

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A evolução da filosofia é marcada por um processo histórico de desenvolvimento contínuo que abrange várias épocas e correntes de pensamento. Desde sua origem na Grécia Antiga, a filosofia tem passado por transformações significativas, refletindo as mudanças culturais, sociais e científicas ao longo dos séculos (ABAGNANO, 2007).
Assinale a alternativa correta sobre a evolução da filosofia.
Tales de Mileto e Heráclito acreditavam que o conhecimento filosófico dependia exclusivamente da investigação ética e moral do ser humano.
Sócrates acreditava que o conhecimento verdadeiro era obtido através da observação empírica, razão pela qual enfatizava o estudo da natureza.
Os filósofos pré-socráticos procuravam explicar a origem do universo, baseando-se em princípios racionais, afastando-se dos mitos tradicionais.
A Teoria das Ideias de Platão sugere que o mundo sensível é mais verdadeiro e confiável do que o mundo das formas ideais.
Platão, ao contrário de Sócrates, defendia que o conhecimento verdadeiro poderia ser alcançado pelos sentidos, já que o mundo sensível refletia a verdade.
A Filosofia nasce em um momento e lugar específicos, ou seja, na Antiga Grécia, século VI a.C. caracterizando-se como uma forma específica de discurso, no qual procura-se entender o mundo que nos cerca. Este discurso tem uma especificidade que difere em relação ao pensamento mítico que o precedeu na Antiga Grécia. A respeito da relação entre o discurso filosófico e o mítico assinale a alternativa incorreta.
O discurso dos primeiros filósofos pretende buscar uma explicação do mundo natural (a physis) baseada essencialmente em causas naturais, o que consistirá na chamada “atitude naturalista”. Já o discurso mítico tem como um de seus elementos essenciais sua forma de explicar a realidade com a ajuda de elementos sobrenaturais, misteriosos, sagrados e mágicos
A ruptura entre o pensamento filosófico e o mito não ocorre de forma completa e imediata. Embora a Filosofia proponha uma nova forma de explicação do mundo, isso não significa o desaparecimento por completo do mito, o qual sobrevive e vai mudando de função progressivamente tornando-se uma parte da tradição cultural do povo grego e menos uma explicação da realidade. Entretanto, podemos ainda ver sua influência em escolas de pensamento filosófico como o pitagorismo e na obra de Platão
A Filosofia por se apresentar como uma expressão da verdade exige uma adesão e aceitação, por todos, aos seus pressupostos e conceitos. Já o mito é parte de uma tradição cultural e engendra uma visão de mundo nos indivíduos que é coletiva, orientando uma maneira de vivenciar a realidade. Por ser uma crença ele não pressupõe a adesão e aceitação por parte de todos indivíduos participantes
A Filosofia grega antiga, mesmo quando organizada por escolas filosóficas, é fruto de indivíduos com autoria e assinatura. Já o mito é essencialmente fruto de uma tradição cultural e não da elaboração de um determinado indivíduo
A Filosofia compreende que nossos pensamentos operam obedecendo à leis, regras e normas universais e necessárias, às quais quando conduzidas corretamente conduzem a distinção do verdadeiro e do falso. O mito ao contrário não se preocupa com contradições, com o fabuloso e o incompreensível, sendo estes os traços próprios do discurso mítico
A origem da filosofia remonta à Grécia Antiga. De maneira mais precisa, o momento de surgimento do conhecimento filosófico encontra-se na transição entre dois períodos que, tradicionalmente, constam da classificação historiográfica grega. Esses períodos são:
Período Arcaico e Período Helenístico.
Período Clássico e Período Helenístico.
Período Arcaico e Período Homérico.
Período Homérico e Período Clássico.
Período Arcaico e Período Clássico.
Para a antiga filosofia grega era mais importante a questão “por que ser moral?” do que a questão “o que é moral?”. O paralelo que Platão realiza entre as partes da alma e as partes da sociedade reduz estas duas perspectivas para uma só ______.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
mostrando por que alguém deve se preocupar em ter uma personalidade integrada e contribuir para o funcionamento harmonioso da sociedade
entender como a ética está mais preocupada com julgamentos intelectuais sobre ações e suas consequências, e menos com motivação mora
reconhecer que a moralidade pessoal pouco ou nada tem a ver com a moralidade social; isto é, os julgamentos morais privados de alguém não têm paralelos sociais
indicando como os julgamentos da sociedade sobre ser feliz ou não são os julgamentos que devem ser usados para dizer quem é moral e quem não é
demonstrando que a busca pela felicidade deve ser uma ação ética independente da moral social que controla os costumes
Na história da filosofia grega, a passagem do período pré-socrático para o período socrático marca uma mudança no enfoque das investigações.
Nesse sentido, é correto afirmar que houve uma transição de uma preocupação
dialógica para uma aforística.
política para uma ética.
terapêutica para uma metafísica.
cosmológica para uma antropológica.
teológica para uma materialista.
Para o professor Francisco Porfírio, “A filosofia política é a área de estudo da filosofia preocupada com as diversas questões políticas que emergem a partir do convívio social e da organização desse convívio em meio a uma agrupação humana. Ao longo da história, vários pensadores, como Platão, Aristóteles, Maquiavel, os contratualistas, os iluministas e filósofos contemporâneos, desenvolveram as teorias que embasaram e movimentaram a filosofia política de acordo com as suas épocas”.
Diante desse contexto assinale a alternativa INCORRETA:
Os pensadores da Escola de Frankfurt (século XX) colocaram-se, primeiramente, a adotar as teorias políticas e econômicas de Karl Marx como modelo ideal para a aplicação na sociedade. Eles também criticaram pontos específicos do iluminismo, como a ideia de que o avanço intelectual da sociedade promoveria o seu avanço moral.
Maquiavel defende uma estranha separação entre ética e política. Acontece que Maquiavel está pensando na teoria política como um suporte à manutenção do governo por parte do governante em seu livro O Príncipe. Para Maquiavel, o líder político deveria ser uma espécie de estadista estratégico e populista, procurando sempre o apoio político por parte do povo.
Judia e alemã, a filósofa e teórica política Hannah Arendt é uma das principais vozes do pensamento filosófico político contemporâneo. Arendt empreendeu um dos maiores estudos filosóficos sobre o totalitarismo, o livro As Origens do Totalitarismo. Ela também traçou estudos específicos sobre o totalitarismo e a política contemporânea.
Sócrates, autor da primeira obra de filosofia política – A República –, o filósofo grego antigo desenvolveu uma complexa organização política para o que ele chamou de cidade perfeita.
O pacto, ou contrato, social era o marco entre o estado de natureza e o estado civil e era firmado para garantir o cumprimento dos direitos naturais dos cidadãos e resolver as questões não solucionadas pelo direito natural. São filósofos contratualistas modernos o inglês Thomas Hobbes, o inglês John Locke e o franco-suíço Jean-Jacques Rousseau.
“Devido ao peso é que os átomos, num momento inicial, são imaginados por Epicuro como ‘caindo’; mas, situados dentro do vazio, teriam que desenvolver, nessa ‘queda’, trajetórias necessariamente paralelas. Isso significa que os átomos jamais se chocariam – dando origem aos engates e aos torvelinhos indispensáveis à constituição das coisas e dos mundos.”
Adaptado de EPICURO, col. Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1988.
Assinale a opção que descreve a solução conceitual de Lucrécio para o problema da teoria atomista apresentado acima.
Os átomos podem sofrer, a qualquer momento, um desvio aleatório de suas trajetórias, quebrando a cadeia da necessidade.
Os átomos são afetados pela ação de dois princípios cosmológicos opostos, de atração e repulsa, que geram suas composições.
Os átomos exercem uma espécie de ação à distância uns sobre os outros, de modo que sua interação prescinde de contato direto.
Os átomos se movem segundo os desígnios de uma inteligência inscrita na natureza, a qual coordena seus encontros.
Os átomos têm suas trajetórias determinadas por relações causais finais, o que sustenta a ordem do cosmos.
“O prazer é o início e o fim de uma vida feliz. Com efeito, nós o identificamos com o bem primeiro e inerente ao ser humano, em razão dele praticamos toda escolha e toda recusa, e a ele chegamos escolhendo todo bem de acordo com a distinção entre o prazer e a dor” (Epicuro. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). São Paulo: Editora da Unesp, 2002. p. 37).
A filosofia de Epicuro de Samos (341-270 a. C) está centrada na ideia de que encontramos o bem por meio do prazer. Essa percepção vai ser vista em outras escolas filosóficas no período helênico, conhecido por ser um período em que as concepções éticas se centram no indivíduo. Sobre o Epicurismo, é CORRETO afirmar que:
Os prazeres do corpo permitem que os sujeitos desenvolvam um alto grau de ataraxia.
Os seres humanos não devem evitar os prazeres, sejam do corpo, sejam da alma, já que, quando evitamos o prazer, temos efeitos desagradáveis.
Os prazeres relacionados aos desejos, como riqueza e poder, provocam nos seres humanos desestabilidade e sofrimento.
Devemos temer a morte, pois ela representa as dores que os seres humanos tentam evitar durante toda a existência.
Faz uma crítica ao materialismo observado no atomismo de Demócrito, pois, para Epicuro, a alma não desaparece com a morte.
“Quando acompanhamos a história das ideias éticas, desde a Antiguidade clássica (grecoromana) até nossos dias, podemos perceber que, em seu centro, encontra-se o problema da violência e dos meios para evitá-la, diminuí-la, controlá-la. Diferentes formações sociais e culturais instituíram conjuntos de valores éticos como padrões de conduta, de relações intersubjetivas e interpessoais, de comportamentos sociais que pudessem garantir a integridade física e psíquica de seus membros e a conservação do grupo social.” (CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. SP: Ed. Ática, 2000; p.432).
-
Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
-
I. O conceito de agente autônomo é essencial no pensamento ético. Suas origens são do grego antigo, sendo a junção das palavras autos que significa “eu mesmo” ou “si mesmo” e a palavra nomos que significa “lei”, “norma”, “regra”. Portanto trata-se daquele que tem o poder para dar a si mesmo a regra, a norma, a lei, gozando de liberdade e autonomia.
II. O valor supremo da ética é a liberdade, então nada pode restringir a ação de um agente livre, mesmo quando ele causa dor para outros indivíduos. A moral como relativa historicamente e variável para cada sociedade não pode ter valores universais. Uma determinada sociedade pode conter indivíduos que gostem de sentir dor e serem humilhados.
III. No pensamento ético existe uma relação entre meios e fins para se atingir objetivos. Porém, essa relação pressupõe a ideia de discernimento, ou seja, o uso da razão para distinguir entre meios morais e imorais, tais como nossa sociedade os definem. Esse discernimento precisa ser educado e desenvolvido para os valores morais, pois ele é criado pela vida intersubjetiva e social, e não nasce conosco, sendo um item fundamental no desenvolvimento de uma pedagogia voltada para o desenvolvimento humano.
IV. A conduta ética é aquela na qual o agente não sabe exatamente o que está em seu poder de realizar, deixando-se arrastar pelas circunstâncias e instintos. Também pode ser considerada uma atitude ética quando se submete a uma vontade alheia, recusando-se a independência e capacidade de autodeterminação.
-
Estão corretas as afirmativas:
II e IV apenas
I, II e IV apenas
I, II, III e IV
II e III apenas
I e III apenas
Para Heráclito, todos os fenômenos da natureza são parte de um movimento de mudança incessante.
De acordo com sua doutrina, é incorreto afirmar que a realidade é
caótica e irracional no seu proceder.
estruturada segundo jogos de contraste.
cíclica e eternamente renovável.
organizada por um princípio universal.
comparável a uma guerra e a um fluxo.
Os gregos deixaram grande contribuição para a teoria do conhecimento, exercendo grande influência para o pensamento ocidental. Considerando as teorias sobre o conhecimento, assinale a alternativa que NÃO se caracteriza como uma evidência expressiva no contexto grego.
Debate sobre a diferença entre o conhecimento sensível e intelectual, conhecimento prático e teórico.
O mundo e as coisas não têm sentidos se o homem não conceder sentidos a tudo. Portanto, o homem é o sujeito que possui condições e possibilidades para conhecer qualquer coisa, é o sujeito que constrói suas próprias verdades, sua própria história.
Discussão filosófica sobre aparência e essência.
Diferença entre opinião, saber e conhecimento.
Criação de um sistema lógico, um método, utilizado para organizar o pensamento de acordo com as normas lógicas e, a partir dele, concluir uma questão ou resolver um problema.
Podemos assinalar diversos acontecimentos e contextos históricos que contribuíram para a determinação histórica que engendrou a filosofia. Entretanto, em geral, os estudiosos da História da Filosofia consideram um, dentre eles, como o mais importante. Assim, a principal determinação histórica para o nascimento da filosofia, segundo a maioria dos historiadores, foi um acontecimento político, pois ele determinou o crescimento da cidade-estado, ou da pólis grega, o qual contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da filosofia.
Refletindo sobre as afirmações acima, assinale a alternativa correta.
A intensa presença nessa cidade-estado da figura do precursor da filosofia representada pelo Mestre da Verdade, que era um poeta, um adivinho e o rei de justiça. Essa figura era considerada uma pessoa sábia e discursava para os cidadãos nas assembleias políticas. Ele era considerado uma pessoa com dons da vidência, que lhe permitia ir além da aparência sensível ou imediata das coisas. Essas capacidades serão os atributos fundamentais dos futuros filósofos
Na pólis grega, os guerreiros passaram a ter o direito da palavra. Esta palavra discursiva é diferente da palavra inspirada, mágica e eficaz. Trata-se de uma palavra compartilhada, ou seja, uma palavra-diálogo. Era uma palavra pública pronunciada numa assembleia. Todo guerreiro tinha o direito de falar e emitir suas opiniões (isegoría), porém existe uma hierarquia entre eles. A a palavra dos mais velhos, sábios ou líderes são consideradas mais confiáveis, tornando-se assim o predecessor discursivo do filósofo
A pólis grega possibilitou o aparecimento de um discurso (lógos) público, dialogal, compartilhado e decisional. Esse discurso era exercido na capacidade dos homens de emitirem juízos e, para tanto, trocarem opiniões baseadas em argumentos, os quais tinham o poder de convencer ou não, conforme suas forças, as assembleias dos cidadãos
A presença na pólis de seitas de mistérios e de iniciação mágico-religiosa, que eram formadas por grupos de amigos que buscavam a sabedoria (filosofia). Essas seitas tinham um ativo papel nas discussões e decisões políticas de suas cidades
A filosofia nasce na pólis devido ao apoio que recebeu de alguns reis ou conselhos estatais, os quais estavam interessados no desenvolvimento técnico e científico das comunidades que lideravam. O apoio aos filósofos desenvolveu uma pedagogia voltada para estes propósitos e engajando os cidadãos nesse projeto
As escolas helenísticas caracterizam-se pelo desenvolvimento de exercícios espirituais para que se alcance um estado de imperturbabilidade da alma.
Esse estado é conhecido como
areté.
eudaimonia.
gnosis.
epokhé.
ataraxia.
A metafísica é uma área da filosofia que se concentra na investigação de questões fundamentais sobre a natureza da realidade, a existência, a causalidade, a relação entre mente e corpo e outros aspectos que vão além do âmbito da experiência sensorial. É uma das disciplinas filosóficas mais antigas e amplas, e seu nome deriva do grego "meta ta physika," que significa "o que está além da natureza." (NOZICK, 2019).
O filósofo que iniciou o estudo da Metafísica foi:
Descartes.
Platão.
Sófocles.
Aristóteles.
Sócrates.
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, identifique a afirmação correta
A busca da verdade sempre constituiu um dos problemas fundamentais da Filosofia, porém o que significa a verdade para a Filosofia? Inicialmente, destacamos a existência de três concepções diferentes, advindas das línguas grega, latina e hebraica.(...) Existem diferentes concepções filosóficas sobre a natureza do conhecimento verdadeiro, dependendo de qual das três idéias originais da verdade predomine no pensamento de um ou de alguns filósofos.
(Francisco Antonio Garcia, Filosofia e a verdade, ISSN 1415-6814, 2001, p.252),
I. Em grego, verdade tem o significado de aletheia, o mesmo que não-oculto, não-escondido; dessa forma, é aquilo que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito.
II. Em latim, verdade se diz veritas, que se refere à precisão, ou seja, relaciona-se ao rigor e à exatidão de um relato, no qual se diz, com detalhes, com pormenores e com fidelidade, o ocorrido.
III. Em hebraico, verdade se diz emunah, e significa confiança, a verdade é uma crença com raiz na esperança e na confiança, relacionadas ao futuro, ao que será ou ao que virá. Sua forma mais elevada é a revelação divina e sua expressão mais perfeita é a profecia.
IV. Segundo Chaui (1998), se analisarmos as diferentes concepções da verdade, verificaremos que algumas exigências fundamentais são conservadas em todas elas e constituem o campo da busca do verdadeiro.
A alternativa correta é:
Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
Apenas as assertivas I e II estão corretas
As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
Existe contemporaneamente um forte interesse pela filosofia helenística, em particular fora dos estudos acadêmicos. Isso porque esses estudos ainda privilegiam Platão e Aristóteles, passando rapidamente para Agostinho ou Aquino. Por vezes, vão direto para Descartes. Apesar desse privilégio acadêmico dado a esses filósofos existe, de fato, um renascimento do interesse pela filosofia helenística, principalmente pelo estoicismo, Portanto, não há muita filosofia helenística no currículo acadêmico voltado para os Grandes Livros. Pensando nas questões estoicas, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Podemos considerar o hedonismo como uma forma de teoria ética teleológica, pois o que essa teoria recomenda é que tenhamos atitudes segundo o princípio de produzir maior felicidade como consequência de nossas ações, a qual é entendida como prazer.
( ) Os estoicos observam que, ao agir, procuramos acumular poder e riqueza, restringindo nossos desejos a coisas sobre as quais temos controle.
( ) Para o estoico, a razão pela qual alguém cumpre seu dever é que é a única maneira pela qual uma pessoa pode alcançar a verdadeira felicidade.
( ) Segundo os estoicos, a única maneira de cumprir nosso dever de viver em harmonia com o universo é ceder às nossas paixões, desejos e emoções.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
V - V - V - V
V - V - F - F
V - F - V - F
F - F - V - V
F - F - F - F
Após leitura do enunciado do professor Bruno Carrasco abaixo, assinale a alternativa INCORRETA sobre o referido período:
Filosofia Moderna é entendida como toda a produção filosófica que se desenvolveu na Europa, entre o século XV ao século XVIII. Corresponde ao período da história da humanidade que vai desde a queda de Constantinopla, em 1453, até a Revolução Francesa, em 1789.
O questionamento sobre a fé possibilitou uma separação entre o conhecimento teológico e a filosofia, antes unidos durante a Idade Média. Isso gerou uma necessidade de um método para adquirir conhecimento de maneira segura. Essa necessidade de um método seguro estimulou o desenvolvimento de um método científico.
Um dos filósofos mais destacados deste período é René Descartes (1596-1650), representante do Racionalismo; e outro que merece destaque é Santo Agostinho (1354-430), representante do Empirismo.
O surgimento da imprensa proporcionou uma maior difusão do conhecimento, possibilitava o acesso de um número maior de leitores, favorecendo o desenvolvimento da ciência, da filosofia e das artes, alcançando cada vez mais pessoas, aumentando o nível de consciência e de liberdade de expressão.
Nesta época ocorreram muitas mudanças importantes na sociedade europeia, entre elas a retomada da valorização do ser humano, em oposição à valorização de Deus ou da fé e o renascimento cultural, que promoveu uma retomada da sabedoria e das artes clássicas.
As principais características das filosofias modernas são a valorização da razão e seu uso como meio de alcançar as verdades, a busca pelo controle e a previsão dos acontecimentos, a busca por valores e saberes absolutos e generalistas.
A invenção da política, nos moldes da sociedade grega, introduziu três aspectos novos e decisivos para o nascimento da filosofia. Assinale a opção que apresenta corretamente esses três aspectos.
a ideia de lei como expressão da vontade de uma coletividade humana; o surgimento de um espaço público que transforma a palavra em discurso; e o surgimento de um discurso formulado para além das crenças e seitas religiosas
a ideia de uma vida urbana; a invenção de um calendário grego baseado nas festas religiosas; e a invenção da categoria reconhecida como cidadão
a ideia de estética como o fator decisivo do contorno civilizatório grego; a manutenção da religião como guia oficial da vida pública da pólis; e o surgimento da perspectiva individual da ação humana
a ideia de guerra como expressão da potencialidade do poder bélico dos gregos; o surgimento do signo como expressão explícita de uma ideia; e a sacralização da escrita alfabética
a ideia de que outros espaços geográficos eram habitados por seres místicos; a manutenção da crença religiosa politeísta; e o surgimento de um ideal de classes sociais baseado na cooperação coletiva
“A cultura não é um dom dos deuses aos mortais, como ensina o mito. Foram os homens que tudo descobriram pelos seus esforços inquiridores, e é por meio deles que vão acrescentando novos elementos à cultura. […] O cosmos da filosofia da natureza converte-se, por um movimento reflexo do desenvolvimento espiritual, no protótipo da eunomia da sociedade humana. É nele que a ética da cidade encontra a sua raiz metafísica.”
(Fonte: JAEGER, W. Paidéia. Tradução de Artur M. Parreira. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 214 et seq.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre as relações entre mito e filosofia na Grécia Antiga, analise as afirmativas abaixo.
I. A filosofia é o pensamento racional separam-se dos mitos de forma gradual, ao longo do tempo, na Grécia Antiga.
II. Podemos considerar que o mito já era filosofia, uma vez que procurava respostas para problemas, os quais, até hoje, são objetos da pesquisa e indagação filosófica.
III. O mito é uma construção narrativa que se define pelo seu tema, pelo seu objeto e, principalmente, modo de narrar, o qual invoca elementos mágicos para descrever o homem e o mundo no qual ele habita.
IV. A filosofia acabou representando uma ruptura radical, imediata e permanente em relação aos mitos, transformando-se numa forma de pensar baseada na racionalidade e no empirismo, desde seu nascimento na Grécia Antiga até a contemporaneidade.
Estão corretas as afirmativas:
II e IV apenas
I, II e IV apenas
I e III apenas
III e IV apenas
I, II, III e IV
Não tinha outra filosofia. Nem eu. Não digo que a Universidade me não tivesse ensinado alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como tratei o latim; embolsei três versos de Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e políticas, para as despesas da conversação. Tratei-os como tratei a história e a jurisprudência. Colhi de todas as cousas a fraseologia, a casca, a ornamentação.
ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
A descrição crítica do personagem de Machado de Assis assemelha-se às características dos sofistas, contestados pelos filósofos gregos da Antiguidade, porque se mostra alinhada à
elaboração conceitual de entendimentos.
utilização persuasiva do discurso.
narração alegórica dos rapsodos.
investigação empírica da physis.
expressão pictográfica da pólis.