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Arboviroses são doenças virais transmitidas principalmente por:
Relações sexuais sem preservativos.
Artrópodes.
Aves.
Organofosforados.
Ingestão de vegetais contaminados.
A dengue é uma doença endêmica no Brasil, com maior incidência em períodos quentes e chuvosos, apresentando um amplo espectro clínico que varia desde formas assintomáticas até quadros graves. A identificação precoce dos casos é essencial para um manejo adequado, sendo importante compreender a evolução clínica da doença. Sobre a dengue, assinale a alternativa CORRETA.
A dengue apresenta apenas uma fase clínica, caracterizada por febre contínua.
A dengue não apresenta risco de evolução para óbito.
A dengue pode evoluir em três fases clínicas: febril, crítica e de recuperação.
A infecção pelo vírus da dengue é sempre sintomática e leve.
A fase crítica da dengue ocorre antes da fase febril.
A dengue é uma doença infecto-parasitária transmitida por mosquito que exige vigilância contínua e assistência de enfermagem qualificada. Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do setor público denominada Saúde Total, o Técnico de Enfermagem atende paciente com suspeita de dengue que apresenta febre, dor articular, dor retrorbitária e exantema. O profissional reconhece que a assistência envolve monitoramento de sinais vitais, identificação de sinais de alerta de dengue grave e orientação sobre hidratação. O Técnico de Enfermagem, sob supervisão do enfermeiro, deve oferecer assistência baseada em protocolos de dengue conforme diretrizes do Ministério da Saúde. Qual das seguintes opções melhor descreve as responsabilidades do Técnico de Enfermagem na assistência ao paciente com dengue?
Monitorar sinais vitais, orientar hidratação adequada, identificar sinais de alerta e comunicar ao enfermeiro para avaliação.
Evitar abordar o tema de dengue com pacientes, deixando essa responsabilidade exclusivamente para o médico.
Informar ao paciente que dengue é doença incurável e que não há possibilidade de recuperação completa.
Administrar medicações anti-inflamatórias sem prescrição médica para aliviar dor do paciente.
A dengue é uma arbovirose de grande relevância no Brasil, exigindo atuação atenta da equipe de enfermagem no reconhecimento de sinais de gravidade e no manejo adequado dos pacientes. Para um atendimento seguro e eficaz, é fundamental que a equipe esteja alinhada às diretrizes assistenciais vigentes. Nesse contexto, o Ministério da Saúde esclarece, dentre outros, que:
O uso de anti-inflamatório não esteroide é recomendado para controle da dor e da febre nos casos suspeitos de dengue.
A faixa etária mais suscetível de contrair a dengue é acima de 65 anos.
A presença de dor retro-orbitária e de febre alta isoladamente, sem outros sintomas, caracteriza automaticamente dengue grave.
A prova do laço não possui utilidade na avalição clínica do paciente com suspeita de dengue.
O tratamento é baseado principalmente na reposição adequada de líquidos.
Questão 36. As arboviroses são doenças virais transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, dengue, zika e chikungunya estão entre as arboviroses de maior importância em saúde pública. Embora compartilhem algumas manifestações clínicas, cada uma apresenta sinais e sintomas característicos que auxiliam no diagnóstico diferencial e na condução adequada dos casos. Com base nas manifestações clínicas típicas dessas arboviroses, relacione corretamente as arboviroses da Coluna I com seus respectivos sintomas, dispostos na Coluna II:
Coluna I:
1. Dengue.
2. Chikungunya.
3. Zika.
Coluna II:
( ) Manchas vermelhas na pele, coceira, febre leve e dores musculares ou articulares.
( ) Febre alta, dor no corpo e atrás dos olhos, fraqueza e vômitos.
( ) Dores e inchaços nas articulações dos pés, mãos, tornozelos e pulsos.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
1-2-3.
2-3-1.
3-2-1.
3-1-2.
Qual é o principal agente transmissor da dengue?
Aedes aegypti
Barbeiro
Ninfas de carrapato
Pessoa doente
Paciente do sexo masculino, 32 anos, procurou atendimento em uma Unidade de Saúde apresentando febre alta, cefaleia, mialgia, vômitos persistentes, dor retro-orbital, petéquias e dor abdominal intensa, há mais ou menos três dias, sendo diagnosticado com dengue, após exames laboratoriais.
Entre os sintomas apresentados, os sinais de alarme da dengue são:
petéquias e cefaleia.
mialgia e vômitos persistentes.
dor abdominal intensa e dor retro-orbital.
vômitos persistentes e dor abdominal intensa.
A dengue é uma doença viral transmitida por mosquito que representa um importante problema de saúde pública em áreas urbanas. Assinale a alternativa CORRETA em relação às características, transmissão, sintomas e prevenção da dengue:
A doença é transmitida por alimentos contaminados, sendo a higiene alimentar a principal forma de prevenção.
Os principais sintomas da dengue são apenas dores de cabeça e febre baixa, desaparecendo sem risco de complicações mesmo em casos graves.
A dengue é transmitida por contato direto entre pessoas infectadas e suscetíveis, devendo a prevenção priorizar o isolamento dos doentes.
A vacina contra dengue elimina a necessidade de medidas de controle vetorial e inspeções de campo.
A dengue é causada por um vírus transmitido pela picada de fêmeas do mosquito Aedes aegypti, e eliminar criadouros com água parada é uma medida eficaz de prevenção.
Assinale alternativa correta sobre a malária.
É transmitida pelo contato direto entre pessoas infectadas.
O mosquito transmissor pertence ao gênero Aedes.
É causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitida pela fêmea do mosquito Anopheles.
Sua transmissão no Brasil ocorre principalmente na região Sul do país, onde existem muitas lagoas.
Seus sintomas aparecem imediatamente após a picada do mosquito.
Durante atividades de educação em saúde em uma Unidade Básica, um Técnico de Enfermagem orientava usuários sobre prevenção e manejo inicial da dengue. Durante a conversa, diferentes afirmações foram apresentadas pelos participantes acerca dos sinais de agravamento, controle vetorial e cuidados relacionados ao tratamento da doença.
Assinale a alternativa que apresenta orientação compatível com as recomendações do Ministério da Saúde.
O controle vetorial deve priorizar exclusivamente aplicação de larvicidas, sendo desnecessárias ações educativas relacionadas ao ambiente domiciliar e ao manejo dos recipientes.
Dor retro-orbitária isolada caracteriza obrigatoriamente forma grave da dengue, recipientes com água parada devem permanecer tampados apenas durante períodos chuvosos e medicamentos anti-inflamatórios podem ser utilizados livremente.
O aumento de plaquetas constitui sinal de alerta para agravamento da dengue, recipientes vazios não representam potencial para proliferação do vetor e anti-inflamatórios não interferem no risco hemorrágico.
Vômitos persistentes constituem sinal de alerta para dengue, recipientes que possam acumular água devem ser eliminados ou adequadamente vedados, e medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais podem aumentar o risco de sangramento.
A ausência de febre exclui possibilidade de agravamento da dengue e elimina a necessidade de observação de sinais clínicos relacionados à evolução da doença.
Uma paciente de 38 anos de idade, residente em área com alta densidade de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, procura a Unidade de Pronto Atendimento apresentando um quadro clínico iniciado há quatro dias, caracterizado por febre alta de início súbito, cefaleia intensa e mialgia generalizada. Durante a triagem realizada pela equipe de enfermagem, a paciente relata o surgimento de dor abdominal intensa e contínua, acompanhada de episódios frequentes de vômitos que impedem a aceitação da hidratação por via oral. Ao realizar o exame físico, o profissional observa a presença de hipotensão postural e um aumento significativo da sensibilidade abdominal à palpação profunda. Diante da caracterização dos sinais de alarme, conforme os protocolos vigentes de manejo clínico do Ministério da Saúde, a classificação correta do caso e a conduta assistencial imediata a ser adotada pelo enfermeiro consistem no(a):
Classificação da paciente no Grupo C de manejo clínico, o que exige a instituição imediata de reposição volêmica por via intravenosa em unidade de observação hospitalar.
Enquadramento do caso clínico no Grupo B de risco, sendo necessária apenas a solicitação de exames laboratoriais básicos com liberação da paciente para domicílio.
Diagnóstico de dengue grave com necessidade direta de transferência para Unidade de Terapia Intensiva, independentemente da resposta à hidratação inicial.
Categorização da usuária no Grupo A de vigilância, priorizando a orientação para repouso absoluto e a manutenção exclusiva da hidratação oral vigorosa em casa.
Assinale a opção correta a respeito da classificação de risco e do manejo clínico de dengue na atenção primária à saúde (APS).
O enfermeiro deve iniciar reposição volêmica imediata em pacientes com sinais de alarme presentes e sinais de gravidade ausentes.
Os pacientes do grupo B devem ser reavaliados no primeiro dia sem febre ou no quinto dia de doença.
Pessoas com condição clínica especial ou risco social ou comorbidades ou prova do laço positiva são classificadas no Grupo C.
O manejo clínico dos pacientes classificados no grupo D inclui a solicitação de ambulância para o seu encaminhamento imediato a leito de internação (período mínimo de 48 horas).
Em adultos, recomenda-se o volume de hidratação de 100 mL/kg/dia, sendo ⅓ com sais de reidratação oral.
Uma pessoa pode contrair dengue até quatro vezes, pois há quatro sorotipos do vírus dessa doença.
Certo
Errado
O tratamento da dengue baseia-se principalmente na reposição volêmica adequada, considerando o estadiamento da doença (grupos A, B, C e D) de acordo com os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, além do reconhecimento precoce dos sinais de alarme. Diante disso, lactentes, gestantes e adultos com mais de 65 anos são classificados em qual grupo de estadiamento clínico dos pacientes suspeitos de dengue?
Grupo A.
Grupo B.
Grupo C.
Grupo D.
A Dengue, Chikungunya e Zika são arboviroses de grande relevância epidemiológica no Brasil. No cuidado ao paciente com suspeita de Dengue grave, qual sinal de alarme indica a necessidade de reposição volêmica imediata e monitoramento intensivo, antecedendo o choque hipovolêmico?
Mialgia intensa e artralgia simétrica nas pequenas articulações das mãos.
Febre alta persistente acima de 39°C que não cede com antitérmicos comuns.
Exantema maculopapular pruriginoso disseminado pelo tronco e membros.
Aumento progressivo do hematócrito associado à queda rápida de plaquetas.
Após registros recorde de dengue no ano de 2024, o Brasil inicia 2025 em estado de atenção para a possibilidade de novo crescimento da doença. Nas primeiras semanas do ano, já foram registrados mais de 90 mil casos prováveis e o número de mortes por suspeita de dengue passa de 100 em todo o território nacional, sendo urgente ampliar o monitoramento do avanço da doença.
Sobre o espectro clínico da dengue e, de acordo com o Manual do Ministério da Saúde (2024) “Dengue: diagnóstico e manejo clínico - Adulto e criança”, é CORRETO afirmar que:
Fonte: Brasil. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.
O choque geralmente ocorre entre o quarto ou quinto dia de doença, com intervalo entre o terceiro e sétimo, geralmente precedido por sinais de alarme. O choque na dengue é de lenta instalação e tem longa duração.
A infecção pelo vírus dengue (DENV) pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, pode apresentar três fases clínicas: febril, crítica e de recuperação.
Os sinais clínicos clássicos de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua, sangramento digestivo, diminuição progressiva do hematócrito, hipertensão postural e taquicardia.
A fase crítica da doença tem início com o declínio da febre, entre três e sete dias do início da doença. Os sinais de alarme, quando presentes, surgem nessa fase da doença e são resultantes da diminuição da permeabilidade capilar.
O exantema ocorre na fase febril em aproximadamente em 90% dos casos, é predominantemente do tipo vesicular, atingindo face, tronco e membros de forma aditiva, incluindo plantas de pés e palmas de mãos.
Uma paciente de 28 anos, com histórico recente de febre alta e dor muscular intensa, procura atendimento médico após 4 dias de evolução. Ao exame físico, observa-se hipersensibilidade abdominal, sangramentos nas gengivas e petéquias disseminadas, além de sinais de hipotensão. Os exames laboratoriais indicam plaquetopenia severa e aumento da hematócrito. Diante do quadro suspeito de dengue hemorrágica, o manejo inicial do paciente, considerando os riscos imediatos da doença, deve ser:
iniciar a administração de soluções isotônicas intravenosas, monitorar a pressão arterial, a diurese e os sinais de sangramento, com especial atenção ao risco de choque hipovolêmico
iniciar infusão de plasma fresco congelado, monitorar a saturação de oxigênio e administrar antipiréticos para controle da febre
suspender a reposição volêmica e iniciar a infusão de hemoderivados, além de iniciar a monitorização laboratorial constante
administrar antibióticos de amplo espectro, realizar transfusão de plaquetas e iniciar a terapia de suporte com oxigênio
Um surto de doenças infecciosas ocorreu em uma comunidade após fortes chuvas que provocaram enchentes e danificaram a rede de saneamento básico. Diversos moradores apresentaram febre alta, mialgia intensa, cefaleia, tosse e, em alguns casos, hemoptise.
Com base na situação hipotética, é correto afirmar que a principal suspeita clínica e a medida preventiva mais eficaz para evitar novos surtos, respectivamente, são:
dengue – eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti para evitar sua proliferação.
hepatite B – intensificar vacinação na população afetada.
tuberculose – aumentar a ventilação nas residências afetadas.
leptospirose – evitar o contato direto com água de enchentes, utilizando equipamentos de proteção individual.
escabiose – promover campanhas de higiene pessoal.
De acordo com a publicação Doenças infecciosas е parasitárias: guia de bolso (2010), assinale a opção que corresponda um sinal de alarme na dengue hemorrágica.
Extremidades frias, cianose.
Pressão arterial convergente.
Pulso rápido e fino.
Sonolência e irritabilidade.
Enchimento capilar acima de 2 segundos.
No puerpério imediato e mediato, a puérpera com dengue, demanda evolução cuidadosa neste período. Assinale a alternativa que apresenta as recomendações para este momento.
Repouso absoluto no leito para evitar sangramento uterino intenso em pacientes que deambulam por 5 dias
Não está indicado abordagem fisioterapêutica, massagem de membros inferiores e uso de meias compressivas
O aleitamento materno não deve ser incentivado pelo risco elevado de transmissão do vírus pelo leite materno
Caso haja necessidade, está liberado o uso de ocitocina endovenosa por tempo mais prolongado