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Leia o texto abaixo.
“De fato, deve haver alguma realidade natural (uma só ou mais de uma), da qual derivam todas as outras coisas, enquanto ela continua a existir sem mudança. Todavia, esses filósofos não são unânimes quanto ao número e à espécie desse princípio. Tales, iniciador desse tipo de filosofia, diz que o princípio é a água (por isso afirma também que a terra flutua sobre a água), certamente, tirando esta convicção da constatação de que o alimento de todas as coisas é úmido, e da constatação de que até o calor se gera do úmido e vive no úmido”.
Aristóteles, Metafísica.
Segundo o texto, Tales é o “iniciador desse tipo de filosofia”, pois ele
inaugura a filosofia pré-socrática, cujos pensadores colocam a água como o princípio de tudo.
funda a filosofia naturalista grega, ao estabelecer a água como arché de todas as coisas.
unifica as contradições pré-socráticas acerca do número e espécie do princípio de toda a realidade.
cria a filosofia da natureza fundada na lógica, no método e no estudo da experiência sensível.
funda a filosofia da natureza, baseada na eterna mudança, ao observar as várias formas e funções que a água pode ter.
A crítica de Parmênides a Heráclito, ao caracterizar o movimento como um aspecto superficial das coisas e sustentar que além da experiência dos sentidos está a verdadeira realidade, única e imutável, introduz uma das distinções mais básicas do pensamento filosófico antigo:
Entre mythos e logos.
Entre monismo e paradoxo.
Entre realidade e aparência.
Entre lógica e dialética.
Entre senso comum e filosofia.
Analise o texto abaixo:
Um filosofo relevante da Antiguidade foi o grego ________. Ele foi aluno de Platão na Academia, mas fundou sua própria escola, o Liceu. Tornou-se conhecido pelo hilemorfismo, isto é, sua teoria sobre a ________, composta de matéria e forma.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Sófocles • virtude
Sócrates • essência
Heráclito • movimento
Aristóteles • substância
Parmênides • permanência
É pois a Tragédia imitação de uma ação de caráter elevado, completa e de certa extensão, em linguagem ornamentada e com as várias espécies de ornamentos distribuídas pelas diversas partes [do drama], [imitação que se efetua] não por narrativa, mas mediante atores, e que suscitando o “terror e a piedade, tem por efeito a purificação dessas emoções”.
(ARISTÓTELES. Poética (Capítulo VI). In: DUARTE, Rodrigo (org.). O belo autônomo: textos clássicos de estética. Belo Horizonte: Autêntica, 2012. p. 37.)
Segundo o pensamento aristotélico, é correto afirmar que a Tragédia
imita o cotidiano e os homens comuns, da mesma forma que a Epopeia, diferindo apenas em métrica.
não é uma imitação dos homens, como na Comédia, mas de ações e de vida, de felicidade ou infelicidade.
assim como a Comédia, procura imitar de modo apaixonado, os homens inferiores, focando em sua torpeza anódina e inocente.
assim como a Epopeia, não se regula pela política e pela oratória, uma vez que a linguagem do cidadão foi substituída pela fala do orador.
Agora, porém, partirá injustiçado se de fato for embora, mas não por nós, as leis, e sim pelos homens; mas se fugir depois de tão vergonhosamente revidar injustiça com injustiça e o mal com o mal, rompendo os seus pactos e acordos conosco e ferindo àqueles que menos deveria - a si mesmo e aos amigos, ao país e a nós - , ficaremos zangadas com você...
(PLATÃO, Críton. In MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p. 25)
Com o argumento exposto no texto, Sócrates convence Críton de que, apesar da pena que recebe, sua recusa a fugir faz sentido. Sobre o argumento de Sócrates, é correto afirmar que
fugir é alternativa correta, porém a morte eleva a alma até as ideias, o Bem e a Verdade.
as leis são injustas e seu destino é cumprir a sentença de morte, a verdade absoluta da vida, pois o Estado pretende uma verdade menor.
as leis dizem a verdade que o Estado ordena, e os homens são livres para fugir ou submeter-se às leis, que são válidas conforme interesses.
homens cometem injustiça e as leis representam a verdade, fugir consistiria em abdicar do que é precioso, o acordo com as leis e a reverência ao Estado.
Numa visão geral, os gregos Sócrates, Platão e Aristóteles possuíam alguns pensamentos em comum. Exemplo disso são as paixões, essas que eram consideradas por eles como matéria‐prima do
bem e do mal.
vício e da virtude.
falso e verdadeiro.
conhecimento e ignorância.
Aristóteles foi um filósofo clássico de fundamental importância para a filosofia. Em seu pensamento trabalhou com vários temas, inclusive a felicidade, ao pensar sobre viver uma boa vida. São formas de felicidade para Aristóteles, EXCETO:
A vida como pesquisador e filósofo.
A vida como de prazeres e satisfações.
A vida como cidadão livre, responsável.
A vida como protagonista da bondade.
Assinale a alternativa correta sobre uma acusação de Sócrates aos sofistas:
De confundirem a racionalidade com a dependência aos deuses.
De consumir a vida com devaneios poéticos e sensuais.
De não serem filósofos, pois não tinham amor à filosofia.
De ensinar aos jovens o desapego aos bens materiais.
De propagar ideias heréticas sobre a origem do universo.
Sobre felicidade e prazer em Epicuro, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O prazer é, na verdade, considerado por nós como o primeiro dos bens naturais, é ele que nos leva a aceitar ou a rejeitar as coisas, a ele vamos parar, tomando a sensibilidade como critério do bem.
( ) Uma teoria verídica dos desejos ajustará os desejos e a aversão à saúde do corpo e à ataraxia da alma, pois é esse o escopo de uma vida feliz, e todas as nossas ações têm por fim evitar ao mesmo tempo o sofrimento e a inquietação.
( ) A morte não é lembrada, pois o seu fato ou mesmo o seu símbolo psicológico em nada contribuem com a reflexão existencial e essencial, portanto não se relaciona com a felicidade da alma e do corpo, muito menos com as sensações.
( ) Quando dizemos que o prazer é o soberano bem, falamos dos prazeres dos debochados, dos gozos sensuais, dos mentirosos, dos traidores, dos infiéis, pois o que dizemos nada tem a ver com a moral, mas sim com a sensação, e se algo dá a sensação agradável do bem para uma pessoa isso é em si o supremo bem.
A sequência está correta em
V, V, F, F.
F, V, F, V.
V, F, F, V.
F, F, V, V.
Leia o fragmento abaixo.
"Conhece-te a Ti mesmo e conhecerás todo o universo e os deuses, porque se o que procuras não achares primeiro dentro de ti mesmo, não acharás em lugar algum" [...].
Disponível em: <http://www.elivieira.com/2010/10/ti-mesmo-e-conheceras-todo-o-universo-e.html>. Acesso em: 28 set. 2015. Fragmento.
Esse fragmento ilustra a máxima de maior difusão do pensamento filosófico desenvolvido por Sócrates, no século V a.C., na Grécia. Sócrates teve o primeiro contato com essa máxima, que busca conhecer a verdade, através do autoconhecimento
na ágora de Atenas, local destinado às discussões políticas.
no pórtico do templo de Apolo, localizado na região de Delfos.
nos diálogos que são fundamentados na dialética, escritos por Platão.
nos diálogos que Sócrates teve com Teeteto, conforme narra Platão.
nos estudos históricos sobre a virtude, propostos por Aristóteles.
Leia o texto abaixo.
Se alguém me diz por que razão um objeto é belo, e afirma que é porque tem cor ou forma, ou devido a qualquer coisa do gênero – afasto-me sem discutir, pois todos esses argumentos me causam unicamente perturbação. Quanto a mim, estou firmemente convencido, de um modo simples e natural, e talvez até ingênuo, que o que faz belo um objeto é a existência daquele belo em si, de qualquer modo que se faça a sua comunicação com este. O modo por que essa participação se efetua, não o examino neste momento; afirmo, apenas, que tudo o que é belo é belo em virtude do Belo em si”.
Platão, Fédon.
Na obra filosófica de Platão, a convicção de Sócrates presente no texto representa
a crença na anterioridade lógica dos valores estéticos em relação à ciência.
a comprovação do monadismo platônico que unifica o corpo e a alma, mundo sensível e mundo inteligível.
a crítica ao naturalismo, fundado na experiência sensível, e a fundamentação da metafísica platônica, fundada nas ideias (logoi).
a influência da noção de beleza para os gregos, nas ideias postas em toda filosofia platônica.
a defesa da superioridade ontológica do Belo em relação às demais causas da realidade.
A arte de imitar está muito afastada da verdade, sendo que por isso mesmo dá a impressão de poder fazer tudo, por só atingir parte mínima de cada coisa, simples simulacro. O pintor, digamos, é capaz de pintar um sapateiro, um carpinteiro ou qualquer outro artesão, sem conhecer absolutamente nada das respectivas profissões. No entanto, se for bom pintor, com o retrato de um carpinteiro, mostrado de longe, conseguirá enganar pelo menos crianças ou pessoas simples e levá-las a imaginar que se trata de um carpinteiro de verdade.
(PLATÃO. A República (Livro X). In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009. p. 558.)
Sobre a relação entre arte e verdade, assinale a alternativa correta, segundo o pensamento platônico.
As obras de arte estão distanciadas três graus da realidade, e, por isso, estão muito distantes da representação da verdade.
Não poderíamos nos aproximar da verdade por meio das obras de arte, uma vez que elas apresentam somente uma representação das ideias.
Existe um valor positivo da arte imitativa, mas no âmbito da cidade ela era corrosiva, pois, em relação à verdade, desloca a atenção que a política necessitava.
As obras de arte são necessárias para uma aproximação da verdade, mas apenas no âmbito privado, negando dessa forma, sua função na cidade e, portanto, deveriam ser excluídas.
“SÓCRATES: E agora, Mênon, vê que progressos ele já fez em termos de memória? De início não sabia que linha forma a figura de oito pés e mesmo agora não sabe, mas antes achava que sabia e respondeu confiante como se soubesse, sem ter consciência das dificuldades; ao passo que agora sente a dificuldade em que se encontra e, além de não saber, não acha mais que sabe.”
(PLATÃO. Mênon. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p. 35)
Dentre as características da filosofia socrática inferidas dos escritos de Platão, o trecho acima retrata
o uso da dialética como meio de alcançar as verdades imutáveis da alma.
o constante recurso a analogias e abundantes exemplos para testar definições.
a crença na reminiscência ou recordação como meio de acessar o conhecimento.
a convicção de que a investigação se inicia com um reconhecimento do não saber.
Todos compreendem o quanto seja louvável a um príncipe manter a palavra dada e viver com integridade e não com astúcia. Contudo, pela experiência de nossos tempos, vê-se que certos príncipes realizaram coisas notáveis, mas tiveram em pouca conta a fé dada e souberam com astúcia manejar a cabeça dos homens. Superaram, enfim, aqueles que se apoiaram na sinceridade.
(MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe (Capítulo XVIII). In MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009, p. 457.)
A partir do trecho selecionado, marque a opção em que se encontra a melhor definição para o pensamento político maquiaveliano, em relação à filosofia política desenvolvida na Grécia Clássica.
Diferentemente do pensamento desenvolvido na Grécia Clássica, a obra de Maquiavel revela o realismo político sob uma análise das ações humanas.
Diferentemente do pensamento desenvolvido na Grécia Clássica, a obra de Maquiavel revela o idealismo político sob uma análise ideal do Bom Governo.
Semelhante ao pensamento desenvolvido na Grécia Clássica, a obra de Maquiavel revela o idealismo político sob uma análise ideal do Bom Governo.
Semelhante ao pensamento desenvolvido na Grécia Clássica, a obra de Maquiavel revela o realismo político sob uma análise das ações de sua época.
Parmênides e Heráclito foram dois pensadores pré-socráticos com ideias antagônicas: este considerava que é essencial a mudança e a contradição existente nas próprias coisas; aquele, contrariamente, considerava que o que não pode ser pensado não pode existir e o que não existe não pode ser pensado.
Considere:
I. “Nós nos banhamos e não banhamos no mesmo rio. Não é possível descer duas vezes no mesmo rio”.
II. “O ser tampouco é divisível, pois é todo inteiro, idêntico a ele; não sofre nem acréscimos, o que seria contrário à sua coesão, nem dominação, mas todo inteiro, está cheio de ser; é, assim, inteiramente contínuo, pois o ser é contínuo ao ser”.
III. “Este cosmos, o mesmo para todos, nenhum dos deuses e nenhum dos homens o criou: mas sempre foi, é e será um fogo sempre vivo, acendendo-se e apagando-se com medida”.
IV. “É uma a mesma e a mesma coisa: o vivo e o morto, o acordado e o adormecido, o jovem e o idoso, pois a mudança de um converte no outro, reciprocamente”.
V. “Não há que temer que jamais se prove que o não ser é. Só nos resta um caminho a percorrer, o ser é. E há uma multidão de sinais de que o ser é incriado, imperecível, pois somente (o ser) é completo, imóvel e eterno”.
Correspondem ao pensamento de Heráclito, o que se afirma APENAS em
O pensamento filosófico na Grécia sempre esteve vinculado ao contexto político. A filosofia se desenvolve na polis e o advento da democracia é fator proeminente para tal. Os primeiros filósofos fazem a crítica dos problemas para apontar as soluções, dentro de uma visão que apresenta um humanismo que dissolve o homem no cosmos. Os sofistas vão utilizar um enfoque mais antropológico. Surgem no período em que as relações entre filosofia e polis se estreitam ainda mais, exprimindo a situação de fato da valorização do humano. Isto é comum a toda a sofística, como também a Sócrates, seu contemporâneo. Rompendo a tradição, os sofistas se apresentam como professores da arte de bem falar, uma escola laica preparando o indivíduo para a vida pública.
Não há unidade entre os diferentes sofistas, mas pode-se destacar, dentre os pontos comuns entre suas posições:
a dessacralização do saber e relativismo da verdade, construída no exercício da razão humana.
o predomínio do exercício pedagógico, considerado uma missão sagrada e não uma atividade profissional.
a prioridade do humano, explicado como parte do cosmos e submetido exclusivamente às suas leis.
a defesa incondicional da democracia grega, propondo a extensão da cidadania a todos, inclusive mulheres e escravos.
a criação de grandes sistemas filosóficos, abrangendo todos os aspectos do saber até então construído.
Aristóteles distingue os vícios e virtudes pelos critérios do excesso, da falta e da moderação. Para ele, enquanto a virtude é um sentimento ou conduta moderada, o vício ocorre de dois modos: pela falta da virtude ou pelo excesso da mesma. Assinale a sequência CORRETA dos vícios por deficiência e dos vícios por excesso que correspondem, especificamente, às virtudes da coragem, do respeito próprio, da gentileza, e da prodigalidade.
Covardia e temeridade; modéstia e vaidade; avareza e esbanjamento; indiferença e irascibilidade.
Covardia e temeridade; condescendência e vaidade; indiferença e inveja; vileza e vulgaridade.
Covardia e orgulho; indiferença e vaidade; vileza e temeridade; avareza e condescendência.
Covardia e orgulho; modéstia e vaidade; avareza e irascibilidade; vileza e inveja.
Covardia e temeridade; modéstia e inveja; indiferença e temeridade; orgulho e esbanjamento.
Nas discussões com Céfalo, Trasímaco e Cálicles, Sócrates é porta‐voz de Platão ao tratar sobre o problema ético. Nas alternativas a seguir, apenas uma não se trata de um problema ético dentro da teoria da conduta moral de Platão. Assinale‐a.
O que é justiça?
É melhor ser bom ou ser forte?
É mais importante o público ou o privado?
Devemos procurar a integridade ou o poder?
Se é verdade que as distinções platônica e aristotélica tiveram como resultado colocar a filosofia no topo do saber, situando-a no vértice da pirâmide ou na copa da árvore do conhecimento, não é menos exato, em contrapartida, que elas terminaram por fixar a distinção entre as formas de saber ou de conhecimento, levando o filósofo a acostumar-se com a ideia de diversidade.
Analise as afirmativas abaixo e marque a alternativa correta.
I. Ao entrar na era moderna muita coisa muda nesse modo de ver as coisas e o próprio conhecimento
II. A lógica cede lugar para a matemática, a experiência converte-se em experimentação e os experimentos em laboratório passam a ter um papel central.
III. A técnica se dissocia do saber empírico e se vincula à ciência, gerando a tecnologia, a filosofia perde a primazia para a ciência, primeiro para a física, depois para a biologia, e, desde então, é toda a diversidade dos saberes que é questionada, modificada e invertida.
IV. A tendência passa a ser valorizar mais e mais a ciência, e junto com ela a tecnologia, cuja fusão e interdependência vão gerar o complexo das tecnociências.
Estão corretas.
I e II apenas;
II e III apenas;
Todas;
Nenhuma.
O problema da relação entre mito e filosofia é colocado desde a Antiguidade, quando os primeiros filósofos se voltavam criticamente contra a tradição mítica da cultura grega arcaica.
Analise as alternativas abaixo e marque a incorreta.
Xenófanes – fez a primeira crítica do mito a partir da filosofia;
Aristóteles – Reconhece o mito como precursor da atitude filosófica;
Platão – não admite o mito no campo da filosofia;
O mito platônico – tem função heurística e pedagógica.