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Considerando as características do Estado pós-democrático no contexto da gestão das populações, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O Estado utiliza a biopolítica para gerir a vida da população, focando na saúde pública, na higiene e na segurança.
II. O Judiciário tende a atuar como regulador das expectativas dos consumidores e não como garantidor de direitos.
III. O Estado, influenciado pela racionalidade neoliberal, controla as populações consideradas “indesejáveis” através da relativização de direitos e do poder penal.
IV. A necropolítica se manifesta na gestão da morte, onde certos grupos sociais são expostos a um risco maior de violência e morte, muitas vezes com a participação de atores não estatais.
Todas as assertivas estão corretas.
Todas as assertivas estão incorretas.
Apenas as assertivas I e V estão corretas.
Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas.
Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas.
Thomas Hobbes é um autor contratualista que tem sido muito influente na justificativa da criação do estado moderno. Com relação à argumentação de Hobbes, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Homens racionais e iguais aceitam se submeter a um conjunto de regras instituídas pelos próprios homens para proteger sua vida.
(__)Homens livres e iguais aceitam se submeter a um conjunto de regras cujo fundamento emana de Deus para obter legitimidade para governar.
(__)O estado de natureza é um estado em que os homens tendem à cooperação.
(__)O estado de natureza é um estado em que os homens tendem ao conflito.
(__)A propriedade e a liberdade de ir e vir são direitos naturais que devem ser protegidos pelo Estado.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
V-F-V-F-F.
V-F-F-V-F.
V-V-F-F-V.
V-F-F-V-V.
F-V-F-V-F.
No Brasil, os remanescentes de antigos quilombos, “mocambos”, “comunidades negras rurais”, “quilombos contemporâneos”, “comunidades quilombolas” ou “terras de preto” referem-se a um mesmo patrimônio territorial e cultural inestimável, que só recentemente passaram a ter atenção do Estado e ser do interesse de algumas autoridades e organismos oficiais.
ANJOS, R. S. A. Cartografia e quilombos: territórios étnicos africanos no Brasil. Africana Studia, n. 9, 2007.
Na esfera de ação do Estado, com a Constituição de 1988, os espaços mencionados tornaram-se objeto de
iniciativas de planejamento familiar.
projetos de reorientação religiosa.
programas de moradias sustentáveis.
políticas de inserção social.
medidas de homogeneização educacional.
A Mídia vem exercendo, especialmente nas últimas décadas, um papel de destaque na sociedade brasileira frente às relações de poder, sendo-lhe comumente atribuída a denominação de "quarto poder". O uso dessa expressão pode ser atribuído (a) ou associado (a) à (ao):
Influência que a mídia possui com relação à construção e/ou desconstrução das credibilidades dos governantes ou personalidades públicas em geral, no entanto esse poder ou influência só acontece (ou é visível/perceptível) nos meios de comunicação virtual.
Função que a mídia sempre possuiu de somente transmitir informações à sociedade de maneira sempre imparcial, independente do meio de comunicação utilizado.
Uso da expressão "três poderes" do Estado Democrático de Direito (Executivo, Judiciário e Legislativo), demonstrando a capacidade que a mídia possui de influenciar governantes ou autoridades políticas e a sociedade como um todo, indo além da função de transmissão de informações.
Fato de a mídia não transmitir assuntos e informações relacionados à esfera do poder político.
Compromisso que a mídia possui em nunca na história ter manipulado informações a favor de governantes ou candidatos políticos.
Para Hobbes (1588-1679), os seres humanos, plenos de sua liberdade e poder, seriam violentos entre si e o medo de morrer os fez criar o Estado para que a paz e a ordem fossem garantidas; para Locke (1632-1704), o ser humano já teriam alguns direitos naturais e para garantir que esses direitos fossem respeitados, houve a necessidade de se instituir o Estado; por fim, para Rousseau (1712-1778), o Estado existe para amenizar as desigualdades que surgiram da propriedade privada, na medida que os cidadãos possam participar ativamente das decisões do Estado.
Apesar das diferenças entre as concepções sobre a origem do Estado, a teoria desses três pensadores tem em comum:
Para se tornarem cidadãos, as pessoas abrem mão totalmente da sua liberdade e constituem o Estado.
A origem do Estado está vinculada à questão econômica e à nova forma de organização do trabalho capitalista industrial.
O Estado é a realização institucional, através das leis e da força, de uma tendência natural do ser humano.
A indissolubilidade do Estado demonstra que sua origem está em princípios da razão humana, portanto, é universal enquanto estrutura, mas variável no que se refere ao conteúdo.
O Estado tem origem num acordo pressuposto entre os cidadãos que concordavam em obedecer a uma estrutura de poder.
Estado, sociedade e indivíduo
Base constitucional
A Constituição Federal de 1934 aborda o tema da educação em dois artigos ao afirmar que é função do Estado “traçar as diretrizes da educação nacional” (Art. 5º, inc. XIV) e “difundir a instrução pública em todos os seus graus” (Art. 10º, inc. VII). Promulgada seguindo o contexto de reforço do papel do Estado na sociedade e das demandas da sociedade por educação formal, há um reconhecimento oficial de que a formação dos indivíduos é tarefa do Estado.
A Constituição de 1988, elaborada no contexto da redemocratização política e da incorporação dos valores de defesa da infância e da adolescência, recupera e amplia esses princípios apontando a educação como direito social. Dessa forma, o Art. 6º preleciona que “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.
(Marialice M. Sociologia e sociedade: leitura e introdução à Sociologia. Rio de Janeiro: LTC, 1977.)
Uma das questões importantes na sociedade contemporânea diz respeito ao papel da sociedade e do Estado no desenvolvimento pleno dos indivíduos como seres sociais. A socialização é um processo que envolve instituições sociais como a família, a escola, a Igreja e o Estado, dentre outras. No caso específico do Estado:
Cabe a essa instituição social tratar do indivíduo e entendê-lo como um componente da sociedade, desde que comprovadamente tenha nascido no seio daquela coletividade.
Cabe impedir que não haja conflitos, discordâncias, choques no interior de sua sociedade emitindo referências culturais compartilhadas, garantindo a existência de um padrão de sociabilidade.
Faz-se necessário compreender o processo de socialização e considerá-lo como algo eminentemente cultural e gerido com supremacia pela nação, que cumpre o papel de preservar a unidade nacional.
O que existe é a função de fazer valer a internalização de normas, de regras de conduta, de afirmação de visões de mundo e possibilidades de ação que encerram um horizonte cultural característico da comunidade.
Faz-se necessário entender que, embora o homem seja dotado de instintos que possam pontuar suas ações, é a assimilação de valores e regras que fornece em parte as balizas da ação social e de pertencimento a uma determinada sociedade.
Minha preocupação é com aquelas formas de soberania cujo projeto central não é a luta pela autonomia, mas “a instrumentalização generalizada da existência humana e a destruição material de corpos humanos e populações”. Tais formas da soberania estão longe de ser um pedaço de insanidade prodigiosa ou uma expressão de alguma ruptura entre os impulsos e interesses do corpo e da mente. De fato, tal como os campos da morte, são elas que constituem o nomos do espaço político em que ainda vivemos. Além disso, experiências contemporâneas de destruição humana sugerem que é possível desenvolver uma leitura da política, da soberania e do sujeito, diferente daquela que herdamos do discurso filosófico da modernidade. Em vez de considerar a razão e a verdade do sujeito, podemos olhar para outras categorias fundadoras menos abstratas e mais palpáveis, tais como a vida e a morte.
(MBEMBE, A. Necropolítica, p. 10-11)
No trecho citado acima, Achille Mbembe circunscreve, em linhas gerais, a abordagem que fará sobre a soberania em sua obra “Necropolítica”. Nesta obra, a soberania será prioritariamente discutida em sua relação com o
biopoder e o estado de exceção.
poder humanista e o estado de bem-estar.
poder simbólico e o estado garantidor.
poder hierárquico e o estado normal.
poder populista e o estado assistencial.
Aconteceu na campanha “Diretas Já” [...] todos os principais veículos da mídia brasileira, com exceção da Folha/UOL, em 1984, os primeiros grandes comícios contra a Ditadura Militar só tiveram destaque neste mesmo jornal, que desde o início encampou a luta por eleições diretas para Presidente da República. O regime dos generais já começava a desmoronar e logo o país reconquistaria a democracia. Os demais veículos só entrariam para valer na cobertura quando multidões já tomavam as ruas de todo o país e não tinha mais jeito de esconder.
(Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/balaio-do-kotscho/ 2021/05/30/como-nas-diretas-ja-a-grande-midia-esconde-protestoscom-excecao-da-folha.h.)
O “quarto poder” é uma denominação de cunho alusivo aos três poderes do Estado Democrático de Direito. Expressão criada com o intuito de salientar o poder que os meios de comunicação em massa, “mídia”, possuem. Hoje, como a mídia está presente praticamente em todos os setores da vida, em uma interdependência exacerbada, nesse contexto, esse “quarto poder”:
Tem desempenhado papel de destaque na política brasileira, influenciando ações de governo e comportamento da sociedade, muitas vezes extrapolando seu papel.
Acaba por ter a função exclusiva de destruir a credibilidade de políticos, empresas e pessoas de acordo com os interesses dos grupos econômicos que a controlam.
Esse poder de difusão é livremente utilizado pelos políticos como forma de conseguir apoio popular, principalmente porque contam com o respaldo legal da própria Constituição Federal Brasileira.
A capacidade da mídia de manipular informações em benefício de interesses políticos levou ao cerceamento de servidores públicos que, hoje, têm pouco controle sobre veículos de comunicação.
Devido a essa capacidade de manipular a opinião pública, de influenciar escolhas e comportamentos dos indivíduos, deixou totalmente de ser uma “esfera pública” e se transformou em uma “esfera privada”.
Em relação ao conceito de Estado, a partir de diferentes perspectivas teóricas, considere as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Para Max Weber, o Estado é uma instituição essencialmente reprodutora da dominação entre classes sociais.
( ) Os chamados “neoinstitucionalistas” costumam investigar a autonomia e o poder dos atores estatais, bem como a influência das instituições para enquadrar a esfera da política.
( ) Os estudos da “análise setorial” visam analisar o Estado em ação, tanto na normatização e controle sobre atividades, como em intervenções diretas.
( ) Karl Marx define Estado como uma comunidade que pretende o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
F – V – V – F.
V – F – V – F.
F – F – F – V.
V – F – F – V.
F – V – F – F.
“Na concepção do sociólogo Max Weber, o Estado só pode existir quando os seres humanos se submetem à autoridade de um grupo dominante. Nesse sentido, quando essa instituição se constitui, estabelece-se uma relação de “dominação do homem sobre o homem”, um “monopólio da violência legítima”.
(ARAÚJO et al., 2015)
Sobre as interpretações sociológicas a respeito da natureza do Estado, assinale a alternativa que apresenta uma concepção próxima da interpretação de Max Weber.
“O estado não é apenas um órgão de classe dominante, pois responde aos movimentos das outras classes sociais e age conforme as determinações das relações entre elas.”
“O Estado moderno é resultado da sociedade capitalista, e se mantém graças à legitimidade e dominação legal e possui administração racional.”
“As lutas entre as frações sociais que compõe a sociedade fazem com que o Estado não seja totalmente controlado pela classe dominante.”
“O Estado tem a função primordial de exercer a administração de forma unificada.”
“O Estado é um produto da sociedade e tem como papel amortecer os conflitos, os choques entre as classes e assegurar a reprodução do sistema social e da igualdade social.”
No Brasil, a partir dos anos 1950, cientistas políticos e economistas começaram a discutir o modelo de Estado desenvolvimentista. Para esses intelectuais, o desenvolvimentismo brasileiro pode ser definido como o conjunto de ideias políticas e de estratégias econômicas que orientou
o nacional-desenvolvimentismo e permitiu eliminar o estatismo predominante na política brasileira até 1930.
a industrialização acelerada do Brasil e a coalizão das classes sociais identificadas com o desenvolvimento nacional.
o fim da intervenção do Estado na economia e privilegiou setores privados dinâmicos, tomando como modelo o Japão.
a coalizão da burguesia industrial com os trabalhadores urbanos contra a velha oligarquia proprietária de terras.
o crescimento do mercado interno, de forma autônoma em relação às iniciativas do Estado.
No que se refere ao conceito, à origem e aos elementos do Estado, julgue os itens que se seguem.
I O Estado é uma associação humana (povo), radicada em base espacial (território), que vive sob o comando de uma autoridade (poder) não sujeita a qualquer outra (soberana).
II Nação é um agrupamento humano homogêneo cujos membros possuem os mesmos costumes, as mesmas tradições e os mesmos ideais coletivos, falam a mesma língua e partilham laços invisíveis, como a consciência coletiva e o sentimento de pertencer a uma mesma comunidade.
III A soberania é caracterizada pela unicidade, indivisibilidade, imprescritibilidade e indelegabilidade.
Assinale a opção correta.
Apenas o item I está certo.
Apenas o item II está certo.
Apenas os itens I e III estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
Assinale a alternativa que corresponde à forma histórica e social do Estado moderno com a característica de uma economia de mercado democraticamente regulada pelo Estado.
Estado absolutista.
Estado liberal.
Estado nazifascista.
Estado socialista.
Estado de bem-estar social.
Um regime político totalitário é um estado no qual:
a liberdade de pensamento do indivíduo é garantida institucionalmente
um único indivíduo ou minoria possui um monopólio absoluto do poder coercitivo
todos os cidadãos têm os seus direitos políticos protegidos por uma constituição democrática
um único indivíduo ou minoria não possui um monopólio absoluto do poder coercitivo
Leia o texto a seguir: “O controle do Estado sobre o _______ e o espaço vem sendo sobrepujado pelos fluxos globais de capital, produtos, serviços, tecnologia, comunicação e informação. A apreensão do tempo histórico pelo Estado mediante a apropriação da tradição e a (re)construção da _______ nacional passou a enfrentar o desafio imposto pelas identidades múltiplas definidas por sujeitos autônomos. A tentativa de o Estado reafirmar seu _______ na arena global pelo desenvolvimento de instituições supranacionais acaba comprometendo ainda mais sua soberania” (CASTELLS, 1999).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
cidadão – identidade – desprezo
tempo – bandeira – deleite
planeta – luta – desinteresse
cidadão – bandeira – descontentamento
tempo – identidade – poder
Ao formular uma definição sobre o Estado Moderno, “(...) Weber observa que o exercício estável de seu domínio não podia prescindir de dois ingredientes: a “crença na legitimidade” e a existência de um “estado-maior administrativo” (SINGER; ARAUJO; BELINELLI, 2021, p. 106). Considerando que Weber distingue dois tipos de “estado-maior administrativo” de acordo com a natureza da relação de seus servidores com os meios de gestão, como se caracteriza o tipo burocrático?
Pela separação dos funcionários em relação aos equipamentos administrativos, promovendo a centralização do Estado.
Pela propriedade privada por parte dos servidores dos instrumentos empregados na administração.
Pelo caráter racionalizado do Estado que se contrapõe ao uso eficiente dos recursos quaisquer que sejam os fins almejados.
Pela independência entre os servidores e a parte superior da hierarquia burocrática, que detém poder disciplinar.
Pela divisão do trabalho administrativo, o conhecimento especializado e a pessoalidade do servidor no exercício da função.
“O Estado, objeto de estudo da Ciência Política e também da Sociologia política, constitui um mecanismo de controle social existente na sociedade humana. É uma organização que exerce autoridade sobre seu povo, por meio de um governo supremo, dentro de um território delimitado, com direito exclusivo para a regulação da força.”
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Sociologia Geral. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2006. p.188
Sobre o conceito de Estado é correto afirmar:
Para Marx, o Estado detém o monopólio da violência legítima.
Para Weber, o Estado tem por objetivo garantir a neutralidade axiológica.
Para Durkheim, o Estado tem por fi nalidade garantir a dominação de classe.
Para Marx, o Estado é uma instituição que deve ser fortalecida pela classe burguesa.
Para Weber, o Estado representa a instância legitimada da dominação burocrático-legal.
A partir das discussões clássicas e contemporâneas sobre o Estado, assinale a alternativa correta.
O livre-comércio pode ser definido como uma circulação de mercadorias na forma de exportação e importação tarifada apenas pelo Estado de origem das mercadorias.
A crise de 2008 demonstra que a autorregulação do mercado é necessária para evitar as crises do capitalismo.
Os preceitos teóricos do New Deal são baseados na ideia de um Estado intervencionista.
O Estado keynesiano é aquele que privatiza os investimentos em obras públicas, o aumento da jornada de trabalho e o não investimento em educação e saúde.
Adam Smith (1723-1790) foi um importante defensor do Estado socialista.
Com base no livro Os clássicos da política, vol. 1, organizado por Francisco C. Weffort, marque a alternativa CORRETA sobre a passagem do estado de natureza para o estado civil e o contrato social.
Em Locke, o contrato social é um pacto de consentimento em que os homens concordam livremente em formar a sociedade civil para preservar e consolidar ainda mais os direitos que possuíam originalmente no estado de natureza.
Com Hegel, a teoria contratualista alcançou sua maior expressão formal, ao fazer do indivíduo o alfa e o ômega da vida social e do Estado a totalidade orgânica de um povo, não um agregado, um mecanismo, um somatório de vontades arbitrárias e inessenciais.
Para Hobbes, o estado de natureza é uma condição de guerra, porque cada um se imagina (com razão ou sem), poderoso, perseguido, traído. Mas basta o fundamento jurídico, uma lei de natureza (fazer aos outros o que queremos que nos façam), para forçar os homens ao respeito e criar a condição para a existência da sociedade.
Conforme Rousseau, o contrato social é um pacto ilegítimo, através do qual os homens perderam sua liberdade natural e ganharam, em troca, a liberdade civil.
Montesquieu define o conceito de contrato social como: “relações necessárias que derivam da natureza das coisas”, e a passagem do estado de natureza à sociedade civil é explicada por meio do determinismo natural e inevitável.
Singer, Araujo e Belinelli (2005) apresentam duas definições de política que expressam sentidos polares: o “deliberativista” e o “dirigista”. Levando em conta que o sentido “dirigista”, tal como formulado pelos autores, se refere ao contexto do Estado moderno, a política:
confunde-se com o Estado, que reúne os meios para o exercício do poder e os disponibiliza à toda sociedade.
é a prática coletiva da liberdade, que supõe a existência de seres humanos livres e iguais nas deliberações.
ocorre quando se cria um espaço público no qual a palavra é o único meio válido de persuasão e concedida igualmente a todos.
é a prática centrada na direção do Estado que busca o consenso pela persuasão e exclui o emprego das armas.
é a disputa pela direção do Estado com o objetivo de acessar o monopólio da violência legítima, principal meio diretivo da sociedade.