Questões de Concurso sobre Cetoacidose diabética

 
 
Disciplina 1
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
154 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Um técnico em enfermagem está acompanhando um paciente com diagnóstico de coma diabético. O monitoramento contínuo desse paciente deve priorizar:


A

A administração de insulina de ação rápida.


B

O controle de glicemia e sinais vitais.


C

A oferta de líquidos por via oral para corrigir a desidratação.


D

A avaliação da pressão arterial a cada 15 minutos.

Nas urgências cardiovasculares, respiratórias, neurológicas, metabólicas e psiquiátricas, o técnico de enfermagem socorrista deve reconhecer condutas iniciais corretas e limites de atuação para garantir segurança e encaminhamento adequado. Diante disso, analise as afirmativas abaixo e assinale qual é a única verdadeira.


A

Diante de agitação psicomotora grave por crise psiquiátrica, a contenção física deve ser o primeiro recurso para proteger a equipe e a vítima, sendo depois avaliadas medidas verbais e farmacológicas.


B

Em suspeita de infarto agudo do miocárdio (IAM) pré-hospitalar, todo paciente deve receber oxigenoterapia a 100% de imediato, independentemente da oximetria, porque a oxigenação supra-normal reduz a área de necrose.


C

No quadro de cetoacidose diabética (CAD), a conduta inicial inclui ressuscitação volêmica com solução isotônica e a instauração da terapia insulinoterápica só após reposição hídrica inicial e checagem/garantia dos níveis séricos de potássio.


D

Em paciente com suspeita de acidente vascular cerebral isquêmico dentro da janela de reperfusão (< 4,5 h), é recomendável administrar aspirina no ambiente pré-hospitalar para acelerar a terapêutica antitrombótica.

A Cetoacidose Diabética Euglicêmica (CAD-E) é uma condição potencialmente ameaçadora à vida. Após a introdução dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose-2 para o tratamento de DM2, a ocorrência de CAD-E aumentou e, consequentemente, a necessidade de os profissionais da assistência hospitalar reconhecerem o quadro.


Sobre a CAD-E, é correto afirmar que é


A

caracterizada por hiperglicemia grave, geralmente acima de 600 mg/dL, associada à cetonemia e alcalose metabólica.


B

uma circunstância em que a hidratação deve ser evitada inicialmente para não mascarar a acidose, priorizando-se a insulina endovenosa em altas doses.


C

uma condição clínica associada ao uso abusivo de álcool, com manifestação de náuseas, taquipneia, letargia e glicemia ≥ 600 mg/dL.


D

uma suspeita clínica em pacientes com sinais de acidose metabólica e cetonemia, com glicemia plasmática < 200 mg/dL.


E

manifestada por hiperglicemia grave, geralmente > 500 mg/dL, ausência de cetonemia e alcalose metabólica compensatória.

A história natural do diabetes é marcada pelo aparecimento de complicações crônicas, responsáveis por expressiva morbimortalidade. São complicações crônicas do diabetes tipo 2, EXCETO:


A

Cetoacidose diabética.


B

Retinopatia diabética.


C

Nefropatia diabética.


D

Neuropatia diabética.

A Cetoacidose Diabética (CAD) e a Síndrome Hiperglicêmica Hiperosmolar (SHH) são consideradas casos extremos da descompensação do diabetes.


Sobre a CAD, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (2023), é correto afirmar:


A

o início do tratamento, em pacientes com CAD moderado a grave que tenham potássio sérico ≥ 3,3 mEq/L, deve ser feito com baixa dose de insulina regular intravenosa. A única indicação para atrasar o início da terapia com insulina é quando o potássio sérico está abaixo de 3,3 mEq/L.


B

quando o nível de potássio sérico estiver abaixo de 6,3 mEq/L e houver débito urinário adequado, é recomendado iniciar infusão de cloreto de potássio (KCl) 20 a 40 mEq/L por hora, para manter o potássio sérico entre 4 e 5 mEq/L.


C

uma reposição de volume total de aproximadamente 200 mL/Kg de peso para o déficit de água estimado é recomendada para manter a pressão arterial, melhorar a perfusão tissular e renal, e reduzir a glicemia.


D

o uso de soluções balanceadas não deve ser considerado na reposição de fluidos intravenosos, uma vez que compromete a volemia e a hiperosmolaridade, e está associado a taxas mais baixas de resolução da CAD em comparação com a salina isotônica.


E

a CAD pode ser classificada em leve, moderada ou grave, com base no pH. São considerados indicadores da CAD grave: cetonemia > 5 mmo/L, bicarbonato < 6 mmol/L, pH venoso/artéria < 7,3.

Uma paciente de 55 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 1, é admitida no pronto-socorro com quadro de náusea, vômito, desidratação, respiração profunda e rápida, e hálito cetônico. Diante desses sinais clínicos e laboratoriais, é possível afirmar que o quadro desse paciente corresponde a:


A

Cetoacidose Alcoólica.


B

Hipoglicemia Grave.


C

Cetoacidose Diabética.


D

Estado Hiperglicêmico Hiperosmolar.

Paciente de 45 anos, do sexo masculino, com histórico de diabetes tipo 1, apresenta quadro de confusão mental, respiração profunda e rápida, além de hiperglicemia severa (glicose de 450 mg/dL). Qual a principal hipótese diagnóstica para esse quadro clínico de confusão mental e hiperglicemia severa?


A

Cetoacidose diabética (CAD), devido ao quadro de hiperglicemia e respiração de Kussmaul, a cetoacidose diabética é a causa mais provável, dada a hiperglicemia severa, respiração profunda e confusão mental.


B

Hipoglicemia grave, devido ao uso inadequado de insulina, a hipoglicemia causa sintomas como confusão mental, mas não está associada a níveis tão altos de glicose.


C

Acidose láctica, com acúmulo de ácido láctico devido à insuficiência renal, a acidose láctica pode causar confusão mental, mas é menos provável devido à hiperglicemia severa associada.


D

Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica (SHH), com desidratação grave e alteração do nível de consciência, a SHH pode causar hiperglicemia e confusão mental, mas os sinais de respiração de Kussmaul são mais típicos da CAD.


E

Infecção bacteriana, com aumento da glicose devido à resposta inflamatória, embora a infecção possa aumentar a glicose, o quadro clínico com respiração de Kussmaul é mais compatível com a CAD.

Durante o plantão, um paciente com diagnóstico de diabete melito tipo 1 apresenta sinais clínicos sugestivos de cetoacidose diabética. O médico prescreveu hidratação venosa e início de insulinoterapia contínua em infusão endovenosa. Qual conduta deve ser priorizada pelo técnico de enfermagem para garantir a segurança e o monitoramento adequado desse paciente?


A

Suspender a hidratação venosa caso o paciente apresente náuseas para evitar risco de aspiração e garantir conforto.


B

Realizar a administração da insulina conforme prescrição, monitorar a velocidade da infusão e observar possíveis sinais de hipoglicemia comunicando imediatamente qualquer alteração.


C

Incentivar o paciente a realizar ingestão oral de líquidos açucarados para prevenir hipoglicemia durante o tratamento.


D

Monitorar apenas os sinais vitais a cada 6 horas, já que a glicemia será controlada pela equipe médica.


E

Orientar o paciente a repousar na cama e evitar movimentações para não agravar a cetoacidose.

Em suspeita de cetoacidose diabética (CAD) com hiperglicemia, náuseas e respiração de Kussmaul, qual é a atuação correta do técnico em enfermagem no preparo inicial?


A

Realizar glicemia capilar, liberar dieta pastosa fracionada após a primeira correção, manter hidratação oral e programar aferição em intervalo ampliado.


B

Instalar oxigênio a 10 L/min por máscara como rotina, adiar coleta laboratorial inicial e priorizar analgesia para conforto.


C

Preparar acessos venosos periféricos, coletar amostras conforme protocolo, monitorar sinais e registrar balanço hídrico de forma sistemática.


D

Administrar insulina regular por via subcutânea por iniciativa própria, acompanhar resposta e solicitar avaliação médica apenas se persistir desconforto.

A acidose metabólica ocorre a partir de um aumento dos ácidos metabólicos ou de uma redução de bases (bicarbonato). Assinalar a alternativa que indica CORRETAMENTE perda de bicarbonato (hiato aniônico normal).


A

Choque circulatório (acidose láctica).


B

Cetoacidose (diabetes, inanição, alcoolismo).


C

Doença renal oligúrica (lesão renal aguda, doença renal de estágio terminal).


D

Fístula pancreática ou descompressão intestinal.

Ao avaliar uma paciente de 54 anos de idade, hipertensa, diabética, obesa, com história de consumo crônico de bebidas alcoólicas, o enfermeiro constatou temperatura axilar: 38,2 ºC; frequência cardíaca: 100 bpm; frequência respiratória: 22 irpm; pressão arterial: 88 × 60 mmHg, glicemia capilar: 200 mg/dL; cetonúria: ausente. O profissional observou que a paciente estava confusa e apresentava lesão na face anterior da perna direita com aspecto de erisipela, compatível com o diagnóstico de internação.


Diante dessa situação, o enfermeiro solicitou avaliação médica urgente, pois os sinais observados eram compatíveis com um quadro de


A

sepse.


B

síndrome hiperosmolar hiperglicêmia.


C

delirium tremens.


D

cetoacidose diabética.


E

intoxicação aguda alcoólica.

A respiração de Kussmaul é um padrão respiratório anormal que se caracteriza por respirações rápidas e profundas, em um ritmo consistente. É um sinal de emergência médica que está frequentemente associado a uma condição de


A

vômitos prolongados.


B

cetoacidose diabética.


C

acidente vascular cerebral.


D

ingestão excessiva de antiácidos.


E

alcalose metabólica.

O manejo da cetoacidose diabética (CAD), segundo ADA e Endocrine Society, requer reposição hídrica inicial com solução isotônica, correção de potássio antes da insulina quando <3,3 mEq/L, infusão intravenosa de insulina regular, adição de dextrose quando glicemia atingir cerca de 200 mg/dL, monitorização contínua do anion gap e prevenção de hipocalemia. Qual proposição representa adequadamente esse protocolo terapêutico?


A

Estrutura conduta com soro isotônico inicial, reposição de potássio quando <3,3 antes da insulina, infusão intravenosa regular, dextrose ao atingir 200, monitorização do anion gap e prevenção de hipocalemia.


B

Inicia insulina sem avaliar potássio, emprega solução hipotônica precoce, evita dextrose na fase de queda glicêmica, corrige acidose com bicarbonato rotineiro e desconsidera anion gap como parâmetro.


C

Conduz manejo com insulina subcutânea, retarda hidratação inicial, omite monitorização de potássio, evita dextrose ao atingir 200 e fixa meta de normoglicemia imediata como objetivo central.


D

Aplica potássio mesmo em níveis elevados, mantém insulina diante de hipocalemia, negligencia cetonemia, evita acompanhamento de osmolaridade, acelera correção glicêmica e ignora risco de edema cerebral.


E

Estabelece dose fixa em pediatria, interrompe insulina precocemente, não reintroduz dextrose, mantém jejum prolongado, adia investigação de foco infeccioso e posterga antibiótico quando indicado.

Em relação ao coma diabético, considere as seguintes características:


I- Glicemia acima de 600 mg/dL com osmolaridade plasmática elevada.

II- Acidose metabólica grave com pH abaixo de 7,0

III- Hipoglicemia severa com glicemia abaixo de 70 mg/dL.

IV- Presença de corpos cetônicos elevados na urina.


As características relacionadas ao coma diabético são:


A

Apenas I.


B

Apenas II e III.


C

Apenas I e III.


D

Apenas II e IV.

Em relação às manifestações clínicas da cetoacidose diabética na criança, assinale a alternativa CORRETA.


A

Bradicardia.


B

Respiração de Kussmaul.


C

Bradipneia.


D

Disúria.

A cetoacidose diabética é uma condição metabólica aguda e potencialmente grave. Essa condição requer atendimento médico imediato devido ao risco de complicações graves, por exemplo coma e até mesmo morte. É imprescindível ao técnico de enfermagem o conhecimento relacionado à essa desordem metabólica. Com base nessa informação, assinale a alternativa correta.


A

A cetoacidose diabética ocorre principalmente em pacientes com diabetes tipo 2.


B

É causada por uma produção excessiva de insulina pelo pâncreas.


C

A principal característica é a hipoglicemia persistente.


D

Ocorre devido ao acúmulo de corpos cetônicos no sangue, resultando em acidose metabólica.


E

Geralmente, os níveis de cetonas no sangue estão diminuídos nessa condição.

“A cetoacidose é uma emergência endocrinológica decorrente da deficiência absoluta ou relativa de insulina, potencialmente letal, com mortalidade em torno de 5%. A cetoacidose ocorre principalmente em pacientes com DM tipo 1, sendo, diversas vezes, a primeira manifestação da doença. A pessoa com DM tipo 2, que mantém uma reserva pancreática de insulina, raramente desenvolve essa complicação.” (Ministério da Saúde, 2013).


M. J. S. é uma senhora de 37 anos que chegou na Unidade Básica de Saúde com queixas de tonturas, vômitos, fadiga, boca seca e visão turva. A paciente apresentava confusão mental e diminuição do estado consciência. Ao exame: PA 200 X110, glicemia 350 mg/dl.


Diante desse quadro, são condutas que o técnico de enfermagem pode realizar:


A

Solicitar exames complementares: glicemia capilar, cetonúria e exame comum de urina, se sintomas de infecção urinária.


B

Administrar imediatamente soro fisiológico 0,9 % em acesso venoso calibroso, antes mesmo da avalição médica.


C

Administrar 10% da dose total de insulina e observá-la de 4 em 4 horas até a estabilização, se houver melhora do quadro, encaminhar para casa.


D

Orientar a paciente sobre a dieta e pedir que ela aguarde o agendamento da consulta em casa.


E

Hidratar oralmente e encaminhar para o médico imediatamente, pois trata-se de uma urgência hiperglicêmica.

Leia o caso clínico a seguir.


A.N.S.S, sexo masculino, 36 anos, admitido no Pronto Socorro devido a dor abdominal e vômitos há 4 dias. Notou-se que a dor abdominal se iniciou na fossa ilíaca direita, sem associação com ingestão alimentar. Percebeu-se ainda poliúria, polidipsia e polifagia há 11 dias. O paciente nega tabagismo e ingestão etílica. Ao exame físico: paciente em regular estado geral, orientado em tempo e espaço, desidratado (++/4+), ansioso, agitado e apresentando fácies de dor. Dor à palpação da fossa ilíaca direita. Exames complementares apontaram glicemia de 424 mg/dL; pH venoso= 7,1; bicarbonato sérico= 13 mEq/L; cetonemia= 5 mmol/L; cetonúria (++). Sinais vitais: PA= 130x70 mmHg; FC= 110 bpm; FR= 30 irpm. O(a) enfermeiro(a) presta assistência a pessoas que convivem com Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), como o Diabetes Mellitus (DM), por exemplo. No caso acima, é descrita uma complicação aguda do DM em que uma das intervenções de Enfermagem é manter acesso venoso pérvio para garantir hidratação endovenosa.


Qual complicação do DM o caso descreve?


A

Cetoacidose diabética.


B

Hiperglicemia hospitalar.


C

Cetoacidose diabética euglicêmica.


D

Estado hiperglicêmico hiperosmolar.

Durante a assistência a um paciente com diabetes mellitus tipo 1 (DM1), o profissional de enfermagem identificou alguns sinais e sintomas característicos de cetoacidose diabética.

Um desses sinais é a


A

febre.


B

letargia.


C

cefaleia.


D

mialgia.


E

hipertensão.

Em um serviço de emergência, um paciente adulto é admitido com quadro de crise convulsiva ativa, sem histórico conhecido de doenças neurológicas prévias.


Ao auxiliar a equipe no atendimento inicial, quais são os cuidados prioritários que o técnico de enfermagem deve realizar para garantir a segurança do paciente e prevenir lesões?


A

Afastar objetos próximos, afrouxar as roupas, proteger sua cabeça e posicionar lateralmente.


B

Conter firmemente o paciente no leito com lençol e ataduras nos membros durante a convulsão.


C

Preparar e administrar medicamentos anticonvulsivos e anotar o tempo e o tipo da convulsão.


D

Abrir a boca e inserir um objeto rígido entre os dentes do paciente para evitar mordeduras na língua.


E

Aguardar a crise cessar, posicionar em decúbito lateral e oferecer água e alimentos para reduzir a agitação.

   
Gerar simulado