Questões de Concurso sobre Física Subatômica (Física de partículas)

 
 
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Em um átomo, a massa M de seu núcleo é:


A

menor que a massa total (somatória) das partículas que compõem o núcleo.


B

maior que a massa total (somatória) das partículas que compõem o núcleo.


C

igual que a massa total (somatória) das partículas que compõem o núcleo.


D

igual que a massa total (somatória) das partículas que compõem o núcleo descontada das partículas da eletrosfera.

O gráfico a seguir relaciona a energia máxima adquirida pelos elétrons ao serem arrancados, devido ao efeito fotoelétrico, da superfície de dois metais diferentes; observe:


Imagem associada para resolução da questão


De acordo com a proposta de Einstein, para explicar esse fenômeno, a energia máxima que um elétron poderia receber até ser arrancado da superfície do metal seria a energia de um quantum de luz, descontando o trabalho realizado por esse quantum para arrancar o elétron. Sendo assim, pode-se afirmar que, entre o chumbo e o ferro, o metal que necessita receber menos energia para que seus elétrons sejam arrancados é o:


(Considere a constante de Planck h = 6,6 . 10–34m2 . kg/s e 1 eV = 1,6 . 10–19 J.)


A

Ferro; e sua função trabalho vale 4,537 eV.


B

Chumbo; e sua função trabalho vale 4,125 eV.


C

Ferro; e sua função trabalho vale 72,6 . 10–20 eV.


D

Chumbo; e sua função trabalho vale 66 . 10–20 eV.

Considere duas placas paralelas e condutoras uniformemente carregadas com cargas de módulos iguais, mas de sinais contrários, separadas por uma distância de 5,0.10–3 m (portanto, muito menor que suas dimensões). Um elétron penetra na região entre as placas, perpendicularmente a elas, através de um furo existente na placa positiva, muito longe das bordas, como ilustra a figura.


Imagem associada para resolução da questão


A figura a seguir representa, em gráfico cartesiano, como a energia cinética do elétron varia em função da distância à placa positiva enquanto ele se desloca entre elas.


Imagem associada para resolução da questão


Sendo o módulo da carga do elétron e = 1,6.10-19 C, o módulo do campo elétrico entre as placas é igual a


A

1,8.103 V/m.


B

2,4.103 V/m.


C

3,6.103 V/m.


D

17,2.103 V/m.


E

9,0.103 V/m.

comprimento de onda

energia cinética

λ1 = 3 × 10-7 m

1,8360eV

λ2 = 5 × 10-7 m

0,1816eV

A tabela anterior apresenta a energia cinética máxima de um fotoelétron emitido em função do comprimento de onda incidente, no caso do potássio. Acerca do efeito fotoelétrico e com base nas informações apresentadas, assinale a opção correta.


A

Quanto maior for o comprimento de onda da radiação incidente, maior será a energia cinética do elétron ejetado.


B

De acordo com os dados apresentados, o valor da função trabalho do potássio é = 2,3eV.


C

A função trabalho ou a energia necessária para ejetar o elétron mais externo de um átomo independem do elemento químico.


D

Os resultados obtidos em um experimento para detectar o efeito fotoelétrico podem ser explicados dentro da teoria ondulatória de Huygens.


E

De acordo com os dados apresentados, o valor da constante de Planck é h = 4,14 x 10-34 J .s.

Uma partícula α colidindo com um elétron pode capturar o elétron e formar um íon de hélio ionizado He+. A energia de recombinação é tipicamente emitida na forma de um fóton com energia de radiação que satisfaz a conservação de energia. Um elétron que se move com energia cinética K = 640 eV se recombina com uma partícula α para formar um átomo de hélio ionizado no estado fundamental.


Obtenha o valor aproximado do comprimento de onda λ do fóton monoenergético que é emitido na reação de recombinação.


Dado: ћc = 1973 eV.


A

17


B

22


C

34


D

45


E

57

Um elétron de energia total de 2,07 MeV colide com outro elétron que está em repouso no referencial do laboratório. Considere que a energia de repouso do elétron é igual a 0,51 MeV.


Quais são a energia total E e a quantidade de movimento do sistema P no referencial do laboratório?


A

E = 2,07 MeV e P = 2,01 MeV/c


B

E = 1,56 MeV e P = 2,13 MeV/c


C

E = 2,07 MeV e P = 2,07 MeV/c


D

E = 4,28 MeV e P = 1,86 MeV/c


E

E = 1,72 MeV e P = 2,56 MeV/c

Um cristal ortorrômbico de cementita (Fe3C) tem os seguintes parâmetros de rede a = 4,52 Å, b = 5,08 Å e c = 6,74 Å. Qual o valor da distância interplanar (d) do plano (111)?


A

3,02


B

4,16


C

3,57


D

4,79


E

3,19

Um próton e uma partícula α são abandonados frente a frente, separados por uma pequena distância. Suponha que eles sejam acelerados pelas forças de origem elétrica que um exerce sobre o outro. A partícula α é o núcleo do átomo de Hélio, sendo constituída, portanto, por dois prótons e dois nêutrons.


A razão entre os módulos das acelerações do próton e da partícula α é igual a


A

8.


B

6.


C

4.


D

2.


E

1.

O gráfico a seguir representa a energia cinética máxima (E) dos elétrons ejetados por uma placa metálica em função da frequência (f) da radiação incidente sobre a placa.


Imagem associada para resolução da questão


A respeito desses dados é correto afirmar que


A

a função trabalho desse metal é de 1,2 eV apenas para a frequência de 20.1014 Hz.


B

se uma fonte de radiação emitir com frequência de 16.1014 Hz, não haverá ejeção de elétrons.


C

aumentando-se a intensidade da radiação para a frequência de 20.1014 Hz, a energia cinética dos elétrons emitidos deverá aumentar de modo exponencial.


D

frequências maiores que a frequência mínima irão ocasionar emissões de elétrons com a mesma energia cinética, mas em número cada vez maior.


E

a frequência mínima dessa radiação capaz de ejetar elétrons deve ser de 16.1014 Hz.

A solução obtida de uma equação de Schrödinger relativa a um dado sistema é a função de onda de uma partícula confinada na região , dada por sin , em que é a constante de normalização. Assim, deve ser igual a


A

.


B

.


C

.


D

.


E

.

Suponha uma partícula contida em um poço quadrado infinito, com largula que vai de x = − a até x = a. Sua função de onda é descrita como:



Podemos AFIRMAR que a constante de normalização C corresponde a:


A


B


C


D


E

O espalhamento de Rutherford é o espalhamento elástico de partículas carregadas pela interação de Coulomb. É um fenômeno físico explicado por Ernest Rutherford em 1911, que levou ao desenvolvimento do modelo planetário de Rutherford do átomo e, eventualmente, o modelo de Bohr. O espalhamento de Rutherford foi referido pela primeira vez como espalhamento de Coulomb, porque depende apenas da eletricidade estática (Coulomb) potencial, e a distância mínima entre as partículas é definida inteiramente por este potencial. O processo clássico de espalhamento Rutherford de partículas 𝛼 (disco preto na figura) contra núcleos de ouro (disco vermelho na figura) é um exemplo de "espalhamento elástico", porque nem as partículas alfa nem os núcleos de ouro são excitados internamente. A figura abaixo mostra este espalhamento e as variáveis físicas relevantes para análise: 𝑏 - parâmetro de impacto, 𝑟 - posição da partícula alpha, 𝜑 - ângulo da partícula alpha, 𝑚 - massa da partícula alpha, 𝑣 - velocidade da partícula alpha, 𝑅 - distância de maior aproximação da partícula alpha ao núcleo de ouro, e 𝜃 - o ângulo de espalhamento da partícula alpha. A variável 𝐷 é a posição da partícula alpha onde sua energia cinética é igual a sua energia potencial elétrica no vácuo. Considerando a razão , qual deve ser o valor das variáveis 𝑅, 𝜃 e 𝜑 no ponto de maior aproximação entre a partícula alpha e o núcleo de ouro, respectivamente?


Imagem associada para resolução da questão


A

1,08 × 𝐷=; 60º; 30º


B

3,24 × 𝐷; 60º; 45º


C

2,66 × 𝐷; 45°; 30°


D

1,08 × 𝐷; 30°; 60°


E

1,50 × 𝐷; 60°; 60°

Em relação à figura da história do fóton de 15 MeV apresentada na questão anterior, assinale a alternativa que apresenta corretamente a energia Etr, em MeV, transferida de fótons para partículas carregadas em cada uma das camadas A, B e C, nessa ordem.


A

15,0 / 2,5 / 0,5.


B

13,98 / 4,2 / 0,5.


C

15,0 / 2,5 / 0.


D

13,98 / 2,5 / 0.

Qual propriedade define o comportamento das partículas classificadas como férmions?


A

Componente z do spin semi-inteiro


B

Componente z do spin igual a 1/2 e carga negativa


C

Componente z do spin inteiro


D

Componente z do spin igual a 1 e carga diferente de 0 e positiva

Supondo que um elétron de carga -e e de massa igual a “m” mantém uma órbita circular de raio R em torno de um próton, em repouso, de carga “+e”. Essa órbita é mantida devido à atração coulombiana entre o elétron e o próton. Assinale a alternativa que indica corretamente a expressão da energia cinética do elétron.


Considere que “k” representa a constante eletrostática do meio.


A

ke2


B


C


D

Os núcleos possuem 𝑁 nêutrons, 𝑍 prótons e um número de massa 𝐴 = 𝑁 + 𝑍. Para núcleos leves, 𝑁 e 𝑍 são aproximadamente iguais, enquanto, para os núcleos pesados, 𝑁 é maior do que 𝑍. Os isótopos consistem em dois ou mais núcleos com o mesmo número atômico 𝑍, porém com valores de 𝑁 e 𝐴 distintos. A massa de um núcleo estável é menor do que a soma das massas de seus núcleons, soma de prótons e nêutrons. A massa atômica, 𝑀, é comumente dada em unidade de massa atômica 𝑢, e pode-se considerar a seguinte relação de conversão para energia, (1 𝑢) . 𝑐2 = 931,5 𝑀𝑒𝑉, que mostra o grande potencial de armazenamento de energia nos núcleos atômicos. A diferença de massa ∆𝑚 multiplicada por 𝑐2 é igual à energia de ligação 𝐸1 do núcleo, energia necessária para sua formação, ou 𝐸1 = (𝑍 𝑀𝐻𝑖𝑑𝑟𝑜𝑔ê𝑛𝑖𝑜 + 𝑁 𝑀𝑛ê𝑡𝑟𝑜𝑛 − 𝑀Á𝑡𝑜𝑚𝑜) 𝑐2 .


TIPLER, Paul; MOSCA, Gene. Física: Física-Moderna: mecânica quântica, relatividade e estrutura da matéria. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006. v. 3, com adaptações.


Considerando os dados: 𝑀𝐻𝑖𝑑𝑟𝑜𝑔ê𝑛𝑖𝑐 = 1,007825 𝑢, 𝑀𝑛ê𝑡𝑟𝑜𝑛 = 1,008665𝑢 e = 4,002603 𝑢, assinale a alternativa que indica o valor da energia de ligação do isótopo do hélio 4𝐻𝑒.


A

7,72 𝑀𝑒𝑉


B

28,30 𝑀𝑒𝑉


C

32,00 𝑀𝑒𝑉


D

39,25 𝑀𝑒𝑉


E

58,17 𝑀𝑒𝑉

Sabendo que a função trabalho para o efeito fotoelétrico de uma superfície de prata é 6,9 × 10 −19 J e que a constante de Planck é igual a 6,3 × 10 −34 J . s, quando uma radiação ultravioleta de frequência 2,0 × 10 15 Hz incide sobre uma superfície de prata, causando a emissão de um elétron, a máxima energia cinética que esse elétron pode ter é


A

3,1 × 10 −19 J.


B

5,7 × 10 −19 J.


C

9,6 × 10 −19 J.


D

1,9 × 10 −18 J.


E

2,0 × 10 −17 J.

Ao propor seu modelo para o átomo de hidrogênio, Niels Bohr considerou que o elétron girava ao redor do próton, ambos com carga elétrica de módulo igual a q, obedecendo à lei de Coulomb, em algumas órbitas estáveis. Nesse modelo, sendo k= , em que ∈ é a permissividade elétrica do vácuo, e m a massa do elétron, a velocidade escalar v do elétron, em uma órbita estável de raio igual a r, é dada por


A

v = q .


B

v = q .


C

v = r .


D

v = r .


E

v = m .

 
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