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Na assistência de uma criança com diabetes, uma das metas é manter a glicemia pré-prandial entre
50 e 80 mg/dL.
60 e 90 mg/dL.
65 e 110 mg/dL.
70 e 130 mg/dL.
80 e140 mg/dL.
Considere as afirmativas relacionadas ao Diabetes Mellitus, apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Indivíduos com idade superior a 45 anos, sobrepeso, obesidade central, hipertensão arterial, ou antecedentes familiares de diabetes são considerados de maior risco e devem ser avaliados para diabetes tipo 2.
(__)O rastreamento para diabetes tipo 2 pode incluir testes laboratoriais como glicemia de jejum e teste de tolerância à glicose, especialmente para indivíduos com múltiplos fatores de risco;
(__)Não é necessário realizar rastreamento para diabetes tipo 2 em indivíduos com histórico de macrossomia ou diabetes gestacional, já que eles não são considerados de risco para a doença.
Assinale a alternativa com a sequência, de cima para baixo, correta:
V − V − F.
F − V − F.
V − F − V.
F − F − V.
O Diabetes mellitus é uma doença caracterizada pelo comprometimento do metabolismo da glicose, devido à deficiência total ou parcial da produção do hormônio insulina, resultando em adaptação metabólica ou alteração fisiológica em quase todas as áreas do organismo. O diabetes na infância aumentou gradativamente, tornando-se o distúrbio endócrino mais frequente, particularmente, o diabetes tipo 1 (DM1), com alta incidência em menores de 5 anos. Sobre os cuidados prestados aos pacientes com essa doença pela equipe de enfermagem, considere as seguintes afirmações.
I - Cabe à equipe de enfermagem demonstrar a forma de aplicação da insulina, demonstrar a técnica de aplicação de medicação subcutânea e desincentivar o rodízio dos locais de aplicação.
II - A inapetência pode ser comum entre os pacientes internados, e a presença de hiperglicemia pode, equivocadamente, retardar a introdução de terapias de suporte nutricional.
III - As insulinas podem ser administradas por meio de seringas descartáveis ou canetas de aplicação, com graduação em Unidades Internacionais (UI). As seringas disponíveis são comumente graduadas a cada três UI, e as canetas permitem até mesmo o uso de doses de 0,5 UI, apresentando grande vantagem para crianças e adolescentes em que o ajuste insulínico é pequeno.
IV - Algumas manifestações clínicas do diabetes em crianças/adolescentes são: polifagia, anúria, polidipsia, perda de peso, enurese, irritabilidade, aparência cansada.
V - Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, um dos critérios diagnósticos para Diabetes mellitus é glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL.
Quais estão INCORRETAS?
Apenas I, II e III.
Apenas I, II e V.
Apenas I, III e IV.
Apenas II, III e IV.
Apenas II, IV e V.
O Diabetes mellitus é uma das doenças que mais cresce em todo o mundo, com projeção de afetar 693 milhões de adultos até 2045 (IDF, 2021). Em relação as complicações do Diabetes mellitus, é CORRETO afirmar:
A cetoacidose metabólica surge quando a quantidade de insulina é inadequada, ausente ou em pequena quantidade, resultando em distúrbios no metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios, que se manifesta pela hiperglicemia, desidratação, perda de eletrólitos, acidose.
As complicações crônicas estão relacionadas com os desequilíbrios dos níveis de glicose no sangue por um período de tempo curto.
A síndrome não cetótica hiperosmilar hiperglicêmica consiste em uma elevação da glicemia sem a presença de corpos cetônicos. Ocorre pela falta de insulina efetiva (resistência à insulina) e é mais comum nas pessoas com Diabetes mellitus tipo 1.
As principais patologias relacionadas com as macroangiopatias são: retinopatia diabética, nefropatia diabética, neuropatia.
As complicações crônicas podem ser classificadas em macroangiopatia e microangiopatia. A microangiopatia é a aceleração dos processos de aterosclerose das grandes artérias.
O Ministério da Saúde recomenda que toda pessoa com Diabetes Mellitus realize o exame dos pés anualmente, identificando fatores de risco para úlcera e amputação. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um fator de risco para úlcera nos pés:
Amputação prévia.
Neuropatia periférica.
Sobrepeso.
Doença vascular periférica.
Mau controle glicêmico.
No pré-natal de baixo risco o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional é fundamental, pois tal doença é o problema metabólico mais comum na gestação, o que pode acarretar riscos elevados de morbimortalidade materno-infantil. Assinale a alternativa que não apresente um fator de risco para o diabete mellitus gestacional e obesidade materna que deve ser avaliado em toda gestante.
Síndrome de ovários policísticos.
Antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição.
Grande estatura (≥ 1,70m).
Deposição central excessiva de gordura corporal.
Entre as complicações crônicas do diabetes mellitus (DM), as úlceras de pés (também conhecido como pé diabético) e a amputação de extremidades são as mais graves e de maior impacto socioeconômico. Após consulta com a enfermeira da equipe de uma unidade de atenção básica do município, J.L.B., 69 anos, foi classificado como categoria de risco 2 para complicações no pé. Nesse caso, o paciente deverá ser orientado a um acompanhamento
a cada período de 1 a 2 meses com médico e/ou enfermeiro da Atenção Básica ou médico especialista.
a cada período de 3 a 6 meses com médico ou enfermeiro da Atenção Básica ou médico especialista.
a cada período de 2 a 3 meses com médico e/ou enfermeiro da Atenção Básica, que deverá avaliar encaminhamento ao cirurgião vascular.
a cada período de 4 a 6 meses com médico ou enfermeiro da Atenção Básica, que deverá avaliar encaminhamento ao cirurgião vascular.
Assinale a afirmativa INCORRETA:
O diabetes melito é uma doença crônica hereditária, caracterizada por hipoglicemia (nível altos de glicose sangüínea) devido a uma relativa insuficiência ou a uma falta de insulina, que conduz à anormalidade no metabolismo dos carboidratos, das proteínas e das gorduras.
O enfermo diabético de longa duração está associado à arteriosclerose dos grandes vasos do cérebro, coração, rins e extremidades, bem como espessamento das paredes dos capilares dos olhos, rins, músculos e pele.
A lesão dos nervos periféricos (neuropatia) está relacionada à hiperglicemia persistente
A administração de insulina é feita por via subcutânea, devendo-se sempre variar o local de aplicação devido à ocorrência de lipodistrofia insulínica, que é a atrofia ou a hipertrofia do tecido gorduroso subcutâneo no local da injeção. Se a insulina é injetada em áreas fibrosas, a absorção é irregular e a ação imprevisível.
Sobre os sintomas de diabetes Mellitus, assinale a alternativa CORRETA:
Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria, polidipsia, polifagia e perda involuntária de peso.
Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria, polidipsia, polifagia e aumento involuntária de peso.
Outros sintomas que levantam a suspeita clínica são: hiperatividade, fraqueza, letargia, prurido cutâneo e vulvar, balanopostite e infecções de repetição.
Os sintomas clássicos de diabetes são: oliguria, polidipsia, polifagia e perda involuntária de peso.
Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria, polidipsia, perda do apetite e perda involuntária de peso.
O termo “Diabetes Mellitus” (DM) refere-se a um transtorno metabólico de etiologias heterogêneas, caracterizado por hiperglicemia e distúrbios no metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, resultantes de defeitos da secreção e/ou da ação da insulina (WHO 1999). É importante que os profissionais de saúde estejam atentos, não apenas para os sintomas de diabetes, mas também para seus fatores de risco (hábitos alimentares não saudáveis, sedentarismo e obesidade). Com base nestas afirmações, assinale a alternativa CORRETA.
I-São público alvo para o rastreamento do DM preconizado pela Associação Americana de Diabetes: história de pai ou mãe com diabetes; história de diabetes gestacional ou de recém-nascido com mais de 4 kg; exame prévio de HbA1c (hemoglobina glicada) ≥5,7%, tolerância diminuída à glicose ou glicemia de jejum alterada, síndrome de ovários policísticos; doença hepática crônica.
II-São objetivos da consulta de rastreamento: conhecer a história pregressa da pessoa; realizar o exame físico, incluindo a verificação de pressão arterial, de dados antropométricos (peso, altura e circunferência abdominal) e do cálculo do IMC; identificar os fatores de risco para DM; avaliar as condições de saúde e solicitar os exames laboratoriais.
III-No DM tipo 2, o início é insidioso e muitas vezes a pessoa não apresenta sintomas. Não infrequentemente, a suspeita da doença é feita pela presença de uma complicação tardia, como proteinúria, retinopatia, neuropatia periférica, doença arteriosclerótica ou então por infecções de repetição.
IV-Quando a pessoa requer diagnóstico imediato e o serviço dispõe de glicosímetro e tiras reagentes, a glicemia casual é o primeiro exame a ser solicitado, pois fornece um resultado na própria consulta. Nesse caso, o ponto de corte indicativo de diabetes é maior ou igual a 160 mg/dL na presença de sintomas de hiperglicemia
(AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 2013).
As alternativas I, II e III estão corretas
As alternativas II, III e IV estão corretas
As alternativas I e IV estão incorretas
As alternativas II, III e IV estão corretas
Todas as alternativas estão corretas
A detecção precoce do DM é importante para evitar complicações, mas pode constituir um desafio, visto que os sintomas podem estar ausentes ou serem inespecíficos. Por isso, são determinados critérios para o diagnóstico. Tendo como base os parâmetros diagnósticos, assinale a alternativa INCORRETA.
Tem-se alta probabilidade de ter diabetes, se a glicose plasmática em jejum superior ou igual a 126 mg/dℓ (7,0 mmol/ℓ). O jejum é definido pela ausência de aporte calórico durante pelo menos 8 horas.
No TTG-75 g, o paciente recebe uma carga de 75 g de glicose, em jejum e a glicemia é medida antes e 120 minutos após a ingestão. Uma glicemia de duas horas pós-sobrecarga maior ou igual a 200 mg/dL é indicativa de diabetes e entre 140 mg/dL e 200 mg/dL, indica tolerância à glicose diminuída.
A hemoglobina glicada, também conhecida pelas siglas A1C e HbA1C, indica o percentual de hemoglobina que se encontra ligada à glicose. Reflete os níveis médios de glicemia ocorridos nos últimos dois a três meses. Tem a vantagem de não necessitar de períodos em jejum para sua realização.
Pessoas com hiperglicemia intermediária (glicemia de jejum entre 110 mg/dl e 125 mg/dl, e duas horas pós-carga de 140 mg/dl a 199 mg/dl e HbA1c entre 5,7% e 6,4%), também denominadas de casos de pré-diabetes, pelo seu maior risco de desenvolver a doença, deverão ser orientadas para prevenção do diabetes, bem como reavaliação anual com glicemia de jejum.
A glicemia casual é aquela medida a qualquer momento do dia, mas há a necessidade de atentar para o período pós-prandial, ao qual a glicemia estará normalmente elevada e o exame será contra-indicado.
Diabetes mellitus é uma doença causada pela produção insuficiente de insulina ou sua má absorção, hormônio este, que tem a função de quebrar o açúcar ingerido para transformá-lo em energia para o organismo. É um grande problema de saúde pública e, em casos mais sérios, pode levar à morte. Sobre a referida afecção, identifique a afirmativa correta.
Nem sempre o paciente com diabetes precisa fazer uso de insulina, podendo utilizar medicações orais, as quais o agente de saúde deve orientar quanto à importância do tratamento correto e surgimentos de complicações.
O paciente que faz uso de insulina deve ser orientado quanto à necessidade de aplicação sempre no mesmo local do corpo, visto que ele precisa se acostumar a esse procedimento e com o passar do tempo a área perde a sensibilidade e, assim, diminui a dor local.
A população deve ser orientada quando à possibilidade de desenvolver diabetes tardia, a diabetes tipo I, caso não evite sedentarismo, tabagismo, dieta inadequada, entre outros fatores de risco e, nesses casos, o controle da glicemia se torna praticamente impossível.
São orientações que podem ser repassadas para o paciente portador de diabetes pelo agente de saúde: manter a higiene dos locais de aplicação de insulina, diminuir a quantidade de líquidos ingeridos, em especial sucos e chás, orientar quanto ao uso de cremes ou óleos para evitar ressecamento da pele, principalmente entre os dedos dos pés e vigiar quanto ao aparecimento de rachaduras na pele dos pés, entre outras observações.
As duas maiores complicações do Diabetes Melito são Cetoacidose Diabética (CAD) e Síndrome Não Cetótica Hiperglicêmica Hiperosmolar (SNHH). Um dos sintomas característicos da CAD é:
Ausência de hálito cetônico.
Hipernatremia.
Osmolaridade sérica acentuadamente elevada.
Ausência de acidose.
Hipopotassemia extrema.
O tipo de diabetes cuja principal característica é a falta de produção de insulina pelo pâncreas é denominado:
Diabetes tipo 1.
Diabetes tipo 2.
Diabetes tipo 3.
Diabetes gestacional.
Diabetes medicamentosa.
Diabetes ocorre quando o corpo humano não produz insulina ou não emprega corretamente a insulina que produz, afetando o controle da quantidade de glicose no sangue e impactando a saúde da pessoa.
Por exemplo, o nível muito baixo de glicose no sangue, inferior a 70 mg/dL, pode provocar uma crise de:
Hipotrofia.
Hipoglicemia.
Hipermetropia.
Hipotireoidismo.
Hemoglobina.
O International Working Group on the Diabetic Foot (IWFGD) conceitua pé diabético como “infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos moles associadas a alterações neurológicas e vários graus de doença arterial periférica (DAP) nos membros inferiores”. De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2019), são recomendações para a prevenção de ulcerações nos pés em pessoas com diabetes mellitus, EXCETO:
Instruir a pessoa com diabetes em risco 1 a 3 para não andar com os pés descalços, não usar sapatos sem meias ou com chinelos de sola fina, seja em ambientes fechados, seja ao ar livre.
Prescrever calçados com efeito de alívio da pressão plantar (PP) para pessoa com diabetes em risco 1 a 3. O uso consistente deve ser encorajado.
Instruir e incentivar a pessoa com risco 1 a 3 a inspecionar diariamente os pés e o interior dos calçados; lavar os pés diariamente e secar bem entre os dedos; usar emolientes para lubrificar a pele seca; cortar as unhas dos dedos dos pés de lado a lado; evitar o uso de agentes químicos ou qualquer outra técnica para remover calos ou hiperqueratose.
Fornecer educação estruturada a uma pessoa com diabetes com risco 1 a 3 sobre o autocuidado adequado dos pés, para prevenir ulceração.
Realizar anualmente o exame para detectar sinais ou sintomas de perda de sensibilidade protetora e doença arterial periférica, classificar o risco de ulceração e proceder ao seguimento.
A medida da hemoglobina glicada constitui uma ferramenta útil para a avaliação do controle glicêmico de portadores de diabete melito. Ao interpretar os resultados obtidos para HbA1c, o enfermeiro deve considerar, de acordo com as metas no tratamento do diabetes propostas na Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes atualizada, que
níveis próximos a 7% correspondem a glicemias médias diárias de, aproximadamente, 125 mg/dL, variando de 90 a 180 mg/dL.
doenças que alteram a sobrevida das hemácias, como a anemia hemolítica e hemorragia, podem resultar em valores falsamente altos.
portadores de anemia por carência de ferro, de vitamina B12 ou de folato podem apresentar valores falsamente elevados.
a variabilidade glicêmica (média das glicemias diárias) é corretamente representada por esse parâmetro.
é o indicador mais eficiente para o controle glicêmico da gestante diabética.
Conforme as Recomendações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Diabetes, um dos objetivos glicêmicos para uma criança de 10 anos com Diabetes Melito tipo 1 é uma glicemia pós-prandial de
70 a 145mg/dL.
80 a 162mg/dL.
90 a 180mg/dL.
100 a 150mg/dL.
120 a 180mg/dL.
A neuropatia autonômica no diabetes é uma complicação que geralmente se inicia como uma neuropatia sensorial, com formigamento e perda da sensibilidade das mãos e dos pés. Em alguns pacientes, a dor é o sintoma primário. Cerca de 30% dos pacientes diabéticos desenvolvem neuropatias autonômicas, que se manifestam por disfunções dos sistemas circulatório, digestório, urinário e genital (frequência cardíaca anormal, constipação, incontinência, impotência).
Certo
Errado
O distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia que resulta da produção, secreção ou utilização defeituosa da insulina é:
Doença de von Willebrand.
Doença Falciforme.
Diabetes Melito.
Encefalite.