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Segundo Romano (1999), a hospitalização de um dos membros de uma família é um evento que gera estresse. Como o equilíbrio do sistema é interrompido pelas necessidades internas e pelas solicitações externas, a hospitalização é percebida como ameaçadora. Se o equilíbrio não é restaurado, tem-se uma crise. A esse respeito, assinale a opção INCORRETA.
Frente a um evento qualquer, as alterações que a hospitalização provocará e as necessidades adaptativas dependerão de como o evento se iniciou, dos recursos que essa família dispõe para lidar com essa crise e com a importância, a valorização que fazem desse acontecimento.
O estresse psicológico é algo particular da pessoa hospitalizada e em sofrimento psíquico, ameaçando sobremaneira seu bem-estar, exigindo da mesma adaptação.
A crise é uma situação tão aumentada que as respostas habituais são inadequadas para solucionar o problema ou controlar ansiedade - é um desarranjo em uma situação de equilíbrio.
Para que uma situação produza uma crise, mais importante que o nível de traumatismo sofrido pelo sujeito é o inesperado da nova situação que lhe é exigido viver.
A crise é autolimitante porque um sistema não pode permanecer em um estado de desequilíbrio: alguma solução deve ser encontrada em poucos dias ou semanas.
Um dos instrumentos de trabalho da equipe multidisciplinar na rotina hospitalar é a interconsulta. A interconsulta é uma estratégia que
demandada pelo setor de Psicologia do Hospital, com vistas à Humanização do atendimento do paciente, direciona a atuação para as atitudes da equipe médica.
modifica a estrutura assistencial centrada na doença, promovendo a assistência psicossocial do paciente e trabalhando a relação dele com a equipe solicitante, esclarecendo dúvidas quanto ao diagnóstico.
tem mostrado resultados significativos quanto à racionalização da assistência em saúde, uma vez que a atuação de uma equipe multiprofissional diminui o tempo de atendimento ao paciente.
é utilizada com maior frequência em pacientes crônicos, com objetivo de diminuir as ansiedades frente às possibilidades de retorno da doença, humanizando o atendimento em saúde.
Em relação ao papel do Psicólogo inserido no ambiente hospitalar, é CORRETO afirmar que:
É o profissional que visa ampliar, favorecer e administrar as especialidades da saúde em um determinado setor.
É o profissional que trabalha com a sugestão clínica dos melhores procedimentos médicos, favorecendo o vínculo entre médico-paciente e criando laços entre uma equipe interdisciplinar.
É o profissional que por meio de sua prática, fundamenta, implementa, investiga e elabora métodos próprios da profissão ao ambiente hospitalar.
É o profissional que informa, comunica e estabelece os procedimentos médicos aos quais o paciente irá se submeter, preparando-o para tal.
A interconsulta tem como função:
Auxiliar na reorganização do sistema de promoção de saúde que é utilizado nos hospitais universitários brasileiros;
Visa o aprofundamento do estudo da situação de adoecimento dos pacientes e dos profissionais envolvidos no cuidado hospitalar;
Valorizar o papel do psicólogo no ambiente hospitalar;
Auxiliar na modificação da visão médica quanto aos procedimentos que se adaptam ao paciente;
Reduzir a carga horária de trabalho das equipes de saúde.
Em relação ao trabalho na UTI e à terminalidade da vida, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) A evolução científica da medicina e de seus métodos tem garantido uma melhora no atendimento e no tratamento de pacientes em UTIs.
( ) Robert Buckman foi o pioneiro na criação e desenvolvimento dos princípios dos cuidados paliativos.
( ) Num leito de UTI, isolados e desnudos de suas roupas, de seus desejos, de sua identidade, os pacientes são, muitas vezes, reduzidos a uma doença grave e às vozes que lhe falam.
( ) A recente demanda de discussão sobre ética e sobre dilemas da morte parece tentar resgatar o ser humano, a subjetividade de cada um.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
V – V – F – F.
F – V – V – F.
V – F – V – V.
F – V – F – F.
F – F – V – V.
Em relação a participação da Psicologia nas equipes de saúde em contextos hospitalares, é possível afirmar que:
A ausência de um campo teórico-prático bem delimitado acerca das intervenções em psicologia hospitalar é um aspecto que dificulta a atuação multidisciplinar;
O psicólogo hospitalar precisa ter uma atuação bem definida, papéis delimitados e um instrumental de trabalho específico, e estar conectado à equipe multiprofissional, em contínua interação;
O consenso sobre o papel da ciência na formação em psicologia parece dificultar o desenvolvimento de habilidades profissionais para a atualização científica;
Os reducionismos profissionais são recorrentes entre os médicos e psicólogos, mas as diferenças hierárquicas não são fatores que impedem o desenvolvimento da prática multidisciplinar;
O modo de interação que os psicólogos estabelecem com os profissionais de um hospital depende exclusivamente de questões éticas e do grau de importância atribuído aos aspectos biológicos.
O suicídio é um problema de saúde pública que precisa ser compreendido pelos psicólogos na prática assistencial. Sobre as recomendações técnicas para manejo do risco aumentado de suicídio, segundo Simonette (2011), é CORRETO afirmar que:
Pacientes com depressão melancólica, histórico de doenças psiquiátricas e alcoolistas são erroneamente rotulados como pessoas com maior risco de suicídio, principalmente devido aos estereótipos.
As orientações de retirar os meios disponíveis para atentar contra a vida e controlar o acesso dos pacientes a substâncias químicas não são estratégias viáveis no contexto hospitalar.
O psicólogo, durante o atendimento, deverá tratar os sintomas e manejar o risco de suicídio de forma secundária, segundo as estratégias básicas de psicoterapia.
Para avaliar o risco aumentado de suicídio, é necessário analisar ideação suicida, plano suicida e acesso aos meios para realizar o plano, por serem os únicos critérios que o psicólogo está apto a identificar.
Ao identificar risco aumentado de suicídio no hospital, o psicólogo deverá comunicar, sem nenhum adiamento, ao paciente, os familiares e à equipe de saúde.
Leia o trecho abaixo e preencha as lacunas corretamente
A dinâmica do atendimento .................., principalmente em instituição .............., é marcada por grande demanda da clientela versus o valor pago pelos procedimentos. Isto posto, é comum a determinação de um tempo de consulta ..................
A alternativa que preenche as lacunas corretamente é:
psicológico, privada, ampliado
hospitalar, pública, reduzido
social, privada, ampliado
hospitalar, privada, ampliado
em clínica, pública, reduzido
Considerando crianças em situação de cuidado oncológico em ambiente hospitalar, qual é a importância do brincar segundo COSTA e COHEN (2012). Assinale a alternativa incorreta:
Indica que está tudo bem.
É a possibilidade da criança expressar suas emoções.
Pode facilitar a elaboração de seu diagnóstico e tratamento
É entendido na perspectiva freudiana como algo sério e que, na criação de seu mundo peculiar, a criança utiliza seus brinquedos e jogos explicitando seus desejos e prazeres.
Na atualidade, discutem-se os diferentes procedimentos que poderiam ser prestados ao paciente terminal. Para tanto, é necessário que o profissional tenha conhecimento sobre o significado de:
ortotanásia: não reconhecimento do momento natural da morte de um indivíduo, procedendo a todo tipo de meio fútil com a finalidade de manter ou prolongar a sua vida.
distortonásia: desencadeia a morte assistida, executada pelo próprio doente, de forma espontânea e sob orientação e ajuda de terceiros.
eutanásia: abreviação do ato de morrer, por razões humanitárias, através de medicamentos ou do desligamento de aparelhos que sustentam a vida.
suicídio assistido: sinônimo de distanásia, com o paciente terminal decidindo quando e onde morrer.
Na adesão a um tratamento, o processo de hospitalização de um paciente seja adulto ou criança, passa por uma série de interpelações cuja psicologia precisa se dispor a analisar e formular.
Nesse contexto, assinale a alternativa INCORRETA.
As intervenções psicológicas controladas têm o papel de melhorar a adaptação hospitalar dos pacientes, sobretudo em situações de procedimentos médicos considerados estressantes para os pacientes.
As crianças, assim como os adultos, com frequência usam estratégias menos eficazes para si mesmas, do que as que recomendariam a algum amigo em situação semelhante.
A forma com que o paciente adapta-se à hospitalização, com frequência, refere-se a natureza do problema de saúde enfrentado, a idade, e o apoio emocional e o estilo cognitivo do indivíduo.
A despersonalização dos pacientes torna-se em algumas vezes, fatores mais observados entre os pacientes. Isto se dá pela efetiva aproximação exacerbada da equipe de profissionais aos fatores emocionais dos pacientes.
Considerando aspectos teóricos subjetivos da relação paciente-médico, assinale a alternativa INCORRETA.
O médico deve considerar que há sítios e modos de ação do remédio que escapam forçosamente aos dados conscientes de sua intervenção.
A ideologia do curandeiro científico coloca o médico em posição de menor relevância, incentivando a simplicidade na posição de saber não idealizado.
O médico contemporâneo recebe uma formação segundo a qual a medicina e a terapêutica não passam, em geral, da aplicação à patologia humana das ciências biológicas e do espírito científico.
A posição ética da psicanálise é que atravessar o adoecimento falando faz bem, se for do querer do paciente.
Considere a seguinte afirmação:
“A estrutura das UTIs, cada vez mais burocratizada, deixa os pacientes à mercê de estranhos, cujas funções e papéis desconhece, de aparelhos e testes de rotina desconectados de seus hábitos, tornando-os somente um paciente a mais, outra patologia, outro prontuário”.
Sobre tal condição de tratamento, o paciente pode ter uma vivência denominada de
desrealização.
desindividuação.
despersonalização.
desidentificação.
desintegração.
Sobre a prática do psicólogo no hospital, analise as seguintes afirmações:
I. Visa à minimização do sofrimento associado à hospitalização e, na perspectiva de uma assistência integral, às demandas que emirjam espontaneamente, estejam ou não diretamente vinculadas à hospitalização.
II. Diferentemente do atendimento clássico, o qual é bastante definido e preciso, o setting hospitalar exige uma prática flexível no que se refere aos fatores como local, tempo e horário de atendimento, interrupções etc.
III. Na entrevista hospitalar, considerando-se a condição de dependência do paciente, a qual, geralmente impõe um funcionamento defensivo-regressivo, temos uma entrevista psicoterápica, caracterizada pela relação simétrica entre entrevistado e entrevistador.
Está(ão) INCORRETA(S)
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
No contexto hospitalar, a escuta terapêutica feita pelo psicólogo, com pacientes e familiares, é imprescindível para o trabalho da equipe de saúde. Pode-se dizer que a atuação do psicólogo junto à equipe e pacientes é importante porque é ele que:
1) volta-se para observar e escutar outras situações e sentimentos, além das preocupações apenas com o quadro orgânico;
2) trabalha os conteúdos emocionais que emergem, as fantasias, os medos, as dúvidas sobre o quadro clínico avaliado ou em avaliação pelo médico e demais membros da equipe;
3) assiste os familiares que vivem junto com o paciente, auxiliando-os a se reorganizarem e iniciarem a readaptação das rotinas domésticas e de visitas frequentes ao hospital (FOSSI e GUARESCHI, 2004; SALDANHA et al, 2013). Diante dessas atribuições, pode-se dizer que, para atuar em equipe multiprofissional de hospitais, o psicólogo:
I. exerce a função semelhante a um tradutor, junto ao grupo médico-paciente-família e enfermeiro-paciente-família, minimizando os atritos que porventura surjam entre a equipe e o paciente;
II. deve exigir, quando do seu ingresso na equipe hospitalar, respeito aos seus procedimentos técnicos e operacionais, não permitindo questionamentos sobre seu trabalho;
III. não precisa se preocupar com a prática clínica que exercia anteriormente em seu consultório particular, porque o paciente em contexto hospitalar é semelhante ao paciente em contexto de consultório ou clínica psicológica;
IV. deve compreender que suas ações e formas de comunicação necessitarão ser delimitadas pelo ambiente hospitalar, que interfere no desempenho técnico e na definição da tarefa psicológica;
V. considerar necessária a adoção de protocolos de atendimento e manutenção do diálogo com a equipe, através de discussões de casos, das evoluções de prontuários, com dados relevantes e pertinentes para os profissionais da equipe de saúde.
Dos itens, verifica-se que estão corretos apenas
II e IV.
I, III e IV.
I, IV e V.
II, III e V.
I, II, III e V.
Enfrentar uma cirurgia e outros procedimentos invasivos é especialmente intimidante para o paciente, pois o confronta com a sua vulnerabilidade e a sua finitude. Em relação às intervenções psicológicas é correto afirmar que
em pacientes pré-cirúrgicos deve enfatizar o controle informacional, o controle cognitivo e o controle comportamental.
as intervenções comportamentais não são eficazes para o contexto pré-cirúgico e não devem ser utilizadas.
apenas o controle informacional deve ser utilizado como foco na intervenção psicológica.
não há evidências científicas de que o controle cognitivo seja capaz de interferir no estado emocional do paciente antes de um procedimento invasivo.
a intervenção psicológica deve acontecer após a cirurgia para não comprometer o estado emocional do paciente.
No caso desse paciente, o seu pensamento apresenta alteração de:
curso.
conteúdo.
forma.
estrutura.
Nesse caso, a sua alteração de consciência clínica indica o estado de:
coma vigil.
obnubilação.
torpor.
turvação.
Considerando a rotina do atendimento numa UTI, é INCORRETO afirmar que o Psicólogo deva
conhecer o histórico da internação através de entrevistas com o paciente e dos dados registrados no prontuário.
informa-se junto com a equipe sobre o diagnóstico/prognóstico do paciente e suas reações emocionais à internação.
avaliar o estado mental do paciente, considerando, prioritariamente, seus mecanismos de enfrentamento da doença.
estimular o paciente a expressar suas impressões, pensamentos e sentimentos associados ao contexto da internação.
considerar, para o planejamento do enquadre terapêutico e suas intervenções, além do paciente e da equipe, os familiares.