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Para De Cicco e Gonzaga (2009), os Estados são criados consoante
decretos divinos, segundo os quais os Estados são frutos das leis naturais que comandam o mundo dos homens.
o princípio da originariedade, segundo o qual o Estado é fruto da origem de cada povo.
o princípio da premência da raça, segundo o qual a cada raça, determinada biologicamente, corresponde um Estado.
os princípios da organicidade e da naturalidade, segundo os quais os estados evoluem das situações naturais vivenciadas pelos homens.
três princípios basilares, da nacionalidade, da autodeterminação dos povos, das fronteiras naturais e segundo a estratégia do equilíbrio das potências.

Neste trecho, o autor interpreta que
a concepção social-democrata tem um conteúdo tático direcionado para a montagem de confrontos específicos no interior da ordem política que assegurem melhorias de condições de vida para a classe trabalhadora.
o ingresso no jogo parlamentar, associado à restrição do voto, permite à social-democracia conquistar a composição parlamentar majoritária e incrementar a capacidade de organização política da classe trabalhadora.
o objetivo estratégico da social-democracia é a revolução socialista, utilizando a legalidade burguesa para reincidir nos conflitos políticos distributivos e, com isso, abolir em curto prazo a estrutura produtiva nacional.
a social-democracia defende o postulado de que o jogo político-eleitoral torna possível a organização da polarização social e, consequentemente, a implantação violenta da ditadura do proletariado.
para a social-democracia, a ação política de natureza partidária e militar permite à classe trabalhadora adquirir consciência de classe e, dessa maneira, organizar-se para o desenvolvimento evolucionário, cooperativo e pacífico de uma sociedade comunista.
No que se refere ao espaço urbano, segundo o paradigma estrutural-funcional marxista, é correto afirmar:
Os loteamentos periféricos das cidades respondem às necessidades sistêmicas de reprodução da força de trabalho, de descapitalização da renda crescente do capital financeiro e de desorganização da mobilização da classe trabalhadora.
Os movimentos sociais urbanos contribuem estruturalmente para a valorização sistêmica dos loteamentos centrais, pois reduzem os custos de reprodução da força de trabalho e legitimam a dominação simbólica do capital.
O cenário da cidade é moldado pelo processo de acumulação do capital e envolve os conflitos pelo consumo do ambiente construído, no qual tomam parte três usuários fundamentais: o capital fundiário, o Estado e o Trabalho.
A atuação do Estado no espaço urbano cumpre funções sistêmicas para o modo de produção capitalista, quais sejam, a de prover os bens de consumo coletivo, promover o circuito de valorização do capital e legitimar a dominação capitalista.
modo de apropriação capitalista do espaço urbano implica na redistribuição equitativa dos bens de consumo coletivo, dos meios de mobilidade nas periferias e subúrbios e das formas coletivas de desorganização.
É correto afirmar que, em uma perspectiva marxista,
o Estado é o órgão acima dos interesses individuais; por isso, é o único capaz de organizar a educação com fins sociais.
a família é uma instituição acima dos interesses individuais e a única capaz de organizar a educação com fins sociais.
o Estado é o representante dos interesses da classe dominante; logo, é incapaz de representar os interesses de todos na sociedade.
a família não é uma instituição acima dos interesses individuais, embora seja a única capaz de organizar a educação com fins sociais.
O Estado é uma instituição incapaz de organizar a educação com fins sociais.
A CF, ao completar 20 anos de sua promulgação, recebeu por parte de críticos neoliberais a acusação de ser impraticável. Baseia-se essa crítica no fato de ela tratar prioritariamente dos direitos e garantias fundamentais antes mesmo de tratar da organização do Estado.
Conforme se lê no início do terceiro parágrafo, da expressão “três lados inseparáveis (o político, o jurídico e o humanitário)” (R.20-21), infere-se, que a raiz histórico-social da ideologia democrática do ocidente fundamenta-se no movimento trabalhista inglês, que defendia a não intervenção do Estado na economia.
No terceiro parágrafo, o discurso faz menção aos grandes confiscos econômicos, como foram, por exemplo, os do Plano Cruzado e o Plano Collor, na época em que as teorias neoliberais ainda estavam em voga.
A transformação do papel do Estado, no contexto do neoliberalismo, mudando a ênfase da providência para a penitência, é observada em alguns estudos sociológicos. Löic Wacquant assinala uma importante expansão do império penal americano que, ao lado do desmoronamento da proteção social e do incremento do trabalho assalariado precário, contribui para desestabilizar ainda mais a classe trabalhadora. Uma das características desta passagem do Estado-providência para o Estado-penitência, no caso americano, é descrita pelo autor como
a inclusão no sistema penal do dispositivo da liberdade condicional como forma de ajudar os antigos detentos a se inserirem no mercado de trabalho rompendo com o paternalismo das antigas políticas.
a inclusão do trabalho forçado, no contexto do sistema penal, como forma de geração de renda e de auto-sustentabilidade do mesmo.
a criação de mecanismos de incentivo fiscal para que as empresas privadas passem a financiar o alto custo do sistema penal.
o estímulo a ações de voluntariado, por parte da sociedade civil, como forma de diminuição dos gastos públicos, com a expansão do império penal.
a transformação da liberdade condicional em dispositivo policial dotado não mais para ajudar os antigos detentos a se inserir, mas para recapturar o maior numero possível deles, submetendo-os a uma vigilância intensiva e a uma disciplina meticulosa.
Para Foucault, o poder é uma prática social, constituída historicamente, em que poder e Estado são sinônimos.
Analisando-se a cidadania sob a ótica de diferentes funções e dimensões do Estado, é correto afirmar que cidadania emancipada refere-se àquela que a elite econômica e política admite, ou seja, a cidadania que é concedida aos cidadãos.
As forças policiais são instituições autorizadas a usar a força. Entretanto, há que se diferenciar entre uso da força e violência policial.
Luis Roberto Cardoso de Oliveira ressalta um aspecto importante no que diz respeito à ação afirmativa como política social: o Estado precisa valorizar, em situações específicas, determinados grupos sociais e, assim, contemplar a igualdade de acesso aos direitos de cidadania. Neste sentido, o autor
estabelece uma dimensão importante, porque coloca em xeque o desprezo às diferenças, sempre presente em sociedades hierarquizadas como a sociedade brasileira.
estabelece uma dimensão importante quando consideramos sociedades com forte ideologia individualista como a sociedade americana, visto que se trata de direitos coletivos em confronto com a ótica liberal.
estabelece uma dimensão importante porque destaca a relevância da relativização dos direitos em sociedades individualistas, como a sociedade americana.
fortalece a relevância de uma política compensatória em países com tradição histórica de discriminação racial.
questiona a tradição liberal e estabelece uma nova lógica de implantação de direitos.
Estado é um mecanismo político que domina determinado território, cuja autoridade é amparada pela lei e pela capacidade de utilizar a força. No uso sociológico, a definição desse conceito, segundo Max Weber, não pode ser fixada somente em termos dos meios especificamente estatais com o uso da força física.
Ainda em sua obra Estado e Teoria Política, Carnoy discute o surgimento do novo autoritarismo na America Latina. Acerca dessa discussão, assinale a opção correta.
O regime representativo democrático na America Latina é transformado pela ação de organizações populares.
As intervenções promovidas pelos exércitos e burocracias políticas na America Latina representam apenas uma tentativa de manutenção da ordem social.
Os golpes de Estado impetrados na América Latina entre 1964 e 1976 representaram uma marca do terrorismo tecnocrata que pretendia despolitizar a sociedade em nome da eficiência política da nação e da ordem social.
A interação entre a burguesia hegemônica nos Estados latinoamericanos e seus parceiros nas metrópoles é marcada pela igualdade de poder e independência de decisões.
Martin Carnoy, em sua obra Estado e Teoria Política, discute o papel do Estado nas atuais sociedades capitalistas. Acerca desse papel, assinale a opção correta.
As economias de terceiro mundo são marcadas pela ausência de burguesia local, recebendo sua orientação das burguesias metropolitanas.
O Estado, nas economias terceiro-mundistas, é instrumento essencial para a administração do papel de dependência dessas economias no contexto do capitalismo global.
O Estado das economias de terceiro mundo é forte e autônomo em sua relação à burguesia imperialista da metrópole.
A relação entre as burguesias locais e as metropolitanas é marcada pelo equilíbrio e pela interdependência.
A sociedade define seus objetivos independentemente das instituições que são conjuntamente chamadas de governo, uma instância que organizada burocraticamente constitui o Estado.
A democratização é um longo processo de compatibilização entre instituições políticas capazes de promover a liberdade e valores de uma esfera societária na qual predominem práticas de igualdade.
(Leonardo Avritzer. A moralidade da democracia)
No trecho acima, o autor se opõe ao tipo de concepção democrática que
considera a interação entre Estado e sociedade civil.
vincula democracia à criação de direitos universais.
associa sociedade democrática à sociedade regulada.
associa democratização apenas aos sistemas partidário e eleitoral.
considera tanto a democracia política quanto a social.
Os pensadores iluministas atacaram profundamente os fundamentos da sociedade feudal, como o privilégio dos nobres e as restrições impostas por estes aos interesses econômicos e políticos da burguesia.
A organização social dos assentados e as garantias institucionais dadas pelo Estado são condições fundamentais para o sucesso dos assentamentos nessa região.