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Leia o texto a seguir:
“A ética é a reflexão filosófica que visa fazer com que, diante da necessidade de decidir sobre como proceder em determinadas circunstâncias, a pessoa aja de modo correto; bem como servir de parâ-metro para avaliar um determinado ato realizado por outro indivíduo como sendo ou não eticamente correto. Porém, a ética não pode ser vista dissociada da realidade sociocultural concreta. Os valores éticos de uma comunidade variam de acordo com o ponto de vista histórico e dependem de circuns-tâncias determinadas” (MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Zahar, 2007, p. 9-10. Adaptado).
No texto acima, Marcondes afirma que a ética é a reflexão filosófica que avalia as regras de compor-tamento humano. Isto significa que o comportamento humano NÃO é determinado
“Escora-se na certeza de que o desenvolvimento humano é mais do que uma maturação biológica e que, assim sendo, a aprendizagem se processa com base na integração entre o que a criança sabe de suas descobertas autônomas e as atividades que pode aprender graças à interação com objetos e pessoas que estão junto a essa criança. É a distância entre o nível de realização de um problema que uma pessoa pode alcançar atuando independentemente e o nível que efetivamente poderá alcançar com a ajuda de outra pessoa mais experiente.”
(Antunes, 2011:22.)
No contexto das teorias do desenvolvimento cognitivo e da aprendizagem, o enunciado relaciona-se a qual conceito?
O campo ético é constituído pelo sujeito moral e pelos valores e obrigações que formam o conteúdo das condutas morais, ou seja, as virtudes ou as condutas e ações conformes ao bem. Segundo Marilena Chauí, o agente moral só existe se for
virtuoso e controlador das próprias paixões e inclinações, assumindo as consequências de todos os atos, mesmo não sendo livres.
capaz de justificar seus atos pela força das influências do meio em que vive.
capaz, apenas, de discernir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, entre o justo e o injusto.
consciente de si e dos outros; ser dotado de vontade e de capacidade para controlar e orientar desejos; ser responsável e ser livre.
competente e livre para deliberar e decidir entre várias alternativas possíveis, buscando aquelas que satisfazem quaisquer de seus desejos.
Leia o texto a seguir:
“Para Husserl, a consciência não é uma coisa entre as coisas, não é um fato observável, nem uma substância pensante. A consciência é pura atividade, o ato de constituir essências ou significações, dando sentido ao mundo das coisas. A essência da consciência é ser sempre consciência de alguma coisa, a que Husserl dá o nome de intencionalidade” (CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994. p. 237. Adaptado).
Segundo o texto acima, intencionalidade, para Husserl, é
De acordo com Chauí, 1991, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. Perguntar pela utilidade da Filosofia geralmente esconde ou supõe uma resposta irônica, conhecida de muitos estudantes: “A Filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Em outras palavras: “A Filosofia não serve para nada”.
II. Chama-se, por isso, de “filósofo” alguém distraído, que está com a cabeça no mundo da lua, pensando e falando coisas que ninguém consegue entender e que são totalmente inúteis.
III. A pergunta “para que Filosofia?” tem, contudo, sua razão de ser e nada a ver com a cultura e o tipo de sociedade em que vivemos.
IV. Estamos numa sociedade em que só se considera como legítimo, com direito a existir, aquilo que tiver alguma finalidade prática bem visível e de utilidade imediata.
V. É compreensível que ninguém pergunte: para que as Ciências? Todos imaginam “ver a utilidade das ciências nos produtos da técnica, isto é, na aplicação científica à realidade”.
Estão corretas as afirmativas:
I, II e III, apenas
II, III e IV, apenas
I, II, IV e V, apenas
II, III, IV e V, apenas
I, II,III, IV, V
Segundo Marilena Chauí, em seu livro Convite à Filosofia (2008), a disciplina denominada ética nasce quando se passa a indagar o que são, de onde vêm e o que valem os costumes, ou seja, nasce quando também se busca compreender o caráter de cada pessoa. Considerando um ambiente de trabalho, muitos processos ético‐disciplinares são esperados do profissional. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma conduta ética coerente num grupo de trabalho.
Corresponder à confiança que é depositada pelo grupo, nesse profissional.
Corrigir condutas inadequadas, seja por percepção própria ou por solicitação.
Estabelecer relações genuínas com as pessoas, independente se forem da equipe ou não.
Aproximar dos colegas com atitudes de confidencialidade para captar informações de interesse dos superiores.
Partindo do pressuposto que cabe ao professor de filosofia definir a temática filosófica com a qual trabalhará com os alunos, uma pergunta que se coloca é a seguinte: como desencadear o processamento da aula? Lídia Maria Rodrigo (2009, p. 57) indica o seguinte: “Definido o tema filosófico a ser abordado, pode-se promover uma primeira aproximação, ainda pré-filosófica, empregando recursos e materiais que sejam familiares e do interesse do estudante, como por exemplo, música, poesia, trechos literários, textos de jornal, filmes, etc.” Ao mesmo tempo esta autora afirma que “esse ponto de partida deve ser rapidamente superado, se quisermos ingressar no terreno da filosofia, uma vez que uma postura filosófica implica a ruptura com uma visão comum de mundo”. A partir do que é dito acima, considere as afirmações abaixo.
I. Poesia, literatura, filmes, textos de jornais têm pouco valor na educação por serem expressões do senso-comum, ou de uma visão comum de mundo.
II. Só há uma maneira de fazer ocorrer aulas de filosofia no ensino médio: utilizar recursos relacionados à experiência dos alunos, como os da poesia, da música, dos trechos literários, dos filmes, de textos de jornais, etc.
III. Pontos de partida não são pontos de chegada. São iniciadores de uma caminhada que, no caso da caminhada em direção a uma formação filosófica de estudantes do ensino médio, devem ser superados com o alcance do ponto de chegada que é a superação de uma visão comum de mundo.
IV. Filmes, músicas, poesias ou quaisquer outras formas literárias não devem ser utilizadas como conteúdos em aulas de filosofia no ensino médio.
V. Os recursos mencionados no enunciado desta questão, familiares e do interesse dos alunos, podem ser utilizados com proveito como desencadeadores do processo reflexivo e crítico do filosofar que se deseja instaurar nas aulas de filosofia com o objetivo de promover a ruptura ou superação da maneira de pensar, própria do senso comum, relativa aos temas filosóficos.
Está correto o que se afirma APENAS em:
Como a programação se dirige ao que já sabemos e já gostamos, e como toma a cultura sob a forma de lazer e entretenimento, a mídia satisfaz imediatamente nossos desejos porque não exige de nós atenção, pensamento, reflexão, crítica, perturbação de nossa sensibilidade e de nossa fantasia. Em suma, não nos pede o que as obras de arte e de pensamento nos pedem: trabalho sensorial e mental para compreendê- -las, amá-las, criticá-las, superá-las. A Cultura nos satisfaz, se tivermos paciência para compreendê-la e decifrá-la. Exige maturidade. A mídia nos satisfaz porque nada nos pede, senão que permaneçamos para sempre infantis.
(Marilena Chauí, Convite à Filosofia)
De acordo com o texto, sobre a mídia, ou indústria cultural, é correto afirmar que
tem por objetivo a realização de finalidades educativas e de aprimoramento estético.
está baseada na padronização e mercantilização da cultura e na gratificação imediata.
está desconectada da realização de interesses econômicos dos patrocinadores.
solicita dos consumidores de cultura níveis elevados de amadurecimento emocional.
busca subverter padrões sociais de passividade intelectual durante o tempo de lazer.
Chauí (2003, p. 252) atribui o surgimento da religiosidade ao fato de o ser humano ser “consciente de sua humanidade” decorrente, por sua vez, da descoberta da diferença dos seres humanos entre si e da diferença entre humanos e a natureza. São componentes da religiosidade “a crença em divindades e numa outra vida após a morte” (idem), constituindo, estas duas crenças, o núcleo da religiosidade. Considere o que esta autora afirma: “A percepção da realidade exterior como algo independente da ação humana, de uma ordem externa e de coisas de que podemos nos apossar para o uso ou de que devemos fugir porque são destrutivas, nos conduz à crença em poderes superiores ao humano e à busca de meios para comunicarmos com eles para que sejam propícios à nossa vida humana. Nasce, assim, a crença na(s) divindade(s).”
De acordo com a autora,
Com relação a se ter uma organização do plano de ensino de filosofia para o ensino médio ou centrado na história da filosofia, ou tendo como foco temas a serem, de alguma maneira, definidos pelo professor, Lídia Maria Rodrigo afirma que “não é obrigatória a opção por uma dessas alternativas, havendo possibilidade de mesclá-las em um programa composto por uma parte histórica e outra temática”. (2009, p. 53). Pensando assim ela diz ser favorável à organização do plano de ensino de filosofia que tenha a história da filosofia não como centro e sim como referencial.
Tomando por base suas afirmações, pode-se dizer que esta autora:
Leia com atenção o texto a seguir.

Segundo Marilena Chaui, a ideia de que as mulheres são naturalmente destinadas à maternidade e aos cuidados do lar constitui um exemplo perfeito do que é uma ideologia. Tal como ocorre na construção da imagem de uma suposta natureza feminina, a ideologia se caracteriza pela inversão entre
causa e efeito, colocando o efeito no lugar da causa e a causa no lugar do efeito.
feminino e masculino, atribuindo às mulheres o papel dos homens e aos homens o papel das mulheres.
sujeito e objeto, apresentando o sujeito pensante como o objeto a ser estudado.
ideia e ideado, colocando no lugar da ideia aquilo de que ela é ideia.
superior e inferior, representando o inferior como o superior e o superior como inferior.

Por que a autora diz que a atitude filosófica se caracteriza, em primeiro lugar, por uma atitude negativa? Assinale a alternativa INCORRETA.
A ideologia é um conjunto lógico, sistemático e coerente de representações (ideias e valores) e de normas ou regras (de conduta) que indicam e prescrevem aos membros da sociedade o que devem pensar e como devem pensar.
Marilena Chauí. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 113.
Quanto a esse assunto, assinale a alternativa correta.
A ideologia constitui um corpo sistemático de regras que interferem exclusivamente no pensar humano.
A ideologia não se refere aos conflitos sociais e de classe; por isso, assegura a coesão entre os homens.
A naturalização das diferenças sociais não constitui objeto de estudo da ideologia.
A função da ideologia dominante é a de apagar a diferença entre os indivíduos e fornecer aos membros da sociedade uma identidade social.
A ideologia mostra uma realidade como ela realmente é; por isso, não valoriza a práxis.
A partir da metade dos anos 60 do século passado, no Brasil, a consciência de seu caráter de continente periférico, alheio às decisões mundiais, apêndice dos blocos de poder, substituiu a euforia desenvolvimentista. Sua marginalidade, agravada, a partir dos anos 80, pela recessão econômica, só parece compatível com as estritas análises político-econômicas (...). O tratamento filosófico das questões era confundido com o ecletismo e o antiexperimentalismo da época colonial, sendo então tomado como traço de letrados tradicionais e incapazes de contribuir para a solução prática dos problemas (...). Essa alergia à reflexão filosófica se mostra, na conjuntura atual, pela incapacidade de lidar com a interpretação da cultura senão como prolongamento da conjuntura político-econômica.
Luiz Costa Lima. Apud F. Ceppas. Anotações sobre a formação filosófica no Brasil e o ensino de filosofia. In: S. Gallo, M. Danelon e G. Cornelli. Ensino de filosofia: teoria e prática. Ed. Unijuí, 2004 (com adaptações).
A partir das idéias apresentadas no texto acima, assinale a opção correta.
O desprezo histórico da filosofia no Brasil é resultado de sua origem na época colonial.
Os filósofos são incapazes de contribuir à solução prática dos problemas de um país em desenvolvimento.
O filósofo, no Brasil, é considerado, pela cultura majoritária, um elemento moderno da cultura, capaz de contribuir com o desenvolvimento do país.
A cultura é interpretada, no Brasil, como prolongamento da conjuntura econômica.
O estilo barroco implica em uma obra de feição esquisita, exagerada ou extraordinária. É uma arte exuberante.
a ideologia tem por função assegurar a coesão dos membros da sociedade, enquanto oculta a realidade como, por exemplo, das diferenças de classe.