Questões de Concurso sobre Indivíduo e sociedade

 
 
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Dois autores contemporâneos analisaram a relação entre indivíduo e sociedade procurando integrar esses dois polos: o sociólogo alemão Norbert Elias e o francês Pierre Bourdieu. Ambos construíram importantes conceitos sociológicos. A esse respeito, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação entre elas:


COLUNA I


1. Pierre Bourdieu

2. Norbert Elias


COLUNA II


( ) Esse autor criou o conceito de configuração (ou figuração), como uma ideia que nos ajuda a pensar nessa relação de forma dinâmica, como acontece na realidade. Esse conceito pode ser aplicado a pequenos grupos ou a sociedades inteiras, constituídas de pessoas que se relacionam. Esse conceito chama a atenção para a interdependência entre as pessoas.

( ) Para esse autor, o desenvolvimento do conceito de habitus, favorece a ligação teórico entre a sociedade e o indivíduo. Nesse sentido, habitus se apresenta como social e individual ao mesmo tempo, e refere-se tanto a um grupo quanto a uma classe e, obrigatoriamente, também ao indivíduo.

( ) Essas são algumas das obras desse autor: “A distinção”; “O poder simbólico”; “O desencantamento do mundo”; “Coisas ditas”; “A dominação masculina” e “Economia das trocas simbólicas”.

( ) Essas são algumas das obras desse autor: “O processo civilizatório”; “A sociedade de corte”; “A solidão dos moribundos”; “Introdução à sociologia”; “Teoria simbólica”; “Mozart, sociologia de um gênio” e “Os estabelecidos e os outsiders”.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.


A

2, 1, 1, 2


B

2, 2, 1, 1


C

1, 2, 1, 2


D

1, 1, 2, 2

A discussão sobre o indivíduo e a sociedade estabelece as bases metodológicas e teóricas de autores clássicos da sociologia para compreender as relações e as transformações sociais. Dentre elas, destacam-se duas compreensões: a visão de que a sociedade prevalece sobre o indivíduo, conformada por uma consciência coletiva que assegura a integração dos membros da sociedade; e a compreensão de que a sociedade existe concretamente, mas não é externa aos indivíduos e, sim, formada pelo conjunto das ações dos indivíduos relacionando-se reciprocamente.


As duas compreensões correspondem, respectivamente, aos pensamentos de


A

Émile Durkheim e Karl Marx.


B

Karl Marx e Max Weber.


C

Max Weber e Émile Durkheim.


D

Émile Durkheim e Max Weber.

Ao estudar temas relacionados aos estilos e modos de vida, vemos que eles podem ser distintos por vários fatores, como por exemplo o lugar, considerando ser no campo ou na cidade, na cidade pequena ou na metrópole. Nessa perspectiva, analise as afirmativas abaixo:


I. A organização das cidades pequenas para Georg Simmel, assim como as sociedades rurais, era produtora de um estilo de vida diverso do estilo de vida que se vive nas grandes cidades e nas sociedades urbanas. Nesse modo de viver que é peculiar das pequenas cidades e comunidades, que pode ser chamado de um modo de vida provinciano, a atitude mental de seus integrantes é essencialmente comunitária, no sentido estrito da palavra: as relações são eminentemente solidárias, arraigadas, o apelo emocional é forte, sobretudo no pego que demonstram às tradições, bem como às normas de conduta vigentes no grupo.

II. No estilo de vida moderno, a percepção que tem sobre o tempo é distinta daquela que se tem na vida provinciana, pois o tempo urbano é sentido como efêmero, e nele as transformações são visualizadas e percebidas a todo instante, por exemplo, no fluxo de pessoas e automóveis nas ruas, cada dia mais intenso, nas vitrines das lojas, nas avenidas revitalizadas, enfim, no frenético cotidiano das grandes cidades, em que o consumo colabora para um estilo próprio.

III. No estilo de vida provinciano, o tempo é experimentado como se transcorresse de maneira mais lenta, as transformações são vistas e sentidas em menor escala, as mudanças ocorrem de uma maneira menos fugaz, mas, em contrapartida, são percebidas de maneira mais efetiva por aqueles que estão nele inseridos.

IV. Apesar de os modos de vida serem distintos nos espaços modernos e provincianos, as pessoas se apropriam do tempo sempre da mesma forma, independente dos espaços, quer sejam nas cidades pequenas, como nas cidades grandes.


Estão corretas as afirmativas:


A

II e III apenas


B

I, II, III e IV


C

I, II e III apenas


D

I e IV apenas

Georg Simmel (1858-1918) foi um sociólogo alemão. Um dos primeiros sociólogos a adotar uma perspectiva relacional do social, com o intuito de superar a dicotomia existente entre indivíduo e sociedade. Seu interesse teórico sempre foi entender a interação criadora entre esses dois polos. Em relação a esse trecho, analise as afirmativas abaixo:


I. Para Simmel, para possuir um sentido definido, a Sociologia deve buscar seus problemas não na matéria da vida social, mas em sua forma; inclusive é essa forma que dá o caráter social de todos aqueles fatos de que se ocupam as ciências particulares. Nessa consideração abstrata das formas sociais é que se assenta todo o direito de existir da Sociologia. As formas que tomam os grupos de homens, unidos para viver outros – aí está o domínio da Sociologia.

II. Para Simmel, a sociedade existe onde quer que vários indivíduos entram em interação. A sociação só começa a existir quando a coexistência isolada dos indivíduos adota formas determinadas de cooperação e de colaboração, que caem sob o conceito da interação. A sociação é, assim, a forma realizada de diversas maneiras, na qual os indivíduos constituem uma unidade dentro da qual se realizam seus interesses. E é na base desses interesses – que sempre devem ser tangíveis, duradouros, conscientes e induzidos teleologicamente – que os indivíduos constituem tal unidade.

III. Ao tratar da sociabilidade, Simmel afirma que ela funciona como forma autônoma ou lúdica de sociação. Para o autor, esse processo funciona também na separação do que chamou de conteúdo e forma da vida societária. A ‘sociedade’ propriamente dita é o estar com o outro, para um outro, contra um outro que, através do veículo dos impulsos ou dos propósitos, forma e desenvolve os conteúdos e os interesses materiais ou individuais. As formas nas quais resulta esse processo ganham vida própria. São liberadas de todos os laços com os conteúdos; existem por si mesmas e pelo fascínio que difundem pela própria liberação destes laços. É isto precisamente o fenômeno a que chamamos sociabilidade.

IV. Sobre o conflito, Simmel deu especial importância para dizer da natureza sociológica do conflito. Ele afirma que se toda interação entre os homens é uma sociação, o conflito – afinal, uma das mais vívidas interações e que, além disso, não pode ser exercida por um indivíduo apenas – deve certamente ser considerado uma sociação. As relações de conflito, por si mesmas, não produzem uma estrutura social, mas somente em cooperação com forças unificadoras. Só as duas juntas constituem o grupo como unidade viva e concreta.


Estão corretas as afirmativas:


A

I, II, IV apenas


B

I, III e IV apenas


C

I, II, III e IV


D

I e IV apenas

“Eles estão colocando o problema na sociedade. E, você sabe, não existe essa coisa de sociedade. Há homens e mulheres individuais e há famílias.”

(Margaret Thatcher.)


Sociedade é um conjunto de seres que convivem de forma organizada. A palavra vem do Latim societas, que significa “associação amistosa com outros”. As sociedades humanas são objeto de estudo da sociologia e diferentes pensadores teorizaram sobre ela, produzindo um conjunto diverso de visões. Assinale, a seguir, a correspondência correta entre a visão de sociedade e o respectivo autor.


A

Auguste Comte: parte da definição de sociedade como um organismo. Por analogia destaca, então, processos de crescimento expressos através de diferenciações estruturais e funcionais.


B

Karl Marx: o indivíduo é obrigado a adotar regras definidas em cada sociedade, as quais intitulou fatos sociais, que são regras exteriores e anteriores ao sujeito e que dominam sua ação diante dos outros membros da sociedade.


C

Durkheim: considera a sociedade como sendo heterogênea, organizada por classes sociais que se sustentam por meio de ideologias dos que possuem o controle dos meios de produção, ou seja, as elites, a burguesia, os grandes detentores do capital.


D

Max Weber: não há uma proposição geral da sociedade concebida; o autor se preocupava mais com o estudo das situações sociais sólidas quanto a suas singularidades. Para ele, uma sociedade pode ser constituída como um sistema de poder, de dominação, que perpassa todas as classes sociais.

Uma questão central à análise da sociedade contemporânea é o problema do individualismo. Inúmeras correntes políticas, sociológicas e antropológicas afirmam que não há saídas aos problemas sociais como a fome, o desemprego, a violência sem que adotemos soluções coletivas. Isso implica dizer que é necessária a participação dos indivíduos em associações coletivas. O que dificulta essa participação é/são


A
a ausência de mecanismos de coerção.

B

o excesso de concorrência entre interesses simétricos.


C

o custo de participação para a produção de um bem coletivo, como na luta sindical, por exemplo.


D

os custos da ação, a ausência de benefícios individuais, a ausência de mecanismos de estímulos, a ausência de solidariedade, a incapacidade de organização e ausência de estímulos seletivos.

Em “Comunidade e Democracia: a experiência da Itália moderna”, Robert Putnam (1996), busca compreender o desempenho das instituições democráticas observando como as instituições formais influenciam a prática da política e do governo. Neste processo, tenta explicar como o capital social integrado a sistemas horizontais de participação cívica favorece o desempenho do governo e da economia.


Sobre o conceito de capital social em Putnam, é correta a alternativa:


A

o capital social diz respeito a características da organização social, como confiança, normas e sistemas (de participação cívica), que contribuam para aumentar a eficiência da sociedade, facilitando as ações coordenadas.


B

o capital social é produto espontâneo dos jogos repetitivos do dilema do prisioneiro e está ligado à capacidade que decorre da prevalência de confiança numa sociedade ou em certas partes dessa sociedade.


C

é o conjunto dos recursos reais ou potenciais que estão ligados à posse de uma rede durável de relações mais ou menos institucionalizadas de interconhecimento e de inter-reconhecimento mútuos.


D

consiste em todos aqueles elementos de uma estrutura social que cumprem a função de servir como recursos para que atores individuais atinjam suas metas e satisfaçam seus interesses.


E

uma variedade de diferentes entidades, com dois elementos em comum: todas consistem em algum aspecto da estrutura social, e facilitam certas ações dos atores – atores tanto individuais como corporativos – dentro da estrutura”.

O sociólogo contemporâneo, Michel Maffesoli, revitalizou no tempo presente uma categoria clássica da tradição sociológica sobre o antagonismo de “comunidade e sociedade”, inaugurando a expressão “tribo urbana” como um fenômeno que surge da necessidade de jovens se agruparem a um grupo e criarem uma nova identidade nas grandes metrópoles. Voltando às raízes da sociologia moderna encontramos no sociólogo alemão Ferdinand Tonnies a primeira grande reflexão sobre a problemática sociológica envolvendo a tensão entre comunidade e sociedade no século XIX. Sobre esta reflexão de Tonnies podemos afirmar que:


A
O conceito “comunidade” diz respeito à solidariedade e comunitarismo dos primeiros cristãos do século IV e de movimentos antisionistas da Alemanha do século XIX.

B

O conceito de “comunidade” traz relação às práticas partidárias dos comunistas do século XIX.


C

O conceito de “comunidade” abrange formas de relacionamento caracterizado por um elevado grau de engajamento moral, ligação intencional e laços fortes tradicionais de identidade.


D

O conceito “comunidade” tem relação com as comunas da idade média em processo de emancipação diante das cidades antigas.


E

O conceito “comunidade” foi pensado para expressar uma sociedade complexa que considerasse a diversidade, vontade arbitrária e o estrangeirismo de modo racional.

Para convivermos bem na sociedade, é necessário respeitar a individualidade de cada ser humano. Sabe-se que alguns fatores influenciam na interação entre as pessoas, tais como:


I. A percepção.
II. O conflito.
III. Os fatores genéticos.

Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas I e II.


C

Apenas I e III.


D

Apenas II e III.


E

I, II e III.

Vygotsky define o ser humano como sujeito cultural, social e histórico. E formula a ideia de que pensamento e linguagem formam uma unidade dinâmica.

Portanto, para refletir sobre a alfabetização, há de se levar em conta qual a concepção de criança que se tem e que processo de alfabetização atende mais adequadamente a essa criança. Pensar a alfabetização como prática cultural, com significação social, é pensar nas experiências acumuladas das crianças ao chegarem à instituição, é conceber a criança como:


A

pessoa responsável por sua própria aprendizagem, em interação com os objetos.


B

ser pensante, constituído de consciência, espírito ou alma e conhecimento.


C

indivíduo que se desenvolve e se adapta de acordo com a evolução da humanidade.


D

cidadã plena de direitos de tomadas de decisão a seu próprio respeito.


E

produtora de cultura, portadora de linguagem e sujeito histórico nas relações sociais.

Se, pois, deve haver uma ciência cujo objeto seja a sociedade, e nada mais, deve ela unicamente propor-se como fim de sua pesquisa estas interações, estas modalidades e formas de sociação. Tudo mais que se encontra no seio da “sociedade”, tudo que se realiza por ela e em seus limites, não é propriamente sociedade, mas simplesmente um conteúdo que desenvolve esta forma de coexistência ou é por ela desenvolvido; somente se produz a figura real chamada “sociedade”, no mais amplo e costumeiro sentido do termo, quando se juntam conteúdo e forma.

SIMMEL, Georg. Sociologia. Org.: Evaristo de Moraes Filho. Trad. Carlos Alberto Pavanelli. et al. São Paulo: Ática, 1983.


Considerando a afirmação do autor, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.


I. Os indivíduos são portadores concretos e imediatos de toda a realidade histórica e de tudo o que neles há, como instinto, interesse, fim, inclinação, estado ou movimento psíquico, ou seja, tudo que é capaz de originar ação sobre outros ou a recepção de suas influências. Tudo isso, então, é o que compõe o conteúdo ou a matéria da sociação,

PORQUE

II. o início da sociação se dá quando a coexistência isolada dos indivíduos utiliza formas determinadas de cooperação e de colaboração, presentes no conceito geral da interação. Os indivíduos constituem a unidade dentro da forma que é sociação e é dentro dessa forma, realizada de diversas maneiras, que os indivíduos realizam seus interesses, tangíveis ou ideais, momentâneos ou duradouros, conscientes ou inconscientes, impulsionados casualmente ou induzidos telelogicamente.


A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.


A

As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.


B

As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.


C

A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.


D

A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

No campo da Sociologia, as últimas décadas do século passado foram marcadas, dentre outros, por estudos com crianças e sobre a criança os quais podem ser denominados de estudos da sociologia da infância, representados por Bill Willian Arnold Corsaro.

Com base nesses estudos é CORRETO afirmar que


A

as crianças, além de contribuírem com a própria socialização, criam culturas e participam das culturas de seus pares.


B

somente no ambiente domiciliar é possível se observar produções culturais de crianças.


C

crianças se socializam, participam da cultura adulta, mas, dado ao seu estado de maturação cognitiva, não conseguem produzir sua própria cultura.


D

no ambiente escolar é possível se observar processos de socialização e de reprodução de culturas entre crianças, mas não se observa a criação de suas próprias culturas.


E

crianças não conseguem interagir com seus pares sem a mediação do professor.

Leia as características abaixo:

1- Capacidade de se colocar no lugar do outro.

2- Capacidade de compreender melhor o comportamento alheio em determinadas circunstâncias e a forma como outra pessoa toma as decisões.

3- Sentimento indispensável para melhorar a qualidade da comunicação e do relacionamento entre as pessoas.

4- Capacidade psicológica de compreender pensamentos e emoções, procurando experimentar, de maneira objetiva e racional, os sentimentos dos outros indivíduos.

As características acima se referem à:


A

Autoconsciência.


B

Disposição.


C

Resiliência.


D

Empatia.


E

Cortesia.

A teoria de Vygotsky, psicólogo russo, toma por base o desenvolvimento do indivíduo como resultado de um processo socio-histórico, enfatizando o papel da linguagem e da aprendizagem nesse desenvolvimento. Essa teoria, conhecido como Teoria Histórico-Cultural, apresenta como questão central a apropriação de conhecimentos pela interação do sujeito com o contexto social. Na perspectiva dos estudos desse pensador, pode-se afirmar que:


A

o desenvolvimento cognitivo é produzido no processo de internalização da interação social com a cultura.


B

ao aprender a língua escrita, o indivíduo se apropria das técnicas de cópia e o traçado de cada letra, antes de se apropriar desse instrumento cultural de interação.


C

o meio sociocultural não influencia os rumos do desenvolvimento individual, que se dá em etapas consecutivas.


D

o desenvolvimento das funções psíquicas superiores decorre de funções existentes no indivíduo.


E

a educação sistemática e organizada não contribui com o processo de aquisição dos sistemas de conceitos científicos.

“Provavelmente a ideia central da sociologia da qual tudo mais se desenvolve é a de que os seres humanos são sociais” (CHARON, 2002). Podemos afirmar, seguindo a argumentação desenvolvida por este autor, que os seres humanos são sociais pelas diversas razões alistadas abaixo, EXCETO:


A

Todas as nossas qualidades individuais dependem da interação social.


B

Desde o nascimento dependemos de outros para sobreviver.


C

Aprendemos a sobreviver com outros seres humanos.


D

Agimos e interagimos em sociedade desempenhando papéis como atores sociais.

(...) tem-se sempre, de um lado, o saber formulado intelectualmente, e de outro um estado de coisas que deve ser apreendido sob ele, e esse subsumir, esse produzir da relação entre a mera percepção ou constatação do estado de coisas e a estrutura conceitual de nosso saber se chama a sua explicação teórica.


(HORKHEIMER, Max. “Teoria tradicional e teoria crítica”. In: Max Horkheimer - Gesammelte Schriften. Frankfurt am Main: Fischer, 1988 [1937], v. 4, p. 167).


A teoria crítica da sociedade, desenvolvida por Max Horkheimer, Adorno e outros membros da “Escola de Frankfurt”, compreendeu a relação entre sujeito e objeto:


A

O sujeito consegue fornecer uma representação exata do objeto na medida em que, ao formularem suas teorias, os cientistas não projetam seus juízos de valor nos objetos investigados.


B

A ciência consegue realizar a identidade entre sujeito e objeto porque os fatos são mediados por representações teóricas, assim como as teorias são históricas e formadas empiricamente.


C

A identidade entre sujeito e objeto é obtida porque os cientistas, ao realizarem a seleção, observação e análise dos fatos, o fazem segundo o método compreensivo, que os permite colocarem-se no lugar dos agentes objetos de estudo.


D

A identidade entre sujeito e objeto é obtida no processo de conhecimento porque esse é sempre social, sendo os cientistas influenciados em suas escolhas por suas trajetórias, seu pertencimento de classe e suas escolhas valorativas e culturais.


E

A identidade entre sujeito e objeto é conseguida porque ambos fazem parte do mesmo sistema social, sendo a ciência um dos subsistemas, em constante interação com os demais subsistemas e também com o meio ambiente.

“O processo de precarização das condições de vida nos bairros mais pobres, associado ao desmantelo de equipamentos públicos como a escola, costumam se ampliar em diversas privações que a população dessas áreas vivencia, seja no âmbito do desemprego, seja na falta de serviços básicos de qualidade (saúde, educação, segurança, lazer). O elevado grau de carência naqueles bairros e a ausência do Estado favorecem o crescimento da criminalidade e da violência no cotidiano da população”.

SOARES, Antonio Mateus de Carvalho. Revista de C. Humanas, Viçosa, v.14, n.1, p. 75-190, jan./jun. 2014. A partir do texto apresentado, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma nos seguintes itens:

( ) A ausência de serviços essenciais às populações é responsável pela precarização da vida cotidiana nos bairros pobres das cidades, o que favorece o crescimento da violência e da criminalidade nessas regiões.

( ) Violência é um fenômeno social que se origina da falta de controle e de repressão do Estado sobre parcela da população que não reconhece a autoridade do Estado no estabelecimento da ordem.

( ) Ao não promover, por meio de políticas públicas, a inclusão social de populações moradoras das periferias urbanas do País, o próprio Estado passa a ser um dos fatores principais na produção da criminalidade e da violência.

( ) A promoção de empregos é considerada como a saída para superação da criminalidade e da violência na sociedade contemporânea, caminho pelo qual o Estado deve atuar com exclusividade.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:


A
F, V, F, V.

B
V, F, V, F.

C
F, V, V, V.

D
V, V, F, F.
Nos dias atuais, um profissional qualificado tende a exercer seu trabalho de forma mais adequada na esfera pública, sobre este tema assinale a opção CORRETA:

A
A qualificação deve ser, além do conhecimento profissional, também um preparo em sua vida pessoal e social.

B
Nos segmentos profissionais mais preparados, o que existe é uma equiparação de salários, promovendo um ambiente harmonioso.

C
O conhecimento de tecnologias modernas evita a flexibilização no emprego, já que somente os mais graduados terão oportunidades na administração pública.

D
Ter grande conhecimento sobre a área se torna mais importante que ter virtude e disposição para efetuar o trabalho.
Segundo Charon e Vigilant (Saraiva, 2012, p. 74), aprendemos o que é um amigo, e somos influenciados por esse aprendizado quando decidimos interagir com alguém nessa posição. Também podemos aprender sobre a posição da esposa ou marido, filho, professor, encanador, presidente, secretária, homem, mulher, padre, escriturário, ouvinte, meio de campo, criminoso condenado, chefe ou produtor de cinema. Sempre que designamos uma pessoa por um termo que implica relacionamento com outras, esse termo indica uma posição de:

A
casta.

B
classe social.

C
identidade social.

D
status.

E
estratificação social.

Leia o texto abaixo.

“A diversidade do “ser jovem” nas sociedades modernas nos coloca o desafio de compreender tal fenômeno em suas múltiplas dimensões. Dessa forma, é necessário relativizar definições que tratam a juventude como sendo uma mesma experiência vivida por todos. Na literatura sociológica, são mo-bilizadas, com frequência, duas perspectivas teóricas para lidar com o tema da juventude: a corrente geracional e a corrente classista. A primeira lida com o fenômeno a partir do determinante biológico, que seria a definição de um período cronológico da vida do indivíduo. Já a segunda questiona a uni-cidade do conceito de juventude e propõe o tratamento diferenciado deste fenômeno de acordo com a heterogeneidade das trajetórias individuais imposta pela estratificação social” (LIMA, Raquel. A So-ciologia e o conceito de juventude. Disponível em: . Acesso em: 07/02/2018). No texto acima, a autora aponta a existência, na Sociologia, de duas perspectivas teóricas para tratar do tema da juventude: a geracional e classista.

Em relação a essas duas perspectivas teóricas da Sociologia da Juventude, é CORRETO afirmar:


A
A corrente classista procura entender como ocorre a internalização dos valores geracionais pelos jovens, especialmente se há continuidade ou ruptura desse processo na socialização dos indiví-duos nessa fase da vida.

B
A corrente classista unifica a concepção de juventude em torno do fator etário, em que os jovens estariam vinculados pelo sentimento de pertencer a um grupo social com a mesma faixa de idade, interesses e visão de mundo.

C
A corrente geracional afirma que ignorar as diferenças sociais nos estudos sobre a juventude significa contribuir para a ideologia dominante de reprodução de privilégios ao não perceber a cultura juvenil como reflexo dos valores correspondentes às suas classes sociais.

D
De acordo com a corrente geracional, existiriam dois tipos de juventude: a experimentada pelos filhos das famílias de classe média e alta e outra, bastante restrita e quase ausente, vivenciada pelos filhos de famílias oriundas das classes mais pobres.

E
Para a corrente classista, entender a juventude como um fenômeno unívoco, independente das clivagens sociais, é uma tentativa de manipulação da realidade que resulta em análises carica-turais do fenômeno ao não considerar as diferentes oportunidades vivenciadas pelos jovens de distintas classes sociais.
   
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