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Considere o seguinte texto:
Segundo o portal do Comitê executivo de Governo Eletrônico que definiu em 2018 os Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico – ePING, a interoperabilidade pode ser entendida como uma “característica que se refere à capacidade de diversos sistemas e organizações trabalharem em conjunto (interoperar) de modo a garantir que pessoas, organizações e sistemas computacionais interajam para trocar informações de maneira eficaz e eficiente”. O portal menciona ainda que a arquitetura ePING define “um conjunto mínimo de premissas, políticas e especificações técnicas que regulamentam a utilização da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) na interoperabilidade de serviços de Governo Eletrônico, estabelecendo as condições de interação com os demais Poderes e esferas de governo e com a sociedade em geral”.
(BRASIL. Comitê Executivo de Governo Eletrônico. Padrões de interoperabilidade de governo eletrônico – ePING. 2018. Disponível em: http://eping.governoeletronico.gov.br. Acesso em: 02 fev. 2022.)
A respeito dos Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico – ePING, assinale a alternativa correta.
A Lei de Acesso à Informação (LAI) prevê que o acesso é regra e o sigilo constitui uma exceção, reforçando o uso da interoperabilidade na busca pela publicidade dos dados.
Para os propósitos de interoperabilidade, a ePING define que serão adotados nas especificações técnicas os padrões abertos, não sendo aceitos os padrões proprietários.
A dimensão organizacional da ePING prevê o desenvolvimento e adoção de uma política de disseminação de dados e informações visando a facilitar o cruzamento de dados de diferentes fontes de informação, quando da sua utilização por outras organizações.
Com a finalidade de organizar as definições dos padrões, a arquitetura ePING foi segmentada em três partes: técnica, semântica e organizacional.
As especificações técnicas da ePING são classificadas em três níveis de situações que caracterizam o grau de aderência às organizações: segurança, inteligência e áreas de integração para governo eletrônico.
Determinado cidadão, com base na Lei nº 12.527/2011, apresenta requerimento à UNESP solicitando acesso a documento de seu interesse. Contudo, em parte do documento solicitado, que se encontra arquivado na Universidade, há informação sobre um importante projeto de pesquisa. Nessa situação hipotética, considerando o direito de acesso à informação garantido por lei, é correto afirmar, portanto, que o pedido do cidadão
poderá ser deferido, mas se o projeto de pesquisa for de sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, o acesso à parte não sigilosa será concedido por meio de certidão, extrato ou cópia com ocultação da parte sob sigilo.
deve ser negado, devendo a UNESP alegar que não pode fornecer informação contida em documento que diz respeito a projeto de pesquisa da Universidade, independentemente do seu conteúdo.
não pode ser negado, ainda que o documento tenha relação com o projeto de pesquisa, independentemente do seu conteúdo, uma vez que a Lei não faz qualquer restrição ao direito de acesso à informação.
terá que ser deferido, independentemente do conteúdo do documento solicitado, devendo, entretanto, a UNESP fazer com que o cidadão assine termo de confidencialidade de documento sigiloso.
será indeferido, se o projeto de pesquisa for de sigilo imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, ainda que parte do documento não seja sigiloso.
No que se refere à Lei de Acesso à Informação, é correto afirmar que:
a Lei de Acesso à Informação é aplicável apenas no âmbito dos órgãos públicos integrantes da administração direta dos poderes Executivo, Legislativo - incluindo as Cortes de Contas - e Judiciário e do Ministério Público.
os órgãos e entidades públicas respondem diretamente pelos danos causados em decorrência da divulgação não autorizada ou utilização indevida de informações sigilosas ou informações pessoais, cabendo a apuração de responsabilidade funcional nos casos de dolo ou culpa, assegurado o respectivo direito de regresso.
tem como diretriz a observância da publicidade como preceito geral, sendo vedado qualquer tipo de sigilo de informações.
os municípios com até dez mil habitantes estão dispensados da divulgação de informações referentes à execução orçamentária e financeira.
o acesso à informação somente será concedido quando necesário à tutela judicial ou administrativa de direitos fundamentais.
Ainda sobre a Lei n. 12.527/2011, Lei de Acesso à informação, é CORRETO afirmar que:
A pessoa física ou entidade privada que, em razão de qualquer vínculo com o poder público, executar atividades de tratamento de informações sigilosas, não adotará as providências necessárias para que seus empregados, prepostos ou representantes observem as medidas e procedimentos de segurança das informações resultantes da aplicação desta Lei.
A classificação das informações não será reavaliada pela autoridade classificadora ou por autoridade hierarquicamente superior, mediante provocação ou de ofício, nos termos previstos em regulamento, com vistas à sua desclassificação ou à redução do prazo de sigilo.
A restrição de acesso à informação relativa à vida privada, honra e imagem de pessoas poderá ser invocada com o intuito de prejudicar processo de apuração de irregularidades.
Os órgãos e entidades públicas respondem diretamente pelos danos causados em decorrência da divulgação não autorizada ou utilização indevida de informações sigilosas ou informações pessoais, cabendo a apuração de responsabilidade funcional nos casos de dolo ou culpa, assegurado o respectivo direito de regresso.
O órgão ou a entidade não poderá cobrar o valor necessário ao ressarcimento dos custos dos serviços e dos materiais utilizados, quando o serviço de busca e de fornecimento da informação exigir reprodução de documentos pelo órgão ou pela entidade pública consultada.
A manipulação de informações, atribuindo-lhe sigilo com o fito de encobrir atos que possam beneficiar a si ou a terceiros, constitui conduta ilícita que enseja responsabilidade do agente público.
Certo
Errado