Questões de Concurso sobre Teoria e Abordagem Arquivística

 
 
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A ISDIAH é uma norma internacional que tem por objetivo

A
estabelecer "diretrizes gerais para a preparação de descrições arquivísticas".

B
dar "diretivas para a preparação de registros de autoridade arquivística que forneçam descrições de entidades (entidades coletivas, pessoas e famílias) relacionadas à produção e manutenção de arquivos".

C
apresentar "regras gerais para a normalização de descrições de instituições com acervos arquivísticos".

D
dar "diretivas para a preparação de descrições de funções de entidades coletivas associadas à produção e manutenção de arquivos".

E
fornecer "à profissão arquivística regras de conduta de alto nível".
O sentido pleno de cada documento de arquivo evidenciase por meio de sua relação com os demais documentos produzidos/recebidos/acumulados por uma instituição. Tal relação é conhecida como

A
gênese arquivística.

B
idade arquivística.

C
valor arquivístico.

D
vínculo arquivístico.

E
unicidade arquivística.

Em conformidade com MEDEIROS, quanto à documentação, analisar a sentença abaixo:


Documentação é um conjunto de técnicas cujo objetivo primordial é a produção, sistematização, distribuição e utilização de documentos (1ª parte). Do ponto de vista bibliográfico, documento é qualquer obra que não seja manuscrita ou impressa (2ª parte).


A sentença está:


A

Correta somente em sua 1ª parte.


B

Correta somente em sua 2ª parte.


C

Totalmente correta.


D

Totalmente incorreta.

De acordo com MEDEIROS e HERNANDES, sobre a pesquisa, analisar a sentença abaixo:

Uma pesquisa pode ser realizada por meio de experiência laboratorial, de documentos ou de bibliografia (1ª parte). A pesquisa de campo exige o aprofundamento teórico que é conseguido mediante a pesquisa documental e a bibliográfica (2ª parte).

A sentença está:


A

Correta somente em sua 1ª parte.


B

Correta somente em sua 2ª parte.


C

Totalmente correta.


D

Totalmente incorreta.

A estrutura organizacional de uma instituição pode servir de referência para a montagem de

A
uma lista de eliminação.

B
um plano de classificação.

C
uma tabela de equivalência.

D
um guia de fontes.

E
um projeto de ação educativa.
O tratamento sumário proporcionado pelo inventário é o ideal para a descrição de fundos, afirma Heloísa Bellotto em seu livro Arquivos permanentes (Rio de Janeiro: FGV Editora, 2007. p. 198). Dentre as razões que fundamentam sua opinião, a autora dá maior importância

A
ao tempo que seria necessário para realizar a descrição unitária dos documentos.

B
à dificuldade de lidar com enormes massas documentais acumuladas.

C
à precariedade dos recursos humanos existentes nas instituições arquivísticas.

D
às características do próprio documento administrativo, peculiarmente repetitivo.

E
aos custos financeiros elevados que a produção de um catálogo acarretaria.

Ao analisar a natureza dos documentos de arquivo, o renomado arquivista norte-americano T. R. Schellenberg afirma que, para caracterizá-los, o importante é verificar


A

o assunto de que tratam.


B

a razão de sua criação.


C

os conceitos que abordam.


D

o prazo de vigência de seus dispositivos.


E

a numeração recebida no protocolo.

A existência jurídica própria é uma das condições para que um órgão ou entidade produza um fundo de arquivo.

C
Certo

E
Errado
O renomado arquivista canadense Terry Cook defende, nesse texto, ideias que ficaram conhecidas como

A
pré-custodiais.

B
cientificistas.

C
iluministas.

D
pós-modernas.

E
neopositivistas.
O Conselho Internacional de Arquivos concluiu, em fevereiro de 2014, o documento Princípios de acesso aos arquivos: orientação técnica para gestão de arquivos com restrições, devidamente traduzido pelo Arquivo Nacional. O texto menciona 7 (sete) tipos de restrições gerais: documentos que contêm informações cuja divulgação constituiria violação claramente injustificada da privacidade de uma pessoa; documentos restritos por lei, decreto ou ordem judicial; documentos relacionados a investigações; documentos que contêm informações empresariais e financeiras confidenciais; documentos contendo informações relacionadas ao processo de tomada de decisões confidenciais; documentos com informações relacionadas à segurança nacional; e documentos

A
de agências financiadoras de projetos de pesquisa e bolsas acadêmicas.

B
produzidos por partidos e organizações político-partidárias.

C
contendo informações empregatícias ou pessoais confidenciais.

D
de titulares de cargos eletivos no exercício de seus mandatos.

E
relacionados com a fé e as crenças de toda e qualquer comunidade religiosa.
Ao discorrer sobre os documentos públicos ao longo de seu ciclo vital, o renomado arquivista norte-americano Schellenberg estabelece uma distinção entre valores probatórios e informativos. Segundo o autor,

A
os valores probatórios dependem de sinais de validação acrescentados aos documentos.

B
os valores informativos relacionam-se a pessoas, coisas ou fenômenos.

C
valores probatórios e valores informativos são mutuamente excludentes.

D
os documentos relativos à origem e ao funcionamento da instituição têm apenas valor informativo.

E
só os documentos originais possuem valor probatório.

Ao comparar documentos de arquivo com os produzidos pela chamada história oral, Henry Rousso afirma que tais fontes são bem diferentes.

Imagem associada para resolução da questão

Pode-se afirmar que


A
quanto mais se afastam temporalmente dos fatos, as fontes conseguem refleti-los com maior isenção.

B
os depoimentos orais são contemporâneos aos acontecimentos e, nessa medida, dignos de crédito.

C
a seleção dos documentos de arquivo é programada antecipadamente, de modo a fornecer um legado patrimonial para o futuro.

D
as fontes memoriais se caracterizam pela organicidade e naturalidade, sendo mais dignas de crédito que as demais.

E
os documentos de arquivo não são produzidos com a intenção de servir de fonte para a história.
Ao explicar o conceito de gestão de documentos em seu manual Arquivo: teoria e prática, Marilena Leite Paes afirma que uma das principais contribuições do arquivista no processo de produção documental, seja no âmbito de um órgão público ou de uma entidade privada, é

A
autenticar os sinais de validação da correspondência.

B
proceder ao levantamento das reivindicações dos funcionários.

C
interferir diretamente no processo decisório da instituição.

D
escolher o grau de densidade da informação a ser registrada.

E
sugerir a criação ou extinção de modelos e formulários.
O fato de os documentos de arquivo não serem criados com vistas à posteridade lhes confere, no âmbito da teoria arquivística, o atributo da

A
veracidade.

B
unicidade.

C
cumulatividade.

D
imparcialidade.

E
organicidade.

AArquivologia, como disciplina, consiste na construção do conhecimento sobre documentos de arquivo e na ação sobre eles de forma metódica para proteger as propriedades que possuem. Assim, a grande questão teórica é:


A

o que são essas propriedades que precisam ser protegidas e por quem


B

quais métodos utilizar para proteger as propriedades dos documentos de arquivo


C

qual das propriedades precisam ser protegidas e por quem


D

o que são essas propriedades que precisam ser protegidas, e por que precisam

Autenticidade é a qualidade de um documento

A
quando preenche as formalidades necessárias para que se reconheça sua proveniência, independentemente da veracidade do respectivo conteúdo.

B
cujo conteúdo exprime a verdade do que afirma e a legitimidade de suas intenções, do ponto de vista ético.

C
que, depois de ter sido submetido à autoridade notarial, isto é, ter recebido a assinatura do titular de um cartório, adquire “fé jurídica”.

D
depois de ter seu teor analisado por especialistas e ter recebido deles o devido laudo pericial.

E
assegurada, por escrito, pelos historiadores que o consultaram para suas pesquisas, garantindo assim seu uso pela historiografia.
De acordo com Rousseau e Couture (1998), “se partirmos do princípio que a economia de espaço e de equipamento é o ponto máximo e determinante a favor da existência do período de semiatividade, compreende-se a vantagem de conservar os documentos semiativos de forma:

A
descentralizada”.

B
organizada".

C
padronizada”

D
centralizada".

E
hierarquizada”.

À luz dos estudos da diplomática empreendidos por Luciana Duranti foi possível estabelecer uma nova impressão acerca do princípio do quietat non movere ou princípio da santidade, cuja orientação é não macular a ordem original dada aos conjuntos documentais. Sob esta perspectiva, observe as assertivas a seguir:

I – O princípio do quietat non movere ou o princípio da santidade é conhecido, também, como princípio da ordem original;

II – Deve-se observar que o princípio do quietat non movere ou o princípio da santidade não corresponde exclusivamente ao ordenamento físico dos documentos;

III – No princípio do quietat non movere ou o princípio da santidade destaca-se a análise do fluxo natural e orgânico com que os documentos foram produzidos e não propriamente os detalhes ordenatórios de seu primeiro arquivamento.

Assinale a opção correta:


A
Apenas I e II são verdadeiras

B
Apenas I e III são verdadeiras

C
Apenas I é verdadeira

D
I, II e III são verdadeiras

E
Apenas II e III são verdadeiras
Segundo Jardim (2006), entende-se por políticas públicas arquivísticas:

A
a legislação arquivística - produzida pelo Estado e inserida nas agendas governamentais em nome do interesse social – que contempla os diversos aspectos relativos à produção, ao uso e à preservação da informação arquivística pública.

B
o Sistema Nacional de Arquivos - coordenado pelo Conselho Nacional de Arquivos e inserido nas agendas governamentais em nome do interesse social – que contempla os diversos aspectos relativos à produção, ao uso e à preservação da informação arquivística privada.

C
a legislação arquivística – formulada pelo Arquivo Nacional e inserida nas agendas governamentais em nome do interesse social – que contemplam os diversos aspectos relativos à produção, ao uso e à preservação da informação arquivística pública e privada.

D
o conjunto de valores políticos – coordenado pelo Município e inserido nas agendas das Prefeituras em nome do interesse nacional – que atua como parâmetro balizador à formulação e execução da informação arquivística pública.

E
o conjunto de premissas, decisões e ações - produzidas pelo Estado e inseridas nas agendas governamentais em nome do interesse social – que contemplam os diversos aspectos relativos à produção, ao uso e à preservação da informação arquivística pública e privada.
Segundo Bellotto (2008), “o objeto dos modernos estudos da Diplomática é a unidade arquivística elementar”, representada por:

A
espécie documental.

B
tipo documental.

C
forma documental.

D
gênero documental.

E
natureza documental.
   
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