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Os profissionais da área psicológica, em uma instituição hospitalar, são convocados a uma inserção que possibilite escutar e atuar sobre:
Acriança como sujeito, obrigatoriamente em um setting separada do ambiente em que está internada. As Angústias presentes nas crianças hospitalizadas, sem se deter na escuta de familiares e da equipe de saúde, uma vez que não são o paciente do profissional
A criança como sujeito, assim como as angústias desta e de seus familiares, sem, no entanto, dar lugar á equipe de saúde, uma vez que esta representa o instituído do hospital.
A criança, exclusivamente, de forma indireta, através da escuta de quem assume a sua função parental, uma vez que são estes os seus representantes legais e podem, junto com toda a equipe de saúde que atende a criança, prestar informações verídicas da criança.
Tanto a criança e seu adoecimento, quanto as muitas formas estereotipadas presentes no discurso médico e no ambiente hospitalar; as angústias presentes nas crianças hospitalizadas, as dos familiares e as da equipe de saúde, que interferem na condução da cura.
O coma é o grau mais profundo de rebaixamento do nível de consciência. No estado de coma, não é possível qualquer atividade voluntária consciente.
Na semiotécnica da consciência, a escala de coma de Glasgow serve como avaliação do nível de gravidade do coma, na qual seu escore é a somatória da pontuação em três categorias que são:Melhor resposta na abertura dos olhos, melhor resposta verbal e melhor resposta motora.
Melhor resposta verbal, melhor resposta de vigília, melhor resposta de atividades cerebrais.
Melhor resposta de atenção, melhor resposta verbal, melhor resposta eletroencefalográfica.
Melhor resposta do quadro clínico geral, melhor resposta verbal, melhor resposta das funções cognitivas.
Melhor resposta de atividades cerebrais, melhor resposta do estado de consciência, melhor resposta de vigília.
Na prática clínica da psicologia em hospitais, os profissionais da área são confrontados com relatos de pacientes com síndromes relacionadas ao sono.
A esse respeito, assinale a alternativa CORRETA.
Na síndrome das pernas inquietas, que é a necessidade irresistível de mover as pernas com sensações de desconforto “dentro” delas, o sono é seriamente prejudicado. As sensações são piores durante a noite, pois esse desconforto se intensifica com o movimento e melhora com o repouso.
A apneia do sono caracteriza-se pela ocorrência de longas pausas respiratórias durante o sono.
Os “ataques de sono” são geralmente desencadeados por emoções fortes, riso, raiva e excitação sexual.
Os pesadelos são sonhos ansiosos, com conteúdos ameaçadores e terroríficos, como o terror noturno.
O artigo de Medeiros et al. (2005) refere que “operamos com a ideia de que saúde não é um objeto que encontramos através dos tempos, independentemente da relação que se tem com ele e do modo como é acessado. Estamos falando de algo que está perenemente sendo forjado: as regras, as ações [...] A Psicologia, ao tornar-se parte do dispositivo da saúde, também cria ou recrudesce certos modos de viver, forjando subjetividades” (p. 264). Seguindo esse enfoque, dadas as afirmativas,
I. Não existe uma unidade do conceito de saúde, mas formas que o conceito vai assumindo de acordo com os campos que o atravessam.
II. Saúde pode estar ligada às políticas públicas e objetivada como uma questão plural, biopsicossocial, mas também pode estar relacionada ao culto do corpo.
III. A psicologia promove a noção de que acessar o ‘eu interior’ é um modo de produção de saúde, pois este se encontra em um estado de imperfeição, de incompletude, de incapacidade.
IV. O hospital representa uma tecnologia de controle dos coletivos a partir da separação da população que coloca em risco o espaço urbano.
verifica-se que estão corretas
I, II, III e IV.
III e IV, apenas.
II e III, apenas.
I e IV, apenas.
I e II, apenas.
Simonetti (2004) atribui grande importância ao diagnóstico na atuação do psicólogo hospitalar e propõe sua realização a partir de quatro eixos distintos. É característica do eixo situacional:
uma avaliação da posição que o sujeito ocupa na sua rede de relações interpessoais, a partir de seu lugar no adoecimento.
uma descrição do cenário institucional que circunda o doente e seus familiares, influenciando na experiência de hospitalização.
uma investigação dos fatores de risco e de proteção apresentados pelo sujeito, identificando as estratégias de enfrentamento adotadas.
uma visão panorâmica da vida do sujeito, com ênfase em áreas não diretamente relacionadas ao adoecimento.
Quando um sujeito doente chega ao hospital, ele busca no saber dos profissionais as respostas e soluções para seu problema. Simonetti (2004) ressalta que as relações estabelecidas nesse contexto são transferenciais e destaca quatro modelos propostos por Lacan (apud Chenama,1995). O paciente que atribui ao médico grande sabedoria pessoal e capacidade, acreditando que, em virtude disso, o médico sabe a causa de seu sofrimento e como saná-lo, estabelece com o profissional uma relação baseada no discurso
do professor.
da histérica.
do analista.
do mestre.
As autoras se referem a quatro possibilidades de interpretação da relação entre a Psicologia e seu papel no hospital, que são a Psicologia Hospitalar, a Saúde Mental, bem como a:
Psicopatologia Aplicada e a Saúde do Trabalhador
Psicopatologia Hospitalar e a Psicologia da Saúde
Psicologia da Saúde e a Psicopatologia Hospitalar
Psicologia Médica e a Psicologia da Saúde
As autoras consideram que a transmissão do saber do psicanalista pode constituir uma relevante contribuição da psicanálise à Psicologia Hospitalar. Nesse sentido, afirmam constatar, frequentemente, no discurso do profissional em supervisão, a ideia de que a inserção na equipe de saúde tem um valor específico para o seu trabalho na instituição. Esse valor é o de um(a):
demanda
exigência
pré-requisito
transferência
De acordo com Romano (1999), qual é o termo, introduzido pelos norte-americanos, que é muito apropriado quando se estuda a saúde mental em hospitais gerais?
Patológico.
Normal.
Reativo.
Biológico.
Esperado.
De acordo com Angerami-Camon (1995), o psicólogo hospitalar
encontra menos dificuldades ao longo do processo psicoterápico, uma vez que a resistência ao tratamento do paciente hospitalizado é menor que a do paciente de consultório.
deve compreender o processo de hospitalização dos pacientes como um mero processo de institucionalização hospitalar.
tem como objetivo principal a minimização do sofrimento do paciente provocado pela hospitalização.
não precisa da anuência do paciente em aceitar ou não participar de um tratamento psicoterápico.
deve enquadrar o paciente em um setting terapêutico preciso e definido nos moldes clínicos em sua atuação psicoterápica.
De acordo com Almeida e Malagris (2011), a assistência psicológica prestada nas unidades de terapia intensiva (UTI)
exige prontidão de conhecimentos por parte dos psicólogos, porque sempre se está esperando o desconhecido.
é exclusivamente focada no paciente, uma vez que, UTI, na maioria das vezes, compreende áreas restritas à circulação, principalmente de pessoas estranhas à equipe e onde, geralmente, os familiares têm pouco ou nenhum acesso, o que impede que o atendimento psicológico seja estendido à família.
deve ser pontual - ter início, meio e fim. Além disso, o psicólogo precisa ter habilidades que envolvem rapidez de raciocínio, perícia em ações e contar com o apoio de recursos da comunidade para encaminhamentos.
o psicólogo deve facilitar, criar e garantir a comunicação efetiva e afetiva entre paciente/família e equipe, identificando qual membro da família tem mais condições intelectuais e emotivas para estar recebendo as informações da equipe.
somente deve ser proposta àqueles pacientes cujo problema emocional principal tenha estreita ligação com sua patologia orgânica.
Leia e analise a seguinte situação:
“Sr. Paulo, após sofrer um acidente de moto gravíssimo, com politraumatismo, foi levado pelo SAMU para um hospital de referência onde, após cirurgia, ficou internado para tratamento e acompanhamento pós-operatório, durante 25 dias. Em seguida, recebendo alta, foi encaminhado para reabilitação pelo hospital a uma policlínica onde foi assistido, mas, por ter piorado, foi, novamente, encaminhado para o hospital. Finalmente, após receber nova alta, retornou para a policlínica e desta para casa, onde passou a ser acompanhado pelos profissionais do PSF. Hoje está bem e com sua saúde plenamente recuperada. Num almoço com a família, comentou: Enfermeiros, Médicos, Psicólogos e Fisioterapeutas cuidaram muito bem de mim”.
Considerando os dados apresentados na situação, e somente eles, em função do sistema de referência/contrarreferência do SUS, assinale a alternativa INCORRETA.
Segundo Chiattone (2000), a Psicologia em contexto hospitalar apresenta como especificidade a ser considerada da sua atuação:
Prescindir dos limites institucionais, pelo hospital enquanto instituição, tais como regras, rotinas, condutas específicas, dinâmicas que devem ser respeitadas e seguidas.
Moldar-se ao modelo médico tradicional para ser aceito, por ser uma categoria em minoria no hospital.
Dever de repetir o modelo do consultório, mantendo contato obrigatório com outras profissões, o que determina multiplicidade de enfoques ao mesmo problema e, em consequência, ações diversas.
No hospital, valorizar o aspecto orgânico das doenças e dos doentes, em detrimento do aspecto psíquico, como reflexo do modelo biomédico, em detrimento do modelo biopsicossocial.
Considerar a espacialidade e a temporalidade de funcionamento do hospital, refletindo o fim da privacidade e uma imposição de um ritmo temporal ao paciente.
Leia e analise as afirmações abaixo:
I. As possibilidades de atuação do psicólogo hospitalar são determinadas por limites institucionais, caracterizados por rotinas e dinâmicas de funcionamento determinadas pelo Conselho Federal de Psicologia;
II. O procedimento a ser utilizado em atendimentos psicológicos em contextos hospitalares deve se restringir a psicoterapia individual devido ao paciente encontrar-se em situação adoecimento;
III. As atividades desenvolvidas por psicólogos que atuam em hospitais incluem o atendimento individual, em grupo, visitas domiciliares, a interligação com a assistência social, dentre outras;
IV. A representação social da doença é um importante componente para a compreensão do adoecimento sendo um aspecto que não pode ser considerado na dimensão educativa como parte de objetivos de um serviço de saúde.
Marque a alternativa CORRETA considerando a análise das afirmativas acima.
As alternativas I e II são verdadeiras;
As alternativas I, II e III são verdadeiras;
Apenas a alternativa III é verdadeira;
Apenas as alternativas II e IV são falsas;
Apenas s alternativas I e II são falsas.
Na transposição do método clínico para a prática do psicólogo que atuam no contexto hospitalar, Chiattone (2000) levanta alguns aspectos que o psicólogo hospitalar tem que lidar em seu fazer profissional:
I. A formação em Psicologia que tem privilegiado a preparação para o serviço profissional coletivo, através de seguimentos psicoterápicos, independentemente de linhas de embasamento teórico;
II. Confusão da atuação clínica com a prática psicoterapêutica nos diferentes níveis de atuação em saúde – primário, secundário ou terciário;
III. Aceitação de que é profissional da saúde, inseridos num contexto maior, a instituição em si, a saúde como bem da coletividade para além da mera consideração dos fatores patógenos que incidem no plano individual;
IV. Necessidade de atender a novas demandas advindas das transformações sociais, econômicas, de valores e relacionais entre os indivíduos, o que define especificidades nas solicitações de serviços psicológicos.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Somente I, II e IV.
Somente II, III e IV.
Somente I, III e IV.
Somente I, II e III.
I, II, III e IV.
Na prática hospitalar, a intervenção psicológica junto ao paciente internado cumpre objetivos específicos. São eles:
realizar uma triagem dos pacientes internados; Identificar casos de transtornos mentais; fazer acompanhamentos psicoterápicos
planejar, coordenar, executar e avaliar, individualmente ou em equipe multiprofissional, programas de treinamento, de capacitação e desenvolvimento de recursos humanos.
viabilizar uma participação ativa no processo de hospitalização; Minimizar ansiedades, medos e expectativas irreais frente à enfermidade, quando existem; Levar o paciente ao autoconhecimento, ao auto crescimento e ao alívio de seus sintomas
elaborar laudos, relatórios e pareceres, colaborando não só com a ordem jurídica como com o indivíduo internado que está envolvido com a Justiça
independente da intervenção, o principal objetivo é manter-se neutro e passivo diante dos enfermos.
Um paciente chega ao hospital apresentando quadro clínico de dor, restrição de movimentos, indisposição, limitações das atividades diárias, dificuldades com autoimagem e baixa autoestima, levando-o ao retraimento social e à dificuldade de acesso a esse paciente. Nesse caso, a atuação da equipe de psicologia deveria;
realizar rapport, anamnese e exame psíquico.
promover o processo de enfrentamento e adesão.
manejar as condições clínicas, com aplicação de técnicas psicológicas.
orientar sobre rotinas e condutas.
Segundo Pessini e Bertachini (2004), “a humanização deve adaptar-se à estrutura hospitalar e tentar permear com atenção humanizante os cuidados dispensados neste local”.
Em relação a essa estrutura é CORRETO afirmar que o hospital moderno organiza-se:
Através da organização de um único departamento, o administrativo, que faz caminhar toda a estrutura técnica e administrativa do hospital, a fim de atingir um nível esperado do trabalho de política de saúde almejados por este.
Através da organização de dois departamentos, o administrativo e o técnico. O administrativo lida com a parte política (gestão) de sua formação humanitária e a parte técnica compondo-se na estrutura técnica do quadro de profissionais de especialidades médicas e paramédicas. Ambos visando a melhor relação entre cliente e Médico, mediando os custos e a otimização das máquinas.
Através da organização de dois departamentos, o administrativo e o técnico. O administrativo lida com a parte política (gestão) de sua formação humanitária e a parte técnica compondo-se na estrutura técnica do quadro de profissionais de especialidades médicas e paramédicas. Ambos visando a melhor relação entre a equipe, desconstruindo a relação humanitária entre cliente e equipe
Através da organização do setor de enfermagem, por atuar na parte central da valorização fundamental da vida humana e a responder unicamente pela manutenção dos cuidados e das relações entre clientes e equipe, cuidado e cuidador, devido a transição entre séculos XX e XXI que trouxe a implementação de máquinas e o chamado “surto de maquinas”.