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O problema da distinção entre mente e corpo é um dos temas centrais da filosofia, que desde Platão alimenta o debate filosófico até os dias de hoje. Tradicionalmente, o tratamento desse problema esteve sempre ligado à busca teórica pela definição da essência do ser humano e as soluções apresentadas têm implicações práticas profundas na maneira como estabelecemos nossas relações com o mundo, com os nossos semelhantes e com nós mesmos.
Analise as afirmativas abaixo, dê valores (V) verdadeiro ou (F) falso e após marque a alternativa correta.
( ) Respostas distintas a essa questão são objeto das mais fervorosas disputas em que divergentes concepções filosóficas são abraçadas, não apenas por filósofos profissionais, mas por homens de ciência, religiosos e pelas pessoas comuns.
( ) Somos feitos de duas substâncias: alma e corpo? O psiquismo é separado do corpo? O que comanda o ser humano: sua razão ou seus desejos? Somos senhores de nossos desejos e sentimentos? O que significa ser consciente? O que significa dizer que pensamos com nosso cérebro?
( ) Do ponto de vista pedagógico, o tema tem um forte apelo entre os adolescentes que se veem cotidianamente confrontados com questões envolvendo, por exemplo, as relações entre seu corpo, suas emoções e sua razão ou então com a impossibilidade de saber com certeza o que o outro está realmente sentindo.
A sequência correta é:
V, F, V;
F, V, F;
V, V, V;
F, F, F.
Quem distinguiu a Poieis, a Práxis, a Tékhne e a Epistéme.
Marque a alternativa correta.
Platão;
Aristóteles;
Hércules;
Zeus.
O mais famoso argumento apresentado contra o relativismo no terreno do conhecimento encontra-se no Teeteto (170c-171c). “o homem é a medida de todas as coisas”, quer dizer, que cada indivíduo é a medida da verdade, o que significa que tudo o que se diz é verdadeiro, pois assim aparece a quem o diz. Esta frase foi atribuída ao filósofo.
Assinale a resposta correta.
Sócrates;
Protágoras;
Platão;
Heródoto.

A partir do texto, pode-se concluir que, segundo Aristóteles,
No intuito de prover uma sistematização do conhecimento filosófico, Aristóteles distinguiu vários ramos da ciência, nos quais a metafísica é identificada como uma ciência
teológica, que pesquisa a ordenação matemática do mundo a partir do Um.
prática, que busca a perfeição moral ao se dedicar ao estudo do Sumo Bem.
teorética, que considera os primeiros princípios e as causas primeiras.
poiética, que tem como finalidade a produção do mundo físico.
lógica, que investiga as proposições em sua estrutura argumentativa.
“Tudo o que existe abaixo do Primeiro tem de provir dele, quer imediatamente, quer através de intermediários. Tem de haver uma ordem de segundo grau e uma ordem de terceiro grau, na qual a segunda volta-se à primeira e a terceira à segunda”.
(PLOTINO. Tratados das Enéades. São Paulo: Polar Editorial, 2000, p.55.)
O neoplatonismo pode ser compreendido, de modo geral, como uma Filosofia baseada em uma estrutura hierárquica que tem como princípio o Uno, razão pela qual também é conhecido como uma henologia e tem em Plotino seu grande representante.
Assinale a opção que caracteriza corretamente o sistema plotiniano em relação à sua estrutura hierárquica do ser.
O Uno é a primeira hipóstase, entendida como a realidade imanente ao mundo, que explica sua multiplicidade, sendo, ao mesmo tempo, incorpóreo.
O Nous ou Espírito é o princípio que está além do ser e da essência, pois é a inteligência que pensa a totalidade dos inteligíveis.
A processão é o princípio que explica como do Uno provém o múltiplo, já que o Uno é atividade autoprodutora.
A Alma é a terceira hipóstase do sistema plotiniano, concebida como corpórea por ser a razão das coisas sensíveis.
Como tudo procede do Princípio, ao homem é dada a experiência inata e imediata da união mística com o divino, que elimina o mistério e revela a realidade última do mundo.
A Filosofia, enquanto um modo específico de conhecimento, data historicamente do mundo grego. Por volta dos séculos VI e V a.C., filósofos oriundos de várias cidades, da Magna Grécia à Ásia Menor, renovaram o pensamento quanto às indagações humanas sobre o cosmos e a vida social. A respeito desse processo, relacione as regiões de emergência da Filosofia no mundo grego com as respectivas contribuições dos filósofos de lá oriundos.
1. Agrigento, na Sicília.
2. Eleia, no sul da Itália.
3. Abdera, na Trácia.
4. Mileto, na Jônia.
( ) A contribuição de Empédocles consistiu na crítica à Filosofia unitária dos eleatas, propondo, no lugar, uma pluralidade de princípios explicativos da physis.
( ) Provável discípulo e sucessor de Tales, Anaximandro concebe como princípio da physis o ilimitado, do qual deriva a multiplicidade das coisas limitadas.
( ) O núcleo do pensamento parmenídico reside em sua afirmação de que pensar e ser é o mesmo, o que confere um sentido forte à Filosofia como ontologia.
( ) A Filosofia de Demócrito é um desenvolvimento da teoria de seu mestre, Leucipo, pela qual a physis é concebida a partir de átomos incriados, indestrutíveis e imutáveis.
Assinale a opção que mostra a relação correta, de cima para baixo.
1 – 3 – 2 – 4.
1 – 4 – 2 – 3.
4 – 2 – 3 – 1.
2 – 4 – 3 – 1.
4 – 3 – 2 – 1.
Leia o fragmento a seguir a respeito da perspectiva aristotélica da Metafísica.
Todos admitem que algumas coisas sensíveis são _____; portanto deveremos desenvolver a nossa pesquisa partindo dessas coisas. De fato, é de grande utilidade proceder gradualmente na direção daquilo que é mais cognoscível. Com efeito, todos adquirem o saber desse modo: procedendo através das coisas que são menos cognoscíveis por natureza, isto é, _____ na direção das que são mais cognoscíveis por natureza, isto é, _____.
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.
matéria – as coisas sensíveis – o supra-sensível.
indivíduos – o supra-sensível – o sínolo.
substâncias – as coisas sensíveis – as coisas inteligíveis.
acidentes – a forma – as categorias.
essências – as coisas inteligíveis – as coisas sensíveis.
“(...) os poetas trágicos são versados em todas as artes, em todas as coisas humanas relativas às virtudes e aos vícios, e até mesmo nas coisas divinas; na verdade, é necessário, afirmam, que o bom poeta, se quiser criar uma bela obra, conheça os temas de que trata, pois de outra forma não seria capaz de criar. É preciso, pois, examinar se tais pessoas, tendo-se deparado com imitadores desse gênero, não foram enganadas pela visão de suas obras, não se dando conta de que elas se acham afastadas em três graus do real, e de que, sem conhecer a verdade, é fácil realizá-las com êxito, pois os poetas criam fantasmas e não coisas reais (...)”.
(PLATÃO. A República. São Paulo: Perspectiva, 2006, Livro X.)
Platão atribui um papel pedagógico importante à arte na cidade ideal concebida n’A República, mas seus critérios são rigorosos e sua crítica recai sobre os poetas, por serem “imitadores”.
Com relação à crítica platônica da imitação, analise as afirmativas a seguir.
I. A crítica platônica da imitação inclui uma hierarquização da mimese em relação às essências, que são a única realidade.
II. A crítica platônica da imitação distingue o bom do mau poeta, pois o primeiro conhece sua arte, por isso, acede ao Belo.
III. A crítica platônica da imitação elogia o papel da tragédia, por sua abordagem superior das virtudes e vícios humanos.
Assinale:
se apenas a afirmativa I estiver correta.
se apenas a afirmativa II estiver correta.
se apenas a afirmativa III estiver correta.
se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
se todas as afirmativas estiverem corretas.
Com relação às diversas vertentes de investigação que orientaram o desenvolvimento da Filosofia, na Grécia Antiga, analise as afirmativas a seguir.
I. A explicação do cosmos, em Tales e Pitágoras, recorreu ao instrumental geométrico e ao cálculo, com influências da cultura egípcia.
II. O apoio na língua grega, em especial o verbo ser, contribuiu para expressar raciocínios de identidade e diferença, de que são exemplos Parmênides e Heráclito.
III. O recurso ao monoteísmo do elemento natural foi utilizado para articular a ideia de unidade e totalidade da physis, como testemunha a Filosofia de Anaxímenes e Zenão de Eleia.
Assinale:
se somente a afirmativa I estiver correta.
se somente a afirmativa II estiver correta.
se somente a afirmativa III estiver correta.
se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
se todas as afirmativas estiverem corretas.
“O que implica o sistema da polis é primeiramente uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. Torna-se o instrumento político por excelência, a chave de toda autoridade no Estado, o meio de comando e de domínio sobre outrem”.
(VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego.
Rio de Janeiro: DIFEL, 2002, p. 54.)
As alternativas a seguir apresentam aspectos do valor da palavra para o pensamento filosófico grego, à exceção de uma. Assinale-a.
O louvor à honra, à virtude e aos deuses, imortalizado pela palavra do poeta, exemplar da glória duradoura.
A arte oratória, com seus recursos de argumentação antitética, com vistas ao debate público.
A retórica como instrumento de crítica dos valores tradicionais com base na persuasão e na arte de bem falar.
O cálculo sofístico do melhor e do útil em vista da pluralidade de interesses e posições.
A dialética como arte dos discursos por meio do qual se refuta ou se estabelece algo.
“Tivessem os bois, os cavalos e os leões mãos, e pudessem, com elas, pintar e produzir obras como os homens, os cavalos pintariam figuras de deuses semelhantes a cavalos, e os bois semelhantes a bois, cada (espécie animal) reproduzindo a sua própria forma”.
(Xenófanes de Colofão, séc. VI-V a. C. In: BORNHEIM, Gerd A. (org.). Os filósofos pré-socráticos. São Paulo: Cultrix, 2008, p. 32.)
Nascido por volta de 570 a. C. o filósofo Xenófanes, oriundo da cidade jônica de Colofão, foi um crítico da concepção dos deuses herdada de Homero e Hesíodo. No fragmento citado, essa crítica recai
sobre o antropomorfismo, pelo recurso a analogias sem questionamento racional.
sobre a arte médica, por sua dependência da experiência.
sobre a atitude contemplativa, voltada para o conhecimento das coisas divinas e humanas.
sobre a técnica artística, que imita a natureza.
sobre a imanência dos princípios, característica da sabedoria antiga.
“A magia e a astrologia postulavam a solidariedade e unidade da natureza inteira, onde o cintilar do astro mais distante repercute no lugar mais recôndido do mundo e, inversamente, onde todo movimento da alma se prolonga em ecos infinitos. Não existem abismos nem fronteiras, mas uma gama de correspondências na corrente motriz da vida universal”.
(GARIN, Eugenio. Moyen Âge et Renaissance. Paris: Gallimard, 1969, p. 131.)
Com relação ao pensamento filosófico renascentista, referido na citação, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) O platonismo renascentista foi elaborado a partir da leitura e tradução de Platão e Plotino, e concebeu um universo hierárquico que, conectando o Uno ao mundo físico, fazia deste último uma teia de afinidades ocultas.
( ) A obra Sobre a natureza das coisas (De rerum natura), de Epicuro, foi uma das principais fontes do atomismo renascentista, que concebeu um universo atomístico, infinito e formado por átomos, que viria a influenciar a ciência moderna no século XVII.
( ) O aristotelismo no Renascimento prolongou a interpretação medieval de Aristóteles como a grande autoridade do saber, reiterando a metafísica tomista de um cosmo fechado, qualitativo, finito e geocêntrico.
As afirmativas são, respectivamente,
F, V e F.
F, V e V.
V, F e F.
V, V e F.
F, F e V.
Duas figuras da mitologia grega são fundamentais para a definição da tragédia segundo Nietzsche. Uma representa o princípio vital elementar e, portanto, remete à dissolução do indivíduo no fluxo do caótico do ser primordial e leva à embriaguez, ao excesso, ao êxtase e à potência do irracional que dissolve as formas. A outra figura mítica corresponde à potência ordenadora e estabilizadora, que faz nascer a medida, as formas claras e bem individualizadas e o sonho das belas aparências. Assim sendo, é correto afirmar que essas figuras míticas são, respectivamente,
Dioniso e Zeus.
Apolo e Dioniso.
Dioniso e Apolo.
Zeus e Apolo.
Zeus e Dioniso.
Segundo Aristóteles, a analítica tem por objeto a demonstração, quer dizer, a dedução que parte de premissas verdadeiras; por sua vez, a dialética tem por objeto os raciocínios que se assentam sobre opiniões prováveis. Para esse filósofo, a dialética é uma arte intermediária entre a retórica e a analítica. De acordo com Aristóteles, a analítica coincide com o que foi chamado de lógica formal: o estudo dos conceitos, juízos e raciocínios, considerados nas formas em que são enunciados, abstraindo-se da matéria ou do conteúdo a que se aplicam. O raciocínio é a operação discursiva por meio da qual se conclui que uma ou várias proposições (premissas) implicam a verdade, a probabilidade ou a falsidade de outra proposição (conclusão). Nesse contexto de analítica do discurso demonstrativo, destaca-se o silogismo: todo raciocínio dedutivo rigoroso, que não supõe nenhuma proposição estranha subentendida.
No que concerne às ideias apresentadas no texto acima, assinale a opção correta.A dialética tem o mesmo valor argumentativo no pensamento tanto de Aristóteles quanto de Platão.
A analítica aristotélica pressupõe os seguintes princípios: a identidade do representado na dimensão do conceito, a não contradição na dimensão do enunciado, a ordem de fundamento e a consequência na conexão entre os enunciados.
Toda linguagem e toda forma de discurso são objeto da analítica de Aristóteles.
A lógica formal leva em consideração o conteúdo do pensamento.
A lógica formal estuda, essencialmente do ponto de vista psicológico, os atos de conceituar, julgar e raciocinar, visto que tem como objeto os conceitos, juízos e raciocínios.