser separada do cuidador principal, mesmo quando a separação ocorre em um ambiente familiar e seguro.
A sequência CORRETA de cima para baixo é:
1 - 3 - 2 - 4.
4 - 2 - 3 - 1.
3 - 4 - 1 - 2.
3 - 1 - 4 - 2.
Mateus tem 11 anos e furtou o celular deixado pela professora na mesa da classe, o que conduziu a diretora da unidade de ensino a chamar o Conselho Tutelar diante da conduta do menino.
Nesse caso, é correto afirmar que
Mateus deverá cumprir medida socioeducativa determinada pelo juiz da Vara de Infância;
o Conselho Tutelar escolherá qual a medida protetiva cabível para ser aplicada no menino;
o Ministério Público deverá determinar a medida protetiva para o adolescente;
a escola é a responsável por decidir a medida protetiva a ser aplicada a Mateus;
os pais deverão aplicar uma medida socioeducativa ao filho diante do seu comportamento.
Considerando o disposto no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/1990), analise as assertivas a seguir:
1 - É garantido acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e do adolescente, por intermédio do Sistema Único de Saúde, notado o princípio da equidade no acesso a ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde.
2 - A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos, sem discriminação ou segregação, em suas necessidades gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação.
3 - Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão imperativamente noticiados à Justiça da Infância e da Juventude, sem prejuízo de outras providências legais.
4 - Os profissionais que trabalham no cuidado diário ou frequente de crianças na primeira infância ganharão formação específica e constante para a detecção de sinais de risco para o desenvolvimento psíquico, bem como para o acompanhamento que se fizer necessário.
Assinale a alternativa que indica as afirmativas corretas:
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
João, de 8 anos, foi acolhido institucionalmente há duas semanas, após ser constatado que vivia em um ambiente de negligência e violência familiar. Durante o acompanhamento no abrigo, foram observadas dificuldades da criança em estabelecer vínculos afetivos com os cuidadores e retraimento em atividades coletivas. De acordo com a obra O acolhimento institucional na perspectiva da criança, de Rossetti, Serrano e Almeida (2011), nesse contexto seria fundamental
substituir o acolhimento institucional por acolhimento familiar, de modo a oferecer uma abordagem mais individualizada às dificuldades da criança.
priorizar ações educativas que reforcem positivamente as habilidades sociais de João e corrijam seu comportamento retraído.
levar em conta essas observações na realização do Plano de Atendimento Singular (PAS) de João, em elaboração ou futuro.
compreender que tais condutas são próprias do modo de ser de João e que respeitá-las é, de fato, colocar essa criança numa posição de sujeito de direitos.
encaminhar João com urgência para uma audiência concentrada, para a realização de uma avaliação multidisciplinar das condições psicológicas de João.
Na visão de Soares e Grassi-Oliveira (em Azambuja e Ferreira, 2011), ao realizar uma entrevista forense com uma criança supostamente vítima de abuso sexual, o entrevistador deve ter em mente que os objetivos da entrevista forense
são restritos, porque a criança não tem responsabilidade civil.
são os mesmos de uma entrevista terapêutica.
consistem em preparar a criança para o depoimento especial.
desaconselham o uso de protocolos estruturados para sua realização.
se limitam à coleta de fatos sobre o caso.
Pessoas negras e pessoas LGBTQIAPN+ são mais frequentemente identificadas equivocadamente como culpadas que pessoas brancas e cisgênero.
Certo
Errado
Um psicólogo clínico atende Sofia, uma menina de 9 anos, em um processo de psicoterapia. Em uma determinada sessão, a criança relata situações de possível violência sexual. Com base na Lei no 13.431/2017, nesse caso, o psicólogo deve
aprofundar a investigação sobre a alegada violência sexual por algumas semanas, antes de informar as autoridades competentes.
realizar o depoimento especial durante a sessão, registrando as informações para apresentá-las formalmente às autoridades competentes.
entrar em contato com os pais imediatamente para confirmar as informações recebidas, antes de informar as autoridades competentes.
realizar um trabalho de mediação entre a criança e seus responsáveis para resolver o problema internamente, sem acionar autoridades externas.
comunicar o caso às autoridades competentes sem necessidade de autorização prévia dos pais para que o Ministério Público encaminhe as providências cabíveis.
A psicóloga Joana é uma terapeuta que atende uma criança institucionalizada a ser adotada por uma família. Inicialmente, o vínculo entre a criança e a terapeuta foi positivo, mas, em determinado momento do processo, a criança passou a demonstrar comportamentos de hostilidade e a atribuir à terapeuta um caráter ameaçador. Com base na obra Adoção: Vínculos e Rupturas, de C. Peiter (2016), diante dessa situação, a terapeuta deve
reconhecer a impossibilidade de prosseguir com o atendimento e encaminhar a criança para outro profissional, pois a aliança terapêutica foi rompida.
minimizar a reação da criança, redirecionando rapidamente o foco da terapia para a preservação do vínculo positivo imaginário com a nova família.
interpretar os comportamentos hostis da criança como resistência ao processo de adoção e tentar corrigi-los adotando postura mais diretiva.
retomar o controle da situação enfatizando seu papel como figura de autoridade, reafirmando limites e regras para restaurar o vínculo de confiança com a criança.
oferecer-se como alvo das hostilidades, pois é desejável que a criança expresse seus sentimentos agressivos no ambiente terapêutico.
Em um caso de negligência por parte dos responsáveis, uma criança foi afastada do convívio familiar por ordem jurídica. Assinale a alternativa que contém a medida que reflete uma aplicação adequada, nessas circunstâncias, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, uma vez que a criança tenha sido afastada.
Determinação de encaminhamento para adoção, com prazo de um ano para avaliação de reintegração familiar.
Aplicação de medida socioeducativa aos responsáveis, como forma de reparação pela negligência.
Prestação de serviços comunitários pelos responsáveis pelo prazo de seis meses, após os quais a criança será reinserida no meio familiar.
Acolhimento institucional da criança, com elaboração de um plano individual de atendimento voltado para a reinserção no ambiente familiar ou outra solução prevista.
Colocação da criança ou adolescente em família substituta, sem garantia do exercício do contraditório aos responsáveis.
Luísa solicita a Matheus, psicoterapeuta de seu filho Gael, de 14 anos, que atue como assistente técnico no processo de regulamentação da guarda e regime de visitação que move contra o ex-marido. Nessas circunstâncias, de acordo com a Resolução CFP no 008/2010, Matheus
poderá atuar como perito ou assistente técnico, uma vez que sua atuação junto a Gael não se dá no contexto jurídico.
poderá decidir, de acordo com o que considerar mais adequado, segundo o princípio da atuação de menor prejuízo para Gael.
não poderá atuar como perito ou assistente técnico na causa porque ele atende um terceiro envolvido na mesma situação litigiosa.
não poderá atuar como perito na causa, mas poderá atuar como assistente técnico, uma vez que já existe um vínculo constituído entre ele e a parte contratante.
poderá atuar como perito ou assistente técnico, desde que ambas as partes estejam de acordo.
A criança vitimada pode apresentar quadros complexos de stress e comprometer a percepção de si. Qual a precaução no atendimento psicológico que evita revitimizações?
Realizar exposições repetidas do conteúdo traumático sem acompanhamento de estratégias de proteção, arriscando agravar sintomas.
Promover acolhimento cuidadoso, valendo-se de recursos lúdicos e construindo espaço protegido para a expressão dos conteúdos.
Inquirir de modo invasivo os detalhes sensíveis, solicitando descrições exaustivas em ambientes pouco protegidos.
Eliminar protocolos de registro, afastando a sistematização e dificultando continuidade do caso.
Um psicólogo está atendendo uma criança com dificuldades emocionais significativas. Durante a consulta, ele utiliza brinquedos e atividades lúdicas para facilitar a expressão dos sentimentos da criança e compreender sua vivência emocional. Esse tipo de abordagem faz parte de uma estratégia terapêutica reconhecida na psicologia clínica. Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta.
A entrevista psicológica, ao contrário das terapias lúdicas, deve ser usada como único método de intervenção para crianças em idade pré-escolar.
A psicoterapia de grupo é o método mais indicado para crianças pequenas, pois promove a interação social e a resolução de conflitos interpessoais.
A ludoterapia é uma abordagem utilizada no atendimento infantil que possibilita a expressão simbólica das emoções por meio do brincar.
O psicodrama é uma técnica que utiliza jogos lúdicos para crianças pequenas expressarem suas emoções, sendo a abordagem mais comum na terapia infantil.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Indique “V” para verdadeiro e “F” para falso e assinale a alternativa correta.
( ) Considera-se criança, a pessoa até onze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade.
( ) Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.
( ) A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.
V, V, F
V, V, V
F, V, V
V, F, V
F, V, F
O atendimento à infância e à adolescência no Brasil está pautado por uma doutrina jurídica e psicossocial que reconhece os sujeitos em desenvolvimento como detentores de direitos e não apenas objetos de tutela. O ECA orienta as ações públicas e institucionais em diferentes frentes, incluindo saúde, educação e proteção especial.
Acerca do assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)O Conselho Tutelar é órgão jurisdicional responsável por aplicar medidas socioeducativas a adolescentes em conflito com a lei.
(__)A prioridade absoluta aos direitos da criança e do adolescente é prevista no ECA, mas depende de regulamentação estadual para ter validade.
(__)O acolhimento institucional de crianças e adolescentes pode ocorrer de forma compulsória e por tempo indeterminado, conforme decisão do órgão protetor.
(__)O direito à convivência familiar e comunitária é um dos pilares do ECA, sendo garantido sempre que possível, inclusive nos casos de acolhimento.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F − F − F − V.
V − V − V − V.
F − V − V − V.
F − F − V − V.
O enfrentamento ao trabalho infantil exige uma abordagem integral e articulada, considerando os três níveis de prevenção (primária, secundária e terciária) e o envolvimento de diferentes atores da rede de proteção à infância e juventude, incluindo Estado, família, sociedade e comunidade.
A alternativa que NÃO se alinha com o combate a essa forma de violência, que afeta o presente e compromete o futuro de crianças e adolescentes, é:
a prevenção secundária busca identificar e intervir precocemente em situações de risco, sendo uma linha de ação o atendimento pelas equipes do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social);
ao adolescente aprendiz, maior de 14 anos, são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários, vedado o trabalho noturno, perigoso, insalubre ou penoso e realizado em locais prejudiciais à sua formação e em horários e locais que não permitam a frequência à escola;
garantia de acesso à educação de qualidade, com políticas que previnam a evasão escolar, e a sensibilização da sociedade quanto aos prejuízos do trabalho infantil para a formação educacional são ações de prevenção primária;
as formas de trabalho infantil que precisam ser combatidas incluem o trabalho doméstico, o emprego de mão de obra infantojuvenil no tráfico de drogas e a exploração sexual de crianças e adolescentes na prostituição;
como medida de prevenção terciária, o Conselho Tutelar, o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Defensoria Pública deverão intervir, atuando para que sejam aplicadas medidas socioeducativas às crianças e adolescentes vítimas, e de responsabilização contra quem explora o trabalho infantil.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),
o adolescente aprendiz deve ter sua matrícula e frequência escolar acompanhadas para garantir a continuidade da sua formação educacional.
as condições de trabalho e o vínculo educacional entre a atividade profissional e a formação do aprendiz são determinadas pelos pais ou responsáveis do jovem.
o contrato de aprendizagem para adolescentes de 16 anos ou mais pode ser firmado por prazo indeterminado, desde que ultrapasse a maioridade.
a jornada de trabalho do aprendiz adolescente pode ter horário inferior ao regular, mas sem direitos trabalhistas.
é permitido ao adolescente de 14 anos trabalhar como aprendiz em atividades de qualquer natureza, desde que contribuam para sua formação profissional.
Em determinado centro de acolhimento, um adolescente questionou elementos de identidade e expressão de gênero, mas familiares manifestaram insegurança quanto a abordar tais questões em sessões terapêuticas. A equipe propôs atividades de diálogo e oficinas que explorassem vivências e possibilidades de expressão. Nesse cenário, qual ação sinaliza uma prática coerente com o respeito aos valores pessoais e à construção de autonomia?
Solicitar relatórios diários sobre sua rotina, avaliando padrões para definir o modelo ideal de conduta.
Impor padrões comportamentais baseados estritamente nas normas familiares, sem considerar a identidade individual.
Conduzir intervenções que ampliem a auto exploração, incluindo debates sobre diferentes perspectivas de gênero e criando espaço de escuta ativa.
Evitar qualquer abordagem temática, postergando indefinidamente reflexões sobre identidade na adolescência.
A equipe do CREAS está divulgando uma campanha sobre o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado no dia 12 de junho.
Sobre o trabalho de crianças e adolescentes, assinale a afirmativa correta.
A partir de 12 anos é admitido o trabalho infantil na condição de Jovem Aprendiz;
O trabalho infantil afasta crianças e adolescentes da sala de aula e aumenta a defasagem escolar;
o trabalho infantil diminui as desigualdades sociais, porém, precariza a formação de mão de obra qualificada;
O trabalho doméstico e o trabalho em empreendimento familiar não são considerados formas de trabalho infantil;
o trabalho infantil previne a delinquência e contribui para o pleno desenvolvimento físico, mental e emocional da criança.
As opções a seguir apresentam os princípios da abordagem Pikler, na perspectiva de plena atenção à primeiríssima infância, à exceção de uma. Assinale-a.
A estimulação do bebê pelo adulto, por meio de brinquedos musicais eletrônicos.
A autonomia do bebê, que deve poder explorar o ambiente e interagir com outras crianças.
O movimento livre, pois a criança deve ter liberdade para descobrir o potencial do seu próprio corpo.
A oferta de objetos simples, que despertem a curiosidade do bebê, promovam descoberta e satisfação sensorial.
A rotina de cuidados, que estabeleça uma relação de confiança entre a criança e o adulto mediada pela fala.
Na audiência, Jefferson admitiu que cometeu o ato de vandalismo sob o efeito de crack e que precisava de ajuda para lidar com a dependência química.
De acordo com essa informação, o Juiz aplicou também uma medida protetiva para o adolescente. Assinale a opção que a indica.
A matrícula escolar obrigatória.
A medida de redução de danos.
A requisição de atendimento no CAPS AD.
A diminuição da pena socioeducativa.
A internação involuntária para tratamento.