

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
(…) é uma propriedade qualquer (de qualquer tipo de capital, físico, econômico, cultural, social), percebida pelos agentes sociais cujas categorias de percepção são tais que eles podem entendê-las (percebê-las) e reconhecê-las, atribuindo-lhes valor. (…) é a forma que todo tipo de capital assume quando é percebido através das categorias de percepção, produtos da incorporação das divisões ou das oposições inscritas na estrutura da distribuição desse tipo de capital (como forte/frágil, grande/pequeno, rico/pobre, culto/inculto etc.).
(BOURDIEU, Pierre. Razões práticas: sobre a teoria da ação. 9.ed. Campinas: Papirus, 1996. p. 107)
A definição de Pierre Bourdieu acima corresponde ao conceito de
Violência simbólica.
Capital simbólico.
Habitus.
Poder simbólico.
Espaço social.
De acordo com o pensamento de Bourdieu, é correto afirmar que
o habitus está relacionado à dimensão da experiência dos agentes, sendo ele adquirido em determinados campos, o que corrobora uma perspectiva positivista de ciência.
o campo jurídico é um lugar de concorrência pelo monopólio de dizer o direito, independendo do reconhecimento dos demais agentes situados no campo.
o habitus é um conhecimento adquirido, um capital. O habitus é essencial para entender o campo, sendo que o campo possui uma característica unidimensional.
os campos possuem um grupo que detém o monopólio legítimo da violência simbólica. Isso permite explicar uma determinada visão que prevalece em relação a outras visões em um determinado campo.
Em relação aos conceitos de papel, status e habitus elaborados pela Sociologia, numere a segunda coluna de acordo com a primeira:

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Na obra “Os Usos Sociais da Ciência”, Bourdieu (1997, p. 20) observa o “campo” da seguinte maneira: “existe um universo intermediário que chamo de campo, isto é, o universo no qual estão inseridos os agentes e as instituições que produzem, reproduzem ou difundem a arte, a literatura ou a ciência. Este universo é um mundo social como os outros, mas que obedece a leis sociais mais ou menos específicas” (BOURDIEU, Pierre. Os Usos Sociais da Ciência. Por uma sociologia do campo científico. São Paulo: Unesp, 1997.).
De acordo com a noção de campo apresentada no trecho acima, é correto afirmar que
a noção de campo refere-se à estrutura social, sendo o campo sinônimo de habitus.
o campo econômico não determina todos os demais campos, pois esses possuem uma lógica de distribuição de poder, relativamente autônoma, com relação aos outros campos.
os agentes sociais são partículas passivamente conduzidas pelas forças dos campos.
o capital científico é um excedente da mercadoria do capital econômico.
O sociólogo Pierre Bourdieu considera cultura como um sistema de esquemas de percepção, pensamento e ação, adquiridos de modo durável e engendrados por condições objetivas, mas que tendem a persistir mesmo depois de uma alteração dessas condições.
Nessa caracterização, o conceito de cultura é entendido como:
Em seu importante comentário sobre o pensamento sociológico contemporâneo , o sociólogo brasileiro José Maurício Domingues (1999; 54) assevera que coube a Bourdieu a tentativa de síntese mais bemsucedida entre Marx e Weber no que concerne às reflexões sobre a sociabilidade em geral e à diferenciação social e às tensões inerentes à estratificação social em especial. Nas palavras de Bourdieu:

Essa caracterização refere-se ao fenômeno denominado:
distinção cultural.
saber prático.
cognoscitividade pragmática.
potência simbólica
campo de poder.
Pierre Bourdieu, durante conferência realizada em maio de 1983 na cidade suíça de Neuchâtel, ao falar sobre o que chamou de “A Codificação” e lembrar que a regra não é automaticamente eficaz por si mesma porque nos obriga a perguntar em que condições uma regra pode agir, apresentou, então, a noção do que ele chamou de habitus. Para ele, habitus pode ser definido da seguinte forma:
Habitus, como sistema de disposições para a prática, é um fundamento subjetivo de condutas regulares.
As condutas geradas pelo habitus não tem a bela regularidade das condutas deduzidas de um princípio jurídico: o habitus está intimamente ligado com o fluido e o vazio.
O habitus é uma tendência para agir de uma maneira irregular – que, estando seu princípio explicitamente constituído, pode servir de base para uma previsão – não se origina numa regra ou numa lei explícita.
Como uma espontaneidade geradora que se afirma no confronto improvisado com situações constantemente renovadas, o habitus obedece a uma lógica teórica, a lógica do fluido, do líquido, que define a relação cotidiana com o mundo.
O habitus é um fundamento objetivo da regulação das condutas e, se é possível prever as práticas, neste caso, a sanção associada a uma determinada transgressão, é porque o habitus faz com que os agentes que o possuem comportem-se de determinada maneira em determinadas circunstâncias.
As ideias de poder simbólico, habitus, campo, capital social e violência simbólica foram formuladas por Giddens em sua obra A constituição da sociedade.
Certo
Errado
A sociologia clássica difere-se da sociologia contemporânea também no que se refere ao modo de coleta e tratamento de dados, ao uso sistemático de estatísticas e à incorporação de inovações tecnológicas e metodológicas. Na França, Pierre Bourdieu, professor titular de Sociologia no College de France, merece destaque como um dos grandes representantes dessa sociologia contemporânea. Pierre Bourdieu e seus colaboradores dedicaram muitas décadas à análise do sistema de ensino (francês), sem deixarem de observar com atenção outros sistemas educacionais, evidenciando a distância entre a realidade escolar e os princípios preconizados pelas políticas para a educação. Bourdieu desenvolveu uma teoria que chamou de sociologia relacional na qual identifica o conceito de Habitus, que para ele seria(m)
a internalização de normas sociais (explícitas e implícitas) que orientam os indivíduos e suas ações.
os ritos de interação interpessoais no seio social, determinados a priori pelo que Bourdieu chamou de solidariedade mecânica.
a base subjetiva e individual, determinada pelo temperamento e caráter humano, que levam o sujeito a se comunicar.
as formas de dominação racional forjadas pela sociedade capitalista para garantir a ordem social e suprimir a motivação e as vontades individuais.
Analise os trechos a seguir.
I. Formas de poder exercidas pelos sujeitos dominantes sem a ação física direta, mas pela imposição de uma visão de mundo, dos papéis sociais, das categorias cognitivas, das estruturas mentais por meio das quais o mundo é percebido e pensado.
II. Mecanismo de poder no qual técnicas disciplinares de controle concorrem para o estabelecimento de um padrão de normalidade que é, ao mesmo tempo, um dispositivo de poder e uma forma de saber.
Os trechos citados descrevem, respectivamente, dois conceitos sociológicos definidos como
“De fato, por intermédio das condições econômicas e sociais que elas pressupõem, as diferentes maneiras, mais ou menos separadas ou distantes, de entrar em relação com as realidades e as ficções, de acreditar nas ficções ou nas realidades que elas simulam, estão estreitamente associadas às diferentes posições possíveis no espaço social e, por conseguinte, estreitamente inseridas nos sistemas de disposições características das diferentes classes ou frações de classe. BOURDIEU, Pierre (2006) A Distinção. São Paulo, Edusp. p. 13).
O “sistema de disposições” ao qual Pierre Bourdieu refere-se encontra consonância no conceito de:
campo.
distinção.
poder.
autoridade.
habitus.
“As diferentes classes e frações de classes estão envolvidas numa luta propriamente simbólica para imporem a definição do mundo social conforme seus interesses, e imporem o campo de tomadas de posições ideológicas reproduzindo de forma transfigurada o campo das posições sociais”.
O texto anterior, extraído da obra de um sociólogo contemporâneo, sintetiza de modo emblemático parte das questões sociológicas por ele abordadas sobre a dinâmica da sociedade capitalista. Assinale, entre as alternativas abaixo, o autor ao qual pertence este pensamento:
Anthony Giddens
Luc Boltanski
Pierre Bourdieu
Bruno Latour
Zigmunt Baumann
O conceito de habitus é central na obra de Bourdieu, como aponta Courcuff (2001) na sua síntese entre teorias que privilegiam a força da ação ou a coerção da estrutura sobre a compreensão das práticas dos atores, no contexto da sociologia contemporânea. Tal conceito – o habitus em Bourdieu - pode ser definido a partir de algumas especificidades e características descritas abaixo. Assinale a alternativa INCORRETA:
Podemos compreender o habitus, em Bourdieu, como um modo de ser e de crer de um indivíduo, fragilizado e constantemente modificado pela ampliação das diferentes experiências que este vivencia na sociedade moderna.
O habitus é definido como um sistema de disposições duráveis e transponíveis.
O habitus, de certo modo, pode ser compreendido como um conjunto de estruturas sociais presentes em nossa subjetividade constituídas através das nossas experiências socializadoras vivenciadas desde a infância.
As disposições duráveis que constituem o habitus podem se modificar ao longo do curso de nossas experiências, entretanto, elas são fortemente enraizadas e reproduzidas no cotidiano, tendendo por isso, a resistir à mudanças e mantendo uma certa continuidade ao longo da trajetória de um indivíduo.
A noção de transposição do sistema de disposições que constituem o habitus de uma pessoa se dá pelo fato de estas serem adquiridas ao longo das experiências primárias dos indivíduos (no interior de suas famílias, por exemplo), gerando efeitos sobre outros espaços de socialização e de experiências, como na escola e no trabalho
O Sociólogo francês Pierre Bourdieu desenvolve uma profunda e contundente reflexão sobre as relações entre indivíduo e sociedade no interior da qual a discussão sobre o espaço social tem lugar privilegiado. Segundo ele, “o espaço social e as diferenças que nele se desenham espontaneamente tendem a funcionar simbolicamente como espaço dos estilos de vida ou como um conjunto de Stände, isto é, de grupos caracterizados por estilos de vida diferentes” (BOURDIEU, Pierre (1989) O Poder Simbólico. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, p. 145)
Completando esse raciocínio, “a diferença inscrita na própria estrutura do espaço social, quando percebida segundo as características apropriadas a essa estrutura”, (idem) recebe o nome de:
classe.
estamento.
fração.
distinção.
campo.
Entre os autores que aportaram contribuições significativas à sociologia jurídica, destaca-se o sociólogo francês Pierre Bourdieu, que forneceu elementos teóricos para a análise do discurso jurídico como exercício do poder simbólico.
Certo
Errado
A Pierre Bourdieu e a Anthony Giddens devem-se relevantes discussões sobre o lugar das condições estruturais e da agência humana na explicação dos fenômenos sociais.
Certo
Errado
pela agressão a crenças, valores e cultura do indivíduo, o que significa agredir sua identidade ou grupo social.
Bernard Lahire, ao longo de sua obra, procura fazer uma atualização crítica de conceitos de Pierre Bourdieu, com o objetivo de compreender a pluralidade e as conflitualidades que fazem parte das práticas dos atores contemporâneos. Entre os conceitos centrais de sua obra, na qual se destacam alguns estudos referentes à Sociologia da Educação, está o conceito de disposição social, o qual pode ser definido, a partir de Lahire, como:
Um arranjo de habilidades específicas constituído pelos atores sociais nos campos de luta simbólicos ao qual pertencem e nos quais disputam processos de distinção social.
O lugar que estes atores ocupam nas disputas por poder e por reconhecimento social nas sociedades modernas.
Uma ideologia reproduzida nos processos de socialização primária, na infância, que determina o conjunto de práticas dos atores sociais.
Uma vontade de ser ontológica, presente em todo e qualquer sujeito social que constitui e impulsiona seus percursos sociais.
Uma inclinação a um modo de perceber, agir, pensar, crer, sentir constituinte das práticas dos atores sociais, que possui relação direta com experiências socializadoras vivenciadas pelos indivíduos.