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O orfismo foi um dos elementos culturais que não favoreceram o surgimento da filosofia na Grécia, pois causou um rompimento com uma visão naturalista de mundo.
Certo
Errado
Advento da Polis, nascimento da filosofia: entre as duas ordens de fenômenos, os vínculos são demasiado estreitos para que o pensamento racional não apareça, em suas origens, solidário das estruturas sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação absoluta que às vezes lhe foi atribuído, saudando, na jovem ciência dos jônios, a razão intemporal que veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão; ela construiu uma Razão, uma primeira forma de racionalidade. Essa razão grega não é a razão experimental da ciência contemporânea.
VERNANT, J. P. Origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002.
Os vínculos entre os fenômenos indicados no trecho foram fortalecidos pelo surgimento de uma categoria de pensadores, a saber:
Os epicuristas, envolvidos com o ideal de vida feliz.
Os estoicos, dedicados à superação dos infortúnios.
Os sofistas, comprometidos com o ensino da retórica.
Os peripatéticos, empenhados na dinâmica do ensino.
Os poetas rapsodos, responsáveis pela narrativa do mito.
A filosofia nascente é marcada pelo esforço do pensamento humano em compreender os fenômenos da realidade. Os vários fatores históricos que impulsionaram o seu surgimento deram condições para que uma nova forma de pensamento se estabelecesse na cultura ocidental. De acordo com a tradição histórica, esta fase inicial da filosofia é conhecida como período pré-socrático.
Sobre a filosofia pré-socrática é correto afirmar.
Dentre os objetivos dos primeiros filósofos, pré-socráticos, podemos destacar a construção de uma cosmogonia (explicação acerca da gênese do universo através dos deuses).
Os filósofos pré-socráticos buscavam compreender a arché do universo. O termo arché é de origem grega e significa princípio substancial. Neste caso, os pré-socráticos visavam a identificar o princípio causador de todos os seres.
Dedicados ao estudo da physis, osteóricos pré-socráticos iniciaram a análise sobre a natureza do universo. É unânime nesses pensadores que o universo tem uma causa transcendental, mas que pode ser explicada racionalmente.
As primeiras explicações cosmológicas nasceram com os pensadores pré-socráticos, que almejavam unificar toda a tradição mítica em apenas uma teoria divina sobre a origem do universo.
O que espanta os primeiros físicos ou filósofos, o que lhes causa admiração e melancolia é a perpétua instabilidade das coisas, sua aparição e desaparição, o nascimento e a morte, a geração e a corrupção dos seres. Em uma palavra,
a phýsis.
a arkhé.
a kínesis.
o kósmos.
a alétheia.
Na comédia de Aristófanes “As mulheres no Parlamento” (Ekklesiazousai) é apresentada uma inversão dos papéis que tradicionalmente são ocupados na Ágora e na Pólis ateniense. A protagonista Praxágora além de conduzir outras mulheres, mesmo que disfarçadas, ao parlamento as prepara e, como detentora da techné retórica, apresenta na Pnyx argumentos que convencem os homens a aceitar que o comando da pólis deveria ser repassado para as mulheres. “A elas, meus senhores, confiemos-lhes a cidade, sem mais discussão, sem sequer tentarmos saber o que elas vão fazer. Deixemo-las governar à vontade” (Ecc. 214-232). Acerca da política e do papel da mulher na sociedade ateniense do período clássico pode-se afirmar que:
I. A atividade feminina restringia-se, nesta época, praticamente, ao campo doméstico, pois à mulher não era dado direitos políticos nem jurídicos, e a sua participação no cotidiano citadino era muito limitada.
II. O papel de Praxágora na comédia tem uma relação direta com a figura comum na sociedade ateniense, a saber, os sofistas. A protagonista, como os Sofistas, transmitia a techné retórica às outras mulheres nos ginásios.
III. A educação feminina era centrada no cuidado dos afazeres domésticos e a uma formação moral. A imagem feminina presente em diversas obras literárias também revelam um cuidado com os deveres religiosos.
IV. No modelo estabelecido na República de Platão, há uma crítica ao papel que era exercido pelas mulheres na sociedade ateniense e em relação às tarefas que elas eram capazes de fazer.
Avalie as afirmações e assinale a alternativa correta:
I, II e III estão corretas.
II, III e IV estão corretas.
I, II e IV estão corretas.
I, III e IV estão corretas.
Todas as alternativas estão corretas.
Analise o texto abaixo:
A invenção da escrita alfabética que, como a do calendário e da moeda, revela o crescimento da capacidade humana de ____________ e generalização, uma vez que a escrita alfabética ou fonética, diferente de outras escritas como os hieróglifos, supõe que não se represente uma imagem da coisa que está sendo dita, mas que se ofereça um sinal ou signo abstrato dela, uma palavra.
Entre outras condições históricas favoráveis para o surgimento da Filosofia na Grécia podemos mencionar _________ e o surgimento da vida urbana.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
quantificação • a Guerra do Peloponeso
abstração • as grandes navegações
inferência • a atuação da Academia Platônica
imaginação • a implantação do helenismo
dedução • a invenção do astrolábio
A corrente filosófica criada em meados do século IV a.C., que afirma que, para atingir um estado de plena liberdade, tranquilidade e libertação do medo, o indivíduo deve manter-se em busca de prazeres moderados, é conhecida como:
Hedonismo.
Sadismo.
Monismo.
dogmatismo.
Epicurismo.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre a filosofia grega.
( ) Os pensadores pré-socráticos inauguraram, a partir do século VI a. C., uma nova atitude mental ante a realidade material, substituindo progressivamente as elaborações de cunho mitológico por especulação de caráter científico-filosófico.
( ) Entre os gregos, as práticas ou disciplinas que visavam a busca da verdade eram conhecidas como catarse.
( ) O método socrático de interrogação que pretendia induzir os indivíduos a descobrirem as verdades que trazem em si sem o saber, é conhecido como maiêutica.
( ) Em Platão, o processo pelo qual a alma se eleva por degraus das aparências sensíveis às realidades inteligíveis ou ideias é denominado dialética.
( ) Aristóteles denominava silogismo a operação mental que consiste em inferir uma conclusão de duas proposições estabelecidas como premissas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
V • V • F • V • F
V • F • V • V • V
V • F • V • V • F
F • V • V • F • F
F • F • V • V • V
Como é frequente nos estudos teóricos e na história da filosofia, a cada época surge um novo Platão, ou um Platão diferente dos anteriores. Sobre o tema, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. O Platão de Aristóteles é o filósofo preocupado com a distinção entre o mundo sensível das aparências e o mundo inteligível das essências, com o ser e o não ser e com as questões lógicas do conhecimento.
II. O Platão interpretado por Plotino é o filósofo preocupado com a teologia: o Bem (a ideia suprema, para Platão) é o ser uno e indizível, luz infinita, impensável e inalcançável pelo espírito comum, espalhando-se em emanações que formam o mundo, indo desde as formas puramente espirituais e imateriais até a matéria bruta, treva pura.
III. O Platão dos primeiros cristãos é o Platão da imortalidade da alma, da crítica ao corpo como prisão da alma, da purificação espiritual como forma de salvação.
IV. Para Nietzsche, “Platão, esta flor mais bela da Grécia”, foi destruído pelo racionalismo ressequido de Sócrates, que lhe tirou a energia agonística para transformá-lo no metafísico das ideias.
Apenas I, II e III.
Apenas II, III e IV.
Apenas I, III e IV.
Apenas I, II e IV.
I, II, III e IV.
As transformações socioeconômicas por que a Grécia passou nos séculos VII e VI a.C., com o abandono de formas aristocráticas de governo, deram ensejo a certas condições – como o amor pela liberdade – que adiaram o surgimento da filosofia na Grécia.
Certo
Errado
Antes do advento da filosofia, como é concebida na historiografia tradicional, os poetas tinham uma grande importância na educação e na formação espiritual do homem grego. Algumas peculiaridades dos poemas homéricos, como o grande senso de harmonia, de proporção, de limite e de medida, foram fundamentais para o surgimento da filosofia como conhecemo-la no Ocidente.
Certo
Errado
Entretanto, nosso amigo Basso tem o ânimo alegre. Isso resulta da filosofia: estar alegre diante da morte, forte e contente qualquer que seja o estado do corpo, sem desfalecer, ainda que desfaleça.
SÊNECA, L. Cartas morais. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1990.
O excerto refere-se a uma carta de Sêneca na qual se apresenta como um bem fundamental da filosofia promover a
valorização de disputas dialógicas.
rejeição das convenções sociais.
inspiração de natureza religiosa.
exaltação do sofrimento.
moderação das paixões.
Ética na Administração Pública: Os filósofos gregos estabeleceram os preceitos éticos da sociedade Grega na época em que viveram, esses preceitos persistem até os nossos dias, mesmo depois de 23 séculos. Três filósofos se ocuparam profundamente nesse mister. São considerados os filósofos mais importantes da Grécia Antiga. São eles:
Epícuro, Xenófanes e Demócrito.
Ptolomeu, Apolodoro e Arístocles.
Sócrates, Platão e Aristóteles.
Tales, Heráclito e Pitágoras.
Diógenes, Empédocles e Parmênides.
Heráclito afirma que “ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio”. Essa afirmação expressa uma concepção segundo a qual:
nada muda ao longo do tempo
nada permanece o mesmo ao longo do tempo
toda impermanência é ilusória
tudo o que existe é permanente
Fala-se em período helenístico para designar os três grandes sistemas filosóficos predominantes nessa época: ceticismo, epicurismo e estoicismo. Sobre a filosofia helenística, assinale a alternativa INCORRETA.
O pensamento helenístico enraíza-se nas duas grandes filosofias clássicas do século IV a.C., a platônica e a aristotélica. Como consequência, as novas filosofias tendem a dividir seus escritos em três campos: a lógica (estudo do raciocínio e do discurso racional), a física (estudo da Natureza e de todas as suas manifestações) e a ética (estudo da natureza humana e da vida reta e feliz).
Os filósofos helenísticos, particularmente epicuristas e estoicos, estavam convencidos da impossibilidade de encontrar regras de conduta humana e de alcançar a felicidade sem o apoio em uma concepção racional de Natureza, isto é, uma ética é impossível sem uma física.
Um dos aspectos mais relevantes da filosofia cética é a suspensão do juízo (epoché). Trata-se de um exercício intelectual que impede a cristalização das sensações em opiniões, inclinações e agitações porque reconduz os dados à sua indeterminação e indiferença.
Na Carta a Meneceu, onde se encontram as principais ideias éticas de Epicuro, este afirma que o prazer (hedoné) é o princípio e a finalidade da vida feliz.
Os estoicos, além de retomarem o materialismo atomista de Demócrito, concebem uma cosmologia na qual coexistem mundos inumeráveis que se sucedem no universo infinito sem qualquer intervenção divina para seu funcionamento.
Foi na Grécia Antiga, em um período que se estendeu do século 7 a.C. ao século 2 a.C., que, pela primeira vez, o pensamento científico-filosófico tornou-se abstrato e surgiram tentativas de explicar racionalmente o mundo, em contraposição às explicações míticas produzidas até então.
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ANDREY, Maria et al. Para Compreender a ciência: uma perspectiva histórica. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo; São Paulo: Educ, 2001, com adaptações.
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Com base no excerto apresentado, a respeito do advento da filosofia, assinale a alternativa correta.
Assim como o mito, a filosofia, em seu início, também ocupou-se com a origem do real. A filosofia, porém, opõe-se ao pensamento mítico, uma vez que ela problematiza, discute, argumenta e possibilita o pensar crítico.
Apesar da diferença entre mito e filosofia, essas duas áreas do saber fazem uso do logos (razão). Esse fato torna impossível dizer que a filosofia surge como uma tentativa de elaborar o pensamento racional.
O principal objetivo da filosofia, desde seu nascimento, é o de refutar as explicações mitológicas. Dessa forma, seu principal argumento é o de que Homero e Hesíodo, autores dos mitos, não visualizaram o Uno, tal como preconizado por Plotino.
No período arcaico, aquele em que a filosofia nasce, os primeiros pensadores formularam proposições, aforismos e poemas acerca do destino da alma humana.
A passagem do mito para a filosofia é inquestionável, porque a amizade ao saber rompe com a discórdia que havia entre os cidadãos da Grécia Antiga.
Os primeiros filósofos surgiram não na Grécia continental, propriamente, mas nas colônias gregas, na Jônia (Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito, Leucipo, Demócrito e Xenófanes) e na Magna Grécia (Pitágoras, Parmênides, Zenão e Empédocles).
Certo
Errado
De certa maneira, parece haver se constituído como espécie de senso-comum filosófico a narrativa hegemônica do exclusivo nascimento grego da Filosofia. No entanto, algumas pesquisas se levantam contra esse modelo de narrativa, como é o caso, por exemplo, de uma abordagem filosófica afroperspectivista, que, dentre outras características,
“é pluralista, reconhece diversos territórios epistêmicos, é empenhada em avaliar perspectivas e analisar métodos distintos. Tem uma preocupação especial para a reabilitação e o incentivo de trabalhos africanos e afrodiaspóricos em prol da desconstrução do racismo epistêmico antinegro e da ampliação de alternativas para uma sociedade intercultural e não hierarquizada” (NOGUERA, R. O ensino de filosofia e a lei 10.639. Editora Pallas: Rio de Janeiro, 2011, p. 68-69).
A respeito da noção de racismo epistêmico, considere as afirmações abaixo:
I – No caso da filosofia, esse conceito demonstra que apenas o mundo ocidental pode garantir a filosoficidade de um saber.
II – Ao se arrogarem a autoridade de definir a filosofia, as guerras de colonização produziram epistemicídio, ou seja, o assassinato das maneiras de conhecer e agir dos povos africanos conquistados.
III – Tradicionalmente eurocêntrica, essa visão tenderia a excluir outros estilos, linhas e abordagens filosóficas, negando a legitimidade epistemológica dessas abordagens que não são ocidentais.
A alternativa que reúne as afirmações CORRETAS é:
Afirmações I e II.
Afirmações II e III.
Afirmações I e III.
Todas as afirmações estão corretas.
Na Grécia arcaica, a palavra laica, pública e humana dos guerreiros em assembleia, tem menos a ver com a alétheia (não esquecimento, não esquecido, lembrado) e mais com a dóxa (opinião). A dóxa pertence ao vocabulário político da decisão. Como, porém, a decisão política é tomada na assembleia, aquele que fala para fazer com que sua opinião e escolha sejam a decisão de todos, fala para persuadir os outros. Por isso, a dóxa se aproxima da alétheia, quando a persuasão for verdadeira, e se aproxima da léthe (esquecimento, erro, engano), quando houver apenas sedução mentirosa. A filosofia irá surgir ligada a esses dois tipos de palavra, isto, é, à alétheia e à dóxa. Essa ligação, porém, não será sempre a mesma nos diferentes períodos da filosofia grega. Nesse sentido, assinale a alternativa INCORRETA.
Na fase inicial, os filósofos procuram falar como poetas e adivinhos, isto é, no campo da palavra-verdade e falam também como chefes políticos, isto é, no campo da palavra-persuasão.
Os filósofos Pitágoras de Samos e Parmênides de Eleia afastam a dóxa e fortalecem apenas a alétheia.
A partir do desenvolvimento da democracia, um grupo de filósofos novos, os sofistas, afasta a alétheia e fortalece exclusivamente a dóxa.
Com Sócrates e Platão, haverá um esforço gigantesco (decisivo para todo o pensamento ocidental) para conciliar alétheia e dóxa. A dóxa será associada à alétheia quando a ética e a política passam a ser consideradas ciências sobre a essência do homem e da pólis.
A filosofia nascente, embora sendo uma explicação racional sobre a origem do mundo e as causas de sua transformação, emprega um vocabulário político, jurídico, humano para referir-se ao cosmos.
A cultura filosófica da Grécia antiga, que inspirou o modelo de educação formal que hoje é hegemônico, se baseava na valorização de três elementos essenciais. São eles:
a oratória, a religião e a ciência política
o pensamento matemático, a literatura e o esporte
o pensamento racional, a palavra e o ser humano
a oratória, o pensamento racional e as divindades mitológicas