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Zanello, Fiuza e Costa (2015) realizaram uma pesquisa com mulheres e homens acompanhados em um CAPS, para investigar a participação dos valores e ideais de gênero no sofrimento psíquico grave. Nessa pesquisa, os autores afirmam que:
os homens se queixaram que o adoecimento atrapalha ou impede o exercício de cuidado dos filhos e da casa
a intensidade de aparecimento da categoria virilidade (laboral, sexual ou física) foi semelhante na fala de homens psicóticos e não psicóticos
o dispositivo da maternidade apareceu em todas as entrevistas com mulheres, sobretudo no tocante aos aspectos negativos do exercício da função materna
as estratégias em saúde mental que consideram as especificidades das diferenças de gênero em relação ao sofrimento psíquico acirram a desigualdade entre homens e mulheres
A legislação em saúde mental determina que pacientes portadores de transtornos mentais e que estão hospitalizados em instituições psiquiátricas por conta de um quadro clínico severo ou de carência de suporte familiar, a construção de um plano de alta planejado, que favoreça a sua reinserção social. A responsabilidade por essas ações compete ao, assinale a alternativa CORRETA.
Ao médico que acompanhou o tratamento durante a internação, uma vez que a continuidade do tratamento pode, portanto, ser garantida.
Ao terapeuta de referência, que assumirá o plano de reinserção social e formulará o projeto terapêutico com essa finalidade.
Ao profissional que coordena o Serviço Terapêutico, que abrigará esses indivíduos de maneira permanente.
À autoridade sanitária competente, supervisionada por uma instância a ser determinada pelo Poder Judiciário.
A aprovação da Lei da Reforma Psiquiátrica, Lei n. 10.216/2001, promoveu um redirecionamento do modelo assistencial em saúde mental no país, com o fechamento gradual de leitos em hospitais psiquiátricos. Entretanto, decorridos 21 anos desde então, esse modelo vem sofrendo com a escassez de investimentos, mesmo ante um contexto em que se avolumam problemas econômicos e sociais, que tendem a agravar o quadro de saúde mental das pessoas. Levantamento da ONG Conectas e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) aponta que entre 2017 e 2020 houve significativo investimento público em comunidades terapêuticas, todavia, desde 2011, o valor necessário à abertura de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) permanece inalterado.
Disponível em: https://www.epsjv.fiocruz.br/noticias/reportagem/35-anos-da-luta-antimanicomial-e-o-avanco-dacontrarreforma-psiquiatrica. Acesso em: 26 jun. 2022 (adaptado).
A partir da temática abordada no texto, avalie as afirmações a seguir.
I. Os CAPS, tal como propostos, garantem legalmente às pessoas com sofrimento psíquico o direito de serem tratados com humanidade e respeito, bem como de serem protegidos contra qualquer forma de abuso e exploração.
II. A problemática da inclusão das comunidades terapêuticas na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é que muitas delastrabalham orientadas por princípios morais e religiosos, focados na abstinência, em detrimento das práticas de cuidado baseadas em evidências técnicas e científicas, tais como a redução de danos.
III. O maior investimento nas comunidades terapêuticas sem o necessário investimento nos CAPS tende a acarretar descompasso nas obrigatórias ações integradas, o que torna precária a atenção integral à saúde mental, retrocedendo à lógica manicomial e descumprindo preceitos legais.
É correto o que se afirma em
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Devido a sua especificidade, demandas em saúde mental são de responsabilidade exclusiva de psicólogos e, assim, estão fora do escopo da estratégia da Saúde da Família.
Certo
Errado
Apoio matricial é definido como um modelo de organização em que as equipes que atuam junto à população recebem apoio técnico em áreas específicas, sendo um espaço de construção compartilhada para o suporte técnico-pedagógico e assistencial às equipes das unidades de saúde, além do aumento de seu poder resolutivo. Marque a opção INCORRETA sobre matriciamento em saúde mental.
A continuidade de avanços na saúde mental, a partir da reforma psiquiátrica, demanda que a atenção básica seja incorporada ao processo.
O apoio matricial deve priorizar o compartilhamento dos saberes, estabelecendo uma hierarquia desses saberes para que as demandas em saúde mental sejam atendidas.
Os/as psicólogos/as precisam ultrapassar algumas crenças e atitudes enraizadas no modelo clínicobiomédico para possibilitar o processo de matriciamento de forma eficaz.
A interconsulta é o principal instrumento do apoio matricial na atenção primária, sendo uma ação colaborativa entre profissionais de diferentes áreas.
O suporte para realizar intervenções psicossociais específicas da atenção primária é necessário.
De acordo com a Portaria nº 3.088 de 23 de dezembro de 2011, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são constituídos por equipes multiprofissionais que atuam sob a ótica interdisciplinar e realizam atendimento às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e às pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, em sua área territorial, em regime de tratamento intensivo, semi-intensivo, e não intensivos, e estão organizados em modalidades diferentes em função de seu objetivo e área de abrangência. A modalidade que atende crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes e os que fazem uso de crack, álcool e outras drogas, caracterizado como sendo um serviço aberto e de caráter comunitário indicado para municípios ou regiões com população acima de cento e cinquenta mil habitantes é o:
CAPSi
CAPS I
CAPS II
CAPS III
A humanização, na saúde mental, baseia-se, primordialmente,
no oferecimento de grupos preventivos.
na qualificação das esquipes de atendimento.
na consideração da importância do coletivo.
na elaboração de projetos terapêuticos singulares.
no cuidado especial ao paciente atípico.
De acordo com a Legislação em Saúde Mental é CORRETO afirmar que:
A instituição do hospital-dia na assistência em saúde mental representa um recurso substitutivo de internação e de ambulatório, que desenvolve programas de atenção e cuidados intensivos por equipe multiprofissional, visando a substituir a internação integral. A proposta técnica deve abranger um conjunto diversificado de atividades desenvolvidas em até 5 dias da semana (de segunda-feira a sexta-feira), com uma carga horária de 4 a 8 horas diárias para cada paciente. O hospital-dia deve situar-se em área específica, independente da estrutura hospitalar, contando com salas para trabalho em grupo, salas de refeições, área externa para atividades ao ar livre e leitos para repouso eventual. Recomenda-se que o serviço do hospital-dia seja regionalizado, atendendo a uma população de uma área geográfica definida, facilitando o acesso do paciente à unidade assistencial. Deverá estar integrada a uma rede descentralizada e hierarquizada de cuidados de saúde mental.
Os serviços de urgência psiquiátrica em prontos-socorros gerais funcionam diariamente durante 24 horas e contam com o apoio de leitos de internação para até 72 horas, com equipe multiprofissional. O atendimento resolutivo e com qualidade dos casos de urgência tem por objetivo evitar a internação hospitalar, permitindo que o paciente retorne ao convívio social, em curto período de tempo. Os serviços de urgência psiquiátrica devem ser regionalizados, atendendo a uma população residente em determinada área geográfica. Estes serviços devem oferecer, de acordo com a necessidade de cada paciente, as seguintes atividades: avaliação médico-psicológica e social, atendimento individual (medicamentoso, de orientação, dentre outros), atendimento grupal (grupo operativo, de orientação), atendimento à família (orientação, esclarecimento sobre o diagnóstico, dentre outros). Após a alta, tanto no pronto atendimento quanto na internação de urgência, o paciente deverá, quando indicado, ser referenciado a um serviço extra-hospitalar regionalizado, favorecendo assim a continuidade do tratamento próximo à sua residência. Em caso de necessidade de continuidade da internação, deve-se considerar os seguintes recursos assistenciais: hospital-dia, hospital geral e hospital especializado.
Os NAPS/CAPS são unidades de saúde locais/regionalizadas que contam com uma população adscrita definida pelo nível local e que oferecem atendimento de cuidados intermediários entre o regime ambulatorial e a internação hospitalar, em um ou dois turnos de 4 horas, por equipe multiprofissional. Atendem também a pacientes referenciados de outros serviços de saúde, dos serviços de urgência psiquiátrica ou egressos de internação hospitalar. Deverão estar integrados a uma rede descentralizada e hierarquizada de cuidados em saúde mental. Os NAPS/CAPS não constituem em porta de entrada da rede de serviços para as ações relativas à saúde mental.
A equipe técnica de saúde mental para atuação no NASF deverá ser definida segundo critérios do órgão gestor local, contando com equipe composta por profissionais especializados (médico psiquiatra, psicólogo e assistente social) ou com equipe integrada por outros profissionais (médico generalista, enfermeiro, auxiliares, agentes de saúde). No ambulatório especializado, a equipe multiprofissional deverá ser composta por diferentes categorias de profissionais especializados (médico psiquiatra, médico clínico, psicólogo, enfermeiro, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, neurologista e pessoal auxiliar), cuja composição e atribuições serão definidas pelo órgão gestor local.
O Plano Diretor de Regionalização (PDR) é um instrumento de ordenamento do processo de regionalização da assistência de saúde em cada estado e no Distrito Federal, fundamentado nos objetivos de definição de prioridades de intervenção coesos com as necessidades de saúde da população e garantia de acesso dos cidadãos a todos os níveis de atenção. O PDR deve ser elaborado na perspectiva de garantir o acesso dos cidadãos um local mais próximo possível de sua casa, assim como, é vinculado a um conjunto de ações e serviços determinados por responsabilidades mínimas, assinale a alternativa que NÃO contempla uma destas responsabilidades:
Ações de prevenção em saúde mental.
Assistência pré-natal, parto e puerpério.
Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil.
Cobertura universal do esquema recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações, para todas as faixas etárias.
Acompanhamento de pessoas com doenças crônicas de alta prevalência.
A Loucura, enquanto um conjunto complexo de saberes e práticas, pode ser considerada uma instituição.
A partir desta perspectiva, é INCORRETO afirmar que:
Tratar o usuário em intenso sofrimento psíquico no território no qual ele vive é uma importante marca cultural de ressignificação do lugar social que a loucura ocupa na cultura, convocando a comunidade a conviver com a diferença.
Ao informar os usuários sobre seus direitos, garantimos o conhecimento por parte destes usuários acerca da lei que os protege e, consequentemente, a vivência do exercício dos direitos nas relações com a família e sociedade.
O tratamento na rede substitutiva, que tem no CAPS seu articulador, não garante que a equipe deixe de reproduzir formas de atendimentos que excluem os sujeitos, sendo necessária constante avaliação das equipes acerca de suas práticas.
O espaço das assembleias nos CAPS traz como pressuposto maior horizontalidade na relação entre usuário e equipe, o que pode ser um potente disparador para novas formas de subjetivação dos usuários, rumo a ações protagonistas e construção de outros papeis sociais.
Em relação ao sucateamento dos CAPS AD e a precarização do trabalho na saúde mental, Prudencio e Senna (2022) afirmam a importância do(da):
resistência dos trabalhadores da política de saúde mental
participação e do controle social qualificados nos conselhos de saúde
articulação entre a sociedade civil organizada, os sindicatos e os partidos políticos
formação de frentes apartidárias de mobilização contra a precarização na saúde mental
Assinale a opção INCORRETA.
O desenvolvimento da política de saúde mental no Brasil esteve estreitamente associado à criação do Sistema Único de Saúde (SUS), à descentralização da administração da saúde no país, à mobilização de profissionais e a mudanças sociais e culturais da sociedade brasileira.
A ligação aos movimentos inovadores de saúde mental em nível global foi também uma constante da reforma brasileira. Inicialmente influenciada pelas reformas psiquiátricas levadas a cabo na Europa (em particular na Itália), a experiência brasileira foi depois enriquecida pelos desenvolvimentos registrados na integração da saúde mental à atenção primária após Alma-Ata e desempenhou um papel importante na iniciativa de reestruturação dos serviços psiquiátricos da América Latina, que se seguiu à Declaração de Caracas.
O Programa "De Volta para Casa", criado pelo Ministério da Saúde, é um programa de reintegração social de pessoas acometidas por transtornos mentais, egressas de longas internações, segundo critérios definidos na Lei nº 10.708, de 31 de julho de 2003, que tem como parte integrante o pagamento do auxílio-reabilitação psicossocial. Esta estratégia vem ao encontro de recomendações da OPAS e OMS para a área de saúde mental com vistas a reverter gradativamente um modelo de atenção centrado na referência à internação em hospitais especializados por um modelo de atenção de base comunitária, consolidado em serviços territoriais e de atenção diária.
O Ministério da Saúde, a Secretaria de Atenção à Saúde, o Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e a Coordenação-Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas lançaram, em 2019, a NOTA TÉCNICA nº 11 – com "Esclarecimentos sobre as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e nas Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas". Estas mudanças retomam a defesa de ampliação de leitos em hospitais psiquiátricos e o fato de que o SUS deverá financiar as comunidades terapêuticas como dispositivo da atenção psicossocial, em consonância com os princípios básicos da Reforma Psiquiátrica e da luta antimanicomial.
A base legal da política de assistência à saúde mental, plano nacional, é: a Lei nº 10.216/2001, que dispõe sobre os direitos da pessoa com transtorno mental e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, também denominada como Lei da Reforma Psiquiátrica; a Portaria MS/GM nº 336/2002, que define as modalidades de centros de atenção psicossocial, modelo de base comunitária, assegurador da cidadania da pessoa com transtorno mental; e a Lei 11.343/2006, que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD), postulando a redução de danos e as ações de prevenção como base da atenção aos consumidores de substâncias psicoativas.
Um dos pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em relação à atenção residencial de caráter transitório, de acordo com a Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011, é caracterizado como um local que oferece cuidados contínuos de saúde, com funcionamento de vinte e quatro horas, em ambiente residencial, para pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, de ambos os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social e/ou familiar e demandem acompanhamento terapêutico e protetivo de caráter transitório cujo tempo de permanência é de até seis meses. O acolhimento nestes locais deve ser definido exclusivamente pela equipe do Centro de Atenção Psicossocial de referência que será responsável pela elaboração do projeto terapêutico singular do usuário, considerando a hierarquização do cuidado, e priorizando a atenção em serviços comunitários de saúde. O texto acima trata-se do/a:
Unidade de Acolhimento
Comunidade Terapêutica
Hospital-Dia
Hospital Psiquiátrico
Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento serão comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo máximo de:
24 horas da data da ocorrência.
36 horas da data da ocorrência.
48 horas da data da ocorrência.
72 horas da data da ocorrência.
Pacientes que apresentam hipertensão arterial muitas vezes têm grande dificuldade de aderir às medidas de tratamento propostas. Para que haja melhor adesão, orienta-se
trabalho integrado com matriciamento em saúde mental.
atendimento individual frequente e controle por parte do médico.
foco nos comportamentos de risco e ausência de sintomas do paciente.
participação do paciente na escolha do medicamento a ser utilizado.
controle da medicação e dos comportamentos de risco pela família.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtomos Mentais (DSM-V) cita, como um dos sintomas da bulimia nervosa, a compulsão alimentar, caracterizada pela ingestão excessiva de alimentos em um curto período, que causa, no paciente, a sensação de perda de controle sobre aquilo que come. Um dos critérios para o diagnóstico diferencial da bulimia nervosa é a:
recusa em manter o peso dentro do mínimo normal adequado à idade e à altura, recorrendo a métodos restritivos para a perda de peso
ocorrência simultânea de crises de angústia e palpitações, além de frequente relato de insônia
existência de comportamentos compensatórios inapropriados para prevenir ganho de peso, como vômito autoinduzido ou abuso de laxantes
frequência diária dos episódios bulímicos durante o período de 6 meses acompanhados do relato do uso de drogas
O projeto contemporâneo da saúde mental para o SUS inclui o território como uma categoria central para a transformação e avaliação do seu modelo de atenção, além de um importante indicador de qualidade da rede e do tipo de mudança na lógica do cuidado que vem sendo proposta no contexto da reforma psiquiátrica brasileira. Sobre a noção de território em sua articulação entre a saúde mental e a saúde da família:
I) A articulação entre saúde mental e saúde da família é inexistente uma vez que a primeira está focada nos sintomas que cada indivíduo apresenta e a segunda está atenta aos agravos em saúde de uma área adscrita.
II) O conceito de território pode ser entendido como espaços vividos que materializam a história de pessoas e de lugares, por meio da cultura, dos movimentos sociais e das forças políticas em conflito.
III) A noção de território pode ser entendida como um conceito estratégico, categoria central para a construção de um modelo de atenção em saúde mental no qual constitua importante indicador de qualidade do cuidado, a depender da maior ou menor interação entre usuários, comunidade e equipes.
IV) O uso do território na atenção a saúde mental pode reconstruir a história dos sujeitos em situação de sofrimento, por meio da incorporação de dispositivos territorializados que eles próprios constroem e utilizam no dia a dia. Tais dispositivos, presentes na saúde da família, podem ser reconstruídos e ressignificados para criar espaços de diálogo, criação e de produção de sentidos.
Assinale as alternativas INCORRETAS:
apenas IV.
IV e II.
apenas I.
I e III.
Torossian (2019), no capítulo “Entre Histórias, Espelhos e Desigualdades” (Emerich e Onocko Campos, 2019) apresenta aspectos teóricos da serem considerados na clínica em saúde mental para crianças e adolescentes.
Leia as assertivas abaixo a assinale a alternativa correta, de acordo com as discussões da autora:
I- Um problema da clínica com crianças é quando associamos a infância exclusivamente a partir das fronteiras corporais, o que pode levar a invenções de patologias.
II- Cabe aos trabalhadores intervir nas redes de produção dos sujeitos, interferindo no processo de desalojar os significantes do Superego para permitir alojamento nos significantes dos sujeitos.
III- A criança tem papel ativo na sua constituição psíquica, o que inclui um trabalho de sua inscrição e alocação na subjetividade do outra.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
“(...) o sentimento de despreparo para realizar uma intervenção que seja socialmente e tecnicamente adequada para fazer diante dessas situações não é menor no leigo, do que a que acomete os profissionais de Saúde em geral. Desse modo, a abordagem das situações que envolvem este tipo de componente psíquico-mental tende a ser inadequadamente atribuída aos especialistas em detrimento das múltiplas possibilidades que todo profissional de Saúde tem para operar satisfatoriamente nestas condições”. Esse trecho, conforme coloca o Caderno de Atenção Básica nº 34 (BRASIL, 2013, p. 100), refere-se a situações de:
Crise na Saúde Mental.
Uso esporádico de álcool.
Insônia.
Luto.
A Reforma Psiquiátrica Brasileira objetiva desconstruir a tratar o “louco” com o isolamento, pois acredita que o convívio social é um direito do cidadão, possibilitando o desenvolvimento de suas subjetividades. Segundo Moraes (2020): “[...] uma política pública representa uma orientação à atividade (ou à passividade) de uma instituição. [...] as políticas públicas nascem a partir da necessidade de se estabelecer um tratamento ou uma resolução para um problema que é entendido como relevante para uma coletividade (Secchi, 2012, p.2).” (MORAES, 2020, p. 42). Ainda, Bock (2002) define o termo institucionalização como: “[...] local onde se presta um determinado tipo de serviço – geralmente público, como os serviços de saúde e social.” (BOCK et al, 2002, p. 215). Analise as afirmativas abaixo, a partir das obras dos autores Moraes (2020) e Bock (2002):
I. Quanto à abordagem das políticas públicas, existem duas correntes: a estatista e a multicêntrica.
II. A antipsiquiatria surge como uma negação da Psiquiatria tradicional ou clássica afirmando que a doença mental é uma construção da sociedade.
III. A doença mental não é uma representação para diferenciar, isolar determinada ordem de fenômeno que questiona a universalidade da razão.
Assinale a alternativa correta:
Apenas a afirmação I está correta
Apenas as afirmações I e III estão corretas
Apenas as afirmações I e II estão corretas
As afirmações I, II e III estão corretas