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Constituem foco dos programas de qualidade de vida no trabalho as condições de trabalho, a organização do trabalho e as relações sociais.
A desagregação entre produtividade e bem-estar constitui o objetivo das correntes contemporâneas de gestão de programas de qualidade de vida no trabalho.
Patologias sociais da sobrecarga do trabalho, tais como distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, depressão no trabalho e assédio moral, podem ocorrer quando o trabalho é considerado apenas como fonte de subsistência ou, popularmente, ganha-pão.
A temática da qualidade de vida no trabalho assumiu maior relevância na década de 80 do século passado, quando se deu um esgotamento da organização do trabalho de corte toyotista, ao qual se associava a mão de obra multifuncional e bem qualificada.
O conceito de qualidade de vida no trabalho origina-se de abordagens cartesianas, em que se busca a apreensão por meio das sensações e da aplicabilidade prática.
Entre as categorias conceituais de qualidade de vida no trabalho inclui-se a oportunidade de crescimento e segurança, que podem ser dimensionados a partir de indicadores como a perspectiva de avanço salarial.
Um psicólogo pratica a análise ergonômica do trabalho quando compatibiliza os produtos e as tecnologias com as características dos usuários e humaniza o contexto sociotécnico do trabalho.
Em uma estação de trabalho, é recomendável que todas as secretarias se ouçam umas às outras nos seus atendimentos.
O trabalho em equipe consiste em uma estratégia para a melhoria da qualidade das atividades das organizações que engloba o estabelecimento de prioridades, a redução da duplicação de atividades ou serviços, a geração de intervenções mais criativas, o aumento da qualidade da comunicação entre os profissionais e a redução da rotatividade e dos custos da instituição.
Os sons adicionais aos dos próprios atendimentos devem ser isolados.
Os programas de qualidade de vida no trabalho são mecanismos sem caráter normativo que visam, predominantemente, satisfazer os desejos e expectativas dos trabalhadores no desenvolvimento de suas atividades.
Os termos gerenciamento participativo e democracia industrial, próprios de perspectivas teóricas que abordam a qualidade de vida no trabalho, redimensionaram-se semanticamente para incluir a centralização do gerenciamento, a partir da década de 90 do século passado, devido ao avanço da globalização.
A qualidade de vida no trabalho contribui para a redução do absenteísmo.
Considerando-se que o SESMT visa promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho, é correto afirmar que empresas que mantenham esse serviço de segurança contribuem para a qualidade de vida no trabalho.
Entre os fatores que influenciam na qualidade de vida no trabalho, incluem-se as condições ambientais, a segurança do trabalho e o grau de satisfação das pessoas em relação à organização.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, Qualidade de Vida é “ a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores em que ele vive, e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.
Atualmente, as empresas investem em programas de qualidade de vida para dar suporte ao indivíduo e à empresa, buscando a compreensão de seus funcionários de que a saúde está diretamente correlacionada a aspectos de seu ambiente produtivo, que são:
produção e rotatividade.
produtividade e qualidade.
visão organizacional e motivação.
visão organizacional e faturamento.
rotatividade e missão.
”A qualidade de vida no trabalho, pelo lado das organizações, pode ser avaliada pelas práticas que visam assegurar o bem-estar dos empregados, considerados como seres humanos integrais e não apenas como executantes de tarefas.” Maximiano (2000).
Segundo o autor, são exemplos de indicadores específicos de práticas administrativas orientadas para qualidade de vida no trabalho, EXCETO:
ginástica laboral.
investimento na educação formal dos funcionários.
incentivo a competição por cargos mais elevados na organização.
conforto físico e eliminação da insalubridade.
planos de carreira igualitários.
Entre os indicadores utilizados para a gestão de Qualidade de Vida no Trabalho, o Índice de Desenvolvimento Social (IDS) é composto pelos indicadores de:
alimentação, saúde, seguro de vida.
esperança de vida, grau de alfabetização, distribuição de renda.
condições de trabalho, segurança contra o crime, lazer.
conhecimento, participação econômica, participação cultural e política.
longevidade, nível educacional, renda.
Os empregados com metas mais claras, infraestrutura mais bem composta e esquema de trabalho definido podem usufruir de melhor qualidade de vida.
Com relação à ergonomia, os assentos utilizados em postos de trabalho devem atender a requisitos mínimos de conforto como
total conformação na base do assento.
altura ajustável à estatura do trabalhador e à natureza da função exercida.
borda frontal achatada.
encosto com forma totalmente adaptada ao corpo.
espaldar na altura do corpo para proteção da região cervical.