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Lucas, agindo com dolo e valendo-se do anonimato, deu causa à instauração de inquérito policial contra Marcos, seu colega de trabalho, imputando-lhe a prática do crime de furto em detrimento da sociedade empresária Alfa, onde ambos trabalham. Registre-se que Lucas assim agiu mesmo sabendo ser Marcos inocente, com o objetivo de prejudicá-lo no ambiente laboral que compartilham.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Lucas responderá pelo crime de
denunciação caluniosa na modalidade simples, com a incidência de uma causa de diminuição de pena.
denunciação caluniosa na modalidade simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena.
comunicação falsa de crime, na modalidade simples, com a incidência de uma causa de aumento de pena.
comunicação falsa de crime, na modalidade qualificada, sem causas de aumento de pena.
denunciação caluniosa na modalidade qualificada, sem causas de aumento de pena.
Solange, vizinha de Afonso, com quem mantém um péssimo relacionamento, resolve denunciá-lo por maus tratos aos animais e perturbação do sossego. No entanto, Solange está plenamente ciente de que Afonso não cometeu nenhuma das duas infrações. Sua denúncia deu causa a uma investigação da Polícia Civil sobre os fatos. A respeito dessa situação, Solange:
Não cometeu crime, pois é seu direito provocar as autoridades, mesmo sabendo que os crimes imputados não se verificaram.
Não cometeu crime, porém pode ser responsabilizada civilmente pela ocorrência de danos morais.
Cometeu crime de exercício arbitrário das próprias razões.
Cometeu crime de falso testemunho ou falsa perícia.
Cometeu o crime de comunicação falsa de crime ou contravenção.
Matheus, agindo com dolo e por meio de uma denúncia anônima, provocou a ação do delegado de polícia José, comunicando-lhe a ocorrência do crime de esbulho possessório contra a sua propriedade, por parte de terceira pessoa não identificada. Registre-se que Matheus, ao assim agir, sabia que o crime não tinha se verificado.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Matheus:
não responderá por qualquer crime, já que o esbulho possessório não foi imputado a pessoa certa e determinada;
não responderá por qualquer crime, salvo se o delegado José proceder à deflagração de inquérito policial;
responderá pelo crime de denunciação caluniosa, na modalidade qualificada;
responderá pelo crime de comunicação falsa de crime, na modalidade qualificada;
responderá pelo crime de comunicação falsa de crime, na modalidade simples.
Durante a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, o nadador estadunidense Ryan Lochte comunicou à polícia civil ter sofrido um assalto após uma festa. O roubo efetivamente não aconteceu e, posteriormente, foi verificado que o atleta realizou a comunicação a Delegacia de Atendimento ao Turista para justificar estar chegando tarde à Vila Olímpica.
A hipótese em que alguém comunica à polícia um crime que sabe não ter acontecido é tipificado pela lei penal brasileira como
comunicação falsa de crime, Art. 340 do Código Penal.
denunciação caluniosa, Art. 339 do Código Penal.
calúnia, Art. 138 do Código Penal.
autoacusação falsa, Art. 341 do Código Penal.
falso testemunho, Art. 342 do Código Penal.
João, desafeto de longa data de Matheus, analista judiciário no âmbito do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), compareceu ao Ministério Público Federal e informou que Matheus, no exercício das suas funções, estaria subtraindo diversos bens da repartição pública, muito embora soubesse ser ele inocente. A partir das informações colhidas, foi deflagrado um procedimento investigatório criminal em detrimento de Matheus. Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, João responderá pelo crime de:
exercício arbitrário das próprias razões;
comunicação falsa de crime;
denunciação caluniosa;
fraude processual;
falso testemunho.
Tício, com o objetivo de prejudicar Mévio, seu desafeto, comparece à Delegacia de Polícia e afirma que o último estaria desviando valores pecuniários que pertencem à Fazenda Pública municipal, o que, em tese, caracteriza o crime de peculato, mesmo sabendo ser o agente inocente. Em razão dos fatos narrados, o Delegado de Polícia deflagra inquérito policial para apurá-los.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Tício responderá pela prática do crime de
falsa comunicação de crime, com a incidência de uma causa de aumento de pena, considerando que os fatos imputados envolvem um crime contra a Administração Pública.
denunciação caluniosa, com a incidência de uma causa de aumento de pena, considerando que os fatos imputados envolvem um crime contra a Administração Pública.
falsa comunicação de crime, sem causas de aumento ou de diminuição de pena.
denunciação caluniosa, sem causas de aumento ou de diminuição de pena.
falso testemunho, sem causas de aumento ou de diminuição de pena.
Após o recebimento de uma intimação por parte da Polícia Federal, Fabiano compareceu à sede da instituição, sendo informado pela autoridade policial da existência de um inquérito policial em curso, no qual ele seria ouvido na qualidade de testemunha. Durante o depoimento, gravado em áudio e vídeo, Fabiano, em diversas ocasiões, calou a verdade sobre fatos juridicamente relevantes, embora não tenha feito afirmações falsas.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Fabiano:
não responderá por qualquer crime, já que, apesar de ter calado a verdade, não fez uso de afirmações falsas;
não responderá por qualquer crime, já que calou a verdade em inquérito policial, e não em processo judicial;
responderá pelo crime de favorecimento real;
responderá pelo crime de fraude processual;
responderá pelo crime de falso testemunho.
Relacione a coluna 1 com a coluna 2.
Coluna 1
(1) Denunciação caluniosa.
(2) Comunicação falsa de crime ou de contravenção.
(3) Fraude processual.
Coluna 2
( ) Inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito.
( ) Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado.
( ) Dar causa à instauração de inquérito policial, de procedimento investigatório criminal, de processo judicial, de processo administrativo disciplinar, de inquérito civil ou de ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime, infração ético-disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente.
3, 1, 2;
1, 2, 3;
3, 2, 1;
1, 3, 2;
2, 3, 1.
No intuito de prejudicar seu desafeto Fulano, Sicrano compareceu na delegacia de polícia e, mesmo sabendo da inocência de Fulano, formalizou boletim de ocorrência, imputando-lhe a prática do crime de receptação, o que ocasionou posterior instauração de inquérito policial. Diante da situação narrada, é correto afirmar que Sicrano praticou o crime de
denunciação caluniosa.
comunicação falsa de crime ou contravenção.
fraude em inquérito policial.
comunicação falsa de crime, com incidência de aumento de pena em razão da instauração do inquérito policial.
calúnia.
Lucas compareceu ao batalhão da Polícia Militar localizado na cidade onde reside e noticiou aos policiais lá presentes que duas pessoas não identificadas, integrantes de torcidas organizadas de times rivais, estariam em intensa luta corporal, muito embora soubesse que os fatos não eram verdadeiros. Registre-se que, em razão da conduta de Lucas, provocou-se a ação de autoridades públicas.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal, é correto afirmar que Lucas:
não responderá por qualquer delito, pois não houve a deflagração de inquérito policial ou de procedimento investigatório criminal;
não responderá por qualquer delito, pois não houve a imputação de prática de crime a pessoa certa e determinada;
responderá por comunicação falsa de crime;
responderá por denunciação caluniosa;
responderá por falso testemunho.
Agente policial comunica a autoridade policial sobre a ocorrência de contravenção penal de que sabe inocente seu desafeto, e o conduz detido até Delegacia de Polícia. Lá, o conduzido livra-se solto. Ao final da ação penal, o desafeto do agente policial é absolvido.
É correto dizer que o agente policial
praticou crime consumado.
praticou crime tentado.
praticou, apenas, falsa comunicação de crime ou contravenção.
não praticou crime algum, tendo em vista a posterior absolvição.
não praticou crime algum, por se tratar de falsa imputação de contravenção.
Assinale a alternativa falsa em relação aos conceitos do Direito Penal brasileiro.
Na actio libera in causa compreendem-se as situações em que o sujeito pratica um comportamento criminoso sendo inimputável ou incapaz de agir, mas, em momento anterior, ele próprio se colocou nesta situação de ausência de imputabilidade ou de capacidade de ação.
Por ignorar a lei, pode o autor desconhecer a classificação jurídica, a quantidade da pena, ou as condições de sua aplicabilidade, possuindo, contudo, representação da ilicitude do comportamento.
A ignorância da antijuridicidade é o desconhecimento dos dispositivos legislados, a ignorantia legis é o desconhecimento de que a ação é contrária ao direito.
Se o réu condenado por tráfico ilícito de drogas, “confessa” que era sua a substância, mas que era simples usuário, negando o comércio espúrio da droga, não fará jus ao benefício.
Quando a confissão for utilizada para a formação do convencimento do julgador, o réu fará jus à atenuante.
Para justificar os gastos exorbitantes no cartão de crédito e a noite que passou fora de casa com sua amante, Gustavo foi a uma delegacia de polícia e registrou ocorrência policial falsa, relatando que teria sido vítima de sequestro e cárcere privado.
Na situação hipotética apresentada, a conduta de Gustavo configura crime de
calúnia.
denunciação caluniosa.
comunicação falsa de crime.
falso testemunho.
fraude processual.
Lauro, condutor não habilitado, no intuito de se precaver em eventual fiscalização ao dirigir sua motocicleta pela cidade, foi até uma delegacia de polícia e registrou boletim de ocorrência de perda de CNH inexistente.
Nessa situação hipotética, a conduta de Lauro configurou
falsidade ideológica.
falsidade de documento público.
comunicação falsa de crime ou contravenção.
falsidade de documento particular.
denunciação caluniosa.
Os crimes são em regra dolosos. Assinale a alternativa que admite a forma culposa em relação aos crimes contra a administração da justiça.
Peculato
Comunicação falsa de crime ou de contravenção
Auto-acusação falsa
Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança
Favorecimento real
Fernando praticou conduta criminosa contra a administração da justiça utilizando-se de nome suposto, o que configura causa de aumento de pena nesse tipo penal.
Da leitura dessa situação conclui-se que Fernando praticou o crime de
denunciação caluniosa.
comunicação falsa de crime ou de contravenção penal.
reingresso de estrangeiro expulso.
patrocínio simultâneo ou tergiversação.
coação no curso do processo.
Juliano estava em um grande debate com sua esposa sobre os crimes previstos no Código Penal Brasileiro. Juliano sustentava que aquele que pratica a conduta típica de provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado, incorre no crime de “Comunicação falsa de crime ou de contravenção”. Sua esposa Karina, por outro lado, sustentava que na verdade se tratava do crime de “Falso testemunho ou falsa perícia”. De acordo com o Código Penal Brasileiro, assinale a alternativa CORRETA.
Juliano está totalmente correto e Karina equivocada.
Juliano está parcialmente correto e Karina totalmente correta.
Ambos estão totalmente corretos.
Ambos estão totalmente equivocados.
Karina está totalmente correta e Juliano totalmente equivocado.
Falsiane deu ensejo à instauração de investigação policial após imputar à Inocência o crime de sonegação fiscal, mesmo sabendo que ela era inocente. A conduta de Falsiane:
É atípica.
Configura o crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção.
Configura falso testemunho.
Configura o crime de calúnia.
Configura o crime de denunciação caluniosa.
Após constatar a subtração de grande quantia em dinheiro do seu escritório profissional, João Carlos promoveu o devido registro na Delegacia própria, apontando como autor do fato o empregado Lúcio, já que possuía razões para desconfiar dele, por ser o único que sabia da existência do dinheiro no cofre do qual foi subtraído. Instaurado o respectivo inquérito policial, Lúcio foi ouvido e comprovou não ter sido ele o autor da subtração, reclamando do constrangimento que passou com o seu indevido indiciamento. Por falta de justa causa, o inquérito foi arquivado a requerimento do Ministério Público.
Diante da situação narrada, é correto afirmar que a conduta de João Carlos configura:
crime de calúnia;
fato típico, mas lícito;
crime de denunciação caluniosa;
crime de comunicação falsa de crime;
fato criminal atípico.
A respeito dos crimes de denunciação caluniosa e comunicação falsa de crime, assinale a opção correta.
Em relação a ambos os crimes, admite-se que o agente seja autoridade pública encarregada da persecução criminal.
Em relação a ambos os crimes, a instauração da investigação configura elemento normativo dos tipos suficiente para configurar consumação.
Exige-se, como elemento normativo dos tipos desses crimes, a indicação de pessoa certa e determinada.
Em relação a ambos os crimes, impõe-se ao agente saber da inocência da pessoa a quem se imputa o crime ou infração.
A consumação desses crimes se dá desde que o agente, ao comunicar o crime, tenha consciência atual de que inexiste a infração por ele imputada.