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Assinale a alternativa correta quanto ao nexo entre Estado e Sociologia.
O Estado não integra o objeto de estudo da Sociologia, pois, constitui um mecanismo de controle social existente na sociedade humana, contrário aos preceitos de liberdade.
O Estado é objeto de estudo da Sociologia Política; constitui um mecanismo de controle social existente na sociedade humana, uma organização que exerce autoridade sobre seu povo por meio de um governo supremo dentro de um território limitado, com direito exclusivo para regulação da força.
O Estado é objeto de estudo da Sociologia Política; constitui um mecanismo de controle social existente na sociedade humana, uma organização que exerce autoridade sobre seu povo por meio de um governo supremo dentro de um território limitado, sem direito exclusivo para regulação da força.
O Estado é objeto de estudo da Sociologia Política apenas por seu direito exclusivo para regulação da força, questões sobre o controle social e o exercício da autoridade sobre seu povo são objeto de estudo da Ciência Política.
O Estado é objeto de estudo exclusivo da Ciência Política, integra o objeto de estudo da Sociologia apenas a sociedade.
Conforme a análise marxista, o neoliberalismo tende a aprofundar a concentração da renda e da riqueza, contudo a atuação estatal reguladora da economia sob uma perspectiva nacional-desenvolvimentista é uma estratégia que tem conseguido estabelecer limites ao aumento das desigualdades socioeconômicas na atualidade.
Certo
Errado
O retorno ao Estado de Direito, em 1985, traz um novo alento à profissão, principalmente com a Constituição, em 1988. Ela incorpora o ideário dos direitos sociais, definindo uma perspectiva, no plano constitucional, de valores éticos, caros aos assistentes sociais. Nesse contexto histórico, a Constituição de 1988 representa um dos mais importantes avanços da política social brasileira. A respeito da Política de Saúde, ela se faz baseada em qual modelo de bem-estar?
Modelo beveridgiano.
Modelo bismarckiano.
Modelo liberal.
Modelo fordista.
Segundo a concepção neoliberal, a questão da pobreza está vinculada a fatores estruturais, o que propicia a politização da questão social.
Certo
Errado
Para Bobbio et al., a Sociologia Política surge no momento em que se inicia a reflexão sociológica sobre o poder, o Estado e o dever político. O poder, o Estado, o dever político são vistos como elementos do social, quer representem uma função da sociedade civil, quer revelem, em vez disso, em forma institucional, a coercitividade como elemento da luta de classe.
Porém, a disciplina de sociologia política surge com atraso em relação às outras disciplinas da sociologia, conforme os autores, devido à
pouca importância do tema frente a outras questões sociológicas.
preeminência do político na reflexão sociológica.
dificuldade de sistematizar os métodos e teorias dessa disciplina.
dificuldade na institucionalização da disciplina.
Leia e analise a charge a seguir.

Disponível em: <http://mundo-de-ideias.blogspot.com/2010/07/mafalda-democracia.html>.
Acesso em: 28 dez. 2020.
Na charge ilustrada acima, a personagem Mafalda é acometida de um ataque de risos após ler o conceito de democracia apresentado em um dicionário.
A famosa charge da Mafalda elucida uma das principais análises de Norbert Bobbio ao evidenciar as transformações ocorridas na democracia na segunda metade do século XX, qual seja,
a democracia representativa amenizou a luta de classes sociais, impossibilitando a ascensão da consciência de classe do proletariado e, consequentemente, a implantação do comunismo.
a sociedade ocidental vive uma falsa democracia visto que a classe dominante, impulsionada pelo fanatismo religioso, exerce uma dominação do tipo tradicional.
as transformações na democracia evidenciaram uma promessa não cumprida, tendo em vista que a democracia real está longe de garantir a soberania do povo na medida em que mantém o poder das elites.
a democracia real avançou no processo de garantias de participação política de todas as pessoas, desmantelando as estruturas sociais outrora dominadas pela elite.
Segundo o pensamento filosófico de Hegel, o Estado enquanto esfera superior da sociedade deve assegurar os interesses privados de cada indivíduo, mantendo a ordem e o sistema social em funcionamento.
Certo
Errado
Levando em consideração que diversos autores consagrados definem Estado, assinale a afirmativa correta.
Kelsen: é uma ordem jurídica centralizada formada por órgãos determinados para criar e aplicar as normas.
Marx: não é sede senão de uma consciência especial, restrita e, contudo, mais alta, mais clara, e com sentimento mais vivo de si mesma.
Durkheim: só pode existir sob a condição de que os homens dominados se submetam à autoridade continuamente reivindicada pelos dominadores.
Weber: serve aos propósitos de exploração da classe operária pela classe burguesa, atuando como garantia, pela força, das relações de exploração.
Adam Smith: é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território.
O Estado moderno foi o resultado de uma construção histórica ocorrida na Europa na passagem da Idade Média para a Idade Moderna. O poder político, antes disperso, passou por um processo de centralização e de concentração na figura do soberano. Dois autores foram fundamentais para pensarmos o Estado na sua acepção moderna: Nicolau Maquiavel e Thomas Hobbes. Maquiavel descreve os meios para que um príncipe com virtù e fortuna pudesse conquistar e manter o Estado, fundamental para a estabilidade política. Já Hobbes propõe que o Estado seria resultado de um pacto entre os indivíduos, dada a situação de conflito perene e latente em que viviam no estado de natureza. O Estado, assim, resolveria os problemas de fragmentação e de instabilidade política, pois garantiria a unidade territorial, a ordem e a paz social.
Considerando o texto apresentado, sobre as contribuições de Maquiavel e de Hobbes para se pensar o Estado Moderno, assinale a alternativa correta.
Para Maquiavel e Hobbes, a estabilidade política seria garantida por meio da defesa pelo Estado das liberdades civis e políticas dos indivíduos.
Para Maquiavel, os problemas de fragmentação política, típicos da Idade Média, seriam resolvidos por meio de um contrato social estabelecido entre os cidadãos com o fim de fundar o Estado.
O processo de formação do Estado moderno foi fortemente influenciado pelas ideias liberais de Maquiavel e Hobbes, que fundamentaram a sua eclosão na Europa.
Para Maquiavel, o jusnaturalismo moderno salvaguardaria o direito natural dos indivíduos à vida, levando à necessidade de se garantir a estabilidade política em um Estado.
Para Hobbes, os indivíduos abririam mão de suas liberdades naturais para viverem em um ambiente de segurança garantido e controlado pelo Estado.
Em sociedades modernas, as lutas políticas e a definição dos direitos e deveres são fundamentais para o entendimento de processos que envolvem a participação popular. Referente a esse tema, assinale a alternativa correta.
Segundo o sociólogo inglês Thomas H. Marshall, a cidadania moderna é composta por dois grupos de direitos: 1) os direitos civis, como o direito a se manifestar; 2) os direitos políticos, por exemplo, o direito ao voto, direito partidário e de ser eleito para cargos políticos. O autor não reconhece, todavia, o direito à educação, saúde e bemestar como necessário para o exercício da cidadania e efetiva igualdade.
Robert Putnam, sobre o conceito de capital social, demonstra que a participação social em diferentes organizações (movimentos sociais, igrejas, associação de bairro ou outras atividades que levem o indivíduo a se organizar em conjunto com outros cidadãos) não é significativa para o aumento da confiança e melhoria dos indicadores sociais de determinada localidade.
Joseph Schumpeter é um dos críticos ao ideal clássico que estabelece a união entre a democracia e a soberania popular. Para o autor, a racionalidade dos indivíduos e a busca pelo bem comum são ficções que desconsideram a realidade. Assim, defende que a democracia dever ser um arranjo institucional para a tomada de decisões políticas, reduzindo a participação política ao ato de votar.
Para o escritor e filósofo Jean-Jacqes Rousseau, a representação política se constitui como principal meio de participação popular legítima. Em Do contrato social, esse autor afirma que a vivência em sociedade deve ser comprometida com a igualdade e a busca pelo bem comum.
Em “A Ideologia Alemã” (2008), Karl Marx e Friedrich Engels identificaram as etapas da divisão social do trabalho, correspondendo às distintas formas de propriedade.
“(...) esta repousa, por sua vez, sobre uma comunidade em face da qual não são mais os escravos, como no antigo sistema, mas sim os pequenos camponeses submetidos à servidão que constituem a classe diretamente produtiva”. (p.16)
O trecho acima faz alusão à terceira forma de propriedade, que segundo os autores é a:
Propriedade Feudal.
Propriedade Antiga.
Propriedade do Estado.
Propriedade Comunal.
Propriedade Tribal.
Ao estudar o partido social-democrata alemão o Cientista Político Robert Michels (1982), discute o risco inerente às organizações, de que os lideres (ou presentantes) tomem completamente o lugar dos representados, ou seja, ao domínio de poucos. Esta constatação deu-se após observar que em todos os grupos tende a se criar uma minoria de comando, uma minoria organizada, burocratizada e especializada.
A esse fenômeno, Robert Michels atribuiu a expressão:
“Lei de ferro da burocracia”.
“Lei de ferro da oligarquia”.
“Lei de ferro das minorias”.
“Lei de ferro das organizações”.
“Lei de ferro das especializadades”.
Ao refletir a globalização e os impacto das políticas neoliberais sobre os indivíduos, Loïc Wacquant (1999) propõe um pensamento crítico acerca das desigualdades. Para ele, o Estado contemporâneo tenta mascar sua incapacidade de prover políticas públicas e, ao não as prover, transfere para os indivíduos todas as responsabilidades, ou seja, de uma etapa de investimento em políticas de bem-estar social passa-se para uma etapa de políticas de penalização da pobreza. Essa transição, Wacquant chama de:
Estado-compensação ao Estado-pobreza.
Estado-providência ao Estado-penitência.
Estado-investimentos ao Estado-pobreza.
Estado-forte ao Estado-penalizado.
Estado-investimentos ao Estado-desinvestimento
O neoconservadorismo vem se configurando como forma dominante de apologia à conservação da ordem no cenário mundial pós consolidação da ofensiva neoliberal. Sobre esse processo ideo-político pode-se afirmar que:
representa o combate ao Estado social e o fortalecimento do Estado em sua função coercitiva;
representa a possibilidade de modernização do Estado para o enfrentamento das expressões da questão social;
representa a possibilidade de reorganização da sociedade civil para ampliar a democracia e a exacerbação das contradições;
representa o combate às desigualdades via gerenciamento estatal e empresarial.
A política e seu exercício é o meio pelo qual os indivíduos transformam a sua realidade social. Sobre o tema de participação política, assinale a alternativa correta.
A participação política, quando contaminada por determinada perspectiva ideológica, invalidaria reivindicações sociais, pois a ideologia seria movida por sentimentalismo, o que diminui a racionalidade política.
O voto é, sociologicamente, a participação política com maior legitimidade e importância social devido à sua capacidade decisória e universalidade.
Uma das maiores críticas à democracia contemporânea se refere à ineficiência de colocar os cidadãos, especialmente grupos minoritários, no centro das decisões políticas. Uma saída para esse dilema, apresentada pela teoria republicana clássica, é o aumento do número de partidos que atendam às demandas específicas de cada grupo.
Segundo Alexis de Tocqueville, em A
democracia na América, o acesso eficaz dos
cidadãos ao poder político depende da Estado. Essa perspectiva se faz válida
quanto ao Brasil, pois nossa estrutura
federativa é condizente com o modelo
centralizado burocrático e político de
democracia, o que permite mais ações
conjuntas entre estados e União.
Atualmente, apenas a presença mais igualitária de diferentes grupos nos espaços de decisão política não é suficiente para garantir a justiça social, pois as hierarquias das instituições representativas detêm os interesses que direcionam o jogo político.
“Deveis saber, portanto, que existem duas formas de se combater: uma, pelas leis, outra, pela força. A primeira é própria do homem; a segunda, dos animais. Como, porém, a primeira não seja suficiente, é preciso recorrer a segunda. Ao príncipe torna-se necessário, porém, saber empregar convenientemente o animal e o homem”.
(MAQUIAVEL, N. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978).
De acordo com este trecho da obra “O Príncipe”, de Maquiavel, é correto afirmar que:
Maquiavel se utiliza de uma interpretação idealista do poder do Príncipe, o qual deve adotar as leis da natureza para se manter como bom governante.
Baseado em elementos históricos, Maquiavel orienta o Príncipe a seguir as normas morais da Igreja Católica para fazer um bom governo e se manter no poder.
A análise empírica feita por Maquiavel o leva a considerar que a manutenção do poder do Príncipe não depende da moral cristã ou de bons princípios.
Pelas perspectivas históricas, analisadas por Maquiavel, somente o uso da força pode garantir o poder do Príncipe.
Definir o que é público e privado e suas esferas de atuação são fundamentais para o Estado Democrático de Direito. Segundo o pensador italiano Norberto Bobbio, a democracia deverá ser entendida como “o governo do poder público em público”. A respeito da relação entre público e privado e a constituição do Estado brasileiro, assinale a alternativa que propõe a relação indistinta desses dois campos.
Poliarquia.
Clientelismo.
Mandonismo.
Patrimonialismo.
Com relação ao papel do Estado na sociedade contemporânea, é correto afirmar:
Cabe exclusivamente ao Estado o papel legítimo de regulamentar o uso da força na sociedade.
O fato do Estado ter como função exercer o controle social não o legitima para o emprego da força.
O Governo é a única instituição que possui a autoridade legitimada pelo Estado.
A legalidade do Estado democrático confere ao Governo plenos poderes sobre a vida dos indivíduos.
O Estado tem sua autoridade legitimada a partir do controle que exerce sobre um território e seus cidadãos.
O acontecimento relatado no texto ilustra uma das situações -problema que têm ganhado visibilidade na esfera pública internacional e que diz respeito às dificuldades impostas pela experiência histórica contemporânea de pressão da globalização. Sobre esse assunto, Jürgen Habermas, sociólogo alemão, vai afirmar que o processo de globalização minou os potenciais de integração social do Estado-nação, sendo necessário agora
a constituição de identidades coletivas particulares que enfatizem compromissos de integração dos nacionais dentro de esferas sociais, orientadas pela lógica comunicativa da racionalidade sistêmica.
a construção de novas formas de integração societária capazes de transpor para o contexto pós-nacional o entendimento de que a democracia compreende um conjunto de instituições e procedimentos que assegura a reprodução das esferas sistêmicas autorreferenciadas da economia e da política.
a promoção da integração social a partir da substituição da democracia cosmopolita pelo ideal de democracia nacionalista.
a construção de novas formas de integração social e política pós -nacional que desempenhem as funções que outrora couberam no interior do Estado nacional democrático, à esfera pública, à sociedade civil, à nação.
Na obra Apresentação da filosofia, o filósofo francês André-Comte-Sponville (1952-) afirma o seguinte: “(...) é preciso fazer política: porque a moral não basta, porque a economia não basta e, portanto, porque seria moralmente condenável e economicamente desastroso contentarse com uma e outra” (ARANHA e MARTINS, 2016, p. 276). A partir da sinalização de Sponville acerca da importância da política, assinale a alternativa correta no que diz respeito à política na filosofia contemporânea.
O neocontratualismo foi desenvolvido por Aristóteles na obra A política.
O ideal do Estado não intervencionista, que preconiza o mercado livre para sua autorregulação, constitui a grande meta do liberalismo clássico, fundado pelos pensadores contratualistas do século XVII. Trata-se do Estado minimalista.
A concepção de Estado de bem-estar social foi desenvolvida por Heidegger, conceito utilizado pelo filósofo como fundamento à sua adesão ao Nazismo.
O pensador Hayek defendia o Estado previdenciário contra as críticas que o acusavam de ser paternalista, ou seja, de assumir as frequentes dificuldades sociais existentes na sociedade.