Questões de Concurso sobre Iter Criminis

 
 
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Leia as afirmações a seguir.


I. É isento de pena, o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

II. Exclui a imputabilidade penal a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou por substância de efeitos análogos.

III. Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.

IV. O ajuste, a determinação ou a instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.


Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).


A

I – III – IV.


B

II – IV.


C

I – II.


D

II – III.


E

IV.

Segundo Luiz Regis Prado, “a tentativa é a realização incompleta do tipo objetivo, que não se realiza por circunstâncias alheias à vontade do agente”. Desse modo, considerando que a tentativa se caracteriza por uma disfunção entre o processo causal e a finalidade que o direcionava, os práticos medievais italianos desenvolveram a teoria da tentativa tendo como base o iter criminis consistente nas etapas ou caminho do crime. São etapas ou caminho do crime:


A

a preparação, a execução, a tentativa e a consumação.


B

a execução, a cogitação, a tentativa e a consumação.


C

a cogitação, a preparação, a execução e a consumação.


D

a cogitação, a tentativa, a execução e a consumação.

Considerando a distinção entre atos preparatórios e atos de execução, assinale a opção correta consoante o Código Penal (CP) e a doutrina majoritária.


A

No contexto da teoria objetivo-formal, a teoria da hostilidade ao bem jurídico sustenta que ato executório é aquele que ataca o bem jurídico, retirando-o do estado de paz.


B

Conforme a teoria objetivo-material, atos executórios são os que fazem parte do núcleo do tipo.


C

Segundo a teoria objetivo-individual, os atos executórios são apenas os que dão início à ação típica, atacando o bem jurídico.


D

Na perspectiva da teoria objetivo-individual, o plano concreto do autor é irrelevante para a caracterização dos atos executórios.


E

Ao tratar da tentativa, o CP adota a teoria subjetiva ou monista pura.

Acerca do Direito Penal, assinale a alternativa correta.


A

Salvo se utilizadas para beneficiar o réu, a analogia e a interpretação analógica não são admitidas pelo direito penal.


B

O iter criminis é composto de quatro etapas, quais sejam: cogitação, preparação, execução e consumação.


C

Considera-se regime aberto a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar.


D

No concurso de crimes, quando adotado o sistema da exasperação, aplica-se ao réu o somatório das penas de cada uma das infrações penais pelas quais foi condenado.


E

São causas de exclusão da tipicidade: a anistia, a graça e o indulto.

Caso determinado cidadão, penalmente imputável, dê início à ideação da prática de um crime, cogitando a sua execução, mas sem exteriorizar seu pensamento e sua vontade, é correto afirmar que a cogitação


A

é punível, por constituir uma das etapas de execução do crime.


B

é impunível, por não resultar em atos externos.


C

integra a fase de preparação do delito.


D

cria situação concreta de perigo ao bem jurídico tutelado.


E

caracteriza uma contravenção penal.

Sobre o iter criminis é correto afirmar que


A

as tentativas de contravenções penais e faltas disciplinares na execução penal são impuníveis.


B

na tentativa, o nexo causal do plano criminoso é mantido, mas o dolo interrompido por motivos alheios à vontade do agente.


C

a cogitação é, em regra, impunível, salvo tipificação específica, como na cogitação de ato de terrorismo.


D

os atos de execução, segundo a teoria objetivo formal, defendida por Franz von Liszt, iniciam-se com a verificação de hostilidade ao bem jurídico tutelado pela norma incriminadora.


E

a consumação do crime omissivo impróprio se dá com a superveniência do evento que configura o resultado do tipo.

Nos termos do Código Penal Brasileiro, no que concerne especificamente a prática de crime, há definições que traçam importante distinção, sendo certo que:


I – O crime é considerado consumado quando nele se reúnem ao menos dois terços dos elementos de sua definição legal.

II – O crime é considerado tentado quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.

III – O crime é considerado tentado quando, iniciada a execução, há desistência voluntária.

IV – O crime é considerado consumado quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal.


Julgue as afirmativas e assinale a alternativa que apresenta apenas os itens corretos:


A

III, apenas.


B

III e IV, apenas.


C

I, II, apenas.


D

II e IV, apenas.


E

I e III, apenas.

Gabriel solicitou à sua companheira Thaís que lhe entregasse drogas no interior da Penitenciária Estadual de Vila Velha V, no Espírito Santo, onde se encontra preso. Durante o procedimento de revista de visitantes no estabelecimento prisional, foram localizadas diversas porções de droga com Thaís. De acordo com os fatos narrados e com o entendimento recente predominante no Superior Tribunal de Justiça, a conduta de Gabriel configura


A

conduta atípica, pois se trata de ato preparatório impunível.


B

crime de tráfico de drogas, pois se trata de crime de perigo abstrato.


C

crime de tráfico de drogas, pois se trata de crime unissubsistente.


D

crime de tráfico de drogas, pois se trata de crime formal.


E

conduta atípica, pois se trata de crime impossível.

Em relação ao iter criminis, nos termos das teorias objetiva e subjetiva, especialmente quanto ao delito de furto, é correto afirmar que:


A

o início dos atos executórios pode ser aferido por outros elementos que antecedem a própria subtração da coisa, tais como a pretensão do autor ou a realização de atos tendentes à ação típica, ainda que periféricos;


B

a idoneidade do ato para a realização da conduta típica não serve como elemento para aferir o início dos atos executórios que antecedem a própria subtração da coisa;


C

a probabilidade concreta de perigo ao bem jurídico tutelado não serve como elemento para aferir o início dos atos executórios que antecedem a própria subtração da coisa;


D

se a subtração não tiver sido efetivamente iniciada, mesmo que o agente seja surpreendido no interior da residência da vítima, não é possível a configuração do delito;


E

a realização de condutas periféricas indubitavelmente ligadas ao tipo penal do delito de furto não permite a configuração da conduta reprovável.

No que diz respeito a consumação e tentativa, corresponde a uma das etapas da fase interna ou mental:


A

manifestação;


B

preparação;


C

resolução;


D

execução;


E

consumação.

Praticado o crime por José, o Ministério Público ofereceu a denúncia. Durante a instrução, José confessou a prática delitiva e ficou comprovado que o crime não se consumou por circunstâncias alheias a sua vontade. O juiz, no momento de fixar a pena, deverá adotar o seguinte critério para diminuir a pena a ser aplicada a José em razão da tentativa:


A

O comportamento da vítima.


B

A confissão de José perante a autoridade judiciária.


C

A motivação do crime.


D

A culpabilidade de José no momento da execução do crime.


E

O caminho (iter criminis) percorrido por José, na execução do crime, até ser interrompido.

J.D. é preso, juntamente com onze indivíduos, escavando um túnel iniciado em um imóvel residencial em direção ao cofre central de instituição financeira, já tendo atingido o seu objetivo final e apenas aguardando o ingresso no interior do recinto bancário para a consumação do delito. Nos termos do Código Penal e da doutrina dominante, esses atos devem ser considerados como de:


A

preparação


B

execução


C

cogitação


D

pensamento

Sobre tentativa e consumação, considere as seguintes afirmativas:


1. Parte da doutrina entende que a desistência voluntária deve ser também autônoma (determinada por decisão do próprio agente), pois se um fator externo levasse o agente a desistir da execução, a situação descrita no art. 15 do Código Penal não se caracterizaria.

2. O iter criminis corresponde ao desenvolvimento da conduta criminosa e pode ser dividido nas seguintes etapas: cogitação, preparação, execução, consumação e exaurimento, sendo que a cogitação e os atos preparatórios em regra não são puníveis, salvo quando manifestem claramente a intenção de cometer o crime.

3. O arrependimento eficaz se caracteriza quando o agente com eficiência impede o resultado inicialmente almejado, não respondendo, então, pelo crime que pretendia praticar, mas pelos atos já praticados (se por si constituírem crime).

4. A teoria material objetiva distingue os atos preparatórios do início da execução pelo início do ataque ao bem jurídico: tão logo se inicie uma situação de risco para o bem jurídico, a execução começa e a conduta passa a ser punível.


Assinale a alternativa correta.


A

Somente a afirmativa 2 é verdadeira.


B

Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.


C

Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.


D

Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.


E

As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Rafael conta a Sandra que tem intenção de matar Raimundo e pede opinião da amiga. Sandra, que secretamente desejava a morte dessa mesma pessoa, incentiva que Rafael pratique delito de homicídio contra Raimundo. Influenciado pelas palavras de Sandra, Rafael chama Raimundo para sair com o objetivo de matá-lo. Todavia, poucas horas antes, Rafael desiste e manda mensagem para Raimundo desmarcando o encontro.


Nessa hipótese, assinale a alternativa correta.


A

Rafael e Sandra devem responder por tentativa de homicídio praticado em concurso de pessoas.


B

Nem Rafael nem Sandra poderão ser responsabilizados penalmente.


C

Apenas Rafael deve responder por tentativa de homicídio.


D

Caso Rafael viesse, efetivamente, a matar Raimundo, Sandra poderia ser considerada coautora do delito.


E

Apenas Sandra deve responder pelo delito de tentativa de homicídio, a título de participação, pois Rafael beneficia-se da desistência voluntária.

Thiago, sabendo que seu vizinho, Cássio, estaria viajando naquele final de semana, instiga seu amigo Jorge a adentrar no local e subtrair objetos de valor, dividindo os lucros. Quando Jorge se aproximava da esquina da casa que seria objeto do delito, o irmão de Cássio, que fora até lá cuidar dos animais, chegou ao local, fazendo com que Jorge corresse assustado.

Ao ver Jorge correndo, policiais em serviço o abordaram, ocasião em que foi esclarecida sua pretensão inicial.


Considerando apenas os fatos expostos, assinale a afirmativa correta.


A

Thiago e Jorge não praticaram qualquer fato típico.


B

Thiago não praticou fato típico, devendo Jorge responder por tentativa de furto.


C

Thiago e Jorge responderão por tentativa de furto qualificado, com a pena reduzida de 1/3 a 2/3.


D

Thiago responderá por tentativa de furto, enquanto Jorge não praticou fato típico, pois encontrava-se em atos preparatórios.


E

Thiago e Jorge responderão por tentativa de furto qualificado, devendo Thiago ter sua pena ainda diminuída pela participação de menor importância.

Sobre o iter criminis é correto afirmar que


A

a consumação do crime formal requer o resultado naturalístico, pois dele depende a efetiva violação do bem jurídico.


B

a tentativa só pode se configurar na presença do dolo de consumação do delito.


C

a cogitação é impunível, salvo em casos de milícia privada armada, grupo ou esquadrão.


D

o ato preparatório, por constituir uma antecipação da tutela penal, não admite tipificação própria no Código Penal.


E

o exaurimento, por se dar após a consumação da pena, não pode interferir na aplicação da pena, pois é incapaz de modificar o desvalor da ação.

Sobre a tentativa, é INCORRETO afirmar:


A

João desfere, com necandi animo, disparos de arma de fogo contra Pedro, atingindo-o no abdômen, e acredita que o resultado morte almejado ocorrerá, por força das lesões provocadas. João deixa, por tal razão, de desferir disparos adicionais, embora pudesse fazê-lo, mas o resultado morte não ocorre, em virtude do socorro médico recebido pela vítima. Configura-se, neste caso, uma tentativa perfeita ou acabada.


B

No delito de loteamento clandestino ou desautorizado, se o agente dá início ao desmembramento do solo para fins urbanos, sem autorização do órgão público competente, a infração desde logo se consuma.


C

Para efeitos da redução da pena, na tentativa, o juiz deve levar em consideração o iter criminis percorrido, além da intensidade do dolo e de outros fatores subjetivos relevantes, tais como os antecedentes do agente.


D

João ministra veneno a Pedro e, em seguida, arrependido, lhe oferece o antídoto, cuja ingestão é recusada pelo ofendido, que acredita tratar-se de mais veneno. Nesta situação, ocorrendo o resultado morte, o arrependimento eficaz não se configura.

No que toca ao ITER CRIMINIS, pode-se ASSEVERAR que:


A

Para o nosso Código Penal, há atos de execução, próprios da tentativa, assim que se inicia a realização do tipo.


B

A culpa é incompatível com o conatus e, por isso, não há classe de crimes culposos a que a nossa legislação penal confira punibilidade à tentativa.


C

Podem coexistir tentativa idônea, branca e perfeita.


D

Tanto para quem considera a desistência voluntária e o arrependimento eficaz (art. 15 do CP) como causa de exclusão de tipicidade, quanto para quem os refuta causa de exclusão de punibilidade, a chamada tentativa abandonada não se comunica ao coautor ou partícipe que nada fez para evitar o resultado.


E

Não pode haver tentativa de crime qualificado pelo resultado.

Iter criminis corresponde ao percurso do crime, compreendido entre o momento da cogitação pelo agente até os efeitos após sua consumação. Há relevância no estudo do iter criminis porque, conforme o caso, podem incidir institutos como desistência voluntária, princípio da consunção e tentativa. Considera-se punível o crime tentado no caso de


A

o agente ser flagrado elaborando os planos para a prática do crime.


B

o agente ser flagrado realizando atos de preparação para o crime.


C

o crime, iniciada a execução, não se consumar por ineficácia absoluta do meio empregado para sua prática.


D

o agente, iniciada a execução, desistir de prosseguir com a ação, impedindo seu resultado.


E

o crime, iniciada a execução, não se consumar por circunstâncias alheias à vontade do agente.

Quanto ao tema relativo à separação entre atos preparatórios e de execução, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa:

I – A Teoria negativa propõe, em linhas gerais, a negação da possibilidade da limitação, em uma regra geral, entre o que seriam atos preparatórios e atos de execução, devendo tal definição ficar a cargo do julgador no momento da análise de cada caso.

II – A Teoria objetivo-formal propõe que atos de execução são aqueles que demonstram o início da realização dos elementos do tipo penal, ou seja, para se poder falar em início de atos executórios, o agente teria que começar a realizar a ação descrita no verbo núcleo do tipo penal.

III – A teoria objetivo-material afirma que para a definição do início dos atos executórios não se mostra suficiente a realização dos elementos do tipo penal, mas é necessário também que se tenha gerado e esteja presente efetivo perigo para o bem jurídico protegido pela norma.

IV – A Teoria objetivo-individual propõe que a tentativa se iniciaria quando o autor, segundo o seu plano concreto, segundo seu plano delitivo, atua para a concretização do tipo penal pretendido.


A
Todas as alternativas estão corretas.

B
Apenas as alternativas I e III estão incorretas.

C
Apenas as alternativas I, II e IV estão corretas.

D
Apenas as alternativas II, III e IV estão corretas.

E
Apenas as alternativas III e IV estão corretas.
 
 
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