Questões de Concurso sobre Revoluções Liberais na Europa : Ondas de 1820, 1830 e 1848

 
 
Disciplina 1
Assunto 3
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
165 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

No ano de 1959, com a fusão de duas revistas, surge a New Left Review. Nessa nova publicação, cujo primeiro editor é Edward Palmer Thompson, circulam importantes intelectuais e historiadores de língua inglesa, tais como Raymond Willians, Stuart Hall, Christopher Hill, Eric Hobsbawn. Esse grupo, apesar de heterogêneo, apresenta elementos em comum em suas análises da realidade histórica. Um desses elementos pode ser sintetizado da seguinte maneira:


A

Abandono da abordagem marxista sob a influência do estruturalismo francês, especialmente da obra de Claude Levi-Strauss.


B

Utilização das concepções da Escola dos Annales, como o princípio da história-problema.


C

Crítica ao historicismo alemão, no que tange à centralidade das questões culturais na análise da realidade histórica.


D

Renovação do pensamento marxista com a crítica à ortodoxia stalinista e releitura das obras de Marx e Engels.

Assinale a alternativa que apresenta os principais objetivos da Revolução do Porto, ocorrida em Portugal no ano de 1820.


A

O principal intento dos revoltosos era forçar o retorno do rei e da corte portuguesa, que estava no Brasil desde 1808. Além do mais, os portugueses viam na recolonização do Brasil e no reestabelecimento do Pacto Colonial uma forma de superar a crise portuguesa.


B

Tinha como principal ideal fortalecer o movimento pró-independência que crescia a cada dia no Brasil, pois os nativos entendiam que as riquezas do Brasil significavam também o enriquecimento dos cofres portugueses.


C

A Revolução do Porto tinha como principal intuito combater Napoleão Bonaparte e suas tropas que, ao ameaçarem invadir o território português, provocaram a família real portuguesa para o Brasil.


D

A motivação mais relevante da Revolução do Porto foi a luta pela permanência do Marechal Beresford que comandava, com extrema popularidade, o País durante a ausência da corte portuguesa.


E

Os revoltosos almejavam a proclamação de uma república portuguesa e o fim da Monarquia, entendida pelos portugueses como pouquíssimo moderna e bastante ultrapassada. Assim, os lusos desejavam a permanência da família real no Brasil.

Quase que simultaneamente, a revolução explodiu e venceu (temporariamente) na França, em toda a Itália, nos Estados alemães, na maior parte do império dos Habsburgo e na Suíça. De forma menos aguda, a intranquilidade também afetou a Espanha, a Dinamarca e a Romênia; de forma esporádica, a Irlanda, a Grécia e a Grã-Bretanha. Nunca houve nada tão próximo da revolução mundial com que sonhavam os insurretos do que esta conflagração espontânea e geral, que conclui a era analisada neste livro. O que em 1789 fora o levante de uma só nação era agora, assim parecia, “a primavera dos povos” de todo um continente


(Eric Hobsbawm. Era das revoluções)


O excerto apresenta


A

as revoluções de 1848.


B

a restauração pós era napoleônica.


C

as decorrências da grave crise de 1873.


D

a reação aristocrática pós 1830.


E

os antecedentes da Primeira Guerra.

Proletariado se refere à classe social mais baixa que se formou dentro das sociedades industrializadas. Quanto ao proletariado, analise as afirmativas a seguir.

I. A classe dos proletários é a classe dos operários, constituída de indivíduos que se caracterizam pela sua condição permanente de assalariados e pelos seus modos de vida e atitudes decorrentes de tal situação.

II. A palavra proletário teve origem entre os romanos, para descrever o cidadão pobre que só era útil à República para gerar prole (filho), que, no futuro, iria servir à Pátria.

III. A burguesia é a classe social que está ao lado do proletariado; trata-se da classe social, do regime capitalista, que abrange todos os grupos ou indivíduos, cujos interesses se identificam com os dos possuidores de capital.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)


A

I, II e III.


B

II, apenas.


C

III, apenas.


D

I e II, apenas.

Um professor de história que deseja desenvolver a temática “Os movimentos sociais e políticos do século XIX” com os alunos deverá fazê-los através do seguinte conteúdo:


A

A transformação do feudalismo e o surgimento do capitalismo.


B

O Império Romano do oriente ou Império Bizantino.


C

O desenvolvimento do comercio internacional.


D

As revoluções liberais e o socialismo.

“O Segundo Sexo” é um clássico publicado por Simone de Beauvoir em 1949. É uma obra seminal que estabeleceu de imediato uma discussão sobre a condição feminina e o(s) feminismo(s). No livro, a autora afirma que:



“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.”


Apesar das várias polêmicas suscitadas, tem servido de referência para a maior parte dos ensaios, debates e discussões posteriores. São dois livros sobre a situação da mulher e o seu papel na sociedade. Com base no recorte do texto de Simone de Beauvoir, assinale a alternativa CORRETA:


A

O texto de Simone de Beauvoir é uma afirmação determinista sobre o processo de formação da mulher, que se torna plena apenas quando atinge a maturidade.


B

Segundo a perspectiva de Beauvoir, uma menina não nasce mulher, mas se torna mulher apenas quando cumprir com a perspectiva tradicional que a sociedade lhe exige.


C

Numa perspectiva histórica e apoiando-se sobre experiências vividas, Simone de Beauvoir mostra o conceito de feminilidade como uma construção cultural em um mundo dominado pelos homens.


D

Simone de Beauvoir despreza a experiência histórica quando afirma que a mulher se torna plena apenas quando cumpre com seu papel social de mãe e mantenedora dos valores da família.


E

Segundo Beauvoir, é impossível uma igualdade total entre os homens e mulheres, já que historicamente os homens conquistaram maiores espaços de poder.

“A história de todas as sociedades que existiram até hoje é a história de lutas de classes.”


MARX, Karl; ENGELS, Friederich. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Martin Claret, 2013, p.45.


A teoria comunista como formulada por Marx e Engels, principalmente a exposta no Manifesto do Partido Comunista, é sintoma de um período de crescente desigualdade econômica e conflitos sociais. Essa teoria foi


A

Formulada no processo de queda do Antigo Regime e expôs de forma consistente os conflitos entre as classes nobres e populares.


B

Formulada durante o crescimento exponencial do capitalismo no século XVIII, expondo de forma consistente a desigualdade econômica entre proletários e burgueses.


C

Formulada durante o crescimento exponencial do capitalismo no século XIX, expondo de forma consistente a desigualdade econômica entre proletários e burgueses.


D

Formulada durante o processo da guerra Franco-Prussiana que acelerou o processo de desigualdade econômica entre proletários e burgueses culminando, inclusive, na formação da Comuna de Paris.

Sobre as Revoluções de 1848, indique a alternativa INCORRETA:


A

Durante o ano de 1848 completou-se o desmoronamento do “Sistema de Metternich” nos diversos países da Europa Centro-Ocidental.


B

O Proletariado da França e das diversas partes da Europa possuía reivindicações idênticas nas revoluções de 1848.


C

Entre as reivindicações da burguesia francesa que irão causar a revolução de 1848 pode-se enumerar: regime republicano, sufrágio universal, liberdade de imprensa e reunião.


D

Na França as Revoluções fizeram-se contra o governo conservador de Luís Felipe que se baseava no sufrágio censitário e na força da Guarda Nacional.


E

O Golpe do Eliseu representou uma vitória da aristocracia e clero francês.

Um dos principais ensaios históricos desenvolvidos para se compreender a realidade brasileira foi escrito pelo jurista sul-rio-grandense Raymundo Faoro, o clássico, Os Donos do Poder: Formação do Patronato Político Brasileiro, no qual são apresentados alguns conceitos sociológicos e históricos que permitem uma compreensão mais acurada da realidade nacional. Nessa obra afirmou o autor que:


“A realidade histórica brasileira demonstrou a persistência secular da estrutura patrimonial, resistindo galhardamente, inviolavelmente, à repetição, em fase progressiva, da experiência capitalista (...). Característico principal, o de maior relevância econômica e cultural, será o predomínio, junto ao foco superior de poder, do quadro administrativo, o estamento que, de aristocrático, se burocratiza progressivamente, em mudança de acomodação e não estrutural”. (FAORO, Raymundo. Os Donos do Poder: A formação do Patronato Político Brasileiro. Porto Alegre. Globo. 2001. p.822-823.)


Nesse contexto de conceitos úteis para a interpretação da história brasileira, pergunta-se: o que é patrimonialismo?


A

Conceito desenvolvido por Karl Marx em O Dezoito Brumário de Luís Bonaparte, no qual aponta que, na transição entre o Modo de Produção Asiático e o Modo de Produção Escravista Antigo, existiu uma faixa de transição, denominada patrimonialismo do rei perante a gleba rural e industrial.


B

Conceito desenvolvido pelo sociólogo francês Emile Durkheim, que busca relacionar o desenvolvimento das sociedades através de formas elementares de organização coletiva, cuja religião é um dos principais meios de se estabelecer relações de solidariedade.


C

Conceito desenvolvido pelo filósofo francês Raymond Aron, exposto no livro O Ópio dos Intelectuais, no qual relaciona o marxismo a uma droga alucinógena, que tira a possibilidade de os indivíduos enxergarem a realidade como ela se apresenta, devido ao torpor literário vermelho.


D

Conceito desenvolvido por Simone de Beauvoir, que, em Segundo Sexo, afirmou que não nascemos homens ou mulheres, mas nascemos com a marca do patrimônio acumulado pelos nossos pais, do qual somos herdeiros.


E

Conceito desenvolvido pelo pensador alemão Max Weber, utilizado no Brasil por Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil, e por Raymundo Faoro, em Os Donos do Poder, e que observa uma falta de clareza na separação entre as esferas públicas e privadas no Brasil.

Leia as afirmativas a seguir:


I. A história dos governos socialistas teve início com a revolução ocorrida na Rússia no final do século XVIII, a qual foi determinante para a derrubada dos governos absolutistas vigentes. Na Rússia czarista, os mencheviques defendiam que a Revolução Comunista não deveria seguir as etapas definidas por Marx, pois seria necessário antes estimular os trabalhadores a tomar para si o controle das grandes fábricas e derrubar o sistema capitalista vigente.

II. Roma é uma das cidades mais importantes da história da humanidade, exercendo uma influência sem igual no desenvolvimento da história e da cultura dos europeus durante milênios e na construção da Civilização Ocidental. O expansionismo romano, iniciado durante a República, teve basicamente dois objetivos: defender Roma do ataque dos povos vizinhos rivais e assegurar terras necessárias à agricultura e ao pastoreio.


Marque a alternativa CORRETA:


A

As duas afirmativas são verdadeiras.


B

A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.


C

A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.


D

As duas afirmativas são falsas.

Segundo Eric Hobsbawm, no livro A Era das Revoluções, “o movimento operário proporcionou uma resposta ao grito do homem pobre. Ela não deve ser confundida com a mera reação coletiva contra o sofrimento intolerável, que ocorreu em outros momentos da história, nem sequer com a prática da greve e outras formas de militância que se tornaram características da classe trabalhadora. Estes acontecimentos também têm sua própria história que começa muito antes da revolução industrial.”


Para o autor, no movimento operário do princípio do século XIX, o que era verdadeiramente novo?


A

A guerra entre pobres e ricos e a destruição das máquinas.


B

A consciência de classe e a ambição de classe.


C

O protesto e a defesa da estabilidade da vida em sociedade.


D

A competitividade e o individualismo.


E

A luta por uma sociedade democrática e idealista.

Sobre o conceito de mais-valia, de Karl Marx, é correto afirmar:


A

Karl Marx nunca falou em mais-valia e, sim, os marxistas que, equivocadamente, atribuem a Marx o termo.


B

A mais-valia depende da capacidade administrativa de um proletário, que administra as rendas obtidas através da exploração do seu empregado burguês.


C

É a diferença entre o valor da força de trabalho e o valor do produto do trabalho, sem a qual não existiria o capitalismo.


D

A mais-valia é o lucro que o burguês tem no final do mês, diferença entre receitas e despesas.


E

Karl Marx não tematizou a mais-valia e, sim, afirmou que ela era própria do período medieval, quando as pessoas viviam nos feudos medievais.

Interprete os fragmentos.


TEXTO I


“Não sou comunista, porque o comunismo concentra e engole, em benefício do Estado, todas as forças da sociedade; porque conduz inevitavelmente à concepção da propriedade nas mãos do estado, enquanto eu proponho a abolição do Estado (...) o qual, com o pretexto de moralizar e civilizar os homens, conseguiu até agora somente escravizá-los, persegui-los e corrompê-los. (...) Proponho a abolição da propriedade pessoal recebida em herança, a qual não é senão uma instituição de Estado, uma consequência direta dos princípios do Estado. Eis aí senhores por que eu sou coletivista e não comunista.”


Discurso de Mikhail Bakunin no Congresso da Associação Internacional dos Trabalhadores, Suíça, 1868.


TEXTO II


“Ser governado é ser vigiado, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, numerado, regulado, alistado, indoutrinado, pregado, controlado, checado, anotado, censurado e comandado por criaturas que não possuem nem o direito, nem a sabedoria, nem a virtude para fazer tudo isso. (...) É, sob o pretexto da utilidade pública, e em nome do interesse público, ser colocado sob pressão, mandado, roubado, explorado, monopolizado, (...); e depois, à menor resistência, à primeira queixa, ser reprimido, multado, (...) aprisionado, julgado, condenado, fuzilado, deportado, sacrificado, vendido, traído. (...) Eis o governo, eis a sua justiça, eis sua moral!”


Pierre-Joseph Proudhon Os excertos são reveladores de princípios e pensamentos


Os excertos são reveladores de princípios e pensamentos


A

marxistas.


B

anarquistas.


C

positivistas.


D

escatológicos.

[...] Marx, o homem que engendrou a ideologia comunista, não se coadunavam com outros analistas de economia que não seguissem as diretivas de um socialismo mais invectivo e contundente. Essa discrepância se acentuava sempre mais entre os muitos intelectuais que, no século XIX, tratavam de sociologia econômica ou de política econômica. Era o tema do momento para a intelectualidade que procurava livrar as nações e a própria humanidade não só do ultrapassado sistema econômico feudal, mas, sobretudo, libertar o homem do trabalho escravo, verdadeira chaga nas relações humanas, e ainda da subserviência semiescrava do trabalhador ao patrão (MARX, 2009).


De acordo com o texto acima, o sistema econômico feudal era ultrapassado e vinha causando discussões entre os intelectuais da época. A respeito desse sistema, que é uma forma de organização política, social e econômica, assinale a alternativa incorreta


A

Tinha a agricultura como sua principal atividade produtiva


B

Baseava-se em uma sociedade rigidamente hierarquizada, na qual os indivíduos encontravam-se subordinados uns aos outros por laços de dependência


C

O feudalismo começou a se estruturar por volta do século VIII, no Reino Franco, propagando-se depois para outras regiões da Europa Ocidental


D

O poder político era fragmentado e sob responsabilidade apenas dos senhores feudais, que pertenciam à elite formada por grandes senhores de terra que ocupavam o topo da pirâmide social

Marx e Engels propuseram [...] uma nova periodização da História.


(Flávio Berutti e Adhemar Marques, Ensinar e aprender história. Adaptado)


Nesse sentido, esses pensadores defendem


A

uma organização do tempo considerando os principais acontecimentos históricos da humanidade, como a Queda do Império Romano e a Revolução Industrial.


B

uma periodização que destaca as condições materiais de existência e as relações estabelecidas entre os homens no processo produtivo.


C

a utilização da referência do tempo físico para dimensionar e avaliar as conquistas culturais de cada sociedade histórica.


D

a atualização da divisão tradicional – Idades Antiga, Média, Moderna e Contemporânea, acrescendo a História do Tempo Presente.


E

a divisão do tempo histórico em grandes etapas, que considerem, em essência, as rupturas político-institucionais.

Em abril de 1871, o governo de Comuna de Paris, um manifesto conclamando todos os trabalhadores franceses a seguirem o exemplo de Paris, com a proposta de construir uma federação de comunas na França. E, conforme esse manifesto em Comuna de Paris é adequado afirmar que:


A

Eleger, pelo voto dos trabalhadores os funcionários do Estado, que não poderiam perder seus cargos a qualquer momento.


B

Criar um Estado dos trabalhadores, formado por uma federação de comunas livres e autônomas.


C

Substituir o exército por milícias populares e não congelar os preços dos alimentos e alugueis.


D

Estabelecer que não era função do Estado de criar creches e escolas para os filhos dos trabalhadores.

TEXTO PARA A QUESTÃO 29


“A igualdade dos trabalhos humanos fica disfarçada sob a forma da igualdade dos produtos do trabalho como valores; a medida, por meio da duração, do dispêndio da força humana de trabalho, toma a forma de quantidade de valor dos produtos do trabalho; finalmente, as relações entre os produtores, nas quais se afirma o caráter social dos seus trabalhos, assumem a forma de relação social entre os produtos do trabalho.”


(MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011, p. 94.)


Assinale a alternativa correta, que apresente o conceito a que se refere Karl Marx no trecho acima:


A

Mais-valia relativa.


B

Mais-valia absoluta.


C

Igualdade social.


D

Valor.


E

Fetichismo da mercadoria.

Tinha como fundamento teórico a luta de classes, a revolução proletária e o materialismo dialético e histórico. A única opção que apresenta a resposta CORRETA para as características apresentas é:


A

Socialismo utópico.


B

Capitalismo universal.


C

Socialismo Científico.


D

Comunismo integral.

O historiador Eric J. Hobsbawm, em sua obra A Era das Revoluções, ressalta as aproximações entre Revolução Industrial e Revolução Francesa, apresentando-as como uma "dupla revolução" que sinalizou a “crise do velho regime (HOBSBAWM, 2012, p. 99)”, aglutinando a potência revolucionária acumulada durante o século XVIII, ao mesmo tempo que representa uma ruptura com este. Por isso ele diz que se “a economia do mundo no século XIX foi formada principalmente pela influência da revolução industrial britânica, sua política ideologia foram formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa (p. 97)”.


HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções, 1789-1848. São Paulo: Paz e Terra, 2012.


A respeito das revoluções na Inglaterra e na França no fim do século XVIII, é possível asseverar que:


A

Os efeitos da Revolução Industrial e da Revolução Francesa atingiram igualitariamente às classes sociais, melhorando significativamente as condições de vida e trabalho da classe operária e diminuindo a distância socioeconômica entre esta e a burguesia.


B

A escassez de mão-de-obra na Grã-Bretanha para movimentar a indústria têxtil levou os empresários a importar escravos e matéria-prima das colônias ultramarinas, visto que a Inglaterra mantinha uma relação pacífica com as áreas colonizadas.


C

A Revolução Francesa teve pouca influência sobre os processos revolucionários no mundo ocidental no século XIX, como demonstra a rejeição aos ideais revolucionários franceses nos levantes que levaram à libertação da América hispânica.


D

O ideário do liberalismo teve influência direta nas revoluções na Inglaterra e na França ao fim do século XVIII, como exemplo, podemos destacar o racionalismo e a crença na ideia de progresso.

"Dentro da revolução inglesa do século XVII, que resultou no triunfo da ética protestante – a ideologia da classe proprietária – houve a ameaça de uma outra revolução, completamente diferente. Seu sucesso poderia ter estabelecido a propriedade comunal e uma democracia mais ampla, poderia ter derrubado a Igreja estatal e rejeitado a ética protestante. Os grupos radicais que apresentaram essas propostas (...) eram formados por homens e mulheres pobres, sem sofisticação ou educação, e talvez por isso, raramente suas opiniões foram consideradas a sério. Porém muitas de suas exigências, tradicionalmente descartadas como fantasias impraticáveis, aproximam-se do radicalismo próprio do nosso próprio tempo. O mundo de ponta-cabeça é um retrato não dá revolução burguesa que ocorreu na Inglaterra (...), mas sim dos impulsos para uma radical reviravolta da sociedade, violentamente desejada e temida."

Fonte: HILL, Christopher. O mundo de ponta-cabeça. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, contracapa.


Entre os grupos radicais a que o texto faz referência podemos incluir:


A

Os socialistas utópicos de Charles Fourier, por meio de seus falanstérios evocavam noções militares de falange e os ideais religiosos dos monastérios na construção de uma comunidade intencional crítica da sociedade industrial.


B

Os cartistas que por meio da Carta do Povo reivindicavam sufrágio universal masculino, igualdade dos distritos eleitorais, voto secreto, eleições anuais ao Parlamento, remuneração aos parlamentares e abolição da qualificação de proprietário para ser candidato.


C

Os anarcossincalistas, um movimento de trabalhadores ingleses, principalmente do ramo da fiação e tecelagem, reconhecido pela destruição de máquinas como forma de protesto diante do aumento do desemprego provocado pela industrialização.


D

Os niveladores, um heterogêneo movimento político e social inglês, entre seus princípios podemos destacar a construção de uma sociedade mais igualitária, com ampliação do sufrágio e da soberania popular.

   
Gerar simulado