Questões de Concurso sobre Arqueologia Brasileira

 
 
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O mapa a seguir mostra as áreas de distribuição de sítios ceramistas no Estado de Goiás.

Imagem associada para resolução da questão

As áreas assinaladas como 1, 2, 3, 4 e 5 correspondem, respectivamente, às seguintes tradições arqueológicas:

A
Tradição Aratu, Tradição Uru, Tradição Tupiguarani, Tradição Una e Tradição Local Caiapônia.

B
Tradição Uru, Tradição Aratu, Tradição Tupiguarani, Tradição Una e Tradição Local Caiapônia.

C
Tradição Aratu, Tradição Uru, Tradição Tupiguarani, Tradição Una e Tradição Sapucaí.

D
Tradição Uru, Tradição Aratu, Tradição Una, Tradição Tupiguarani e Tradição Sapucaí.
“Acreditamos que o conceito de Educação Patrimonial deva servir como sinal que nos obriga a questionar o papel da educação na constituição do patrimônio, o papel do patrimônio no processo educativo e a função de ambos na dinâmica social que articula a lembrança e o esquecimento”. Esse trecho, extraído de um texto de Flávio Leonel Abreu da Silveira e Márcia Bezerra (2007), evidencia que a Educação Patrimonial:

A
deve estar voltada à socialização do conhecimento construído pelos pesquisadores que abordam o patrimônio cultural.

B
deve ser compreendida como caminho de “mão dupla”, em que os patrimônios culturais são utilizados no processo educativo, ao mesmo tempo em que esse processo provoca reflexões sobre os patrimônios selecionados.

C
deve ser compreendida como caminho profícuo para preservação da memória do passado, evitando os processos de esquecimento.

D
pode ser compreendida como processo que evidencia a grandiosidade dos bens com os quais as comunidades convivem mediante sua conscientização.
Diego Lemos Ribeiro (2014) analisa alguns museus de Arqueologia no Brasil e afirma:

A
os simpósios “Futuro dos Acervos” (SAB 2007), e “Musealização da Arqueologia desafios contemporâneos” (SAB 2009), entre outros, além da atuação da rede de Museus e Acervos de Arqueologia e Etnologia (REMAAE), criada em 2008, podem ser destacados como momentos fundamentais do debate na zona de interseção entre Arqueologia e Museologia.

B
a musealização da Arqueologia já equacionou o impacto gerado pela incorporação de novas coleções nos museus, pois institucionalmente também se expandem os espaços físicos, infraestrutura e recursos humanos.

C
os museus, considerados alternativas à destruição do patrimônio arqueológico por pesquisas mal conduzidas e degradação dos sítios por ação antrópica e biológica, seriam uma espécie de ‘oásis’ dentro dos quais os acervos estão garantidos e chegarão sem risco às futuras gerações.

D
o Museu Arqueológico do Sambaqui de Joinville (MASJ) e o Museu de Arqueologia de Xingó (MAX), instituições analisadas mais profundamente no artigo, possuem equilíbrio entre o quantitativo de coleções e as ações para seu processamento e pesquisa.
No que diz respeito ao papel do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com referência ao patrimônio arqueológico, Alejandra Saladino (2014) aponta que:

A
o IPHAN corresponde ao braço do Estado atuando como agente neutro, arbitrando interesses concorrentes e conflitos entre grupos.

B
o Centro Nacional de Arqueologia (CNA/IPHAN) conseguiu superar o padrão institucional de sombreamento do patrimônio arqueológico frente aos bens edificados.

C
uma “estratigrafia do abandono” (Cristina Bruno, 1995) marcou as primeiras escolhas do órgão, desconsiderando orientações do anteprojeto de Mário de Andrade que, para proteção aos vestígios arqueológicos, recomendava a criação de um museu.

D
a substituição das propostas iniciais de Mário de Andrade por um acordo de cooperação técnica com o Museu Nacional acelerou a organização do IPHAN para atender às demandas da preservação do patrimônio arqueológico.
Mariana Neumann (2008), dialogando com as ideias de Bruno Latour e com autores da denominada Arqueologia Simétrica, defende que, fundamentada na Antropologia Simétrica e na Ecologia Política, a teoria arqueológica pode, enfim, atingir a almejada simetria entre o material e o social, a partir de uma

A
ontologia comum a humanos e não humanos, sem cindir radicalmente Natureza e Sociedade.

B
epistemologia que favoreça o intercâmbio de informações acerca dos seres que formam a natureza.

C
ontologia comum a humanos e não humanos, com eliminação da cisão entre Natureza e Sociedade.

D
teoria que compreenda os coletivos como redes de seres humanos, cujo entendimento do universo social passa pelo universo material.

O estudo de indústrias líticas, quando voltado ao exame da sucessão de gestos técnicos envolvidos na produção e no uso dos artefatos, pode englobar a análise das denominadas Unidades Tecno-Funcionais (UTFs). A figura a seguir mostra um instrumento lítico confeccionado em arenito silicificado, recuperado no nível arqueológico 16 do abrigo GO-JA-01, escavado por Pedro I. Schmitz na região de Serranópolis, sudoeste de Goiás.

Imagem associada para resolução da questão

As UTFs representadas na peça são:


A
elementos morfológicos, cuja organização, no âmbito da cadeia operatória de produção do instrumento, evidencia a função do instrumento.

B
elementos técnicos (ângulos, superfícies, fios) que estão parcialmente relacionados à função desejada para o instrumento (preensão e transformação).

C
elementos funcionais do instrumento (preensão, transformação, recepção de energia). Nesse sentido, o objeto apresenta diferentes eixos funcionais baseado em morfologias semelhantes.

D
elementos técnicos (ângulos, superfícies, fios) que contribuem para o cumprimento da função desejada para o instrumento (preensão, transformação, recepção de energia).
No Brasil, a relação entre a Arqueologia e os museus é marcada atualmente por:

A
colaboração mútua e trabalho harmônico, dentro de princípios e normas claros, de que todos os profissionais envolvidos têm domínio.

B
caminhos de aproximação mas também de estranhamentos e afastamentos.

C
distribuição equilibrada dos museus no território brasileiro, que permite parcerias quando das pesquisas arqueológicas em todo o país.

D
extrema especialização, com a preservação dos acervos arqueológicos restrita aos museus desta tipologia e, geralmente, construídos para esta finalidade.
“Em vista do caráter destrutivo da pesquisa arqueológica, tudo que resta dos sítios escavados é a cultura material recolhida às instituições de pesquisa e a documentação produzida no seu transcurso, o que exige que se dispense a ambas o mesmo cuidado dispensado aos sítios.” (LIMA, 2007). Neste sentido, os bens arqueológicos recolhidos a museus estão submetidos a acautelamentos especiais porque

A
são os únicos a responderem à Portaria n. 262/92 que controla a saída temporária do país para participação em exposições ou intercâmbios, com data de retorno já prevista no momento da entrega do pedido.

B
obedecem também à legislação do campo museal, como o Estatuto de Museus, que exige que o museu possua uma política de aquisições e descartes de bens culturais; a documentação atualizada sobre os acervos, na forma de registros e inventários; e instalações adequadas ao cumprimento das funções.

C
o ingresso de objetos fruto de pilhagem ou atos ilegais nos acervos dos museus não é permitido, pois o Estatuto de Museus (Lei n. 11.904/09) autoriza como única forma de aquisição a recepção de objetos fruto de pesquisa arqueológica sistemática e autorizada pelo IPHAN.

D
o Estatuto de Museus (Lei n. 11.904/09) exige que os museus restaurem todos os objetos arqueológicos antes da incorporação ao seu acervo, por meio da contratação de equipe especializada.
A Instrução Normativa n. 01, de 25 de março de 2015, estabelece que o Projeto Integrado de Educação Patrimonial será desenvolvido:

A
na AID e deverá conter: definição do público-alvo, objetivos, justificativa, metodologia, descrição da equipe multidisciplinar responsável, cronograma de execução e mecanismos de avaliação. A proposição desse projeto deverá compor o Relatório de Avaliação de Impacto aos Bens Culturais Tombados, Valorados e Registrados e o Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, para os empreendimentos de Nível III e IV.

B
na ADA e deverá conter: definição do público-alvo, objetivos, justificativa, metodologia, descrição da equipe multidisciplinar responsável, cronograma de execução e mecanismos de avaliação. Esse projeto deverá ser executado desde a etapa de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico e aos Bens Culturais Tombados, Valorados e Registrados.

C
na AID e deverá conter: definição do público-alvo, objetivos, justificativa, metodologia, descrição da equipe multidisciplinar responsável, cronograma de execução e mecanismos de avaliação. Esse projeto deverá ser executado em empreendimentos de todos os níveis e em todas as etapas de licenciamento.

D
na AII e deverá conter: definição do público-alvo, objetivos, justificativa, metodologia, descrição da equipe multidisciplinar responsável e cronograma de execução. A proposição desse projeto deverá compor o Relatório de Avaliação de Impacto aos Bens Culturais Tombados, Valorados e Registrados.
A respeito da trajetória da normatização referente ao patrimônio arqueológico,

A
o direito de acesso deve ser assegurado a qualquer cidadão e em qualquer momento, mediante solicitação simples, aos acervos depositados em museus e instituições de guarda.

B
a proteção do patrimônio arqueológico, no Brasil, é praticamente inexistente em relação à legislação de outros países.

C
a Lei n. 3.924, de 1961, estabeleceu distinções entre a pesquisa arqueológica profissional e as práticas amadoras.

D
a Lei n. 3.924, de 1961, assegurou a preservação do patrimônio arqueológico brasileiro em sua diversidade, fossem os sítios arqueológicos monumentais ou não, em áreas rurais ou urbanas, referentes à Arqueologia histórica ou à pré-colonial, indistintamente.
Irmhild Wust, em sua dissertação de mestrado, intitulada “Aspectos da ocupação pré-colonial em uma área do Mato Grosso de Goiás – tentativa de análise espacial” (WUST, 1983), procurou construir

A
um encaminhamento teórico-metodológico que ultrapasse a abordagem classificatória-descritiva, ao conceber a Arqueologia como uma disciplina da Antropologia e enfocar os processos culturais por meio de uma análise espacial e da aplicação cautelosa da “analogia etnográfica”.

B
um encaminhamento teórico-metodológico voltado à compreensão das rotas de migração dos povos préhistóricos no Estado de Goiás, por meio da identificação de artefatos tipo no contexto espacial.

C
uma pesquisa classificatória-descritiva, considerada como etapa necessária e preliminar a uma pesquisa espacial marcadamente histórico-cultural, visando estabelecer fases e tradições arqueológicas.

D
uma pesquisa em que a Arqueologia, como uma disciplina da Antropologia, buscasse compreender os processos culturais de grupos pré-coloniais, sem recorrer a nenhuma “analogia etnográfica”, vista pela autora como um elemento limitador da interpretação arqueológica.
Carlos Costa e Fabiana Comerlato (2014), ao tratarem da questão do endosso institucional em projetos de Arqueologia, alertam que:

A
o endosso é uma carta de transferência de autonomia institucional que é dada pela instituição que realizará a guarda de acervos arqueológicos para a equipe do projeto de Arqueologia apoiado. Para tal, é imprescindível que o arqueólogo determine previamente a quantidade de material que sairá do sítio, bem como sua organização e suas estruturas internas.

B
a instituição museológica, ao conferir endosso institucional, assume três responsabilidades: guarda permanente dos bens da União, sua manutenção física e o gerenciamento das informações a eles relacionadas.

C
as instituições museológicas atuam distantes do licenciamento ambiental, dentro de outras lógicas e princípios, conhecendo pouco o funcionamento deste mercado e suas obrigações nessas relações. Assim, ficam vulneráveis à atuação dentro de propostas que vêm das empresas, quando não estabelecem suas próprias regras de emissão dos endossos.

D
os museólogos e o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) são os que mais têm contribuído, entre os agentes envolvidos nos processos de geração de acervos pelos endossos institucionais (IPHAN, arqueólogos, instituições de guarda, empresas de contrato, etc.), pois desenvolveram metodologias e formaram uma massa crítica consolidada sobre a geração de acervos arqueológicos.
Os tipos de sítios arqueológicos comuns na ilha de Marajó são os(as)

A
geoglifos.

B
tesos.

C
casas subterrâneas.

D
estearias.

E
aldeias circulares.

Dadas as afirmativas abaixo, em relação à Portaria n°230, de 17 de dezembro de 2002, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN,


I. Apresenta dispositivos para a compatibilização e obtenção de licenças ambientais na área dos estudos preventivos de arqueologia.

II. Dispõe sobre as necessidades de fomentar a construção de uma gestão compartilhada dos sítios históricos urbanos tombados.

III. Conceitua e organiza a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional.

IV. Dispõe sobre os procedimentos a serem observados para a concessão de autorização para realização de intervenções em bens edificados tombados e nas respectivas áreas de entorno.

V. Veda a saída do país de obras de arte e outros bens tombados sem a prévia autorização do IBPC.


verifica-se que está(ão) correta(s) apenas


A

I.


B

V.


C

I, III e V.


D

II, III e IV.


E

II, IV e V.

A denominação "Tupiguarani" para designar cerâmica arqueológica pré-histórica deve-se


A

à homogeneidade dos grupos costeiros.


B

à dificuldade de discernir entre atributos em cerâmica tupi e guarani.


C

às migrações desde a região amazônica de grupos indígenas falantes de tupi-guarani.


D

ao fato de que apenas a partir do contato foi possível discernir entre grupos falantes de tupi-guarani.


E

à necessidade de associar a cerâmica ao tronco linguístico tupi-guarani.

Bioturbações na alteração de sítios arqueológicos préhistóricos no nordeste do Brasil são numerosas e diversas, incluindo


A

efeitos eólicos.


B

a prática de horticultura por coivara.


C

erosão por gravidade em sítios a céu aberto em áreas elevadas.


D

diagênese dos sedimentos arqueológicos.


E

formação de terraços e ações fluviais.

A primeira referência escrita ao termo educação patrimonial encontra-se no(a)

A
Guia Básico de Educação Patrimonial, de 1999.

B
Carta Internacional do ICOMOS sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático, de 1996.

C
Manual de Atividades Práticas de Educação Patrimonial, de 2007.

D
Resolução CONAMA nº 001/1986.

E
Portaria IPHAN nº 230/2002.
Com relação ao comércio de bens arqueológicos no Brasil, assinale a alternativa correta.

A
É permitido apenas nas lojas do IPHAN.

B
É permitido em museus cadastrados pelo IPHAN.

C
É expressamente proibido.

D
É proibido apenas para os bens tombados.

E
É proibido apenas para exportação.

Obtêm-se datações precisas de sítios arqueológicos históricos brasileiros através de


A

tipologia.


B

radiocarbono 14.


C

fórmulas estatísticas.


D

termoluminescência.


E

seriação de frequência.

Assinale a alternativa que indica a cidade portuária na qual ocorreu, em 1964, um importante seminário de treinamento em análise de cerâmicas arqueológicas.

A
Rio Grande.

B
Belém.

C
Rio de Janeiro.

D
Santos.

E
Paranaguá.
 
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