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O racismo religioso se caracteriza pela(s)
defesa do ecumenismo em espaços públicos.
divergências teológicas entre diferentes denominações cristãs.
inexistência de políticas públicas orientadas para a tolerância religiosa.
práticas de discriminação dirigidas a religiões associadas à ancestralidade negra.
De acordo com os estudos de sociologia sobre religião, é correto afirmar que
os sociólogos concentram-se em explorar o caráter psicológico e espiritual das religiões, tendo em vista que a religião é, para a maioria das pessoas, uma experiência íntima e transcendental.
a religião não está entre as instituições sociais mais importantes no mundo contemporâneo.
a religião é importante fonte de solidariedade social, sobretudo nas sociedades tradicionais.
as sociedades pequenas apresentam, na sua generalidade, sistemas religiosos pouco complexos, como o totemismo e o animismo.
a investigação sociológica sobre as religiões se preocupa com a validade das crenças religiosas, no tocante a seus aspectos divinos.
Em Mito e Realidade (1998), Mircea Eliade estabelece que nos níveis arcaicos de cultura, a religião mantém a abertura para um mundo sobre-humano, o mundo dos valores axiológicos. Esses valores são transcendentes, tendo sido a nós revelados pelos Entes divinos ou Ancestrais míticos. Constituem, portanto, valores absolutos, modelos para todas as atividades humanas.
Assinale entre as opções abaixo, o postulado que completa o sentido da discussão acima, no que diz respeito a quem compete o poder de veicular tais modelos de conduta e atividades humanas:
Compete aos mitos veicular tais modelos, os quais ajudam a despertar e a manter a consciência de um mundo do Além, mundo do divino ou dos Ancestrais.
Compete aos Heróis propagar os modelos de conduta para a ação dos homens
A experiência com o sagrado não é suficiente para moldar condutas, somente os Xamãs podem conduzir o homem nos caminhos do mundo do divino.
Os mitos veiculam tais modelos, por meio dos rituais, no início do ano novo.
O ritual abole o tempo profano sempre.
Mircea Eliade finaliza seu livro Mito e Realidade (1998) apontando alguns mitos do mundo moderno. Para o autor, alguns comportamentos míticos ainda sobrevivem sob nossos olhos, porque algumas funções do comportamento mítico são constituintes do ser humano. Se era importante o retorno às origens no mundo arcaico, feito de diversas maneiras, este prestígio das origens sobreviveu nas sociedades modernas europeias.
Mircea Eliade cita vários mitos modernos que tiveram origem em mitos de retorno às origens, EXCETO:
A Reforma protestante inaugurou o retorno à bíblia e ambicionava reviver a experiência da igreja primitiva ou das primeiras comunidades cristãs.
A Revolução Francesa tomou como paradigmas somente os valores gregos.
Em princípios do século XIX, a miragem da origem nobre incita em toda a Europa Central e Sul-oriental uma verdadeira paixão pela história nacional.
O ariano representava o ancestral primordial, o herói nobre imbuído de todas as virtudes.
O comunismo marxista retomou um dos grandes mitos escatológicos do mundo asiáticomediterrâneo: o papel redentor do Justo (hoje, o proletariado), cujos sofrimentos são invocados para modificar o status ontológico do mundo.
“Na modernidade avançada nos deparamos com novas características do processo de secularização: o surgimento dos novos movimentos religiosos e pluralismo religioso, a mercantilização da religião e o reencantamento do mundo. Esses fatos nos indicam que o processo de secularização não segue uma orientação unilateral e contínua, mas está permeado de descontinuidades e de deferência em relação às próprias revoluções iniciadas pela consolidação da modernidade”. (ALMEIDA, Marcos. Religião e modernidade: algumas conclusões acerca do processo de secularização no ocidente. Cadernos de Campo: revista de Ciências Sociais, n° 11, 2005, p.36). Sobre Modernidade, Secularização e Religião, assinale a alternativa CORRETA.
O pluralismo religioso não se caracteriza como fator avançado do processo de secularização em relação à modernidade e aos indivíduos.
O desenvolvimento da cultura moderna não teria sofrido, na visão de Weber, uma influência causal significativa do ethos racional da conduta da vida existente nas concepções protestantes.
O processo de secularização nos séculos XIX e XX inviabilizou o desenvolvimento dos novos movimentos religiosos como resposta à relação entre modernidade e religião.
O processo de secularização, que inspirou diálogos entre a racionalização e o desencantamento do mundo, permitiu uma maior proximidade entre modernidade e religião.
A secularização é uma questão simples que resultou no desaparecimento completo da atividade e do pensamento religioso.


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Segundo Max Weber, a ética religiosa pode influenciar significativamente o comportamento econômico dos indivíduos. Considerando as ideias desse autor, assinale a opção correta acerca de religião e sociedade.
A sociologia das religiões de Max Weber tem como um de seus pilares a ideia da inexistência de afinidades eletivas entre economia e religião.
A ética protestante, segundo Weber, é desvinculada do desenvolvimento do capitalismo moderno.
A ética católica se destaca como fator de desenvolvimento econômico e social e, por isso, se tornou objeto de estudo de grande destaque na obra de Max Weber.
Weber acredita que a ética protestante contribuiu para o desenvolvimento do espírito capitalista, promovendo valores como o enaltecimento do trabalho árduo e da frugalidade.
Para Weber, religião e economia são esferas independentes uma da outra e atuam de modo autônomo, sem interinfluências.
A Cavalgada de Sant’Ana é uma expressão da devoção dos vaqueiros à padroeira de Caicó (RN). Nas décadas de 1950 a 1970, esse evento, então denominado Cavalaria, era celebrado pelas pessoas que residiam na zona rural do município de Caicó. Essas pessoas usavam os animais (jegues, mulas e cavalos) como único meio de transporte, sobretudo para se dirigirem à cidade nos dias de feiras, trazendo seus produtos para comercializarem. Estando em Caicó no período da Festa de Sant’Ana, esses agricultores se organizavam em cavalgada até o pátio da Catedral de Sant’Ana para louvar a santa e receber bênção para seus animais. Por volta da década de 1970, com a chegada do automóvel à zona rural do município, essa expressão cultural foi extinta. O meio de transporte utilizando os animais passou a ser substituído por carros, sobretudo caminhonetes e caminhões, que transportavam os camponeses para a cidade em dias de feiras e festas. Desde 2002, um grupo de caicoenses retomou essa expressão cultural e, em conjunto com a associação dos vaqueiros, realiza no primeiro domingo da Festa a Cavalgada de Sant’Ana. O evento, além de contar com a participação dos cavaleiros que residem nas zonas rurais, atrai também pessoas que residem em Caicó, cidades vizinhas e amantes das vaquejadas.
FESTA DE SANT’ANA. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 12 out. 2021 (adaptado).
As mudanças culturais mencionadas no texto caracterizam-se pela presença de
elementos tradicionais e modernos em torno de uma crença religiosa.
argumentos teológicos e históricos em consequência de uma ordem papal.
fundamentos estéticos e etnográficos em função de uma cerimônia clerical.
práticas corporais e esportivas em decorrência de uma imposição eclesiástica.
discursos filosóficos e antropológicos em resultado de uma determinação paroquial.
Talcott Parsons caracteriza a religião como um conjunto mais ou menos integrado de crenças em entidades sagradas ou sobrenaturais, extraordinárias, não instrumentalizáveis. A religião seria um aspecto da ação humana como todos os outros aspectos no decorrer do desenvolvimento social, cultural e da personalidade.
Certo
Errado
Pitirim Sorokin caracteriza a religião a partir da passagem do ascetismo para o ativismo, de um modelo ideacional para um sensista. Quando ascetas fundadores de sistemas religiosos conseguem ser ouvidos por outros homens, começam a ter seguidores, havendo uma demanda por uma organização ou instituição que mundanizaria um projeto de transcendentalidade.
Certo
Errado
"Axé é uma palavra que quer dizer força, luta, vitória", explica Mãe Marinalva, adepta da umbanda e do candomblé. Ela tem um terreiro em Santa Maria e faz parte da população do Distrito Federal que sofre ataques simplesmente por suas crenças, e precisa de muito axé, para ter liberdade na fé. Só 0,2% dos moradores da capital seguem religiões de matrizes afro-brasileiras, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, um levantamento com dados da delegacia especializada no DF, mostrou que 59,42% dos crimes de intolerância, somando todas as religiões, têm esses grupos como alvos (Leia para saber mais). Para especialistas, os números evidenciam o preconceito contra seguidores da umbanda e do candomblé.”
RIOS, A. Religiões de matriz africana são alvos de 59% dos crimes de intolerância. In: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/11/11 - acessado em 29 de novembro de 2021.
Sobre a Sociologia e a Religião, analise as afirmações e assinale a alternativa correta.
I- A Sociologia como ciência, deve estabelecer o que é certo e errado em termos de religião e religiosidade, constituindo uma ferramenta importante para que as pessoas possam escolher uma boa religião.
II- O fundamentalismo religioso foi reconhecido como fenômeno recentemente, quando o termo passou a ser utilizado pelos cientistas sociais. O sociólogo britânico Anthony Giddens (1938-) o descreve como um movimento de adesão incondicional a determinados valores e crenças, cujos adeptos têm um entendimento literal dos seus livros sagrados. Nos casos mais radicais, isso leva à adesão de meios violentos para a imposição dessa leitura ao restante da sociedade.
III- O fundamentalismo pode vir associado a situações de desigualdade social, por fornecer às populações pobres e injustiçadas, um sentido já definido para a realidade vivida. Desse modo, ele teria maior apelo entre as amplas parcelas da população, que se veem impossibilitadas de consumir tudo o que a sociedade oferece, ostensivamente, vitimadas pelo desemprego e pela desassistência social.
Somente a afirmação I é correta.
Somente a afirmação II é correta.
Todas as afirmações estão corretas.
Somente as afirmações I e II estão corretas.
Somente as afirmações II e III estão corretas.


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Na introdução de sua obra clássica, A ética protestante e o espírito do capitalismo, Max Weber descreve um panorama de racionalização da história ocidental, comparando-a com a história de outros povos do Oriente. O resultado dessa história de racionalização provocou aquilo que Weber chama de desencantamento do mundo. Assinale a alternativa que melhor traduz esse conceito weberiano.
O mundo é compreendido cada vez mais a partir de sua lógica interna desvendada e explicada pela razão humana, de forma que sabemos e acreditamos que, a qualquer instante, poderíamos, bastando que quiséssemos, provar que não existe, em princípio, nenhum poder misterioso e imprevisível que interfira no curso de nossa vida.
Além dos grupos que sempre resistiram religiosamente, assistimos hoje a um crescimento de grupos e expressões religiosas que trazem de volta e de forma contundente visões religiosas de mundo que, não raro, peitam fanaticamente as interpretações e estruturas racionais modernas.
A religião se transformou em uma linguagem que explica as atividades produtivas e as relações sociais, uma espécie de metáfora da vida real que permite ao grupo ter uma explicação sobre a realidade com a qual se depara como oferta e limite para sua existência.
O mundo é revestido por uma atmosfera de sacralidade de tal modo que o cosmo, o céu, os astros, os animais, as plantas e os acontecimentos podem ser interpretados como uma hierofania, ou seja, como sinal, manifestação ou presentificação do sagrado.
Na verdade, Weber quis expressar com esse conceito o fato de que, com o advento da modernidade, o mundo passou a ser visto como um lugar caótico e sem sentido. Assim, as pessoas buscam na religião o que não conseguiram encontrar na ciência e na filosofia.
Os autores clássicos da Sociologia voltaram seu olhar para a religião como um fenômeno social e procuraram interpretá-lo. Dentre esses autores, está Émile Durkheim, o qual, em seu livro As formas elementares da vida religiosa (1912), afirmou que
a religião tem uma dimensão social depositária de significados culturais. Por meio desses significados, os indivíduos e a coletividade interpretam sua condição de vida, constroem uma identidade e agem no ambiente como um todo.
o surgimento do “espírito do capitalismo” (um conjunto de qualidades intelectuais e morais indispensáveis à racionalização econômica) foi possível graças a qualidades exaltadas e defendidas pela religião protestante.
uma das principais funções da religião seria manter a coesão social, a união dos membros da sociedade. Dessa forma, a religião asseguraria a estabilidade da sociedade por meio de relações harmoniosas entre seus integrantes.
o fenômeno religioso seria como um estágio relativamente “primitivo” da evolução social e cultural da humanidade, que ele chama de “estado teológico”. Nessa fase, o ser humano tenderia a passar, gradativamente, da crença em muitos deuses para a crença em um Deus único.
a religião seria responsável pela alienação do indivíduo na estrutura da produção material da sociedade capitalista. É desse autor a célebre expressão “a religião é o ópio do povo”.
O toyotismo desenvolve-se de modo desigual e combinado, excluindo quaisquer traços de formas de racionalizações pretéritas do capital, como o taylorismo e o fordismo.


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Tal como o taylorismo e o fordismo, o objetivo supremo do toyotismo continuou sendo incrementar a acumulação do capital, por meio do aumento da produtividade do trabalho, o que o vincula à lógica produtivista da grande indústria, que dominou o século 20.
O novo método de gestão da produção, impulsionado, em sua gênese sócio-histórica, pelo sistema Toyota, conseguiu assumir um valor universal para o capital em processo, tendo em vista as próprias exigências do capitalismo mundial e das novas condições de concorrência e de valorização do capital, surgidas a partir da crise capitalista dos anos de 1970.
Leia as afirmativas a seguir:
I. O capitalismo se caracteriza pela ideia de transformação da sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e propriedades.
II. O capitalismo, também conhecido como marxismo, se opunha ao socialismo, porque tinha a intenção de criar uma sociedade ideal.
Marque a alternativa CORRETA:


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