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Considere a seguinte situação hipotética.
Márcio, penalmente responsável, durante a prática de ato sexual mediante violência e grave ameaça, atingiu a vítima de modo fatal, provocando-lhe a morte. Nessa situação hipotética, Márcio responderá por estupro qualificado pelo resultado morte, afastando-se o concurso dos crimes de estupro e homicídio.
Segundo o Código Penal brasileiro, o ato de constranger alguém, menor de 18 e maior de 14 anos, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso configura crime de:
estupro de vulnerável, que se procede mediante de ação penal pública incondicionada.
estupro na modalidade fundamental, que se procede mediante de ação penal pública incondicionada.
estupro qualificado, que se procede mediante de ação penal pública incondicionada.
estupro na modalidade fundamental, que se procede mediante de ação penal pública condicionada.
Com o advento da Lei 12.015/2009, seria correto afirmar:
I - A prática da conjunção carnal seguida da prática de outros atos libidinosos não caracteriza, necessariamente, concurso material de crimes.
II - A nova lei operou uma espécie de fusão de figuras penais anteriormente autônomas na antiga redação.
III - A nova lei implicou algumas inovações benéficas para os acusados, devendo, por conseguinte, retroagir no particular.
IV - A nova lei inovou sempre para prejudicar os acusados, não devendo, por conseguinte, retroagir.
V - O estupro passou a ser uma figura bi-comum no que tange aos sujeitos, após a nova lei.
Apenas a alternativa I é falsa.
Apenas a alternativa II é falsa.
Apenas alternativa III é falsa.
Apenas a alternativa IV é falsa.
Apenas a alternativa V é falsa.
Túlio praticou ato libidinoso, ao tocar os seios de Cida, e, nesse momento, decidiu estuprá-la. Túlio acabou, então, consumando ambas as condutas contra a mesma vítima e no mesmo contexto.
Nessa situação hipotética, Túlio deverá responder
pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em concurso formal.
pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em concurso material.
pelos crimes de estupro e atentado violento ao pudor em continuidade delitiva.
por crime único de estupro.
por crime único de atentado violento ao pudor.
Assinale a opção correta com referência aos crimes contra os costumes:
Petrukus praticou ato libidinoso diferente de conjunção carnal, sem haver o consentimento da vítima Maricota, em setembro de 2010, devendo, ser denunciado por atentado violento ao pudor, crime descrito no artigo 214, do Código Penal.
Comete crime de estupro de vulnerável o agente que tem conjunção carnal ou pratica ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima.
Segundo a doutrina majoritária, o crime de assédio sexual é classificado crime formal.
O crime de bigamia e adultério foram extintos do código penal, por serem condutas aceitas no meio social.
Ana Paula mantinha regularmente relações sexuais com o namorado Flávio, de 25 anos de idade, tendo engravidado após três meses de namoro. Com medo da reação de seu pai, Ana Paula procurou o médico Fernando, amigo de Flávio, para realizar um aborto. Ana Paula tem 13 anos de idade e expressamente consentiu as relações com Flávio, mas não deseja levar a gravidez adiante, apesar de a gestação não lhe oferecer risco de morte.
A partir dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
A situação descrita caracteriza uma gravidez resultante de estupro; por isso, caso atenda ao pedido de Ana Paula, Fernando não cometerá crime de aborto se houver consentimento prévio do representante legal da gestante.
Flávio não cometeu o crime de estupro, pois as relações sexuais foram consentidas por Ana Paula.
A conduta de provocar aborto com o consentimento de gestante juridicamente capaz não constitui crime.
O consentimento de Flávio é indispensável para que o aborto a ser praticado por Fernando seja considerado lícito.
Caso Flávio se case com Ana Paula, a ilicitude de sua conduta será afastada.
O crime de estupro
admite a tentativa, mas não a desistência voluntária.
só se consuma com a cópula vagínica completa.
admite participação de mulher.
com violência presumida pela menoridade admite o reconhecimento da agravante de o delito ser cometido contra criança.
sempre absorve, pela regra da consunção, o de atentado violento ao pudor.
O constrangimento com intuito de obter favorecimento sexual que caracteriza o crime de assédio sexual (art. 216-A, do Código Penal)
não pode ter como vítima o homem.
é qualificado se praticado pelo pai contra vítima menor de 14 anos.
absorve a eventual violência de natureza leve utilizada em seu cometimento.
pressupõe a condição de superioridade hierárquica ou ascendência inerente ao exercício de emprego, cargo ou função.
é indiferente ao consentimento da vítima para caracterização do crime.
Para a caracterização do crime de assédio sexual, não é necessário que o sujeito ativo tenha a condição de superior hierárquico ou a de ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função, bastando que seja colega de trabalho da vítima.
Certo
Errado
Considere a seguinte situação hipotética.
Francisco, imputável, acercou-se de uma mulher e a constrangeu, mediante violência, à prática de conjunção carnal, deflorando-a. Em razão do emprego da violência, a mulher experimentou, ainda, lesões leves, devidamente constatadas em laudo pericial.
Nessa situação, Francisco irá responder pelo crime de estupro em concurso formal com o delito de lesões corporais.
Na hipótese de crime contra os costumes, a qualidade de prostituta, por si só, afasta a incidência do crime de estupro, não podendo a mulher, em razão do seu comportamento social, recusar o parceiro sexual.
Considere a seguinte situação hipotética.
Um indivíduo foi denunciado pela prática do crime de estupro, perpetrado mediante violência real (lesão corporal grave). Durante o processo-crime, a vítima casou-se com terceiro.
Nessa situação, provada formalmente a realização do matrimônio, o juiz declarará a extinção da punibilidade.