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Segundo Schellenberg, a avaliação surgiu da impossibilidade de se guardar tudo e da desconfiança da necessidade de se manter todos os documentos.
Os termos séries, subséries, grupos, subgrupos, classes identificam as unidades de classificação.
A atividade de classificar documentos pressupõe conhecimentos da instituição e da natureza dos documentos e nela deve-se observar sempre que cada ramo de atividade exige um método diferenciado e adequado aos objetivos a que se propõe. Sendo assim, os métodos de arquivamento, segundo Paes (2005), pertencem a dois grandes sistemas:
direto e indireto.
geral e específico.
máximo e mínimo.
completo e incompleto.
complexo e simples.
O sistema conhecido como bloco-numérico é o mais utilizado no Brasil, principalmente devido à influência do código de classificação do Conselho Nacional de Arquivos.
A noção de pré-arquivo está superada, sob o ponto de vista terminológico, no âmbito da comunidade arquivística brasileira, que passou a utilizar o conceito de arquivo corrente.
A função e as subfunções, as atividades e as subatividades são, em geral, os princípios de classificação utilizados para a definição das unidades de classificação.
O sistema de codificação deve admitir expansões, possibilitando a inserção de novas unidades de classificação para atender aos documentos que resultem de novas atividades, bem como permitir a divisão das unidades de classificação à medida que os documentos relativos às unidades se tornem mais complexos.
Conhecer a organização acumuladora de documentos, sua missão, suas funções e atividades é o caminho para a elaboração de um instrumento de classificação.
Schellenberg defende que a avaliação dos documentos públicos modernos é justificada pelo volume de documentos produzidos, principalmente em decorrência da expansão das atividades do Estado.
A proveniência é um nível de classificação e o fundo é um princípio de classificação.
Segundo Schellenberg (1973), os documentos compreendidos na expressão “documentos de diretrizes” (policy documents) devem ser preservados. “Documentos de diretrizes”, em seu sentido estrito, referem-se a:
relatórios anuais das realizações de um órgão.
relatórios anuais de programas substantivos.
documentos especiais que registram as atividades-meio ou fim de um órgão.
documentos especiais que servem para comunicar diretrizes e normas de procedimentos aos vários setores de um órgão.
documentos especiais que servem para comunicar as políticas arquivísticas de um órgão a todos os setores subordinados.
O Departamento de Meio Ambiente da empresa de consultoria RIO ENGE criou uma sistemática de colocar os documentos recebidos ou produzidos diariamente numa seqüência alfabética, numérica ou alfanumérica, a partir de uma metodologia de arquivamento definida previamente. Assim, esta atividade se repete todos os dias, visando a manter uma coerência na própria rotina da administração. Esta atividade, arquivisticamente, é chamada de
gestão
laminação
conservação
manutenção
classificação
O dossiê é um conjunto de documentos relacionados entre si por assunto (ação, evento, pessoa, lugar, projeto), que constitui uma unidade de arquivamento.
A grande contribuição de Schellenberg para a questão da avaliação de documentos foi a introdução do conceito de valor.
A proposta de quatro idades documentais, formulada pelo italiano Elio Lodolini, é, na verdade, o desdobramento da idade intermediária em dois momentos: os arquivos de depósito e os pré-arquivos.
A teoria dos valores dos documentos, criada por Schellenberg, tem como ponto de partida o conceito de records group, que é formado pelos documentos com valor probatório.
“A deterioração de algumas instâncias institucionais da administração pública brasileira, provocada pelo modelo neoliberal de Estado mínimo, atingiu frontalmente as instituições arquivísticas nacionais que, sob a liderança do Arquivo Nacional, vinham tentando romper, na década de 1980, com a tradição latino-americana dos ‘arquivos nominais’”. (FONSECA, 2005) Por “arquivos nominais” entendem-se:
instituições arquivísticas responsáveis pela custódia de acervos familiares e pessoais.
instituições arquivísticas presentes nos orçamentos públicos de diversos países, mas que não utilizam as verbas de suas respectivas rubricas.
instituições arquivísticas presentes nos orçamentos públicos de diversos países e que ultrapassam as verbas de suas respectivas rubricas.
instituições arquivísticas presentes nos organogramas das administrações públicas de países latino-americanos, com todos os indícios de sua existência, mas desprovidas dos recursos materiais e humanos indispensáveis ao seu funcionamento.
instituições arquivísticas responsáveis pela custódia de acervos cartoriais.
A indicação de eliminação de um conjunto de documentos em uma tabela de temporalidade estabelece de forma imprescindível a necessidade de uma amostragem documental.
Hilary Jenkinson defende que a eliminação de documentos não deveria fazer parte das atribuições do arquivista, diferentemente do que defende o modelo alemão.
Na última década, surgiu uma nova maneira de abordar a questão da avaliação de documentos de arquivo. O objeto da análise passou a ser constituído pelas estruturas organizacionais, pelas funções e pelo contexto de atuação da organização, bem como pelas relações dessa organização com a sociedade.