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A., casado, na constância da sociedade conjugal, arquiteta e executa o furto das joias da própria esposa. Para isso, A. age em conluio com B., motorista do casal. O lucro da empreitada criminosa é igualmente dividido entre eles.
Nesse contexto hipotético, é correto afirmar que
ambos são isentos de pena.
ambos praticaram e devem cumprir pena por furto simples.
ambos praticaram e devem cumprir pena por furto qualificado.
A. é isento de pena, e B. cometeu furto simples.
A. é isento de pena, e B. cometeu furto qualificado.
João foi denunciado pelo Ministério Público pela prática de crimes patrimoniais contra sua esposa, Maria, no contexto de violência doméstica. Alegou, em defesa preliminar, escusa absolutória prevista no art. 181 do Código Penal. O Parquet, no entanto, pediu o afastamento da escusa suscitada, ao argumento de que aplicá-la iria de encontro ao Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero.
Neste caso concreto
assiste razão ao Ministério Público, na medida em que a aplicação de escusa absolutória quando há violência patrimonial de gênero viola os expressos preceitos normativos do Protocolo, de aplicação obrigatória por todos os membros do Poder Judiciário.
assiste razão ao Ministério Público, mas à luz do controle de convencionalidade da escusa absolutória sob a égide da Convenção de Belém do Pará, quando há violência patrimonial de gênero, com eficácia paralisante sobre a norma, como recomenda o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero.
não assiste razão ao Ministério Público, considerada a impossibilidade de o Protocolo ser aplicado in malam partem no processo penal.
não assiste razão ao Ministério Público, considerando que o próprio Protocolo ressalva as escusas absolutórias como instrumento de política criminal que não foi nem expressa nem tacitamente revogado pela Lei Maria da Penha.
não assiste razão ao Ministério Público, na medida em que a escusa absolutória não recrudesce a situação da mulher vítima de violência patrimonial, senão apenas repercute a comunicabilidade do patrimônio durante a constância da vida conjugal.
A respeito dos crimes patrimoniais, avalie as hipóteses a seguir.
I. Paulo, viciado em crack, subtrai a bicicleta de seu pai, Ernesto, 57 anos, e troca o bem por drogas.
II. José, pesadamente endividado, constrange sua mãe, Célia, 58 anos, a realizar um pix no valor de R$ 1.200,00, mediante a ameaça de estrangular Pedro, seu sobrinho e neto de Célia.
III. Antônio e Sérgio, viciados em drogas, subtraem eletrodomésticos da casa de João, 30 anos, irmão de Antônio, e trocam os bens por drogas.
IV. Vitor e Alice, namorados, sabedores de que Cristóvão, 55 anos, tio de Alice, está adquirindo um veículo, telefonam para Cristóvão fazendo-se passar pelo vendedor e inventam a história de que é necessário pagar uma taxa para a conclusão do negócio. Cristóvão acredita e faz um pix no valor de R$ 3.500,00 para a conta de Vitor.
Sobre as hipóteses apresentadas, assinale a opção correta.
Na hipótese I, se Ernesto tivesse 60 anos, Paulo responderia pelo crime.
Paulo e Antônio são isentos de pena.
José é isento de pena.
Na hipótese III, a ação penal é pública condicionada à representação.
Na hipótese IV, a ação é pública condicionada à representação para Alice e pública incondicionada para Vitor.
O Código Penal, Decreto-lei nº 2.848/1940, nos crimes contra o patrimônio, define que:
se o criminoso é primário, e é de valor insignificante a coisa furtada, o juiz pode diminuir a pena de um a dois terços
é isento de pena quem comete o crime de roubo em prejuízo do cônjuge, na constância da sociedade conjugal
o crime de apropriação indébita, se for cometido em prejuízo de irmão, somente se procede mediante representação
a pena é aumentada em um terço, se o crime de furto é praticado durante o período da noite
No dia 23 de abril de 2023, Judas convence Pedro a praticar furto de bens em uma determinada residência em São Luiz do Maranhão na mesma data. Embora o imóvel estivesse em zona urbana, estava desabitada. No dia seguinte, o proprietário do imóvel, Lucas, 56 anos, toma conhecimento do ocorrido e procura a polícia, que identifica Judas e Pedro no curso do inquérito como responsáveis pelo furto. Durante a investigação, a polícia ainda verificou que Judas sabia que o imóvel era de seu pai adotivo, Lucas, fato este desconhecido por Pedro. Considerando a situação hipotética mencionada, a doutrina, a legislação pátria e o entendimento das cortes superiores, assinale a afirmativa correta.
Judas e Pedro responderão por furto qualificado, pois a circunstância especial somente incidiria caso Judas possuísse parentesco sanguíneo com a vítima.
Judas estará isento de pena; porém, Pedro responderá por furto qualificado, já que a condição de descendente de Judas possui natureza subjetiva e, portanto, não se comunica a Pedro.
Judas e Pedro poderão ser condenados por furto qualificado, pois o desconhecimento de Pedro quanto à condição do lesado afasta a relevância desta circunstância para ambos.
Judas não responderá por nada, já que o fato praticado por Judas é atípico, tendo em vista que a vítima era seu ascendente, enquanto Pedro responderá por furto simples, pois a circunstância tem natureza subjetiva.


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Juliana, 29 anos, sorrateiramente subtraiu considerável quantia em dinheiro de seu pai, Afrânio, 62 anos, para adquirir um carro seminovo com o qual sonhava.
Nesse caso, é correto afirmar que Juliana
praticou conduta atípica, pois é herdeira de seu pai.
é isenta de pena, visto que praticou crime de furto em prejuízo de seu ascendente.
não é isenta de pena.
não cometeu crime por ter agido em exercício regular de direito.
praticou crime impossível, visto que foi em prejuízo de seu pai.
Alfredo, 35 anos, desesperado para pagar sua dívida de cartão de crédito, sorrateiramente subtrai considerável quantia em dinheiro que sua mãe, de 59 anos, guardava no colchão de casa.
Nesse caso, pode-se afirmar que Alfredo
é isento de pena, diante da escusa absolutória por ter praticado o crime em prejuízo de ascendente.
responderá por crime de roubo qualificado.
responderá por crime de extorsão.
não cometeu crime por ter agido em exercício regular de direito.
responderá por crime de furto.
João arrombou a loja onde trabalha, e que pertence à sua mãe de 60 anos de idade, levando mercadorias avaliadas em milhares de reais.
Na situação hipotética apresentada, pode-se afirmar que João
praticou furto com rompimento de obstáculo à subtração da coisa.
cometeu a infração penal de dano qualificado com prejuízo considerável para a vítima.
responderá por furto de coisa comum por sua condição de herdeiro necessário.
não responderá por crime contra o patrimônio, visto ser amparado por isenção de pena.
responderá pelo crime de apropriação indébita com aumento de pena em razão do emprego que exercia.
Júnior, jovem de 19 anos, decide subtrair a quantia de R$ 2.000,00 de seu pai, Edgar, de 52 anos, aproveitando-se do fato de ele estar, naquela noite, distraído em outro cômodo da residência em que coabitam, assistindo a uma partida de futebol. Diante da situação hipotética acima descrita, e de acordo com o que estabelece o Código Penal, Júnior
por ser primário, e de pequeno valor a coisa furtada, poderá ter a sua pena substituída somente por multa.
não será condenado pela prática de crime, pois é isento de pena, em razão da escusa absolutória.
praticou o crime de furto qualificado por abuso de confiança.
praticou o crime de furto com pena aumentada em razão de ter sido praticado durante o repouso noturno.
praticou o crime de furto de coisa comum, por ser da mesma família que a vítima.
Em relação aos delitos patrimoniais praticados por sobrinho contra tio, é correto afirmar que:
são alcançados pelas imunidades absolutas previstas no Código Penal;
se praticados sem violência ou grave ameaça, o agente é isento de pena;
se praticados contra pessoa com idade inferior a 60 anos, o agente é isento de pena;
se houver coabitação entre agente e vítima, o agente é isento de pena;
se o sobrinho é acolhido como hóspede pelo tio, não incide a imunidade relativa.


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“O imputável A, agindo com animus furandi (intenção de furtar), subtrai o veículo automotor de B, seu avô, que à época do fato contava com 65 anos.” Analisando tal situação hipotética, pode-se afirmar que:
O fato praticado por A contra o avô é típico e antijurídico; entretanto, não é culpável pela existência de uma escusa absolutória.
A ação penal no caso em tela será pública condicionada à representação do ofendido B, conforme prevê expressamente o Código Penal pátrio.
A será isento de pena em razão da existência de uma escusa absolutória (delito contra o patrimônio praticado em prejuízo de ascendente).
A se sujeitará normalmente às penas cominadas ao delito de furto, não incidindo em seu favor escusa absolutória ou causa de diminuição de pena.
A será responsabilizado penalmente pelo delito; entretanto, sua pena será atenuada pela inexistência de violência ou grave ameaça na sua conduta.
Em relação aos crimes contra o patrimônio, assinale a alternativa correta.
É isento de pena o agente que pratica o crime de roubo contra seu cônjuge, na constância da sociedade conjugal.
É isento de pena o agente que pratica o crime de furto em prejuízo de seu cônjuge, que possui 50 anos de idade, na constância da sociedade conjugal.
A pena do delito de receptação é reduzida de um a dois terços se o crime for praticado contra descendente, seja o parentesco legítimo ou ilegítimo.
A pena do delito de furto é aumentada de um terço se o crime for praticado em prejuízo do cônjuge, na constância da sociedade conjugal.
É isento de pena quem pratica o crime de extorsão em prejuízo do cônjuge judicialmente separado.
Leonardo, nascido em 20/03/1976, estava em dificuldades financeiras em razão de gastos contínuos com entorpecente para consumo. Assim, em 05/07/2018, subtraiu, em comunhão de ações e desígnios com João, nascido em 01/01/1970, o aparelho de telefonia celular de seu pai, Gustavo, nascido em 05/11/1957, tendo João conhecimento de que Gustavo era genitor do comparsa.
Após a descoberta dos fatos, Gustavo compareceu em sede policial, narrou o ocorrido e indicou os autores do fato, que vieram a ser denunciados pelo crime de furto qualificado pelo concurso de agentes. No momento da sentença, confirmados os fatos, o juiz reconheceu a causa de isenção de pena em relação aos denunciados, considerando a condição de a vítima ser pai de um dos autores do fato.
Inconformado com o teor da sentença, Gustavo, na condição de assistente de acusação habilitado, demonstrou seu interesse em recorrer.
Com base apenas nas informações expostas, o(a) advogado(a) de Gustavo deverá esclarecer que
os dois denunciados fazem jus a causa de isenção de pena da escusa absolutária, conforme reconhecido pelo magistrado, já que a circunstância de a vítima ser pai de Leonardo deve ser estendida para João.
nenhum dos dois denunciados faz jus à causa de isenção de pena da escusa absolutória, devendo, confirmada a autoria, ambos ser condenados e aplicada pena.
somente Leonardo faz jus a causa de isenção de pena da escusa absolutória, não podendo esta ser estendida ao coautor.
somente João faz jus a causa de isenção de pena da escusa absolutória, não podendo esta ser estendida ao coautor.
Eliana, nascida em 19 de dezembro de 1970, teve seu celular, jóias e uma quantia em dinheiro subtraída por seu filho, João Ricardo, que se encontrava parcialmente drogado e precisava do dinheiro para usar mais drogas. Não suportando mais tal conduta, uma vez que não era a primeira vez que tal fato ocorrera, representou na Delegacia Policial, tendo sido João preso em flagrante delito ainda na posse dos objetos subtraídos. João acabou denunciado pelo crime de furto. Em alegações finais qual seria a tese principal a ser utilizada em favor de João:
Absolvição de João pela atipicidade do delito em razão do princípio da insignificância
Absolvição de João na forma do art. 386, VI do CPP, face a escusa absolutória prevista no art. 181 do CP
Redução da pena em razão da semiimputabilidade;
Aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 14, II do CP. ( tentativa)


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Por estar com problemas financeiros, Lara convidou um colega para subtrair bens do patrimônio de Jair. O colega aceitou o convite e o ilícito foi cometido.
Nessa situação, haverá isenção de pena se
Os crimes contra o patrimônio reservaram grande atenção por parte do legislador, ao passo que este estipulou diversas condutas passíveis de sanção criminal, com a finalidade de resguardar o bem jurídico pessoal. Sobre essa modalidade de crime, assinale a alternativa correta:
Não constitui crime de estelionato emitir cheque sem provisão de fundos em poder do sacado
A pena pelo crime de apropriação indébita é diminuída nos casos em que o ato criminoso é perpetrado por tutor ou curador
O crime de receptação não admite a modalidade culposa
É isento de pena o cônjuge que comete crime furto em face do companheiro durante a constância do casamento
Não será punido criminalmente quem, de qualquer modo, apropriar-se de coisa alheia perdida
Roberto e Renata são casados legalmente. Ambos trabalham, mas o salário de Renata é superior ao do marido. Roberto sabendo que a esposa poupa dinheiro e o guarda em um envelope na gaveta de sua mesa de cabeceira subtrai para si, sem o conhecimento e o consentimento de Renata, a importância de R$ 1.000,00, a fim de efetuar compras pessoais em um shopping center. Nesse caso, Roberto:
não responderá criminalmente, pois sua conduta pode ser enquadrada como bagatelar.
será isento de pena, pois sua conduta fora em prejuízo do cônjuge na constância da sociedade conjugal.
responderá por furto simples.
responderá por furto qualificado (em razão da relação de confiança advinda do matrimônio).
responderá por roubo.
João, de 30 anos, em concurso com a amiga Maria, de 25 anos, cometem apropriação indébita contra o pai de João, de 50 anos. Os três moram na mesma casa.
É correto afirmar que João
e Maria são isentos de pena.
é isento de pena e Maria somente será processada mediante representação.
e Maria somente serão processados mediante representação.
é isento de pena, mas a Maria não socorre semelhante benefício.
somente será processado mediante representação e Maria é isenta de pena.