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A política se serve das outras ciências práticas e legisla sobre o que é preciso fazer e do que é preciso abster-se; assim sendo, o fim buscado por ela deve englobar os fins de todas as outras, donde se conclui que o fim da política é o bem propriamente humano. Mesmo se houver identidade entre o bem do indivíduo e o da cidade, é manifestamente uma tarefa muito mais importante e mais perfeita conhecer e salvaguardar o bem da cidade, pois o bem não é seguramente amável mesmo para um indivíduo, mas é mais belo e mais divino aplicado a uma nação ou à cidade.
(Aristóteles. Ética a Nicômaco)
Segundo o texto,
a ética e a política estão vinculadas, de modo que o bem do indivíduo está subordinado ao Bem Supremo da Pólis.
as qualidades das leis e do poder são independentes das qualidades morais dos cidadãos.
o bem do indivíduo está acima de tudo na Pólis, pois esta é a finalidade última da política.
o Príncipe é aquele que possui virtù política.
a cidade justa deve ser governada pelo filósofo.
Em sua obra Poética, Aristóteles investiga, brevemente, a origem da tragédia grega e a associa tanto ao culto ao deus Dioniso quanto à narrativa épica. A despeito de os mitos épicos serem centrais à narrativa trágica, o herói trágico distingue-se do épico
por sua capacidade de rivalizar em excelência com os deuses.
por encontrar na intervenção divina a fonte de sua ruína.
por traduzir a fragilidade da virtude humana ante a fortuna.
por ser capaz de redimir a existência humana da morte mediante uma ação virtuosa.
No livro IV de sua Metafísica, Aristóteles afirma: “De fato, quem diz que tudo é verdadeiro, afirma também como verdadeira a tese oposta à sua; do que segue que a sua não é verdadeira (dado que o adversário diz que a tese dele não é verdadeira). E quem diz que tudo é falso diz que também é falsa a tese que ele mesmo afirma”. Desta passagem, pode-se extrair um argumento que visa a demonstrar que
as concepções relativistas de verdade e conhecimento são consistentes.
as concepções não relativistas de verdade e conhecimento são autorrefutantes.
as concepções não relativistas de verdade e conhecimento são inconsistentes.
as concepções relativistas de verdade e conhecimento são autorrefutantes.
De acordo com as teses expostas por Platão em A República,
há um reino das Ideias ou Formas, e nenhum objeto participa de tais Ideias ou Formas.
cada um de nós é a medida de todas as coisas, por exemplo, da beleza de cada objeto.
um objeto é, por exemplo, belo, se participa da ideia do belo – o belo em si.
Em uma atividade ou arte, ele [o bem] tem uma aparência, e em outros casos outra. Ele é diferente na medicina, na estratégia, e o mesmo acontece nas artes restantes. (...) Na medicina ele é a saúde, na estratégia é a vitória, na arquitetura é a casa e assim por diante em qualquer outra esfera de atividade, ou seja, o fim visado em cada ação e propósito, pois é por causa dele que os homens fazem tudo o mais. (...) Chamamos aquilo que é mais digno de ser perseguido em si mais final que aquilo que é digno de ser perseguido por causa de outra coisa, e aquilo que nunca é desejável por causa de outra coisa chamamos de mais final que as coisas desejáveis tanto em si quanto por causa de outra coisa, e portanto chamamos de absolutamente final aquilo que é sempre desejável em si, e nunca por causa de algo mais. Parece que a felicidade, mais que qualquer outro bem, é tida como este bem supremo, pois a escolhemos sempre por si mesma, e nunca por causa de algo mais (...).
(Aristóteles. Ética a Nicômaco)
Aristóteles identifica aqui dois conceitos fundamentais de sua filosofia. Quais são eles?
Arte e aparência.
Bem e misericórdia.
Causa final e bem.
Desejo e felicidade.
Medicina e estratégia.
Parece que a felicidade, mais que qualquer outro bem, é tida como este bem supremo, pois a escolhemos sempre por si mesma, e nunca por causa de algo mais; mas as honrarias, o prazer, a inteligência e todas as outras formas de excelência (...), escolhemo-las por causa da felicidade, pensando que através delas seremos felizes.
(Aristóteles. Ética a Nicômaco)
Partindo da citação acima, é INCORRETO afirmar:
A noção de felicidade é central à ética aristotélica, que por esse motivo é caracterizada como ética eudaimônica.
Aristóteles associa a noção de bem com a noção de felicidade.
Para Aristóteles, a felicidade parece ser escolhida por causa dela própria.
Para Aristóteles, escolhemos a felicidade tendo em vista apenas as honrarias, o prazer e a inteligência.
Para Aristóteles, todas as nossas escolhas devem ter por finalidade última a felicidade.
Palavras como estas e todas as outras de mesma espécie, pediremos vênia a Homero e outros poetas, para que não se agastem se as apagarmos. Não que não sejam poéticas e doces de escutar para a maioria; mas, quanto mais poéticas, menos devem ser ouvidas por crianças e por homens que devem ser livres, e temer a escravatura mais do que a morte.
(Platão, República, 387 b1 ss)
Com esta fala de Sócrates, Platão vincula a obra poética a uma finalidade
lúdica.
literária.
religiosa.
pedagógica.
heroica.
De acordo com os sofistas, o direito natural não se fundava na natureza racional do homem, mas, sim, na sua natureza passional, instintiva e animal.
Na obra Ética a Nicômaco, Aristóteles identifica na sabedoria prática (phrónesis) a forma do juízo moral. Ele compreende a sabedoria prática como
a capacidade de alcançar princípios universais aplicáveis às situações particulares.
a transposição da sabedoria filosófica para o domínio dos assuntos humanos.
a capacidade de identificar em cada situação particular a medida adequada da ação.
a excelência no cultivo de hábitos rigorosos de conduta.

Assinale a alternativa que nomeia, respectivamente, um representante da posição segundo a qual a morte não é nada e um representante da posição segundo a qual a morte é a passagem para uma outra vida.
Uma primeira mediação e síntese entre a cultura hebraico-cristã e a filosofia grega foi tentada por
Filo de Alexandria.
Plotino.
Santo Agostinho.
Porfírio.
Amônio Sacca.
Assinale a opção que apresenta a reflexão da qual deriva o convite de Epicuro a não se temer a morte.
Quando a morte chega, já não se está mais presente e, portanto, não se pode mais sofrer.
Suportar a chegada da morte é um ato de máxima coragem e fortaleza.
A morte é a libertação das amarras do corpo e dos sofrimentos da vida.
Aceitar a morte com desapego à vida é sinal do sábio, que vive com desapego às paixões.
A morte é somente uma passagem para outra condição, imortal.
O neoclassicismo é
uma teoria filosófica que busca redescobrir os clássicos da filosofia, especialmente Sócrates.
um movimento arquitetônico do século XVII.
uma tendência estética e artística, iniciada por Winckelmann, que exalta os cânones da arte grega.
uma tendência artística, iniciada por Kant, que imita a arte clássica.
uma teoria historiográfica romântica e positivista.
O silogismo aristotélico é
formado por duas proposições.
apresentado sob a forma de hipóteses.
constituído por três raciocínios distintos.
é verdadeiro, independentemente da verdade de sua premissa, desde que seja correto.
Formado por três proposições.
Assinale a opção que apresenta uma frase célebre tradicionalmente associada à figura de Sócrates.
Conhece-te a ti mesmo.
Faça aos outros o que você deseja que te seja feito.
Não matarás.
O homem é a medida de todas as coisas.
O filósofo é o homem que desperta e fala.
A partir dos trechos apresentados, infere-se que o artista é aquele que tem uma visão em profundidade da realidade intuída por uma inspiração que se poderia chamar de poética.