Questões de Concurso sobre Psicologia Social e Comunitária

 
 
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A internet e suas plataformas virtuais têm se constituído, na visão de Manuel Castells, em elementos-chave da cultura contemporânea. A esse respeito, leia com atenção as afirmações:


I. As redes sociais, extraterritoriais, têm substituído as comunidades, territoriais, como modelo de sociabilidade hegemônica entre os cidadãos contemporâneos;


II. Pode-se afirmar que as comunidades virtuais instituem valores na internet, os quais repercutirão para as esferas não virtuais;


III. A internet pode ser considerada uma cultura produzida por uma elite tecnológica e empresarial que decide, arbitrariamente, as ferramentas virtuais que serão acessíveis aos cidadãos;


São FALSAS:


A

A I e III.


B

A II e a III.


C

Somente a I.


D

Somente a II.

Conforme os argumentos de Jurandir Freire Costa, no trecho citado, o mundo contemporâneo, há algumas décadas, assiste a alterações sociais que incidem de modo contundente na construção da subjetividade de homens e mulheres. Sobre esse processo, é FALSO afirmar que:


A

A construção das identidades individuais de homens e mulheres hoje pode prescindir de critérios intimistas para ser legitimada socialmente.


B

O corpo tem se tornado o lócus por excelência, sob o influxo da mídia, da construção do eu.


C

O sucesso social passa a vincular-se a uma ascese na qual o corpo deve adequar-se às narrativas de mercado.


D

As identidades individuais prosseguem sendo erigidas sobre as mesmas escalas valorativas de décadas anteriores, salvo o acréscimo do corpo como fonte de valoração social.

No campo da Saúde Pública, o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) vem exigindo cada vez mais a participação de profissionais do campo da Psicologia e diferentes ações começam a ser experimentadas nesse novo cenário de intervenção psicossocial. Sobre a contribuição dos profissionais de Psicologia no NASF, é incorreto afirmar:


A

a diversidade de ações, construídas em equipes multiprofissionais no NASF, aponta para o realce e fortalecimento da Saúde Mental como campo exclusivo do fazer e saber da Psicologia.


B

o trabalho na Estratégia de Saúde da Família (ESF) aparece como campo de experimentações e criações de relevância histórica para o desenvolvimento da Psicologia, como disciplina científica e como profissão necessária ao campo da Saúde Pública.


C

na atualidade, a Psicologia caminha na construção e fortalecimento do SUS e da própria Estratégia de Saúde da Família (ESF), principalmente, pelos trabalhos desenvolvidos nas Residências Multiprofissionais em Saúde.


D

as habilidades clínicas, neste contexto, devem ser ampliadas dentro do SUS, de forma que se possa situar e contextualizar a compreensão dos processos psicológicos dentro da realidade histórica onde estes estão. Afinal, as psicopatologias precisam ser olhadas em sua etiologia, ações de prevenção devem ser desenvolvidas, e um fazer de promoção da saúde (mental) deve ser estruturado.


E

a construção de métodos de registro e acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas é um grande desafio. Para isso, é necessário construir novos indicadores de avaliação, novos sistemas de informação capazes de dar conta das novas práticas.

O Plano Decenal dos Direitos de Crianças e Adolescentes é um documento aprovado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente no dia 19 de abril de 2011. Principal desdobramento da 8ª. Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Plano Decenal é um documento que prevê as diretrizes da Política Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente para os próximos dez anos. Os eixos que compõem o Plano Decenal estão corretamente apresentados em que opção?


A

Cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente; planejamento de políticas públicas; implantação e execução de políticas públicas; avaliação de políticas públicas; controle social das políticas públicas.


B

Garantia dos direitos de crianças e adolescentes; ampliação dos serviços de atenção à infância e juventude; protagonismo familiar; descentralização das políticas públicas; investimentos em políticas públicas.


C

Políticas públicas de saúde; políticas públicas de educação; políticas públicas de segurança; políticas públicas de assistência social.


D

Promoção de direitos de crianças e adolescentes; proteção e defesa dos direitos; protagonismo e participação de crianças e adolescentes; controle social da efetivação de direitos; gestão da política nacional dos direitos humanos de crianças e adolescentes.


E

Promoção dos Direitos Humanos Universais de Crianças e Adolescentes; resgate da cidadania de crianças e adolescentes; planejamento familiar; infância e juventude institucionalizada.

A Diretriz 05 do Plano Decenal dos Direitos de Crianças e Adolescentes prevê: “Universalização, em igualdade de condições, do acesso de crianças e adolescentes aos sistemas de justiça e segurança pública para a efetivação de seus direitos”. Dados a seguir os objetivos estratégicos relacionados a esta diretriz,

I. Articular e aprimorar os mecanismos de notificação e investigação de violações dos direitos de crianças e adolescentes.

II. Fomentar a cultura da sustentabilidade socioambiental no processo de educação em direitos humanos com crianças e adolescentes.

III. Fortalecer a capacidade institucional dos órgãos de responsabilização para o rompimento do ciclo de impunidade e para o enfrentamento de violações dos direitos de crianças e adolescentes.

IV. Incentivar processos de aprimoramento institucional, de especialização e de regionalização dos sistemas de segurança e justiça, para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

V. Priorizar e articular as ações de atenção integral a crianças de 0 a 6 anos, com base no Plano Nacional Pela Primeira Infância.

verifica-se que estão corretos


A

I e III, apenas.


B

I, III e IV, apenas.


C

II, III, IV e V, apenas.


D

III e IV, apenas.


E

I, II, III, IV e V.

Diversas têm sido as respostas às demandas de formação, capacitação entre as distintas juventudes e o mundo do trabalho. No campo das políticas públicas – e dentro dos programas federais – diferentes ações vêm sendo implementadas no sentido de possibilitar a geração de trabalho e renda para jovens. O Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego (PNPE) é um desses programas. Dadas as afirmativas sobre ele

I. Tem como objetivos a criação de postos de trabalho para jovens ou prepará-los para o mercado de trabalho e ocupações alternativas, geradoras de renda; e a qualificação do jovem para o mercado de trabalho e inclusão social.

II. Atende jovens com idade de dezesseis a vinte e quatro anos em situação de desemprego involuntário.

III. O PNPE é um programa federal que atende apenas o norte e o nordeste do país por considerar um maior índice de desemprego entre os jovens nestas regiões.

IV. O Consórcio Social da Juventude é uma ação do PNPE e procura a aproximação com os jovens submetidos à maior risco social, realizando um atendimento de natureza complementar aos serviços prestados pelo SINE e DRT, a fim de alcançar uma parte significativa do público jovem e garantir a eficiência da política pública de geração de emprego e renda para a juventude.

V. O Projeto Juventude, Trabalho e Cidadania é uma ação do PNPE – com parcerias do SESI e SENAC – e tem por objetivo oferecer oportunidades no campo do empreendedorismo para que os jovens participantes sejam estimulados a criar microempresas.

verifica-se que estão corretas apenas


A

I e II.


B

I, II e III.


C

I, II e IV.


D

II, III e IV.


E

II, III e V.

Estão sujeitos à curatela os


A

enfermos mentais.


B

deficientes mentais.


C

alcóolatras.


D

excepcionais com pleno desenvolvimento mental.


E

menores de idade.

Apesar das rupturas produzidas em relação ao Código de Menores e à Doutrina da Situação Irregular, a aplicação de medidas sócio-educativas definidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente ainda é alvo de críticas, mesmo por parte daqueles que reconhecem a importância desse Estatuto. Dentre essas, podemos situar as produzidas pelo campo das ciências humanas e psicologia. Qual opção apresenta esse conjunto de críticas?


A

Falta de integração familiar ao processo; suavidade das medidas punitivas; impossibilidade de responsabilização penal desses menores.


B

Falta de profissionais especializados nas instituições; tempo reduzido do cumprimento das medidas sócio-educativas; impossibilidade de uso de recursos disciplinares pelos educadores.


C

Impossibilidade de internação por motivos de desamparo social; impossibilidade de realização de atendimentos clínicos psicológicos; excesso de atividades profissionalizantes.


D

Inadequação física das instituições que as aplicam; não consideração do caráter de sujeitos em condições de desenvolvimento dos adolescentes; fragilidade das atividades no sentido da reinserção social desses jovens.


E

Pouca responsabilização dos adolescentes infratores pelos seus atos; ineficiência das medidas punitivas; excessiva participação familiar na definição das medidas.

De acordo com o ECA,


A

a criança, a partir de dez anos de idade, deve consentir, em audiência, a sua colocação em família substituta.


B

toda criança ou adolescente tem direito de ser criado e educado por sua família e, em casos excepcionais, por família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária.


C

criança é o indivíduo com até onze anos de idade incompletos e adolescente é aquele com idade entre onze e dezoito anos.


D

a parturiente deverá, obrigatoriamente, ser atendida pelo mesmo médico que a acompanhou durante a fase pré-natal. Não há previsão para acompanhamento psicológico, nesses casos.


E

os estabelecimentos de atendimento à saúde devem viabilizar, nos casos de internação de criança ou adolescente, a permanência, em tempo parcial, dos pais ou responsáveis na unidade de internação.

A socialização pode assumir diversas formas. Com base no trabalho de John Van Maanen e Edgard H. Schein, os pesquisadores se concentram em três conjuntos de questões:


A

valores individuais, comprometimento e motivação.


B

treinamento, contato social e prática.


C

informação, envolvimento e atividades dirigidas.


D

contexto, conteúdo e dinâmica social.


E

relacionamento, exposição pessoal e atribuições.

De acordo Estatuto do Idoso, é possível inferir que o psicólogo deve atuar no sentido de desenvolver práticas educativas, que são:


A

em Gerontologia, capacitando outros profissionais;


B

Divulgação de aspectos biopsicossociais de envelhecimento;


C

Atendimento domiciliar;


D

atendimento geriátrico e gerontológico em ambulatórios;


E

serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência, maus-tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão.

Considere as afirmações abaixo em relação aos fundamentos na esfera do Estado para a definição das políticas públicas e a chamada "questão social":

I. Questão social pode ser definida como o conjunto dos problemas políticos, sociais e econômicos postos pela emergência da classe operária no processo de constituição da sociedade capitalista; em suma, a manifestação no cotidiano da vida social da contradição capital-trabalho.

II. Como tal, ela não se constitui em uma condição acessória e transitória, mas constitutiva do desenvolvimento capitalista, com seus diferentes estágios produzindo diferentes manifestações.

III. Com o protagonismo da classe operária, a questão social passa a ser tratada como questão política e transforma-se em objeto de intervenção sistemática por parte do Estado, mas de forma fragmentária e parcializada: política social transmuta-se em políticas sociais, correspondendo às diferentes expressões da questão social – e assim enfrentadas.

Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas III.


D

Apenas I e II.


E
I, II e III.

O psicólogo depara-se com novas modalidades de família no Brasil atual, entre elas, a família monoparental, termo designado para denominar a unidade familiar composta por


A

criança(s) que responde(m) à autoridade de um só elemento adulto.


B

mãe, pai e filho do mesmo casamento.


C

indivíduos que possuem somente um parente, além de sua unidade de origem.


D

mãe ou pai com seu(s) filho(s).


E

filho único.

Em seus estudos, cientistas sociais têm buscado a definição do que seja comunidade para assim balizar de maneira fundamentada as intervenções da psicologia social comunitária. Em Sawaia (2010), encontra-se resultados dessa busca. Considerando a população descrita, pode-se defini-la como comunidade, ao considerar que


A

é categoria orientadora de ação e reflexão e seu conteúdo é extremamente sensível ao contexto social em que se insere, pois está associada ao debate milenar sobre exclusão social e ética do bem-viver.


B

é setor atrasado e pobre, que precisa ser adaptado ao capitalismo avançado, capaz de erradicar mudanças que estão acopladas à modernização buscada.


C

é lugar que reúne pares da classe trabalhadora, considerada como objeto social que acaba por se autoexcluir ao não aceitar as condições inerentes ao capitalismo que tem conseguido melhorar as condições de vida de toda população.


D

é vista com potencialidades individuais, grupais e coletivas, para integrar a população aos programas oficiais de modernização e prevenção de doenças, como via de progresso e inclusão social com as reformas e tutela do Estado.


E

é uma unidade consensual, sujeito único e homogêneo, lugar do gerenciamento do consenso para mudanças de atitude unindo os esforços governamentais e do povo, garantindo, assim, uma melhoria na qualidade de vida.

Segundo Cotrim (2002), o "[ ... ] vasto conjunto de concepções geralmente aceitas como verdadeiras em determinado meio social recebe o nome de":


COTRIM. Gilberto. Fundamentos da filosofia: história e grandes temas. 15. ed. São Paulo : Saraiva, 2002.



A

Ciência.


B

Senso comum.


C

Variáveis dependentes.


D

Variáveis independentes.


E

Pensamento científico.

Sobre a produção teórica e prática da psicologia social comunitária, de acordo com Campos (2010), é possível afirmar que a partir da análise dos problemas cotidianos da comunidade, busca o desenvolvimento da(s), EXCETO:


A

Consciência crítica.


B

Práticas cooperativas.


C

Subjetividade negada.


D

Práticas autogestionárias.


E

Ética da solidariedade.

Leia a reportagem a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Sobre o nível das interações entre pessoas e grupos, que dela são agentes ou vítimas, nível próprio da psicologia social (Jodelet, 2004) que a reportagem apresenta, pode-se afirmar que as pessoas ou grupos são


A

objetos de uma distinção construídos como categoria a parte.


B

parte de políticas que consideram a relação entre a lógica econômica e a coesão social.


C

pertencentes a parcela pobre da população, pobreza que significa necessariamente exclusão.


D

na sociedade brasileira, parte natural da incidência dos mecanismos de exclusão.


E

a manifestação do fenômeno da exclusão, em escala mundial, que passou a existir nos dias atuais.

Na psicologia social, o trabalho com grupos é uma constante. Leia a citação de George Lapassade: “A noção lewiniana de dinâmica de grupo supõe que se possa definir um grupo como um sistema de forças. Assim, poder-se-ão distinguir, por exemplo, as forças de desenvolvimento e as forças de coesão: as primeiras são aquelas que ‘impulsionam’ um grupo para os fins que ele se atribui; as segundas são aquelas que motivam os membros a permanecer no grupo.”

Qual das alternativas apresenta fator de coesão em função da finalidade do grupo?


A

Divergência sobre a finalidade pelos membros.


B

Imposição da finalidade pelo coordenador aos membros.


C

Impertinência da finalidade, alheia aos membros.


D

Aceitação da finalidade pelos membros.


E

Negação da finalidade pelos membros.

Os campos de atuação para a Psicologia Social hoje no Brasil estão se diversificando. Para acompanhar tal diversificação, o Conselho Federal de Psicologia tem criado banco de dados sobre os profissionais que atuam no setor, expedido título de especialista na área e editado algumas publicações como subsídios de orientação para ajudar psicólogos que atuam frente às demandas sociais. Na publicação do CFP intitulada “referências técnicas para atuação do Psicólogo no CRAS/SUAS”, de 2007, são elencados “princípios que devem orientar a prática do psicólogo no CRAS”.

As alternativas apresentam o elenco destes princípios, EXCETO:


A

Atuar em consonância com as diretrizes e objetivos da PNAS e da Proteção Social Básica (PSB), cooperando para a efetivação das políticas públicas de desenvolvimento social e para a construção de sujeitos cidadãos.


B

Atuar nos settings convencionais, espaços adequados e preparados especificamente para o desenvolvimento das ações nas instalações do CRAS.


C

Atuar a partir do diálogo entre o saber popular e o saber científico da Psicologia, valorizando as expectativas, experiências e conhecimentos na proposição de ações.


D

Atuar para identificar e potencializar os recursos psicossociais, tanto individuais quanto coletivos realizando intervenções nos âmbitos individual, familiar, grupal e comunitário.


E

Atuar de modo integrado à perspectiva interdisciplinar, em especial nas interfaces entre a psicologia e o serviço social, buscando a interação de saberes e a complementação das ações, com vistas a maior resolutividade dos serviços oferecidos.

A Reforma Psiquiátrica Brasileira tem em seu histórico como marca propulsora a intervenção política de um movimento social que, fazendo coro com outros tantos comprometidos com a democratização da sociedade brasileira, trouxe a bandeira de uma sociedade sem manicômios e denunciou, sistematicamente, uma das suas maiores expressões: a política de atenção à saúde mental vigente no país.

O trecho acima foi extraído de uma publicação do Conselho Federal de Psicologia (2010) denominada IV Conferência Nacional de Saúde Mental. Em conformidade ao enunciado, é correto afirmar que, ao defendermos a política pública que queremos, somos levados a cobrar avanços necessários e urgentes à implantação dessa política de saúde mental no âmbito


A

do Sistema Único de Saúde (SUS).


B

da Associação Brasileira de Medicina (AMB).


C

da Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas (ANAMATRA).


D

dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs).


E

do Ministério da Educação e Cultura (MEC).

   
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